segunda-feira, junho 22, 2009
Não há um lar a não ser que o encontremos em nós mesmos
sexta-feira, junho 19, 2009
Almas velhas
"NDW – Mas espera! Então e o conceito de velhas almas? Algumas almas não são “mais velhas” que outras?
D – Nada é “mais velho” que nada. Criei TUDO AO MESMO TEMPO, e Tudo existe precisamente agora.
A experiência de “mais velho” e “mais novo” a que te referes tem a ver com os níveis de consciência de uma determinada alma, ou Aspecto do Ser. Vocês são todos Aspectos do Ser, simplesmente partes de O Que É. Cada parte tem a consciência do Todo embutida em si. Cada elemento carrega o cunho.
A “Consciencialização” é a experiência dessa consciência a ser despertada. O aspecto individual do TODO consciencializa-se de Si próprio. Torna-se, literalmente, auto-conscientes.
Depois, gradualmente, torna-se consciente de todos os outros e a seguir, do facto de que não existem outros – que o Todo é Um.
terça-feira, junho 16, 2009
A flor de Lótus
A flor de Lótus é venerada na Índia e no Japão, e é a flor símbolo da espiritualidade; a mais admirada de todas, pelas suas qualidades. A semente de Lótus pode, por exemplo, ficar mais de 5.000 anos sem água, somente esperando as condições ideais de humidade para germinar. Ela nasce na lama e só se abre quando atinge a superfície, onde só então mostra as suas luminosas e imaculadas pétalas, que são autolimpantes, isto é, têm a propriedade de repelir microrganismos e poeiras. É também a única planta que regula seu calor interno, mantendo-o por volta de 35º, a mesma temperatura do corpo humano. O botão da flor tem a forma de um coração, e suas pétalas não caem quando a flor morre, apenas secam. Assim, o passado, o presente e o futuro estão simbolizados, respectivamente, pela flor seca, pela flor aberta e pela semente que irá germinar.
A tradição budista nos relata que quando Siddhartha (que mais tarde se tornaria o Buda) tocou o solo e fez seus primeiros sete passos, sete flores de lótus cresceram. Representa, assim, que cada passo do Bodhisattva é um acto de expansão espiritual.
terça-feira, junho 09, 2009
Corpo de Deus
Na próxima quinta-feira a cristandade celebra a festa do Corpo de Deus (Corpus Christi, Corpo de Cristo), esta festa, segundo a Wikipédia, foi decretada a 11 de Agosto 1264 pelo papa Urbano IV, porque “recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico”.
E ainda da Wikipédia, se verifica como do medo, da superstição, do paganismo cristão continuam a nascer demónios e com eles os rituais para os expulsar, e depois ninguém nos explica como tudo começou, bem sei porquê, por que esta história que é de lesa-inteligência, lesa-dignidade humana, lesa-humanidade, tem objectivos de ganhar fiéis e dinheiro, para que os “elevados” continuem a viver no fausto e no regabofe, e os “diminuídos” continuem a trabalhar e a suar sob a pena de esses demónios inventados lhes dêem castigos eternos e penas no fogo do inferno:
“Conta a história que um sacerdote chamado Pedro de Praga, de costumes irrepreensíveis, vivia angustiado por dúvidas sobre a presença de Cristo na Eucaristia. Decidiu então ir em peregrinação ao túmulo dos apóstolos Pedro e Paulo em Roma, para pedir o Dom da fé. Ao passar por Bolsena (Itália), enquanto celebrava a Santa Missa, foi novamente acometido da dúvida. Na hora da Consagração veio-lhe a resposta em forma de milagre: a Hóstia branca transformou-se em carne viva, respingando sangue, manchando o corporal, os sanguíneos e as toalhas do altar sem no entanto manchar as mãos do sacerdote, pois, a parte da Hóstia que estava entre seus dedos, conservou as características de pão ázimo.”
Hoje em dia este Pedro de Praga seria internado num hospital psiquiátrico, na certa e compulsivamente. Agora não venham dizer que foi Jesus o de Nazaré que quis esta festa e este culto com tudo de demente e triste. Esta festa está contra tudo o que Jesus disse e fez durante a sua passagem pelo planeta Terra, ele que sempre renunciou ao estatuto de rei, de senhor, de deus, de ser adorado e bajulado, de ter estátua à sua imagem para que as pessoas pudessem prestar culto. Mas esta igreja continua aí a perpetuar os medos ancestrais, mantendo com outra roupagem os cultos aos múltiplos deuses e deusas que estão em cada capelinha espalhadas por essa cristandade a fora. Deuses e deusas, do medo, do pecado, da culpa, da penitência, das adorações, dos sacrifícios, que subjugam os fracos e aliviam os mais fortes, que abençoam as castas altas e maltrata as castas baixas, que pedem o dinheiro do miserável para encher os bolsos das eminências, que roubam a alegria de viver do justo para a dar satisfação de falsa alegria do injusto.
sexta-feira, junho 05, 2009
EU SOU
D – Ainda bem. Então usa-Me. Se para ti dá resultado agarrar num bloco e numa caneta (e, devo dizer, parece resultar muito bem para ti), então agarra num bloco e numa caneta. Mais vezes. Todos os dias. A todas as horas, se tiver que ser.
Aproxima-te de Mim. Aproxima-te de Mim! Faz o que sabes. Faz o que tens de fazer. Faz o que for preciso.
Reza um terço. Beija uma pedra. Curva-te para o Oriente. Entoa um cântico. Balança um pêndulo. Testa um músculo.
Ou escreve um livro.
Faz o que for preciso.
Cada um de vocês tem a sua interpretação. Cada um vocês Me entendeu – Me criou – à sua própria maneira.
Para alguns sou um homem. Para alguns sou uma mulher. Para alguns sou ambos. Para alguns, não sou nem uma coisa nem outra.
Para alguns de vocês sou energia pura. Para alguns, o sentimento supremo, a que chamam amor. E alguns de vocês não fazem ideia do que Eu sou. Sabem simplesmente que EU SOU.
E assim é.
EU SOU.
Sou o vento que vos roça os cabelos. Sou o Sol que vos aquece o corpo. Sou a chuva que vos dança no rosto. Sou o aroma das flores no ar e sou as flores que exalam a sua fragrância. Sou o ar que transporta essa fragrância.
Sou o princípio do vosso primeiro pensamento. Sou o fim do último. Sou a ideia que iluminou o vosso momento mais brilhante. Sou a glória da sua realização. Sou o sentimento que alimentou a coisa mais amorosa que jamais fizeram. Sou a parte de vós que anseia por esse sentimento repetidamente.
O que quer que para vocês resulte, o que quer que o faça acontecer – qualquer que seja o ritual, cerimónia, demonstração, meditação, pensamento, canção, palavra ou acção necessária para que vocês se “re-unam” – façam-no.
segunda-feira, junho 01, 2009
A tua vontade é a Minha Vontade
Se fizesses sempre a Minha Vontade, nada mais terias a fazer para conseguir a iluminação. O processo estaria terminado. Já lá terias chegado.
Um dia em que não fizesses outra coisa senão a Minha Vontade trar-te-ia a Iluminação. Se tivesses feito a Minha Vontade durante os anos todos que viveste, era pouco provável que precisasses de estar envolvido neste livro neste momento.
Portanto está claro que não tens feito a Minha Vontade. De facto, a maior parte do tempo nem sequer conheces a Minha Vontade.
NDW – Não conheço?
D – Não, não conheces.
NDW – Então porque não me dizes qual é?
D – Digo. Mas tu não escutas. E quando escutas, não ouves realmente. E quando ouves, não acreditas no que ouves. E quando acreditas no que ouves, de qualquer maneira não segues as instruções.
Portanto, dizer que a Minha Vontade é a tua vontade é demonstradamente inexacto.
Por outro lado, a tua vontade é a Minha Vontade. Primeiro, porque a conheço. Segundo, porque a aceito. Terceiro, porque a louvo. Quarto, porque a amo. Quinto, porque que a possuo e lhe chamo Minha.
Significa isto que tens a livre vontade de fazer o que quiseres – e eu faço a tua vontade Minha, através do amor incondicional.
Agora, para a Minha Vontade ser a tua, terias que fazer o mesmo.
Primeiro, terias que a conhecer. Segundo, terias que a aceitar. Terceiro, terias de a louvar. Quarto, terias de a amar. Finalmente, terias que chamá-la a tua própria vontade.
"Conversas com Deus - Livro 2"
pag.28-29
sexta-feira, maio 29, 2009
A visão de deixar Cristo viver por nós
Recebi um comentário do Caio Correia, "Vim para que tenham Vida e Vida em abundância”:
Apenas para deixar registrado: A visão de deixar Cristo viver por nós está baseada (entre outros versículos) em Gálatas 2:20: " Pois já não sou eu quem vive, mas Cristo é quem vive em mim". Assim diz Paulo, um dos maiores pregadores da história da igreja o qual recebeu o chamado diretamente pelo Cristo. E só para completar, Cristo não é um alien que vive em nós e sim o seu Espírito Santo é quem habita em nós, orientando, consolando e fortalecendo os cristãos diariamente. E disse Jesus: " Mas eu lhes afirmo que é para o bem de vocês que eu vou. Se eu não for, o Conselheiro não virá para vocês; mas se eu for, eu o enviarei." E disse ainda: " Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade."Que o Senhor dê entendimento ao coração humano.
Olá Caio Correia,
Se um dia destes, fosses pela rua e te encontrasses com o São Paulo (ou Saulo) e ele te contasse que tinha sido chamado directamente pelo Cristo e que por isso ele próprio era um dos maiores pregadores da história da Igreja, que farias tu? Possivelmente, dir-lhe-ias que fosse a um psicólogo ou psiquiatra para se tratar, que tomasse uns medicamentos para acalmar os nervos, ou então dirias “Oh pá, não quero conversas contigo, estás maluco ou quê?”.
Estas coisas têm que ser vistas utilizando a nossa razão, pois ela não está em nós, só para enfeitar mas sim para ser usada.
Mais uma vez, essa do Espírito Santo, mas haverá algum espírito que não seja santo, nesse sentido, todos nós somos Espírito Santo, Jesus e todas as outras pessoas fazem parte desse Espírito/Deus/Vida/Amor.
Segundo a tua leitura, Jesus estava a impedir que o tal “Conselheiro” viesse ter connosco, uau!!!! Incrível. Ainda por cima, Jesus continua (da tua leitura) com uma posição de mandar no “Conselheiro”, para que ele venha cá abaixo, mas só quando ele chegar lá acima. É mesmo de macho. Este texto está adulterado, Jesus jamais poderia ter dito isto, pois é de uma inconsistência tal que mais parece uma anedota. Continuando com a tua última frase que mais parece uma verdade de Lapalisse, o Espírito da verdade guiar-nos-à a toda a verdade, o mais estranho é que nos guiasse à mentira, mas tem sido isso que a Igreja Católica Apostólica Romana (e as suas congéneres) têm feito.
Faça-se luz sobre a tua mente, liberta-te, deixa realmente esse Espírito Santo que há em ti vir ao de cima.
Até já,
terça-feira, maio 26, 2009
Eu vos digo: "Pedi e ser-vos-á dado. Procurai e achareis. Batei e abrir-se-á"
NDW – Um homem.
D – Pensas que foi só a um homem que foram concedidos esses poderes sobre o universo físico?
NDW – Só um homem os demonstrou.
D – Não foi assim. Quem apartou o Mar Vermelho.
NDW – Deus.
D – De facto, mas quem apelou a Deus para o fazer?
NDW – Moisés.
D – Exactamente. E quem apelou a Mim para curar os doentes e ressuscitar os mortos?
NDW – Jesus.
D – Sim. E então, pensas que aquilo que Moisés e Jesus fizeram tu não podes fazer?
NDW – Mas eles não o fizeram! Pediram-Te para o fazeres! Isso é diferente.
D – Está bem. Para já, iremos pela tua interpretação. E achas que tu não Me podes pedir as mesmas coisas milagrosas?
NDW – Suponho que poderia.
D – E eu concedê-las-ia?
NDW – Não sei.
D – É essa a diferença entre ti e Moisés! É isso que te separa de Jesus!
NDW – Muitas pessoas crêem que se pedirem em nome de Jesus, Tu acederás ao seu pedido.
D – Sim, muitas pessoas acreditam nisso. Crêem não terem poder, mas viram (ou acreditam noutros que viram) o poder de Jesus, portanto pedem em seu nome. Apesar de ele ter dito, “Porque vos admirais? Estas coisas, e mais ainda, vós também fareis”. No entanto as pessoas não conseguiam acreditar. Muitas não acreditam até hoje.
"Conversas com Deus - Livro 2"
Pag.44 - 46
Neale Donald Walsch
sexta-feira, maio 22, 2009
O maior desafio
Olha agora para estas duas palavras:
REACTIVE (reactivo)
CREATIVE (criativo)
Repara que se trata da mesma palavra. Apenas o “C” se deslocou! Quando colocas o “C” correctamente nas coisas, tornas-te Criativo, em vez de Reactivo."
do livro "Conversas com Deus - Livro 2"
Página 43
Do Neale Donald Walsch
terça-feira, maio 19, 2009
Nunca consegue responder uma pergunta simples - Resposta a um comentário
Olá Luciana,
No caso, o Fontez pergunta-me se acredito em demónios, eu não estava a fugir à questão quando lhe perguntei o que era para ele, demónios, a intenção era eu ficar a saber o que ele entendia por demónios, qual era a sua definição, qual era a sua imagem de demónios, que pode muito bem ser diferente da minha visão, da minha definição, do meu entendimento sobre o que é um demónio.
Os desentendimentos começam por não se saber qual é definição, a visão, o entendimento que os outros têm sobre a mesma coisa, que pode ser diferente da nossa; é por aqui que um bom diálogo começa.
Há uma história de uma tribo asiática que em conversações com os ingleses, em que estes propunham a anexação dos territórios da tribo para jurisdição inglesa, o chefe dessa tribo abanava a cabeça para cima e para baixo a tudo o que eles diziam, e os ingleses perceberam que ele estava do lado deles, que concordância do chefe, quando os ingleses invadiram a região tiveram forte oposição da tribo, só mais tarde perceberam que quando o chefe abanava a cabeça para cima e para baixo estava a dizer “Não” em vez de “Sim”.
Quem fugiu à pergunta foi o Fontez, eu apenas procurei um diálogo com a mesma base de entendimento.
Já agora, o que é uma fuga para a Luciana?
Até já,
Luís Carlos
http://espiritualidades.blogspot.com/2007/04/reflexo-sobre-o-encontro-com-o-neale.html
segunda-feira, maio 18, 2009
Um amor para sempre
Nesta obra fundamental encontra casos concretos, estratégias e conselhos práticos que lhe vão permitir iniciar, manter e enriquecer a sua relação.
- Esteja atento à sua relação e aos sinais de crise como a falta de diálogo;
- Para fugir à rotina, experimente criar hábitos bons e saudáveis, tais como, despedir-se sempre com um beijo ou encontrar um dia só para o casal;
- Mostre constantemente os afectos, não só a conversar, mas a «comunicar» com as mãos, com abraços, festas, beijos e carinhos;
- Faça planos financeiros em conjunto e dialogue acerca das vossas finanças.
Basta meter mãos à obra e construir um amor para sempre!"
quinta-feira, maio 14, 2009
Ainda, o melhor para nós - final
É uma grande poupança de tempo estar fora da mente.
Chega-se depressa às decisões, as escolhas são rapidamente activadas, porque a tua alma cria apenas a partir da experiência presente, sem revisão, análise e crítica de encontros passados.
Lembra-te disto a alma cria, a mente reage.
A alma sabe, na Sua sabedoria, que a experiência que estás a ter Neste Momento é uma experiência que te foi enviada por Deus antes de teres dela qualquer noção consciente. É isso que se quer dizer com experiência “pré-enviada” (Pre-sent). Já vai a caminho enquanto a procuras – pois mesmo antes de pedires, ter-te-ei respondido. Todo o Momento do Agora é uma dádiva gloriosa de Deus. Por isso que se chama presente.
A alma busca intuitivamente a circunstância e situação perfeita agora necessária para sanar um pensamento errado e te trazer a experiência certa de Quem Realmente És.
O desejo da alma é trazer-te de volta a Deus – trazer-te para casa, para Mim.
É intenção da alma conhecer-se experiencialmente – e assim conhecer-Me. Porque a alma compreende que Tu e Eu somos Um, mesmo quando a mente nega esta verdade e o corpo exprime essa negação.
Portanto, nos momentos das grandes decisões, põe-te fora da tua mente e faz antes uma pesquisa da alma.
A alma compreende o que a mente não consegue conceber.
Se passas o tempo a tentar a imaginar o que é “melhor” para ti, as tuas escolhas serão cautelosas, as tuas decisões levarão uma eternidade, e a tua jornada será lançada num mar de expectativas.
terça-feira, maio 12, 2009
Ainda, o melhor para nós - I
D – “Melhor” é um termo relativo, dependente de uma centena de variáveis. Isso torna as escolhas muito difíceis. Devia haver apenas uma consideração quando se toma uma decisão – Será isto uma afirmação de Quem Eu Sou? Será isto uma declaração de Quem Quero Ser?
Toda a vida devia ser uma declaração destas. De facto, toda a vida é. Podes permitir que essa declaração seja feita por acaso ou por escolha.
Uma vida vivida por escolha é uma vida de acção consciente. Uma vida vivida por acaso é uma vida de reacção inconsciente.
A reacção é isso mesmo – uma acção tomada anteriormente. Quando “re-ages”, o que fazes é avaliar os dados que recebes, procurar no banco da memória a mesma ou quase a mesma experiência, e agir da forma que agiste antes. Isto é tudo trabalho da mente, não da alma.A tua alma far-te-ia pesquisar a sua “memória” para ver como serias capaz de criar uma verdadeira experiência genuína de Ti no Momento de Agora. Esta é a experiência de “pesquisa da alma” de que tens ouvido falar tantas vezes, mas tens que estar literalmente “fora da tua mente” (“out of your mind”, doido da cabeça) para o fazer."
do livro "Conversas com Deus - Livro 2"
Página 37
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quinta-feira, maio 07, 2009
A escolha do MELHOR
Confusos?
A realidade é que nos pediram desde cedo que sejamos os melhores, em qualquer coisa que façamos, em qualquer coisa que sejamos. Sempre com expectativas altas. Há vezes que lhe chamam esperança de uma vida melhor.
A escolha do melhor é uma verdadeira “pescadinha de rabo na boca”, é o princípio da alienação que nos envolve, a entrada num ciclo vicioso. A imagem que me vem à cabeça, é da macieira cheia de maçãs e uma pessoa perfeccionista (não confundir com perfeito) e o objectivo dele é encontrar a melhor maçã, mesmo que ele nos diga que encontrou a melhor maçã, podemos sempre pôr em dúvida essa escolha, e ele, triste, volta ao trabalho de ter a melhor maçã, mas as maçãs não duram o tempo suficiente na árvore e acabam por cair da árvore, podres, e o perfeccionista lá continua à procura, sem nunca comer qualquer maçã, porque tem que ser a melhor, acabando por elas caírem todas. O perfeccionismo paralisia, a escolha do melhor paralisa, é uma vida vivida em sonhos nunca concretizando algo.
Quantos de nós procuram ter uma vida perfeccionista (não confundir com perfeita, por que toda Ela É perfeita, apesar de vermos defeitos)?
Ter o melhor de tudo, ter a melhor infância, a ter a melhor juventude, ter o melhor casamento, a melhor namorada, a melhor esposa, o melhor emprego, o melhor vencimento, os melhores filhos, os melhores pais, os melhores sogros, os melhores amigos, o melhor país, o melhor continente, o melhor mundo, até o melhor Deus. Esta busca do melhor leva-nos a desprezar o que temos hoje, o que somos agora, leva-nos à frustração de não conseguir ter o melhor e de ser o melhor. Os perfeccionistas são frustrados, podem conseguir vitórias fingidas, pois nunca terão a certeza de que tomar a melhor opção.
A Vida não é feita de melhores nem de piores, a vida é feita do óptimo dos vários possíveis que naquele momento “do agora” e no espaço físico “do aqui” estão disponíveis. Mas fomos educados (formatados) a tentar conseguir ter e ser o melhor em tudo. Nesta forma de vida e neste espaço conceptual da relatividade não se consegue ser o melhor em termos absolutos, porque “o melhor” parte do nosso conjunto de crenças, e este vem da tradição dos nossos pais e da sociedade onde nascemos. O que pode ser “o melhor” para uns pode ser “o pior” para os outros.
A optimização não parte do melhor nem do pior, parte de algo que está a funcionar para um funcionamento eficiente. Assim, podemos construir um automóvel com vinte rodas. Mas será ele eficiente? O automóvel é eficaz, pois continua a fazer aquilo para que foi projectado, mas em termos de optimização e eficiência, não. Então o automóvel foi optimizado e ficou com quatro rodas. Será que o carro com vinte rodas é melhor do que o de quatro rodas? Assim é com os seres humanos, inventamos coisas que funcionem, mas depois devemos optimizá-las, mas não é torná-las melhores, e também é assim com os nossos comportamentos, com os nossos sentimentos, com os nossos pensamentos.
Vamos optimizar, mas não melhorar. Sintamos a perfeição do nosso ser mas não que tenhamos que melhorar algo para sermos perfeitos. Sejamos o que queiramos ser desde que funcione e que esteja de acordo com a nossa verdade sobre quem somos realmente.
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quarta-feira, abril 29, 2009
Benfeitor vs Libertador
“Mas é por isso que eu insisto tanto que temos de ser pessoas e povos de olhos abertos, pobres por opção a vida inteira, para resistirmos a todas as seduções e permanecermos fiéis a nós próprios e uns aos outros, sem nunca nos passarmos com as nossas capacidades para o bando de assassinos, ladrões e de bandidos que constituem a minoria dos Privilégios que nos domina, engana, mente, aterroriza e, sempre que for preciso, nos mata. É nos pobres e nos Povos empobrecidos e oprimidos do Mundo que está o futuro da Terra, da Humanidade. Não nos seus algozes, nos seus fabricadores, nos seus carrascos. Se não cremos nesta Verdade, a única que nos fará livres para a Liberdade, tão pouco podemos dizer que cremos em Jesus Ressuscitado.”
Diário Aberto de dia 17 de Abril de 2009, do Mário de Oliveira
http://padremariodemacieira.com.sapo.pt/
quinta-feira, abril 23, 2009
O que é o mais importante?
Numa árvore, o que é mais importante?
Numa flor, o que é o mais importante?
Num animal, o que é o mais importante?
Num ser humano, o que é o mais importante?
Numa sociedade, o que é o mais importante?
No planeta Terra, o que é o mais importante?
No Universo, o que é o mais importante?
Na Vida, o que é o mais importante?
No Amor, o que é o mais importante?
Em Deus, o que é o mais importante?
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segunda-feira, abril 20, 2009
Espiritualidade no munda das empresas
IMPÕE-SE encarar com seriedade a importância da espiritualidade no mundo das empresas. Segundo Viktor Frankl, no seu livro “A busca de sentido pelo Homem”, a maior preocupação do ser humano não é ter prazer ou evitar a dor, mas sim descobrir o sentido da sua vida, referindo
que “esta busca representa o maior motor motivacional que alimenta a existência humana”.
Mitroff e Denton, no seu “Spiritual audit of corporate America”, concluem que “as empresas que
reconhecem valores espirituais, e os alinham com os seus objectivos de negócio, obtêm melhores resultados do que aquelas que o não fazem”.
No livro “A nova Inteligência”, Daniel Pink afirma que “há um reconhecimento crescente que a espiritualidade, não necessariamente a religião, mas a definição mais alargada da preocupação pelo sentido da vida, é uma parte fundamental da condição humana”.
Steven Quartz, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, refere que “os estudos sobre a nossa constituição biológica tornam cada vez mais claro que somos criaturas sociais que anseiam por uma noção de coerência e propósito”.
Por sua vez, Ronald Inglehart, da Universidade de Michigan, afirma que “o mundo moderno está a atravessar uma mudança lenta nos seus princípios funcionais, uma mudança gradual de valores materialistas para prioridades post-materialistas como a qualidade de vida.”
Numa época em que o isolamento do ser humano é cada vez mais evidente e o conceito de comunidade deixou praticamente de fazer sentido, é decisivo reconhecer quanto devemos não perder de vista o tema da energia espiritual e das emoções nas organizações.
Razão mais do que suficiente para que a busca de um significado para a vida deva ser parte integrante da existência de qualquer quadro de empresa. Que terá de ter impacto comunicacional, empatia, entender as subtilezas da interacção entre as pessoas e encontrar a satisfação de conviver de forma positiva consigo próprio, como também ajudar os que o rodeiam a consegui-lo."
de JORGE ARAÚJO,
no espaço de opinião "GERIR É TREINAR"
do Jornal Oje
do dia 20 de Abril de 2009
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sexta-feira, abril 17, 2009
Quem é realmente religioso?
No dia em que a mente parar, você chegou. A primeira visão do que é Deus e de quem é você acontece imediatamente, porque uma vez que a mente para, toda a sua energia que tinha permanecido envolvida com ela é liberada. E essa energia é tremenda, é infinita: ela começa a descer em você. É uma grande bênção, é graça.
Os chamados revolucionários seguem fracassando porque eles continuam tentando dar um jeito nas mesmas coisas da mente. Alguém acredita em Deus e daí aparece um revolucionário que diz, 'Não há Deus algum e eu não acredito em Deus'. Mas ele é tão fanático com suas idéias como as pessoas que acreditam em Deus.
Crentes e descrentes, ambos são fanáticos. Uns se apegam ao sim e outros se apegam ao não, mas sim e não, ambos são partes da mente. Você escolhe uma parte e um outro alguém escolhe a outra parte. Um é cristão e o outro é hindu, mas ambos são mentes. Um escolheu a Bíblia e o outro escolheu os Vedas, mas ambos são partes da mente.
Então, quem é realmente religioso? Aquele que não fez escolhas a partir da mente. Você não pode chamá-lo cristão, nem hindu, nem comunista; você não pode chamá-lo teísta nem ateu. Ele simplesmente é. Ele é indefinível. Você não consegue rotulá-lo. Ser é tão vasto que não pode ser rotulado. Nenhuma palavra é adequada o suficiente para descrever o ser. Em tal vastidão, a liberdade; em tal vastidão, a felicidade."
Osho
Retirado daqui Palavras de OSHO
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quarta-feira, abril 15, 2009
Amo-te
Eu sei que amas, e Eu a ti.
Do livro “Conversas com Deus – Livro 1”
Página 195, capítulo 10
quarta-feira, abril 08, 2009
Sobre mudar o mundo
Tinha na mão um molho de fitas com frases, e perguntou-me se podia entregar uma, pelo movimentos dele consegui perceber qual era a frase destinada a mim, e ele voltou a perguntar se eu pensava sobre se eu pensava sobre a mudança no mundo e eu disse que sim que pensava e que fazia aquilo mesmo, ele então viu a frase que queria me entregar, e disse que ele estava a fazer o mesmo, e agradeci-lhe o convite de aceitar a frase ( que não a aceitei) e despedi-me dele.
"Dá o teu melhor de ti mesmo"
Que seja assim esta Páscoa (A palavra Páscoa advém, exactamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egipto para a liberdade na Terra prometida))
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segunda-feira, abril 06, 2009
A vida só começa quando há algo mais sagrado que a vida
Quanto mais empenhado você estiver nessa procura, mais cedo acontecerá a transformação. Faça isso com intensidade, com totalidade.
Este é um dos segredos fundamentais da vida e da existência: você só vive quando tem algo pelo qual está disposto a sacrificar até a própria vida. A vida só começa quando você tem algo mais - mais nobre, maior, mais sagrado que a vida.
Quando a própria vida torna-se apenas um meio para um fim maior, então ela começa a ter um contexto. E só nesse contexto há sentido, significado, alegria."
Osho, em "Meditações Para o Dia"
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quarta-feira, abril 01, 2009
As Leis
As Leis são muito simples:
1. O pensamento é criativo.
2. O medo atrai uma energia igual.
3. Só existe o amor.”
Do livro "Conversas com Deus - Livro 1"
Do Neale Donald Walsch
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segunda-feira, março 23, 2009
O pecado do medo ou medo do pecado - última parte
Bem dizia Jesus, que os Sumo-Sacerdotes do templo de Jerusalém (hoje, os papas e cardeais do Vaticano, e outros “superiores” de outras religiões e seitas), que tudo aquilo era um ninho de víboras e cheio de hipocrisia. E ainda há quem continue a acreditar que dali sai orientações para a nossa “salvação”, bem vistas as coisas é mais para “a nossa perdição”.
Deus dotou-nos de tudo o que era necessário para percorrer os caminhos da vida em estado de solitário (não só, nem sozinho, mas solitário com os outros), sem ser em rebanho e em manada, no sentido de todos pensarem as mesmas coisas e todos terem a mesma ideia, e de todos fazerem o mesmo caminho, no rebanho não pensamos por nós, não decidimos por nós, não vivemos por nós, temos a segurança e a protecção da manada, mas não foi assim que Jesus viveu, ele nunca foi disso, e quando os apóstolos deixavam de pensar pela própria cabeça, Jesus chamava-os à realidade.
Se alguma igreja Jesus fundou, foi a igreja universal que a todos acolhe e a ninguém excomunga, esta igreja universal não tem cânones nem leis para serem cumpridas rigorosamente, não tem ritos nem rituais estipulados, não tem superiores nem inferiores, não tem chefes nem fiéis, apenas tem irmãos e irmãs independentemente das idades físicas, respeitando-se mutuamente, o objectivo é que cresçamos como seres humanos, na fraternidade.
Que assim seja.
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quinta-feira, março 12, 2009
O pecado do medo ou medo do pecado - 1ª parte
O pecado cristão tem uma carga muito maior que o pecado judeu, o pecado cristão vem cheio de medo e de terror, capaz de destruir qualquer sã pessoa. Deus já não é Amor, Carinho, Afecto, passa a ser Legislador, Juiz, Carcereiro, Castigador.
Para mim, sempre que alguém (e eu incluído) tem medo está a pecar, não confundir receio com medo, o receio dá-nos consciência do que se passa à nossa volta mas faz com que avancemos; o medo faz-nos ficar cegos, frios, paralisa-nos, atrofia-nos.
Assim, o medo constante de estar a pecar, leva-nos a uma paralisia e a um atrofiamento do nosso viver humano pleno, e é isto que as igrejas cristãs têm alcançado com os seres humanos que lhes têm passado pelas mãos, o resultado é estes problemas que temos na sociedade humana.
Dentro destas igrejas, não conseguimos nos aceitar como seres humanos plenos, pois existe sempre uma falha (vulgo, Pecado Original) e que nunca seremos perfeitos (Deus falhou na nossa construção, menos na construção de Jesus), por outro lado, através das práticas e ritos destas igrejas cristãs podemos remendar os falhanços de Deus, sendo perfeccionistas, connosco e com os outros; então a loucura e a insanidade começa de modo suave mas eficaz a apoderar-se da(s) pessoa(s), aí existe dois caminhos; um vai para o lado de ser escravo deste perfeccionismo, estes são os fiéis que seguem cegamente as indicações dos superiores da sua religião; o outro vai para o lado de ser senhor deste perfeccionismo, sendo eles/elas, papas, bispos, cardeais, padres, madres, freiras, que criam e difundem os preceitos e os ritos que os tais fiéis terão que seguir à risca para agradar à divindade.
Estes e estas, últimos são os que perpetuam a loucura e a insanidade, sobre como temos que ser perfeccionistas, dizem-nos “Vós não sois perfeitos, mas podem talvez, se seguirem as nossas leis, cânones, ritos, preceitos, chegar a ser santos, e quando morrerem irem talvez para o Céu”.
Ser perfeito não é atingir a perfeição. Tentar atingir a perfeição é perfeccionismo. Ser perfeito é aceitar-se como perfeito, aceitar que Deus/Amor/Vida está/é em nós sempre e em qualquer lugar que estejamos. Ser perfeito não é um ser acabado, é um ser a fazer-se, em construção, não que Deus tenha falhado na nossa construção, mas em unidade pessoal com Deus, somos simultaneamente, criados e criadores de nós mesmos. A criação de Deus não acabou ao fim de sete dias, pois em termos cósmicos estamos ainda no início do sexto dia.
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terça-feira, março 10, 2009
O João – 2ª parte
Voltámos a conversar nos cinco minutos que medeia entre a paragem em que entramos os dois e ele sai.
Falámos da úlcera varicosa que tem há mais de um ano na perna direita, e dos tratamentos que tem que fazer três vezes por semana até à operação que vai fazer em Abril.
Estava bem-disposto, cheio de energia.
Houve ainda tempo para um “Se Deus quiser” e um “E se nós quisermos”.
Um aperto de mão e um até amanhã.
terça-feira, março 03, 2009
Quarenta dias e quarenta noites
Para perceber o texto, é necessário ir para dentro daquela sociedade, daquele conjunto de crenças, daquela mentalidade. Esta viagem, este “O Espírito conduziu Jesus” é para o interior de Jesus, não para o exterior, este Espírito não levou Jesus para o deserto exterior mas sim para o interior, é lá que “faltando” o que nos parece essencial, deixa de o ser, este “parecer essencial” é que é a tentação, o “Demónio” é o conjunto da nossa mente tagarela com o nosso ego de identificação, e de maneira nenhuma estou contra a existência deles, mas devem ser mantidos nas suas devidas proporções.
Jesus foi tentado pelo demónio (mente/ego) nesse deserto interior, basicamente meditou, entrou em meditação profunda. Era prática comum naqueles tempos, o jejum, Jesus não passou fome só por passar fome, o jejum físico é consequência dessa meditação profunda. O número quarenta significa provação, na mentalidade daquele tempo, por isso Jesus não jejuou fisicamente durante quarenta dias e quarenta noites, fisicamente é impossível, mas jejuou de tudo de todas as crenças e mentalidades do seu tempo, mas no fim teve fome, fome de humanidade, fome de estar com os outros, por que estava cheio de si mesmo esvaziando-se de todas as coisas que o seu ego e a sua mente o preenchiam antes deste tempo de meditação profunda e de encontro consigo mesmo.
Este é um convite que ele nos faz, antes de estar e viver profundamente com os outros, temos que estar e viver profundamente connosco próprios.
Então, vamos a isso.
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quarta-feira, fevereiro 25, 2009
A morte como último recurso
Acham que Jesus é um cordeirinho de deus?
Acham que Jesus tirou o “pecado” do mundo?
Qual foi o pecado que ele tirou do mundo?
Acham que Jesus não sabia com quem é que se estava a meter?
Acham que Jesus não sabia onde é que se estava a meter?
Acham que Jesus não controlou os acontecimentos até morrer?
Acham que Jesus suportou tudo aquilo para nos salvar?
Salvar de quê?
Acham que Jesus morreu por nós?
A morte foi o último recurso que Jesus utilizou para fazer entender a sua mensagem aos apóstolos que continuavam duros e implacavelmente agarrados às crenças antigas de um Messias que iria começar uma luta armada e repor a ordem e a lei no país ocupado que era Israel. Pelos vistos os ditos apóstolos de hoje continuam a pensar como os primeiros apóstolos, mas as armas são outras.
Jesus sabia que se metesse com o poder político e religioso, iria ser condenado à morte, nem foi preciso a traição de Judas para isso acontecer, por isso escolheu um sítio perto de Jerusalém por aqueles dias, e visto não estar a conseguir fazer entender aos apóstolos, que o Reino de Deus era outra coisa diferente do que eles pensavam e esperavam.
Qual é a melhor maneira para que as nossas palavras sejam valorizadas e entendidas?
É quando acontece a nossa morte física.
Quando morremos, todas as nossas acções e palavras, o que fizemos e dissemos, tornam-se super valorizadas devido às emoções que correm dentro dos outros que ficam cá, muitos porquês emergem com grande facilidade perante o acontecimento da morte de alguém que nos era muito querido, e assim aconteceu com os apóstolos, a emoção fez desligar as suas mentes, e quando isso acontece a nossa alma tem uma via directa para chegar ao nosso exterior, finalmente eles sentiram Jesus completo nos seus corações. A nossa mente não suporta a morte, por que ela morre com o nosso corpo.
Quem tem ouvidos que oiça, quem tem olhos que veja, quem tem entendimento que entenda.
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quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Cardeal diz que casal gay não tem condições para educar crianças.
http://diario.iol.pt/sociedade/igreja-homossexualidade-figueira-da-foz-casino-d-jose-saraiva-martins/1043542-4071.html
Perante esta afirmação, há duas alternativas.
Uma, concordar com o cardeal, visto que um casal gay pode ser composto por duas mulheres ou por dois homens, segundo a visão do senhor cardeal, estes casais não têm condições para educar crianças, talvez pelo facto de as crianças ter presente no casal o oposto, o macho e a fêmea, então o estado português com a sua autoridade deve fechar imediatamente e sem apelo nem agravo, sem possibilidade de recurso, todos os colégios de freiras e de padres, todos os seminários e orfanatos católicos, visto que nesses lugares não existe apenas dois homens ou duas mulheres, a educar crianças, existem muitos homens juntos e muitas mulheres juntas, pela mesma ordem de razão, o problema que o senhor cardeal levanta com o educar de crianças pelos casais gay é o mesmo que existe em muitos institutos católicos.
A outra alternativa é discordar do cardeal. Um casal gay tem as mesmas condições de educar bem uma criança como um casal heterossexual, desde que se tome as mesmas precauções e avaliações para ambos os casos. Então, devia-se tomar as mesmíssimas precauções e avaliações, quando se entrega crianças aos institutos católicos, mas na realidade não se faz nada, o estado português confia cegamente nesses institutos, não há um estudo psicológico, social, sexual, psiquiátrico, aos padres e freiras, que lidam com as crianças.
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terça-feira, fevereiro 17, 2009
Neste dia da tua vida
....that winning an argument is never the goal of a true
spiritual master. Winning someone's heart is.
The setting side of one's integrity is not required to win
someone's heart, but the setting aside of one's anger
may be. It is possible to make a point without making
an enemy. It is possible to be right without being
righteous. Debating does not have to be debasing.
If there is someone with whom you are disagreeing this
day, would it not be wonderful of you to disagree
without being disagreeable?
Love, Your Friend....

"Neste dia da sua vida, Luís, eu acredito que Deus quer tu saibas… …. que ganhar uma discussão nunca é o objectivo de um verdadeiro mestre espiritual. É, ganhando o coração de alguém.
Não é preciso pôr a integridade de alguém de lado para lhe ganhar o coração, mas pôr de lado raiva de alguém pode ser. É possível tomar uma posição sem fazer um inimigo. É possível estar certo sem ser rigoroso. Debater não tem a ver com rebaixar.
Se houver alguém com quem você está discordando neste dia, não seria maravilhoso você discordar sem ser desagradável?
Amor, seu amigo…."
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sexta-feira, fevereiro 13, 2009
O leproso deverá morar à parte, fora do acampamento
"«O leproso deverá morar à parte, fora do acampamento»
Leitura do Livro do Levítico
O Senhor falou a Moisés e a Aarão, dizendo:«Quando um homem tiver na sua pele algum tumor, impigem ou mancha esbranquiçada, que possa transformar-se em chaga de lepra, devem levá-lo ao sacerdote Aarão ou a algum dos sacerdotes, seus filhos. O leproso com a doença declarada usará vestuário andrajoso e o cabelo em desalinho, cobrirá o rosto até ao bigode e gritará:‘Impuro, impuro!’ Todo o tempo que lhe durar a lepra, deve considerar-se impuro e, sendo impuro, deverá morar à parte, fora do acampamento».
Palavra do Senhor."
Aqui está, como as igrejas cristã funcionam, quem não está com elas é impuro, é "leproso", é posto de lado, anda andrajoso e em desalinho, e dizem elas que esta é a palavra do Senhor.
Bolas!!!! Quem é quer um Deus assim?
Eu não, graças a Deus.
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terça-feira, fevereiro 10, 2009
O livre arbítrio é pessoal e intransmissível
Do livro “Pecar em nome de Deus”
Página 196
da Otília Pires de Lima
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
Vaticano diz que direito de morrer não existe
"A vida é sagrada. Não existe o direito a morrer", declarou o presidente do Conselho Pontifício para a Saúde, em entrevista ao jornal italiano La Stampa.
"Não dar de comer e beber a Eluana é como cometer um homicídio, é deixar alguém morrer de fome e de sede, condená-la a um final monstruoso", destacou o cardeal.
A Corte de Apelação da Itália decidiu na quinta-feira suspender o último obstáculo legal que impedia que a paciente, em coma desde 1992, parasse de ser alimentada, como desejava o seu pai. O caso gerou uma grande polémica no país, onde sectores da sociedade pedem que o chamado "testamento biológico", que assegura uma morte digna caso a pessoa fique irreversivelmente inconsciente, seja implementado.
Religiosas da clínica onde Eluana está internada, perto de Milão, são contra a transferência da paciente e ofereceram-se para cuidar dela até o fim natural dos seus dias.
"Se algumas pessoas a consideram morta, então deixem-na connosco, porque para nós ela está viva. Nada pedimos em troca, só o silêncio e a liberdade de amar e ajudar os fracos", declararam as religiosas em comunicado.
Eluana pode ser transferida para outra clínica de Itália, porque aquela onde está actualmente é abertamente católica e, por isso, recusa-se a cumprir a decisão judicial.”
O Vaticano composto pelos seus cardeais e bispos, dizem que “Não existe o direito a morrer”, e eles bem sabem do falam, para eles, existe o direito de matar quando é preciso. Matar, morrer. Morrer, matar. Falam da vida ser sagrada, mas eles “matam-se” por dentro, com aquelas vestimentas e chapéus, e dentro daqueles moralismos e fanatismos. Pelos vistos, hoje Jesus seria proibido de se deixar matar ou morrer, pela Igreja Católica que se diz, a verdadeira igreja de Jesus, ou melhor de Cristo. Oh meu Jesus de que te livraste tu.
A Vida é para ser vivida em abundância, ainda não perceberam que as pessoas não são vegetais, as pessoas são animais com anima (alma). Se a vida de uma pessoa é suportada por máquinas, qual é a abundância de vida que uma pessoa em coma tem? Que corra, que salte, que chore, que ria, 16 anos meus senhores, para quê deixar a alma presa a um corpo sem hipóteses de auto-sustentar-se? O final é mais monstruoso para aqueles que morrem por que não havia, nem água nem comida disponíveis, e nada foi feito para tal não ter acontecido, como em África e noutros continentes onde há fome, tanto é ladrão, o que rouba como o que fica à porta; agora para a Eluana, não lhe dar comer e de beber é um acto de misericórdia, quantas vezes não sentimos isso pelos animais que estão a sofrer e lhes acabamos com o seu sofrimento? Mas não é possível com as pessoas que estão em coma, anos e anos?
E depois ainda vem “os abutres da caridadezinha” dizer que a Eluana fica bem com elas, como se a vida da Eluana fosse sua propriedade, querem-se apropriar de uma vida humana, querem sugá-la até ao tutano, o pouco que lhe resta, de modo a que elas possam ganhar o céu através de “ajudar os fracos” como se elas fossem fortes, só mesmo pessoas “mortas” como elas estão por dentro podem dizer que Eluana está viva, está viva graças a máquinas que sustenta uma vida falsa, o corpo assim não é mais do que uma prisão e ninguém deve estar preso. Estes “abutres” ainda acrescentam que “ofereceram-se para cuidar dela até o fim natural dos seus dias”. Natural? Sabem lá elas o que é natural, elas que se castraram de ter uma vida natural. Como pode ser natural com a ajuda de máquinas? Eu não sou contra a utilização de máquinas na sustentação da vida, mas dentro de um prazo razoável, dá-se tempo para que o corpo se restabeleça, a partir daí é “morte” para quem está em coma, como para quem acarinha a pessoa em coma.
O senhor Javier gosta de ver pessoas presas, por que ele mesmo está preso e enredado no esquema bem montado pela ardilosa Cúria Romana, só pessoas presas é querem manter todos os outros presos, seja no corpo sem viabilidade, seja na mente torpe, ele tem gosto por estas coisas. E por isso não aceita uma vida com alegria, felicidade, gozo, entrega interpessoal, apenas defende a vida, mas só quando o corpo não tem viabilidade, quer que se continue a torturar a Eluana, como pássaro dentro de uma gaiola, não quer que se abra a porta da gaiola, quer que se continue a cuidar da gaiola quando ela está ferrugenta e instável.
Para mim mesmo pedirei que me libertem do corpo, quando ele não for capaz de bastar por si mesmo e que necessite de máquinas, que dêem um tempo para o meu corpo se possa restabelecer, depois desse tempo, libertem-me do corpo, o meu corpo é pó da Terra e nela ficará, para que todos os ciclos se completem, há Vida para além do corpo, como costumo dizer “o corpo é como um iogurte, tem um prazo de validade”, que se pode estragar antes do prazo, como pode se manter para além desse prazo, mas acabará sempre por se finar.
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quarta-feira, fevereiro 04, 2009
Cristo, o milagreiro
A afirmação de que Jesus é o Filho Único de Deus, faz com que nós sejamos Filhos Únicos de Deus, mais, se Jesus é Deus então nós também somos Deus, somos todos Um em Deus. Se Jesus é divino assim também nós o somos no mesmo grau que o dele, a diferença reside na tradição oral que nos é transmitida e inculcada desde pequenos, coisa que não aconteceu com Jesus com sua iniciação e educação com os essénios.
A religião institucional fugia, foge e continua a fugir de estar ao lado da ciência, não se deixa acompanhar por ela, e muitas vezes a repudia e a afasta não vá acabar com os milhares santuários que dão bom dinheiro. A ciência esclarece aquilo que é visto como milagre prodigioso, estes milagres são usados como ferramenta de superstição, a superstição é usada como ferramenta de divisão (tipo “eu sei e tu não sabes”), a divisão é usada como ferramenta da criação de castas, as castas são usadas como ferramenta do medo, o medo é usado como ferramenta do poder; e Jesus nunca foi por este caminho.
Jesus nunca ambicionou ser Sumo-Sacerdote, nem escriba, nem levita, nem fariseu, nem tem algum cargo de poder sobre outros, foi sempre um igual entre iguais; por isso não percebo as pessoas especialmente os homens que se dizem de Jesus e da verdadeira igreja de Jesus, ambicionarem assumir cargos de poder sobre os outros, olhando para si mesmos como seres especiais e escolhidos por deus para esse tipo de serviço.
O mistério, a superstição continuam a estar em alta nas religiões institucionais, que a ciência não entra. As igrejas institucionais, falam-nos de salvadores, de cristos, de filhos únicos de deus, de alguém que faça algo por nós, de alguém que nos deixa prostrados uma eternidade, de adoração, de missas, de ritos a serem cumpridos rigorosamente, do modo a agradar a deus, mas não nos falam da liberdade do espírito, da nossa decisão pessoal, do nosso compromisso com a vida, do sairmos do nosso lugar, não nos perguntam se queremos ser curados para depois curar-nos a nós mesmos, para nós deixarmos de estar à espera de um “milagre” externo, quando o milagre deve ser interno.
Jesus avança com a ciência e o amor, e com o aval do homem/mulher, só mesmo através dele/dela é que Jesus se sente com autoridade para proferir as palavras de ordem, com o efeito de quebrar os seus bloqueios mentais, tais como não acreditar em si próprio(a), como não se sentir feliz, como não se sentir um ser humano completo, como não se sentir capaz de se curar por ele(a) mesmo(a). Não foi Jesus que o(a) curou, foi ele(a) que se curou a si próprio(a), Jesus foi apenas o desbloqueador, aquele que ajuda a quebrar barreiras/bloqueios.
E era sábado, dia em que Deus descansou, e isto quer dizer que Jesus não é um deus para ser adorado, e que ele mesmo estava-se “borrifando” para os preceitos e ritos, que em vez de libertar o povo de Israel, o aprisionava. Jesus sempre fugiu dessa situação de ser considerado um deus, qual deus do Olimpo, e por isso não compreendo que hoje assim seja considerado, e que nos peçam que o bajulemos, que o adoraremos e o ritualizemos este igual entre iguais apelidado de Cristo mas de nome Jesus, que as diversas igrejas cristãs criaram e continuam a criar.
quarta-feira, janeiro 28, 2009
Já lá estive
Para dar o meu testemunho, eu procuro no conjunto das minhas experiências de vida, alguma situação pela qual eu também passei, e é nesse encontro entre pessoas que se faz o intercâmbio da compreensão humana, que se testemunha a Vida em nós.
A minha opinião não parte da minha experiência com a vida, a minha opinião é apenas intelectual, vem dos livros que li, vem dos professores que passaram por mim, vem de todas as pessoas que me rodeiam e contam os seus casos de vida, vem da sociedade, menos da minha experiência pessoal.
Quando digo às pessoas que já lá estive, é porque a situação pela qual elas estão a passar, eu já passei e saí dela, no fundo fui testemunha de algo que me aconteceu, agradável ou desagradável. Então eu dou o meu testemunho com toda a facilidade.
Por outro lado, se eu não passei nem tenho experiência da situação pela qual a outra pessoa está, com muito cuidado e com muito aviso, darei a minha opinião sobre o assunto, ou então me calo e apenas oiço, e deixo que a história da experiência da outra pessoa venha até cá dentro de mim, para sentir a pessoa perto de mim.
O que oiço e leio de outros, vejo-os a lançar facilmente as suas opiniões sobre as vidas de outros, de como deviam viver, decidir, ser, mas que eles próprios nunca viveram, decidiram, foram aquilo que opinam.
Era importante fazermos uma lista de experiências que tivemos na nossa vida, então esses serão os nossos testemunhos. Com os nossos testemunhos, sabemos a altura certa para os darmos e para acompanhar a outra pessoa, cria-se cumplicidade, promove-se a outra pessoa, é a nossa mão que estamos a dar. Esta é verdadeira caridade, aquela que é baseada no testemunho e não na opinião.
Então vamos todos testemunhar a Vida, o Amor, Deus.
sexta-feira, janeiro 23, 2009
Os truques das religiões institucionais e outras afins
A chamada “caridade” religiosa, não é mais do que um negócio, eu uso o pobre e o miserável, eu os ajudo a ficarem na mesma, para que eu possa continuar a ajudá-los, eu não estou interessado que eles e elas saiam daquela situação, não estou interessado que eles e elas cresçam e consigam por si sós viver plenamente a vida, o pobre e o miserável são o meu meio para chegar onde quero chegar, assim deus, Jesus, nossa senhora, os santos e as santas, possam continuar a apontar na nossa folha de “Deve e Haver” da contabilidade divina, o máximo de pontos positivos, e EU assim quando morrer possa me juntar a eles no CÉU.
A chamada “oração” religiosa, não é mais que um chorrilho de reclamações ao deus, ou às partes de deus, pai, filho, espírito santo, como este deus era demasiado masculino, e as mulheres foram sendo postas de parte na organização do movimento espiritual de Jesus. Qual a melhor mulher para assumir a parte feminina deste deus? A mãe de Jesus, Maria. Então foi sendo elevada pelos senhores bispos, cardiais e papas, levada ao colo (depois de morta) a uma posição de quase-deusa, e qualquer fenómeno psíquico (tal como aconteceu em Fátima) é tecido para que aquela figura mais branca que o sol, seja a mãe de Jesus, e aí se preste culto a ela, ela que não era dessas coisas, parece que depois de morta agrada-lhe muito essa adoração.
O chamado local de culto, vulgo “igreja”, não é mais que uma feira de vaidades, onde todos os “galináceos” se pavoneiam, e negoceiam o pagamento dos “pecados” cometidos no exterior. Sim, existe nestas pessoas, duas pessoas (eu sei, eu estive lá, já não estou), a pessoa exterior e a pessoa interior. Nestes cultos e ritos, a pessoa entra em negociação entre a pessoa que é e a pessoa que deveria ser, entre a pessoa que foi e a pessoa que é, o problema é que a pessoa não sabe quem é, e então divide-se, cria uma pessoa exterior e uma pessoa interior. A pessoa exterior passa a ser conceituada e respeitada pelos outros e cheia de virtudes religiosas, mas a pessoa interior é tudo o que não pode ser para o exterior. A pessoa vive duas vidas separadas e de oposto. É da separação que a religião gosta, gosta de pessoas divididas, só nas pessoas dividas é que a religião pode reinar.
Eu já não estou lá, já não estou dividido, já não estou separado, sou uno.
Tu queres estar lá?
Tu queres continuar dividido?
Tu queres estar separado?
terça-feira, janeiro 20, 2009
O livro que ando a ler
Escrito por um cirurgião que aprendeu mais ciência no livro da vida do que nas obras académicas, este livro convida-o a conhecer a Bioenergética, uma terapia original, mas também uma arte de curar.É possível encontrar nas profundezas da consciência a força para vencer uma doença incurável? Como podemos transformar a nossa alma no aliado do médico que trata o nosso corpo? Quem é o autor da cura? Será que a doença é a oportunidade de encontrar um sentido para a vida?
Encontrará a resposta a estas e a muitas outras perguntas neste livro. Mas mais do que descrever as técnicas e os procedimentos da Medicina Bioenergética, o autor explora uma nova dimensão da consciência, onde tanto a saúde como a doença dependem dos hábitos e das convicções de cada um.
Tanto místico como científico, Jorge Carvajal é também um poeta. Esta obra irá, por isso, surpreender o leitor pela beleza das suas palavras e será sempre, acima de tudo, um convite à reflexão.
Jorge Carvajal
Jorge Carvajal Posada possui uma longa carreira dedicada ao exercício da medicina, à investigação e à docência. É licenciado em Medicina e Cirurgia, possuindo também estudos de pós-graduação em Auriculoterapia, Acupunctura, Terapia Neural, Medicina Floral e Ayurvédica. Especializou-se em Bioenergética, um modelo que integra as terapias alternativas e a medicina ocidental, tendo sido membro fundador e dirigente da Associação de Médicos e Investigadores de Bioenergética e desenvolvido vários equipamentos e tecnologias com fins terapêuticos. É ainda o criador da Medicina Sintergética e autor de vários livros.
quinta-feira, janeiro 15, 2009
Todo o Ocidente está aí edificado sobre o mítico Cristo-Vencedor e o seu deus-Ídolo-Todo-Poderoso
Com o Poder que o Cristo mítico fundamenta e abençoa, está também o ídolo do Grande Capital ou o Grande Dinheiro. E está, sempre, infalivelmente, o Religioso, hoje até servido pelas Igrejas que, envergonhadamente, ainda se reclamam, por vezes, de Jesus, e quase sempre apenas de Cristo!
Há lugar no nosso Mundo para todos estes ídolos. Só não há lugar para os seres humanos, mulheres e homens, livres, criadores, cultos, sábios, poetas, profetas, todos em estado de maioridade, bem ao jeito de Jesus. A Idolatria é, pois, completa e total. É ela que domina / esmaga / tolhe / mata os Povos. Esta é a sua hora. A hora do Poder da Treva.
Missão precisa-se. A das, dos de Jesus. Não a do mítico Cristo de Paulo antes de se ter convertido definitivamente a Jesus.
Vem, Senhor (= o Ser Humano na sua plenitude) Jesus! Vade retro, Cristo, Vencedor, o mítico fundamento de todo o Poder, sempre mentiroso e assassino.
Felizmente, até Paulo acabou por desistir do mítico Cristo davídico / vencedor e tornou-se das, dos de Jesus, como antes dele, já havia feito Pedro.
Mas as Igrejas que falam tanto de Paulo e de Padro e, este ano paulino, sobretudo de Paulo, ainda não foram capazes de dar este decisivo Passo ou PÁSCOA para Jesus que eles, finalmente, deram.
Ainda vão mais pelo mítico Cristo de Paulo, antes da sua definitiva conversão a Jesus, do que por Jesus, o do Evangelho de Marcos. Para mal delas. Para mal das populações de que elas se pensam guias. Para mal dos Povos. E, muito particularmente, para mal dos Pobres!"
Jornal Fraternizar
Edição nº 172 de Janeiro/Março 2009
Ver aqui: http://www.padremariodalixa.cjb.net/
sexta-feira, janeiro 09, 2009
What Is Love?
It is an experience of oneness, of unity, where there is no separation, where separation is unthinkable. The idea of duality becomes the illusion and the idea of oneness becomes the reality.
This is the ultimate reality. This is the way things really are. You are not separate from each other and you never have been. Love is the human urging to prove that, and to experience it.
Conversations With God for Teens
Neale Donald Walsch
Page 121"
O que é Amor?
É a experiência da unicidade, da unidade, onde não há separação, onde a separação é impensável. A ideia da dualidade torna-se a ilusão e a ideia de unicidade torna-se a realidade.
Esta é a realidade última. Esta é maneira como as coisas são. Vocês não estão separados entre vós e nunca estiveram. Amor é uma urgência humana para provar isto mesmo, e para experienciá-lo.
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sexta-feira, janeiro 02, 2009
Dizem, Ano Novo Vida Nova
Logo no início do ano, eles aparecem para nos lembrar quem manda no mundo e no país, quem manda nas nossas consciências e nos nossos corações, mostram-se preocupados (apenas isso, pré ocupados) e apelam (como se não tivessem poder), que tudo deveria funcionar como eles querem (como se não funcionasse), mandam os outros mudar de vida, mas eles nunca mudam (sentem-se os pilares estáveis da sociedade, como se a Vida não fosse mudança), falam na liberdade (mas sempre aquela que está aprisionada dentro do conjunto das suas ideias preconcebidas e estereotipadas), falam da pobreza (mas eles continuam cada vez mais, mais ricos), falam na paz (mas continuam a lançar ideias para aumentar o número de fiéis às suas ideias, e a combater as ideias dos outros que não pensam como eles), falam de unidade (mas continuam a realizar excomunhões a quem não pensa como eles), falam de valores (mas nunca nos dizem que valores são esses, mas eu acho que são os valores tipo, conta bancária), falam disto e daquilo “não fazer sentido” (uma coisa ou atitude não fazer sentido, depende do sentido que se lhe dá, a pergunta fica no ar, qual é o sentido deles? Antes de se dizer que não faz sentido, é necessário esclarecer em que sentido se está a circular, se não é como dizer “certas e determinadas pessoas” que no concreto não são pessoas nenhumas).
Que posso eu fazer?
Posso me rir, rir-me como um menino num circo e estivesse a assistir a estes números do meu lugar na sociedade, e assisto a estas palhaçadas, e grito: “Hei, pessoal, o rei vai nu”, e depois grito mais alto ainda: “Vai nu, olhem!”. Vejam as fatiotas que vestem e depois reparem como são parecidas às dos palhaços (os verdadeiros são os que estão no circo, por que estão conscientes do que são, os outros são falsos e inconscientes), estes seres humanos que pensam que são tão importantes para nós (eles pensam que somos ovelhas sem pastor), e que sem eles o país e o mundo estariam à deriva, e todos os seus discursos e trejeitos assim o apontam, só posso me rir deles, não os quero matar nem os destruir, desejo apenas que se sintam seres humanos, simplesmente humanos, e o ridículo é ferramenta a usar nestes casos, leva os seres humanos (eu incluído, claro) a rir-se de si próprios, a não levarem esta vida tão a sério, a seriedade no expoente máximo leva-nos à loucura e a uma maior inconsciência, e consciência é o que se procura, ter consciência que esta forma de vida é uma ilusão, mas tem um propósito em ser uma ilusão e é disso que temos que ter consciência, e então usemos esta forma de vida como se fosse uma peça de um puzzle e então a coloquemos no sítio onde deve estar.
Voltando ao tema, na realidade passei ao lado dos discursos (que são sempre mais do mesmo, e repetitivos até à náusea) dos ditos e auto-proclamados “pilares da sociedade” (que papel tão ridículo!), e passei a noite de ano novo num lar de crianças, a ver “A Pequena Sereia”, “A Pipi das Meias Altas” e ainda “A Fuga das Galinhas”, todas estas histórias têm muito mais “sumo” que todos os discursos dos ditos “pilares”, há muito mais a relembrar nestas animações infantis do que no mais douto discurso de um qualquer senhor professor doutor engenheiro bispo cardeal papa. Dei-me em afectos que estas crianças sentem falta, e senti-me cansado, mas um cansaço bom (mas sem orgulho, nem sentimentos de obrigação cumprida), senti-me ser humano (fui EU no Aqui/Agora, nem mais nem menos). Não é de discursos e mensagens que os seres humanos sentem falta, sentem falta de afectos e de afectos continuados, não apenas no Natal, não apenas em ocasiões especiais, mas sempre que a Vida nos traga essa oportunidade, e sempre numa relação de iguais qualquer que seja a diferença de idades, SER HUMANO DE AFECTOS, esta é a Vida Nova no Novo Ano de 2009 (apenas um número!).
segunda-feira, dezembro 22, 2008
Aí vem o Natal ...
Aí vem o Natal da religião dominante (que até tem feriados nacionais, tendo o estado português pela constituição não ter religião oficial).
Aí vem o Natal da mentira (Jesus não nasceu do dia 25 de Dezembro, e nem me interessa quando nasceu, o que realmente conta é o seu coração e amor que tem por nós todos, assim sejamos nós também).
Aí vem o Natal do Pai Natal (vestido com as cores da Coca-Cola, nunca um anúncio foi tão barato) e também existe a Mãe Natal (espectáculo!!!).
Aí vem o Natal do presépio com o menino Jesus deitado nas palhinhas com seus pais à volta e também com os animais, o burro e a vaca, sempre esta imagem bucólica, que anestesia por momentos aqueles pensamentos de agressividade, de raiva, de culpa, de medo, que povoam as cabeças durante o ano todo, mas que agora acham que não podem ser assim, mas passando a época natalícia, voltam ao mesmo.
Aí vem o Natal das caridadezinhas, agora é a época em que se mostra que as figuras públicas são boazinhas, que as empresas são boazinhas, que as pessoas dão o lixo que têm casa às instituições que acolhem crianças e jovens; e então o resto do ano, andam a fazer o quê? Vê-se na televisão os milhares de euros que se dão a esta e à outra instituição, vê-se aquela e a outra figura a abraçar crianças e dar muitos beijinhos, mas sempre com uma pose cuidada para que fique bem na televisão.
Aí o vem Natal das prendas, a obrigatoriedade de dar prendas, mas poucos são os que falam em se dar, dar-se em bem mais difícil, envolve mais do que dar coisas, é dar-se continuamente, em qualquer altura do ano, é um compromisso, é um relacionamento.
Aí vem o Natal, das mensagens de Boas Festas que nos inundam as nossas caixas de correio electrónico e SMS dos telemóveis, como se no resto do ano não haja ocasiões para desejar felicidades e boas festas.
Ai o Natal, que nunca mais passa!!!!