terça-feira, maio 12, 2009

Ainda, o melhor para nós - I

"NDW – Deixa-me ver se entendo. Não devia tentar imaginar o que é melhor para mim?

D – “Melhor” é um termo relativo, dependente de uma centena de variáveis. Isso torna as escolhas muito difíceis. Devia haver apenas uma consideração quando se toma uma decisão – Será isto uma afirmação de Quem Eu Sou? Será isto uma declaração de Quem Quero Ser?
Toda a vida devia ser uma declaração destas. De facto, toda a vida é. Podes permitir que essa declaração seja feita por acaso ou por escolha.
Uma vida vivida por escolha é uma vida de acção consciente. Uma vida vivida por acaso é uma vida de reacção inconsciente.
A reacção é isso mesmo – uma acção tomada anteriormente. Quando “re-ages”, o que fazes é avaliar os dados que recebes, procurar no banco da memória a mesma ou quase a mesma experiência, e agir da forma que agiste antes. Isto é tudo trabalho da mente, não da alma.A tua alma far-te-ia pesquisar a sua “memória” para ver como serias capaz de criar uma verdadeira experiência genuína de Ti no Momento de Agora. Esta é a experiência de “pesquisa da alma” de que tens ouvido falar tantas vezes, mas tens que estar literalmente “fora da tua mente” (“out of your mind”, doido da cabeça) para o fazer."

do livro "Conversas com Deus - Livro 2"
Página 37

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quinta-feira, maio 07, 2009

A escolha do MELHOR

O Melhor, nunca o Pior, mas pode ser o melhor dos piores, mas nunca o pior dos melhores.

Confusos?

A realidade é que nos pediram desde cedo que sejamos os melhores, em qualquer coisa que façamos, em qualquer coisa que sejamos. Sempre com expectativas altas. Há vezes que lhe chamam esperança de uma vida melhor.

A escolha do melhor é uma verdadeira “pescadinha de rabo na boca”, é o princípio da alienação que nos envolve, a entrada num ciclo vicioso. A imagem que me vem à cabeça, é da macieira cheia de maçãs e uma pessoa perfeccionista (não confundir com perfeito) e o objectivo dele é encontrar a melhor maçã, mesmo que ele nos diga que encontrou a melhor maçã, podemos sempre pôr em dúvida essa escolha, e ele, triste, volta ao trabalho de ter a melhor maçã, mas as maçãs não duram o tempo suficiente na árvore e acabam por cair da árvore, podres, e o perfeccionista lá continua à procura, sem nunca comer qualquer maçã, porque tem que ser a melhor, acabando por elas caírem todas. O perfeccionismo paralisia, a escolha do melhor paralisa, é uma vida vivida em sonhos nunca concretizando algo.

Quantos de nós procuram ter uma vida perfeccionista (não confundir com perfeita, por que toda Ela É perfeita, apesar de vermos defeitos)?
Ter o melhor de tudo, ter a melhor infância, a ter a melhor juventude, ter o melhor casamento, a melhor namorada, a melhor esposa, o melhor emprego, o melhor vencimento, os melhores filhos, os melhores pais, os melhores sogros, os melhores amigos, o melhor país, o melhor continente, o melhor mundo, até o melhor Deus. Esta busca do melhor leva-nos a desprezar o que temos hoje, o que somos agora, leva-nos à frustração de não conseguir ter o melhor e de ser o melhor. Os perfeccionistas são frustrados, podem conseguir vitórias fingidas, pois nunca terão a certeza de que tomar a melhor opção.

A Vida não é feita de melhores nem de piores, a vida é feita do óptimo dos vários possíveis que naquele momento “do agora” e no espaço físico “do aqui” estão disponíveis. Mas fomos educados (formatados) a tentar conseguir ter e ser o melhor em tudo. Nesta forma de vida e neste espaço conceptual da relatividade não se consegue ser o melhor em termos absolutos, porque “o melhor” parte do nosso conjunto de crenças, e este vem da tradição dos nossos pais e da sociedade onde nascemos. O que pode ser “o melhor” para uns pode ser “o pior” para os outros.

A optimização não parte do melhor nem do pior, parte de algo que está a funcionar para um funcionamento eficiente. Assim, podemos construir um automóvel com vinte rodas. Mas será ele eficiente? O automóvel é eficaz, pois continua a fazer aquilo para que foi projectado, mas em termos de optimização e eficiência, não. Então o automóvel foi optimizado e ficou com quatro rodas. Será que o carro com vinte rodas é melhor do que o de quatro rodas? Assim é com os seres humanos, inventamos coisas que funcionem, mas depois devemos optimizá-las, mas não é torná-las melhores, e também é assim com os nossos comportamentos, com os nossos sentimentos, com os nossos pensamentos.

Vamos optimizar, mas não melhorar. Sintamos a perfeição do nosso ser mas não que tenhamos que melhorar algo para sermos perfeitos. Sejamos o que queiramos ser desde que funcione e que esteja de acordo com a nossa verdade sobre quem somos realmente.

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quarta-feira, abril 29, 2009

Benfeitor vs Libertador

"Se já serviam cem sopas por dia aos pobres, na IPSS da sua paróquia, passam a servir mais 50 ou mais 100, num gesto que mata a fome, na hora, mas não desperta as consciências, muito menos faz saltar cá para fora o ser humano que está adormecido /anestesiado em cada pobre, tanto nos pobres já assumidos, como nos novos pobres, os pobres escondidos. Deste modo, fazem-se passar, ainda por cima, por benfeitores, sem nunca chegarem a ser libertadores. Nunca chegam a ser maiêuticos, como Jesus, que, como se sabe, nunca criou uma IPSS, nem montou uma padaria para dar de comer a quem tinha fome, e eram muitos no seu tempo e país. Enquanto tudo aquilo que fazemos, tudo aquilo que dizemos não fizer acordar dentro das pessoas e dos povos o ser humano-sujeito-protagonista-político-maiêutico que anda em cada uma, cada um de nós, quase sempre adormecido do nascer ao morrer, acaba inevitavelmente por só favorecer e fortalecer ainda mais os poucos cada vez mais ricos que, com grilhões de ferro e de modo cientificamente perverso, conduzem a História para onde muito bem lhes convém e fazem dos Povos gato-sapato, sem que estes alguma vez se levantem como um exército desarmado e lhes façam frente, os amarrem e se apoderem de toda a riqueza que eles indevidamente possuem como sua, quando ela pertence por direito inalienável a todos os Povos da Terra.”

“Mas é por isso que eu insisto tanto que temos de ser pessoas e povos de olhos abertos, pobres por opção a vida inteira, para resistirmos a todas as seduções e permanecermos fiéis a nós próprios e uns aos outros, sem nunca nos passarmos com as nossas capacidades para o bando de assassinos, ladrões e de bandidos que constituem a minoria dos Privilégios que nos domina, engana, mente, aterroriza e, sempre que for preciso, nos mata. É nos pobres e nos Povos empobrecidos e oprimidos do Mundo que está o futuro da Terra, da Humanidade. Não nos seus algozes, nos seus fabricadores, nos seus carrascos. Se não cremos nesta Verdade, a única que nos fará livres para a Liberdade, tão pouco podemos dizer que cremos em Jesus Ressuscitado.”

Diário Aberto de dia 17 de Abril de 2009, do Mário de Oliveira
http://padremariodemacieira.com.sapo.pt/

quinta-feira, abril 23, 2009

O que é o mais importante?

Num automóvel, o que é o mais importante?
Numa árvore, o que é mais importante?
Numa flor, o que é o mais importante?
Num animal, o que é o mais importante?
Num ser humano, o que é o mais importante?
Numa sociedade, o que é o mais importante?
No planeta Terra, o que é o mais importante?
No Universo, o que é o mais importante?
Na Vida, o que é o mais importante?
No Amor, o que é o mais importante?
Em Deus, o que é o mais importante?

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segunda-feira, abril 20, 2009

Espiritualidade no munda das empresas

"Espiritualidade

IMPÕE-SE encarar com seriedade a importância da espiritualidade no mundo das empresas. Segundo Viktor Frankl, no seu livro “A busca de sentido pelo Homem”, a maior preocupação do ser humano não é ter prazer ou evitar a dor, mas sim descobrir o sentido da sua vida, referindo
que “esta busca representa o maior motor motivacional que alimenta a existência humana”.

Mitroff e Denton, no seu “Spiritual audit of corporate America”, concluem que “as empresas que
reconhecem valores espirituais, e os alinham com os seus objectivos de negócio, obtêm melhores resultados do que aquelas que o não fazem”.

No livro “A nova Inteligência”, Daniel Pink afirma que “há um reconhecimento crescente que a espiritualidade, não necessariamente a religião, mas a definição mais alargada da preocupação pelo sentido da vida, é uma parte fundamental da condição humana”.

Steven Quartz, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, refere que “os estudos sobre a nossa constituição biológica tornam cada vez mais claro que somos criaturas sociais que anseiam por uma noção de coerência e propósito”.

Por sua vez, Ronald Inglehart, da Universidade de Michigan, afirma que “o mundo moderno está a atravessar uma mudança lenta nos seus princípios funcionais, uma mudança gradual de valores materialistas para prioridades post-materialistas como a qualidade de vida.”

Numa época em que o isolamento do ser humano é cada vez mais evidente e o conceito de comunidade deixou praticamente de fazer sentido, é decisivo reconhecer quanto devemos não perder de vista o tema da energia espiritual e das emoções nas organizações.

Razão mais do que suficiente para que a busca de um significado para a vida deva ser parte integrante da existência de qualquer quadro de empresa. Que terá de ter impacto comunicacional, empatia, entender as subtilezas da interacção entre as pessoas e encontrar a satisfação de conviver de forma positiva consigo próprio, como também ajudar os que o rodeiam a consegui-lo."

de JORGE ARAÚJO,
no espaço de opinião "GERIR É TREINAR"
do Jornal Oje
do dia 20 de Abril de 2009

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sexta-feira, abril 17, 2009

Quem é realmente religioso?

"Por milhares de anos você tem permanecido identificado com a mente, tem despejado muita energia nela. Ela segue girando e girando, por meses e anos. Mas se você conseguir permanecer um observador silencioso, um observador na colina, então pouco a pouco a energia, o momentum, é perdido e a mente chega a parar.

No dia em que a mente parar, você chegou. A primeira visão do que é Deus e de quem é você acontece imediatamente, porque uma vez que a mente para, toda a sua energia que tinha permanecido envolvida com ela é liberada. E essa energia é tremenda, é infinita: ela começa a descer em você. É uma grande bênção, é graça.

Os chamados revolucionários seguem fracassando porque eles continuam tentando dar um jeito nas mesmas coisas da mente. Alguém acredita em Deus e daí aparece um revolucionário que diz, 'Não há Deus algum e eu não acredito em Deus'. Mas ele é tão fanático com suas idéias como as pessoas que acreditam em Deus.

Crentes e descrentes, ambos são fanáticos. Uns se apegam ao sim e outros se apegam ao não, mas sim e não, ambos são partes da mente. Você escolhe uma parte e um outro alguém escolhe a outra parte. Um é cristão e o outro é hindu, mas ambos são mentes. Um escolheu a Bíblia e o outro escolheu os Vedas, mas ambos são partes da mente.

Então, quem é realmente religioso? Aquele que não fez escolhas a partir da mente. Você não pode chamá-lo cristão, nem hindu, nem comunista; você não pode chamá-lo teísta nem ateu. Ele simplesmente é. Ele é indefinível. Você não consegue rotulá-lo. Ser é tão vasto que não pode ser rotulado. Nenhuma palavra é adequada o suficiente para descrever o ser. Em tal vastidão, a liberdade; em tal vastidão, a felicidade."

Osho
Retirado daqui Palavras de OSHO
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quarta-feira, abril 15, 2009

Amo-te

NDW - Amo-te, sabes?

Eu sei que amas, e Eu a ti.

Do livro “Conversas com Deus – Livro 1”
Página 195, capítulo 10

quarta-feira, abril 08, 2009

Sobre mudar o mundo

Hoje fui interpelado por um jovem que dizia que tinha vindo de Fátima, e que queria mudar a cidade de Lisboa, e que mudando pelo menos metade, essa metade podia influenciar a outra.

Tinha na mão um molho de fitas com frases, e perguntou-me se podia entregar uma, pelo movimentos dele consegui perceber qual era a frase destinada a mim, e ele voltou a perguntar se eu pensava sobre se eu pensava sobre a mudança no mundo e eu disse que sim que pensava e que fazia aquilo mesmo, ele então viu a frase que queria me entregar, e disse que ele estava a fazer o mesmo, e agradeci-lhe o convite de aceitar a frase ( que não a aceitei) e despedi-me dele.

"Dá o teu melhor de ti mesmo"

Que seja assim esta Páscoa (A palavra Páscoa advém, exactamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egipto para a liberdade na Terra prometida))

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segunda-feira, abril 06, 2009

A vida só começa quando há algo mais sagrado que a vida

"No momento em que você começa a procurar por si mesmo, torna-se um ser abençoado. A própria procura é o início da transformação.

Quanto mais empenhado você estiver nessa procura, mais cedo acontecerá a transformação. Faça isso com intensidade, com totalidade.

Este é um dos segredos fundamentais da vida e da existência: você só vive quando tem algo pelo qual está disposto a sacrificar até a própria vida. A vida só começa quando você tem algo mais - mais nobre, maior, mais sagrado que a vida.

Quando a própria vida torna-se apenas um meio para um fim maior, então ela começa a ter um contexto. E só nesse contexto há sentido, significado, alegria."

Osho, em "Meditações Para o Dia"

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quarta-feira, abril 01, 2009

As Leis

“Aquilo que mais recearás será o que mais te atormentará. O medo atrair-te-á para isso como um íman. Todos os vossos textos sagrados – de qualquer crença ou tradição religiosa que tenham criado – contêm a clara advertência: não temais. Achas que é por acaso?
As Leis são muito simples:
1. O pensamento é criativo.
2. O medo atrai uma energia igual.
3. Só existe o amor.”

Do livro "Conversas com Deus - Livro 1"
Do Neale Donald Walsch

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segunda-feira, março 23, 2009

O pecado do medo ou medo do pecado - última parte

Para mim, o medo é sinónimo de pecado, de cada vez que temos medo, estamos a pecar, a pecar no sentido do pecado judeu. O medo não é coisa com que nascemos, mas sim que nos foi inculcado pelas pessoas que nos envolveram e nos acolheram e que segundo as suas crenças que, por exemplo, devemos ter medo das pessoas que têm a cor de pele diferente da nossa, entre outros exemplos, vamos sendo atulhados dos medos ancestrais da sociedade/religião em que nascemos, castrando-nos de uma vida plena e global, das interacções pessoais entre vários povos e sociedades. E nisto as igrejas cristãs não nos ajudam a ultrapassar esses medos inculcados, como ainda por cima, nos põe mais medos, especialmente os medos relativos a Deus.

Bem dizia Jesus, que os Sumo-Sacerdotes do templo de Jerusalém (hoje, os papas e cardeais do Vaticano, e outros “superiores” de outras religiões e seitas), que tudo aquilo era um ninho de víboras e cheio de hipocrisia. E ainda há quem continue a acreditar que dali sai orientações para a nossa “salvação”, bem vistas as coisas é mais para “a nossa perdição”.

Deus dotou-nos de tudo o que era necessário para percorrer os caminhos da vida em estado de solitário (não só, nem sozinho, mas solitário com os outros), sem ser em rebanho e em manada, no sentido de todos pensarem as mesmas coisas e todos terem a mesma ideia, e de todos fazerem o mesmo caminho, no rebanho não pensamos por nós, não decidimos por nós, não vivemos por nós, temos a segurança e a protecção da manada, mas não foi assim que Jesus viveu, ele nunca foi disso, e quando os apóstolos deixavam de pensar pela própria cabeça, Jesus chamava-os à realidade.

Se alguma igreja Jesus fundou, foi a igreja universal que a todos acolhe e a ninguém excomunga, esta igreja universal não tem cânones nem leis para serem cumpridas rigorosamente, não tem ritos nem rituais estipulados, não tem superiores nem inferiores, não tem chefes nem fiéis, apenas tem irmãos e irmãs independentemente das idades físicas, respeitando-se mutuamente, o objectivo é que cresçamos como seres humanos, na fraternidade.

Que assim seja.

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quinta-feira, março 12, 2009

O pecado do medo ou medo do pecado - 1ª parte

As igrejas cristãs deviam ser chamadas de igrejas do pecado, pois é isso que elas proclamam urbi et orbi, obviamente elas dizem que se sustentam nas palavras de Jesus, o problema é que o pecado judeu é diferente do pecado cristão (ver Wikipédia, que diz, “O Judaísmo considera a violação de um mandamento divino como um pecado. O judaísmo ensina que o pecado é um acto e não um estado do ser” e ainda,” O Judaismo defende que todo o Homem nasce sem pecado, pois a culpa de Adão não recai sobre os outros homens”), mas elas não fazem, ou não querem fazer, essa distinção, portanto quando Jesus fala de pecado, fala do pecado judeu e este pecado nunca é de condenação eterna.

O pecado cristão tem uma carga muito maior que o pecado judeu, o pecado cristão vem cheio de medo e de terror, capaz de destruir qualquer sã pessoa. Deus já não é Amor, Carinho, Afecto, passa a ser Legislador, Juiz, Carcereiro, Castigador.

Para mim, sempre que alguém (e eu incluído) tem medo está a pecar, não confundir receio com medo, o receio dá-nos consciência do que se passa à nossa volta mas faz com que avancemos; o medo faz-nos ficar cegos, frios, paralisa-nos, atrofia-nos.

Assim, o medo constante de estar a pecar, leva-nos a uma paralisia e a um atrofiamento do nosso viver humano pleno, e é isto que as igrejas cristãs têm alcançado com os seres humanos que lhes têm passado pelas mãos, o resultado é estes problemas que temos na sociedade humana.

Dentro destas igrejas, não conseguimos nos aceitar como seres humanos plenos, pois existe sempre uma falha (vulgo, Pecado Original) e que nunca seremos perfeitos (Deus falhou na nossa construção, menos na construção de Jesus), por outro lado, através das práticas e ritos destas igrejas cristãs podemos remendar os falhanços de Deus, sendo perfeccionistas, connosco e com os outros; então a loucura e a insanidade começa de modo suave mas eficaz a apoderar-se da(s) pessoa(s), aí existe dois caminhos; um vai para o lado de ser escravo deste perfeccionismo, estes são os fiéis que seguem cegamente as indicações dos superiores da sua religião; o outro vai para o lado de ser senhor deste perfeccionismo, sendo eles/elas, papas, bispos, cardeais, padres, madres, freiras, que criam e difundem os preceitos e os ritos que os tais fiéis terão que seguir à risca para agradar à divindade.

Estes e estas, últimos são os que perpetuam a loucura e a insanidade, sobre como temos que ser perfeccionistas, dizem-nos “Vós não sois perfeitos, mas podem talvez, se seguirem as nossas leis, cânones, ritos, preceitos, chegar a ser santos, e quando morrerem irem talvez para o Céu”.

Ser perfeito não é atingir a perfeição. Tentar atingir a perfeição é perfeccionismo. Ser perfeito é aceitar-se como perfeito, aceitar que Deus/Amor/Vida está/é em nós sempre e em qualquer lugar que estejamos. Ser perfeito não é um ser acabado, é um ser a fazer-se, em construção, não que Deus tenha falhado na nossa construção, mas em unidade pessoal com Deus, somos simultaneamente, criados e criadores de nós mesmos. A criação de Deus não acabou ao fim de sete dias, pois em termos cósmicos estamos ainda no início do sexto dia.

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terça-feira, março 10, 2009

O João – 2ª parte

Lembram-se do João deste post João - Parte 1

Voltámos a conversar nos cinco minutos que medeia entre a paragem em que entramos os dois e ele sai.

Falámos da úlcera varicosa que tem há mais de um ano na perna direita, e dos tratamentos que tem que fazer três vezes por semana até à operação que vai fazer em Abril.

Estava bem-disposto, cheio de energia.

Houve ainda tempo para um “Se Deus quiser” e um “E se nós quisermos”.

Um aperto de mão e um até amanhã.

terça-feira, março 03, 2009

Quarenta dias e quarenta noites

«O Espírito conduziu Jesus ao deserto a fim de ser tentado pelo demónio. Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome» (Mt 4, 1-2)

Para perceber o texto, é necessário ir para dentro daquela sociedade, daquele conjunto de crenças, daquela mentalidade. Esta viagem, este “O Espírito conduziu Jesus” é para o interior de Jesus, não para o exterior, este Espírito não levou Jesus para o deserto exterior mas sim para o interior, é lá que “faltando” o que nos parece essencial, deixa de o ser, este “parecer essencial” é que é a tentação, o “Demónio” é o conjunto da nossa mente tagarela com o nosso ego de identificação, e de maneira nenhuma estou contra a existência deles, mas devem ser mantidos nas suas devidas proporções.

Jesus foi tentado pelo demónio (mente/ego) nesse deserto interior, basicamente meditou, entrou em meditação profunda. Era prática comum naqueles tempos, o jejum, Jesus não passou fome só por passar fome, o jejum físico é consequência dessa meditação profunda. O número quarenta significa provação, na mentalidade daquele tempo, por isso Jesus não jejuou fisicamente durante quarenta dias e quarenta noites, fisicamente é impossível, mas jejuou de tudo de todas as crenças e mentalidades do seu tempo, mas no fim teve fome, fome de humanidade, fome de estar com os outros, por que estava cheio de si mesmo esvaziando-se de todas as coisas que o seu ego e a sua mente o preenchiam antes deste tempo de meditação profunda e de encontro consigo mesmo.

Este é um convite que ele nos faz, antes de estar e viver profundamente com os outros, temos que estar e viver profundamente connosco próprios.

Então, vamos a isso.

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quarta-feira, fevereiro 25, 2009

A morte como último recurso

Acham que Jesus não sabia o que fazia?
Acham que Jesus é um cordeirinho de deus?
Acham que Jesus tirou o “pecado” do mundo?
Qual foi o pecado que ele tirou do mundo?
Acham que Jesus não sabia com quem é que se estava a meter?
Acham que Jesus não sabia onde é que se estava a meter?
Acham que Jesus não controlou os acontecimentos até morrer?
Acham que Jesus suportou tudo aquilo para nos salvar?
Salvar de quê?
Acham que Jesus morreu por nós?

A morte foi o último recurso que Jesus utilizou para fazer entender a sua mensagem aos apóstolos que continuavam duros e implacavelmente agarrados às crenças antigas de um Messias que iria começar uma luta armada e repor a ordem e a lei no país ocupado que era Israel. Pelos vistos os ditos apóstolos de hoje continuam a pensar como os primeiros apóstolos, mas as armas são outras.

Jesus sabia que se metesse com o poder político e religioso, iria ser condenado à morte, nem foi preciso a traição de Judas para isso acontecer, por isso escolheu um sítio perto de Jerusalém por aqueles dias, e visto não estar a conseguir fazer entender aos apóstolos, que o Reino de Deus era outra coisa diferente do que eles pensavam e esperavam.

Qual é a melhor maneira para que as nossas palavras sejam valorizadas e entendidas?

É quando acontece a nossa morte física.

Quando morremos, todas as nossas acções e palavras, o que fizemos e dissemos, tornam-se super valorizadas devido às emoções que correm dentro dos outros que ficam cá, muitos porquês emergem com grande facilidade perante o acontecimento da morte de alguém que nos era muito querido, e assim aconteceu com os apóstolos, a emoção fez desligar as suas mentes, e quando isso acontece a nossa alma tem uma via directa para chegar ao nosso exterior, finalmente eles sentiram Jesus completo nos seus corações. A nossa mente não suporta a morte, por que ela morre com o nosso corpo.

Quem tem ouvidos que oiça, quem tem olhos que veja, quem tem entendimento que entenda.

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quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Cardeal diz que casal gay não tem condições para educar crianças.

"O cardeal D. José Saraiva Martins afirmou terça-feira à noite, na Figueira da Foz, que o casamento entre homossexuais não providencia uma educação normal a crianças a quem falta um pai e uma mãe."
http://diario.iol.pt/sociedade/igreja-homossexualidade-figueira-da-foz-casino-d-jose-saraiva-martins/1043542-4071.html


Perante esta afirmação, há duas alternativas.

Uma, concordar com o cardeal, visto que um casal gay pode ser composto por duas mulheres ou por dois homens, segundo a visão do senhor cardeal, estes casais não têm condições para educar crianças, talvez pelo facto de as crianças ter presente no casal o oposto, o macho e a fêmea, então o estado português com a sua autoridade deve fechar imediatamente e sem apelo nem agravo, sem possibilidade de recurso, todos os colégios de freiras e de padres, todos os seminários e orfanatos católicos, visto que nesses lugares não existe apenas dois homens ou duas mulheres, a educar crianças, existem muitos homens juntos e muitas mulheres juntas, pela mesma ordem de razão, o problema que o senhor cardeal levanta com o educar de crianças pelos casais gay é o mesmo que existe em muitos institutos católicos.

A outra alternativa é discordar do cardeal. Um casal gay tem as mesmas condições de educar bem uma criança como um casal heterossexual, desde que se tome as mesmas precauções e avaliações para ambos os casos. Então, devia-se tomar as mesmíssimas precauções e avaliações, quando se entrega crianças aos institutos católicos, mas na realidade não se faz nada, o estado português confia cegamente nesses institutos, não há um estudo psicológico, social, sexual, psiquiátrico, aos padres e freiras, que lidam com as crianças.

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terça-feira, fevereiro 17, 2009

Neste dia da tua vida

On this day of your life, Luis, I believe God wants you to know...
....that winning an argument is never the goal of a true
spiritual master. Winning someone's heart is.

The setting side of one's integrity is not required to win
someone's heart, but the setting aside of one's anger
may be. It is possible to make a point without making
an enemy. It is possible to be right without being
righteous. Debating does not have to be debasing.

If there is someone with whom you are disagreeing this
day, would it not be wonderful of you to disagree
without being disagreeable?

Love, Your Friend....




"Neste dia da sua vida, Luís, eu acredito que Deus quer tu saibas… …. que ganhar uma discussão nunca é o objectivo de um verdadeiro mestre espiritual. É, ganhando o coração de alguém.

Não é preciso pôr a integridade de alguém de lado para lhe ganhar o coração, mas pôr de lado raiva de alguém pode ser. É possível tomar uma posição sem fazer um inimigo. É possível estar certo sem ser rigoroso. Debater não tem a ver com rebaixar.

Se houver alguém com quem você está discordando neste dia, não seria maravilhoso você discordar sem ser desagradável?

Amor, seu amigo…."


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sexta-feira, fevereiro 13, 2009

O leproso deverá morar à parte, fora do acampamento

Esta é a primeira leitura, que o Vaticano e a sua Curia Romana mandam que se faça no próximo domingo.

"«O leproso deverá morar à parte, fora do acampamento»

Leitura do Livro do Levítico

O Senhor falou a Moisés e a Aarão, dizendo:«Quando um homem tiver na sua pele algum tumor, impigem ou mancha esbranquiçada, que possa transformar-se em chaga de lepra, devem levá-lo ao sacerdote Aarão ou a algum dos sacerdotes, seus filhos. O leproso com a doença declarada usará vestuário andrajoso e o cabelo em desalinho, cobrirá o rosto até ao bigode e gritará:‘Impuro, impuro!’ Todo o tempo que lhe durar a lepra, deve considerar-se impuro e, sendo impuro, deverá morar à parte, fora do acampamento».

Palavra do Senhor."

Aqui está, como as igrejas cristã funcionam, quem não está com elas é impuro, é "leproso", é posto de lado, anda andrajoso e em desalinho, e dizem elas que esta é a palavra do Senhor.

Bolas!!!! Quem é quer um Deus assim?
Eu não, graças a Deus.

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terça-feira, fevereiro 10, 2009

O livre arbítrio é pessoal e intransmissível

“Gozar, eu? Estou a falar muito a sério. Sabes quanto tempo andei e o trabalhão que me deu para descobrir o jardim do Éden? Precisei de 43 anos e uma sentença de morte, para descobrir o jardim do Éden e o local onde se encontra. Precisei de 43 anos e cair durante meses numa cama de hospital com um cancro no sangue. Precisei de aprender a Amar, amando-me. Precisei de aprender a Aceitar, aceitando-me. Precisei de aprender a Perdoar, perdoando-me. Precisei de aprender a Respeitar, respeitando-me. Sabes o que contribuiu fortemente para me envenenar o sangue? A culpa. E podes perguntar: culpa de quê? Culpa de tudo, aprendi cedo a ser responsável ao ponto de me culpar de tudo, assumia e penitenciava-me pelas minhas falhas e pelas dos outros. Se os outros falhavam era porque não tinha sabido evitar que falhassem, não os tinha sabido esclarecer, não lhes tinha sabido explicar. Destes outros não fazia parte o mundo inteiro, mas faziam parte todos de quem gostava e os que com quem lidava. Queres maior aberração? Envenenei o meu sangue estúpida e pretensiosamente. É claro que não assumia as culpas que não tinha e as dos outros por pretensão, mas a atitude era estúpida e pretensiosa. Foi difícil, duro, muito duro, mas aprendi. Aprendi que apenas o próprio é responsável pelos seus actos, aprendi, entre muitas outras coisas, que o livre arbítrio é pessoal e intransmissível.”

Do livro “Pecar em nome de Deus”
Página 196
da Otília Pires de Lima

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Vaticano diz que direito de morrer não existe

“O ministro da Saúde do Vaticano, o cardeal mexicano Javier Lozano Barragán, afirmou hoje que, para a Igreja católica, "o direito de morrer não existe", ao condenar uma decisão da justiça italiana que autorizou uma mulher há 16 anos em coma a deixar de receber alimentação.
"A vida é sagrada. Não existe o direito a morrer", declarou o presidente do Conselho Pontifício para a Saúde, em entrevista ao jornal italiano La Stampa.
"Não dar de comer e beber a Eluana é como cometer um homicídio, é deixar alguém morrer de fome e de sede, condená-la a um final monstruoso", destacou o cardeal.
A Corte de Apelação da Itália decidiu na quinta-feira suspender o último obstáculo legal que impedia que a paciente, em coma desde 1992, parasse de ser alimentada, como desejava o seu pai. O caso gerou uma grande polémica no país, onde sectores da sociedade pedem que o chamado "testamento biológico", que assegura uma morte digna caso a pessoa fique irreversivelmente inconsciente, seja implementado.
Religiosas da clínica onde Eluana está internada, perto de Milão, são contra a transferência da paciente e ofereceram-se para cuidar dela até o fim natural dos seus dias.
"Se algumas pessoas a consideram morta, então deixem-na connosco, porque para nós ela está viva. Nada pedimos em troca, só o silêncio e a liberdade de amar e ajudar os fracos", declararam as religiosas em comunicado.
Eluana pode ser transferida para outra clínica de Itália, porque aquela onde está actualmente é abertamente católica e, por isso, recusa-se a cumprir a decisão judicial.”



O Vaticano composto pelos seus cardeais e bispos, dizem que “Não existe o direito a morrer”, e eles bem sabem do falam, para eles, existe o direito de matar quando é preciso. Matar, morrer. Morrer, matar. Falam da vida ser sagrada, mas eles “matam-se” por dentro, com aquelas vestimentas e chapéus, e dentro daqueles moralismos e fanatismos. Pelos vistos, hoje Jesus seria proibido de se deixar matar ou morrer, pela Igreja Católica que se diz, a verdadeira igreja de Jesus, ou melhor de Cristo. Oh meu Jesus de que te livraste tu.

A Vida é para ser vivida em abundância, ainda não perceberam que as pessoas não são vegetais, as pessoas são animais com anima (alma). Se a vida de uma pessoa é suportada por máquinas, qual é a abundância de vida que uma pessoa em coma tem? Que corra, que salte, que chore, que ria, 16 anos meus senhores, para quê deixar a alma presa a um corpo sem hipóteses de auto-sustentar-se? O final é mais monstruoso para aqueles que morrem por que não havia, nem água nem comida disponíveis, e nada foi feito para tal não ter acontecido, como em África e noutros continentes onde há fome, tanto é ladrão, o que rouba como o que fica à porta; agora para a Eluana, não lhe dar comer e de beber é um acto de misericórdia, quantas vezes não sentimos isso pelos animais que estão a sofrer e lhes acabamos com o seu sofrimento? Mas não é possível com as pessoas que estão em coma, anos e anos?

E depois ainda vem “os abutres da caridadezinha” dizer que a Eluana fica bem com elas, como se a vida da Eluana fosse sua propriedade, querem-se apropriar de uma vida humana, querem sugá-la até ao tutano, o pouco que lhe resta, de modo a que elas possam ganhar o céu através de “ajudar os fracos” como se elas fossem fortes, só mesmo pessoas “mortas” como elas estão por dentro podem dizer que Eluana está viva, está viva graças a máquinas que sustenta uma vida falsa, o corpo assim não é mais do que uma prisão e ninguém deve estar preso. Estes “abutres” ainda acrescentam que “ofereceram-se para cuidar dela até o fim natural dos seus dias”. Natural? Sabem lá elas o que é natural, elas que se castraram de ter uma vida natural. Como pode ser natural com a ajuda de máquinas? Eu não sou contra a utilização de máquinas na sustentação da vida, mas dentro de um prazo razoável, dá-se tempo para que o corpo se restabeleça, a partir daí é “morte” para quem está em coma, como para quem acarinha a pessoa em coma.

O senhor Javier gosta de ver pessoas presas, por que ele mesmo está preso e enredado no esquema bem montado pela ardilosa Cúria Romana, só pessoas presas é querem manter todos os outros presos, seja no corpo sem viabilidade, seja na mente torpe, ele tem gosto por estas coisas. E por isso não aceita uma vida com alegria, felicidade, gozo, entrega interpessoal, apenas defende a vida, mas só quando o corpo não tem viabilidade, quer que se continue a torturar a Eluana, como pássaro dentro de uma gaiola, não quer que se abra a porta da gaiola, quer que se continue a cuidar da gaiola quando ela está ferrugenta e instável.

Para mim mesmo pedirei que me libertem do corpo, quando ele não for capaz de bastar por si mesmo e que necessite de máquinas, que dêem um tempo para o meu corpo se possa restabelecer, depois desse tempo, libertem-me do corpo, o meu corpo é pó da Terra e nela ficará, para que todos os ciclos se completem, há Vida para além do corpo, como costumo dizer “o corpo é como um iogurte, tem um prazo de validade”, que se pode estragar antes do prazo, como pode se manter para além desse prazo, mas acabará sempre por se finar.

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quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Cristo, o milagreiro


Geralmente os argumentos da divindade de Jesus (como Filho Único de Deus) assentam nos seus “milagres” e “prodígios”, como se Jesus curasse tudo e todos, sem qualquer respeito pelas pessoas que cura, usando-as como meros instrumentos de prova da sua excelsa divindade e vaidade, ora, o que Jesus praticou foi ciência de alto grau existente na sua época, obviamente quem não conhece nada de ciência e não entende como funcionam os fenómenos, julga que são algo de “extraordinário” e fora do normal, ainda hoje acontece isso, e ainda mais acontecia naqueles tempos.

A afirmação de que Jesus é o Filho Único de Deus, faz com que nós sejamos Filhos Únicos de Deus, mais, se Jesus é Deus então nós também somos Deus, somos todos Um em Deus. Se Jesus é divino assim também nós o somos no mesmo grau que o dele, a diferença reside na tradição oral que nos é transmitida e inculcada desde pequenos, coisa que não aconteceu com Jesus com sua iniciação e educação com os essénios.

A religião institucional fugia, foge e continua a fugir de estar ao lado da ciência, não se deixa acompanhar por ela, e muitas vezes a repudia e a afasta não vá acabar com os milhares santuários que dão bom dinheiro. A ciência esclarece aquilo que é visto como milagre prodigioso, estes milagres são usados como ferramenta de superstição, a superstição é usada como ferramenta de divisão (tipo “eu sei e tu não sabes”), a divisão é usada como ferramenta da criação de castas, as castas são usadas como ferramenta do medo, o medo é usado como ferramenta do poder; e Jesus nunca foi por este caminho.

Jesus nunca ambicionou ser Sumo-Sacerdote, nem escriba, nem levita, nem fariseu, nem tem algum cargo de poder sobre outros, foi sempre um igual entre iguais; por isso não percebo as pessoas especialmente os homens que se dizem de Jesus e da verdadeira igreja de Jesus, ambicionarem assumir cargos de poder sobre os outros, olhando para si mesmos como seres especiais e escolhidos por deus para esse tipo de serviço.

O mistério, a superstição continuam a estar em alta nas religiões institucionais, que a ciência não entra. As igrejas institucionais, falam-nos de salvadores, de cristos, de filhos únicos de deus, de alguém que faça algo por nós, de alguém que nos deixa prostrados uma eternidade, de adoração, de missas, de ritos a serem cumpridos rigorosamente, do modo a agradar a deus, mas não nos falam da liberdade do espírito, da nossa decisão pessoal, do nosso compromisso com a vida, do sairmos do nosso lugar, não nos perguntam se queremos ser curados para depois curar-nos a nós mesmos, para nós deixarmos de estar à espera de um “milagre” externo, quando o milagre deve ser interno.

Jesus avança com a ciência e o amor, e com o aval do homem/mulher, só mesmo através dele/dela é que Jesus se sente com autoridade para proferir as palavras de ordem, com o efeito de quebrar os seus bloqueios mentais, tais como não acreditar em si próprio(a), como não se sentir feliz, como não se sentir um ser humano completo, como não se sentir capaz de se curar por ele(a) mesmo(a). Não foi Jesus que o(a) curou, foi ele(a) que se curou a si próprio(a), Jesus foi apenas o desbloqueador, aquele que ajuda a quebrar barreiras/bloqueios.

E era sábado, dia em que Deus descansou, e isto quer dizer que Jesus não é um deus para ser adorado, e que ele mesmo estava-se “borrifando” para os preceitos e ritos, que em vez de libertar o povo de Israel, o aprisionava. Jesus sempre fugiu dessa situação de ser considerado um deus, qual deus do Olimpo, e por isso não compreendo que hoje assim seja considerado, e que nos peçam que o bajulemos, que o adoraremos e o ritualizemos este igual entre iguais apelidado de Cristo mas de nome Jesus, que as diversas igrejas cristãs criaram e continuam a criar.


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quarta-feira, janeiro 28, 2009

Já lá estive


Existem diferenças entre “testemunho” e “opinião”

Para dar o meu testemunho, eu procuro no conjunto das minhas experiências de vida, alguma situação pela qual eu também passei, e é nesse encontro entre pessoas que se faz o intercâmbio da compreensão humana, que se testemunha a Vida em nós.

A minha opinião não parte da minha experiência com a vida, a minha opinião é apenas intelectual, vem dos livros que li, vem dos professores que passaram por mim, vem de todas as pessoas que me rodeiam e contam os seus casos de vida, vem da sociedade, menos da minha experiência pessoal.

Quando digo às pessoas que já lá estive, é porque a situação pela qual elas estão a passar, eu já passei e saí dela, no fundo fui testemunha de algo que me aconteceu, agradável ou desagradável. Então eu dou o meu testemunho com toda a facilidade.

Por outro lado, se eu não passei nem tenho experiência da situação pela qual a outra pessoa está, com muito cuidado e com muito aviso, darei a minha opinião sobre o assunto, ou então me calo e apenas oiço, e deixo que a história da experiência da outra pessoa venha até cá dentro de mim, para sentir a pessoa perto de mim.

O que oiço e leio de outros, vejo-os a lançar facilmente as suas opiniões sobre as vidas de outros, de como deviam viver, decidir, ser, mas que eles próprios nunca viveram, decidiram, foram aquilo que opinam.

Era importante fazermos uma lista de experiências que tivemos na nossa vida, então esses serão os nossos testemunhos. Com os nossos testemunhos, sabemos a altura certa para os darmos e para acompanhar a outra pessoa, cria-se cumplicidade, promove-se a outra pessoa, é a nossa mão que estamos a dar. Esta é verdadeira caridade, aquela que é baseada no testemunho e não na opinião.

Então vamos todos testemunhar a Vida, o Amor, Deus.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Os truques das religiões institucionais e outras afins

O medo é a arma das religiões, este medo incutido tem várias formas, cada vez mais, mais refinadas e apuradas, e com objectivos bem definidos que tem como resultado o sistema de pirâmide, “quantos mais houver por debaixo de mim, mais alto eu estou”, é claro que não vêem quantos seres humanos estão sob os seus pés e suportam o seu peso, o que interessa é que EU esteja mais perto do CÉU.

A chamada “caridade” religiosa, não é mais do que um negócio, eu uso o pobre e o miserável, eu os ajudo a ficarem na mesma, para que eu possa continuar a ajudá-los, eu não estou interessado que eles e elas saiam daquela situação, não estou interessado que eles e elas cresçam e consigam por si sós viver plenamente a vida, o pobre e o miserável são o meu meio para chegar onde quero chegar, assim deus, Jesus, nossa senhora, os santos e as santas, possam continuar a apontar na nossa folha de “Deve e Haver” da contabilidade divina, o máximo de pontos positivos, e EU assim quando morrer possa me juntar a eles no CÉU.

A chamada “oração” religiosa, não é mais que um chorrilho de reclamações ao deus, ou às partes de deus, pai, filho, espírito santo, como este deus era demasiado masculino, e as mulheres foram sendo postas de parte na organização do movimento espiritual de Jesus. Qual a melhor mulher para assumir a parte feminina deste deus? A mãe de Jesus, Maria. Então foi sendo elevada pelos senhores bispos, cardiais e papas, levada ao colo (depois de morta) a uma posição de quase-deusa, e qualquer fenómeno psíquico (tal como aconteceu em Fátima) é tecido para que aquela figura mais branca que o sol, seja a mãe de Jesus, e aí se preste culto a ela, ela que não era dessas coisas, parece que depois de morta agrada-lhe muito essa adoração.

O chamado local de culto, vulgo “igreja”, não é mais que uma feira de vaidades, onde todos os “galináceos” se pavoneiam, e negoceiam o pagamento dos “pecados” cometidos no exterior. Sim, existe nestas pessoas, duas pessoas (eu sei, eu estive lá, já não estou), a pessoa exterior e a pessoa interior. Nestes cultos e ritos, a pessoa entra em negociação entre a pessoa que é e a pessoa que deveria ser, entre a pessoa que foi e a pessoa que é, o problema é que a pessoa não sabe quem é, e então divide-se, cria uma pessoa exterior e uma pessoa interior. A pessoa exterior passa a ser conceituada e respeitada pelos outros e cheia de virtudes religiosas, mas a pessoa interior é tudo o que não pode ser para o exterior. A pessoa vive duas vidas separadas e de oposto. É da separação que a religião gosta, gosta de pessoas divididas, só nas pessoas dividas é que a religião pode reinar.

Eu já não estou lá, já não estou dividido, já não estou separado, sou uno.

Tu queres estar lá?
Tu queres continuar dividido?
Tu queres estar separado?

terça-feira, janeiro 20, 2009

O livro que ando a ler

Escrito por um cirurgião que aprendeu mais ciência no livro da vida do que nas obras académicas, este livro convida-o a conhecer a Bioenergética, uma terapia original, mas também uma arte de curar.

É possível encontrar nas profundezas da consciência a força para vencer uma doença incurável? Como podemos transformar a nossa alma no aliado do médico que trata o nosso corpo? Quem é o autor da cura? Será que a doença é a oportunidade de encontrar um sentido para a vida?

Encontrará a resposta a estas e a muitas outras perguntas neste livro. Mas mais do que descrever as técnicas e os procedimentos da Medicina Bioenergética, o autor explora uma nova dimensão da consciência, onde tanto a saúde como a doença dependem dos hábitos e das convicções de cada um.

Tanto místico como científico, Jorge Carvajal é também um poeta. Esta obra irá, por isso, surpreender o leitor pela beleza das suas palavras e será sempre, acima de tudo, um convite à reflexão.


Jorge Carvajal
Jorge Carvajal Posada possui uma longa carreira dedicada ao exercício da medicina, à investigação e à docência. É licenciado em Medicina e Cirurgia, possuindo também estudos de pós-graduação em Auriculoterapia, Acupunctura, Terapia Neural, Medicina Floral e Ayurvédica. Especializou-se em Bioenergética, um modelo que integra as terapias alternativas e a medicina ocidental, tendo sido membro fundador e dirigente da Associação de Médicos e Investigadores de Bioenergética e desenvolvido vários equipamentos e tecnologias com fins terapêuticos. É ainda o criador da Medicina Sintergética e autor de vários livros.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Todo o Ocidente está aí edificado sobre o mítico Cristo-Vencedor e o seu deus-Ídolo-Todo-Poderoso

"Todo o Ocidente está aí edificado sobre o mítico Cristo, o do Poder ven­ce­dor, esmagador dos inimigos - todos os que o não reconheçam e porventura denunciem os seus crimes - e sobre o seu Deus-todo-poderoso, que é o pior dos ídolos; não está edificado sobre Jesus, o Ser Humano por antonomásia, o Pão Partido e Repartido que se dá a comer, o Vinho Derramado que se dá a beber para a vida do Mundo, medi­an­te Práticas Políticas e económicas maiêuticas.

Com o Poder que o Cristo mítico fundamenta e abençoa, está também o ídolo do Grande Capital ou o Grande Dinheiro. E está, sempre, infalivelmen­te, o Religioso, hoje até servido pelas Igrejas que, envergonhadamente, ain­da se reclamam, por vezes, de Jesus, e quase sempre apenas de Cristo!

Há lugar no nosso Mundo para todos estes ídolos. Só não há lugar pa­ra os seres humanos, mulheres e ho­mens, livres, criadores, cultos, sábios, poe­tas, profetas, todos em estado de maioridade, bem ao jeito de Jesus. A Idolatria é, pois, completa e total. É ela que domina / esmaga / tolhe / mata os Povos. Esta é a sua hora. A hora do Poder da Treva.

Missão precisa-se. A das, dos de Jesus. Não a do mítico Cristo de Paulo antes de se ter convertido definitiva­men­te a Jesus.

Vem, Senhor (= o Ser Humano na sua plenitude) Jesus! Vade retro, Cristo, Vencedor, o mítico fundamento de todo o Poder, sempre mentiroso e assassino.

Felizmente, até Paulo acabou por desistir do mítico Cristo davídico / ven­cedor e tornou-se das, dos de Jesus, como antes dele, já havia feito Pedro.

Mas as Igrejas que falam tanto de Paulo e de Padro e, este ano paulino, sobretudo de Paulo, ainda não foram capazes de dar este decisivo Passo ou PÁSCOA para Jesus que eles, finalmente, deram.

Ainda vão mais pelo mítico Cristo de Paulo, antes da sua definitiva con­ver­são a Jesus, do que por Jesus, o do Evangelho de Marcos. Para mal delas. Para mal das populações de que elas se pensam guias. Para mal dos Po­vos. E, muito particularmente, para mal dos Pobres!"

Jornal Fraternizar
Edição nº 172 de Janeiro/Março 2009

Ver aqui: http://www.padremariodalixa.cjb.net/

sexta-feira, janeiro 09, 2009

What Is Love?

"What Is Love?

It is an experience of oneness, of unity, where there is no separation, where separation is unthinkable. The idea of duality becomes the illusion and the idea of oneness becomes the reality.

This is the ultimate reality. This is the way things really are. You are not separate from each other and you never have been. Love is the human urging to prove that, and to experience it.

Conversations With God for Teens
Neale Donald Walsch
Page 121"

O que é Amor?

É a experiência da unicidade, da unidade, onde não há separação, onde a separação é impensável. A ideia da dualidade torna-se a ilusão e a ideia de unicidade torna-se a realidade.

Esta é a realidade última. Esta é maneira como as coisas são. Vocês não estão separados entre vós e nunca estiveram. Amor é uma urgência humana para provar isto mesmo, e para experienciá-lo.


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sexta-feira, janeiro 02, 2009

Dizem, Ano Novo Vida Nova

Lá recebemos nós, os votos de Ano Novo, como se a passagem de uns números para outros fosse assim tão importante, mas pelos vistos é importante, pelo menos para o cardeal patriarca de Lisboa, o primeiro-ministro, o presidente da república, e até para o bispo de Roma (vulgo Papa), transmitindo as suas mensagens urbi et orbi.

Logo no início do ano, eles aparecem para nos lembrar quem manda no mundo e no país, quem manda nas nossas consciências e nos nossos corações, mostram-se preocupados (apenas isso, pré ocupados) e apelam (como se não tivessem poder), que tudo deveria funcionar como eles querem (como se não funcionasse), mandam os outros mudar de vida, mas eles nunca mudam (sentem-se os pilares estáveis da sociedade, como se a Vida não fosse mudança), falam na liberdade (mas sempre aquela que está aprisionada dentro do conjunto das suas ideias preconcebidas e estereotipadas), falam da pobreza (mas eles continuam cada vez mais, mais ricos), falam na paz (mas continuam a lançar ideias para aumentar o número de fiéis às suas ideias, e a combater as ideias dos outros que não pensam como eles), falam de unidade (mas continuam a realizar excomunhões a quem não pensa como eles), falam de valores (mas nunca nos dizem que valores são esses, mas eu acho que são os valores tipo, conta bancária), falam disto e daquilo “não fazer sentido” (uma coisa ou atitude não fazer sentido, depende do sentido que se lhe dá, a pergunta fica no ar, qual é o sentido deles? Antes de se dizer que não faz sentido, é necessário esclarecer em que sentido se está a circular, se não é como dizer “certas e determinadas pessoas” que no concreto não são pessoas nenhumas).

Que posso eu fazer?

Posso me rir, rir-me como um menino num circo e estivesse a assistir a estes números do meu lugar na sociedade, e assisto a estas palhaçadas, e grito: “Hei, pessoal, o rei vai nu”, e depois grito mais alto ainda: “Vai nu, olhem!”. Vejam as fatiotas que vestem e depois reparem como são parecidas às dos palhaços (os verdadeiros são os que estão no circo, por que estão conscientes do que são, os outros são falsos e inconscientes), estes seres humanos que pensam que são tão importantes para nós (eles pensam que somos ovelhas sem pastor), e que sem eles o país e o mundo estariam à deriva, e todos os seus discursos e trejeitos assim o apontam, só posso me rir deles, não os quero matar nem os destruir, desejo apenas que se sintam seres humanos, simplesmente humanos, e o ridículo é ferramenta a usar nestes casos, leva os seres humanos (eu incluído, claro) a rir-se de si próprios, a não levarem esta vida tão a sério, a seriedade no expoente máximo leva-nos à loucura e a uma maior inconsciência, e consciência é o que se procura, ter consciência que esta forma de vida é uma ilusão, mas tem um propósito em ser uma ilusão e é disso que temos que ter consciência, e então usemos esta forma de vida como se fosse uma peça de um puzzle e então a coloquemos no sítio onde deve estar.

Voltando ao tema, na realidade passei ao lado dos discursos (que são sempre mais do mesmo, e repetitivos até à náusea) dos ditos e auto-proclamados “pilares da sociedade” (que papel tão ridículo!), e passei a noite de ano novo num lar de crianças, a ver “A Pequena Sereia”, “A Pipi das Meias Altas” e ainda “A Fuga das Galinhas”, todas estas histórias têm muito mais “sumo” que todos os discursos dos ditos “pilares”, há muito mais a relembrar nestas animações infantis do que no mais douto discurso de um qualquer senhor professor doutor engenheiro bispo cardeal papa. Dei-me em afectos que estas crianças sentem falta, e senti-me cansado, mas um cansaço bom (mas sem orgulho, nem sentimentos de obrigação cumprida), senti-me ser humano (fui EU no Aqui/Agora, nem mais nem menos). Não é de discursos e mensagens que os seres humanos sentem falta, sentem falta de afectos e de afectos continuados, não apenas no Natal, não apenas em ocasiões especiais, mas sempre que a Vida nos traga essa oportunidade, e sempre numa relação de iguais qualquer que seja a diferença de idades, SER HUMANO DE AFECTOS, esta é a Vida Nova no Novo Ano de 2009 (apenas um número!).

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Aí vem o Natal ...

Aí vem o Natal do consumismo (compra-se até mais não).

Aí vem o Natal da religião dominante (que até tem feriados nacionais, tendo o estado português pela constituição não ter religião oficial).

Aí vem o Natal da mentira (Jesus não nasceu do dia 25 de Dezembro, e nem me interessa quando nasceu, o que realmente conta é o seu coração e amor que tem por nós todos, assim sejamos nós também).

Aí vem o Natal do Pai Natal (vestido com as cores da Coca-Cola, nunca um anúncio foi tão barato) e também existe a Mãe Natal (espectáculo!!!).

Aí vem o Natal do presépio com o menino Jesus deitado nas palhinhas com seus pais à volta e também com os animais, o burro e a vaca, sempre esta imagem bucólica, que anestesia por momentos aqueles pensamentos de agressividade, de raiva, de culpa, de medo, que povoam as cabeças durante o ano todo, mas que agora acham que não podem ser assim, mas passando a época natalícia, voltam ao mesmo.

Aí vem o Natal das caridadezinhas, agora é a época em que se mostra que as figuras públicas são boazinhas, que as empresas são boazinhas, que as pessoas dão o lixo que têm casa às instituições que acolhem crianças e jovens; e então o resto do ano, andam a fazer o quê? Vê-se na televisão os milhares de euros que se dão a esta e à outra instituição, vê-se aquela e a outra figura a abraçar crianças e dar muitos beijinhos, mas sempre com uma pose cuidada para que fique bem na televisão.

Aí o vem Natal das prendas, a obrigatoriedade de dar prendas, mas poucos são os que falam em se dar, dar-se em bem mais difícil, envolve mais do que dar coisas, é dar-se continuamente, em qualquer altura do ano, é um compromisso, é um relacionamento.

Aí vem o Natal, das mensagens de Boas Festas que nos inundam as nossas caixas de correio electrónico e SMS dos telemóveis, como se no resto do ano não haja ocasiões para desejar felicidades e boas festas.

Ai o Natal, que nunca mais passa!!!!

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Sobre o Neale Donald Walsch

Neale Donald Walsch (Milwaukee, 10 de setembro de 1943) é o autor norte-americano da série de livros Conversas com Deus, dentre outros.

Neale Donald Walsch nasceu nos Estados Unidos, em Milwaukee, Wisconsin. Teve uma formação católica e, desde cedo, a sua família incentivou-o na sua busca espiritual. A mãe foi a sua primeira mentora. Foi ela quem o ensinou a não ter medo de Deus. Quando era pequeno, a crença da mãe já o intrigava, já que ela nunca ia à igreja.

Curioso, Walsch perguntou como era possível ter fé sem frequentar um templo. A resposta iria mudar para sempre sua vida: "Não preciso ir até uma igreja para me encontrar com Deus. Ele está dentro de mim e está comigo aonde quer que eu vá." Curioso desde menino, e sempre interessado nas questões de Deus, Walsch começou a estudar religião aos 15 anos e não parou mais.

Fez o secundário e chegou a entrar para a universidade, mas acabou por largar os estudos e indo trabalhar numa rádio, onde fez carreira e acabou como editor. Criou uma empresa de relações públicas e de marketing, mas não conseguia se sentir feliz. A fim de encontrar o seu caminho, mudou-se para o Oregon, onde foi vítima de um grave acidente de carro que o deixou com o pescoço partido e por pouco não tirou sua vida. Depois de um ano de reabilitação, e do fim de seu casamento e das suas perspectivas profissionais, Walsch viu-se num beco sem saída.

Sem poder pagar o aluguer do pequeno apartamento em que morava, passou a viver nas ruas, catando latas para sobreviver. Alguns meses mais tarde, acabou arranjando um modesto emprego numa rádio, mas a sua vida continuava sem sentido. Numa madrugada de 1992, deprimido, ele escreveu uma carta para Deus, onde perguntava ao Criador o que fazer para a vida dar certo. Como por magia, ouviu uma voz respondendo a essa e outras questões, que mais tarde se transformaram na série "Conversas com Deus".

Fonte: wikipédia

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Sentido da tua vida



"Várias vezes durante a sua vida, os humanos estão sujeitos a provações que os obrigam a colocar a si próprios as únicas questões verdadeiramente importantes: as que dizem respeito ao sentido da sua vida. Mas pode suceder que, submersos pelo sofrimento, alguns seres mergulhem tão profundamente em si mesmos que é aí, neles, que encontram as respostas. Não é a religião que os ajuda, não é a fé que os ajuda, eles encontram a fé por causa da experiência que estão a viver, pois a verdade é que Deus pôs no homem todas as respostas às questões que ele coloca a si próprio, todos os recursos de que ele necessita para enfrentar as provas da vida.Tacteando, ele pode acabar por encontrá-las, e até é mais certo que as encontre deste modo do que em certas explicações da religião."


Omraam Mikhaël Aïvanhov

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Dia Internacional do Voluntariado

Recebi esta mensagem:
"
Comemora-se hoje o Dia Internacional do Voluntariado. Ser voluntário é empenhar-se em causas de interesse social e comunitário, com reflexos positivos tanto a nível pessoal como para a comunidade como um todo.

A Bolsa do Voluntariado foi lançada pela ENTRAJUDA há precisamente 2 anos. Mais de 8 mil pessoas de boa vontade, inscreveram-se no site e colocaram o seu tempo e talentos ao serviço da comunidade.

A todos quantos, inscrevendo-se na Bolsa do Voluntariado, enviamos hoje uma mensagem de agradecimento.

560 Instituições inscritas na Bolsa do Voluntariado, localizado por todo o país, precisam de si! Seja Voluntário e contribua para um mundo melhor.

Recordamos alguns pontos:
- o contacto entre os voluntários e as instituições deve ser feito directamente.
Para isso: pesquise o site, veja as novas oportunidades de voluntariado específicas criadas pelas Instituições, colmate novas necessidades. E, no caso de encontrar alguma Instituição cuja necessidade vá ao encontro dos seus interesses estabelaça contacto directo.

- pode escolher: por zona (freguesia, código postal), de acordo com as suas aptidões, disponibilidade de tempo, áreas de interesse.
- pode seleccionar uma causa ou uma necessidade social
- pode ainda participar numa acção pontual

Obrigado.

Bolsa do Voluntariado
Estação CP Alcântara Terra, Arz 1 · Av. de Ceuta · 1350-353 Lisboa
' 213620417
6 213622360
Visite-nos em www.bolsadovoluntariado.pt
"

quinta-feira, dezembro 04, 2008

AMAR, ACEITAR E PERDOAR

"
A fórmula de Otília Pires de Lima para vencer as contrariedades da vida

1 Ver o problema como uma oportunidade. “Tente perceber o que tem a aprender com a experiência. Eu sempre achei que era uma privilegiada – e não sou masoquista – porque aprendi tanto neste processo que acho que foi um preço justo”.
2 Aceitar. “Eu acredito que as coisas não acontecem por acaso e, pela minha experiência, aceitar é o melhor caminho. Sendo que aceitação não significa resignação. Aceitando é que temos condições para ultrapassar as dificuldades, quando não aceitamos, em vez de gastarmos as energias a resolver o problema, gastamo-las na rejeição do problema”.
3 Amar muito. “O amor é primordial: o amor por nós, pelos outros, por tudo. É a força mais poderosa do universo. Cura todos os males, derruba todos os muros e encontra caminhos onde eles não existem. Abençoar algo que é menos bom ajuda esse mal a desaparecer. Eu vivenciei isto, é mesmo assim. Foi o amor que me salvou, porque nunca me revoltei contra a leucemia”.
4 Perdoar. “A si própria e aos outros. Se não formos para nós, não podemos ser para os outros. A maioria de nós é muito exigente consigo própria (eu era assim)”.
5 Manter os amigos. “Psicologicamente, é fundamental sentir que somos importantes para alguém e que as pessoas não nos esquecem (ainda que isso não dependa só de nós...). E uma vez assegurada a parte psicológica, consegue-se sustentar a física; são vasos comunicantes”."

Testemunho de Otília Pires de Lima autora dos livros "Pecar em nome de Deus " e "Viver de Amar"

quinta-feira, novembro 27, 2008

Corpo de dor

"O início da libertação do corpo de dor começa, em primeiro lugar, por nos apercebemos de que temos um corpo de dor. Depois, e igualmente de suma importância, surge a nossa capacidade de permanecermos suficientemente presentes e alerta para nos darmos conta do corpo de dor existente em nós mesmos, que assume a forma de um pesado fluxo de emoções negativas quando está activo."

Pag. 135
Um novo mundo – Despertar para a essência da vida
Eckhart Tolle

sexta-feira, novembro 21, 2008

Se há algum pecado ...

Se há algum pecado, esse é o de nos termos em pouca conta, o não nos sentirmos como Jesus se sentiu, cheio, grande. Não falarei de cristo porque cristos houve, há e haverá muitos, cristo que quer dizer ungido, escolhido, amado de Deus. E quem pode dizer que não é o amado por Deus? Quem pode dizer que não é o escolhido de Deus? Quem pode dizer que não é o ungido de Deus?

Eu entendo a forma como os católicos se sentem e vivem, eu já lá estive onde os católicos estão, por isso digo o que digo por que sei o que sentem e vivem. Não vejam isto como uma forma de eu estar a tentar desencaminhá-los do seu caminho, apenas o faço para que vejam a realidade de outra forma, é a forma que eu sinto como verdadeira para mim e dou testemunho dela, sem rede, sem livros sagrados, sem medo da perdição eterna, sem amparo de mestres. Não quero ser Jesus, mas desejo elevar o meu nível de consciência como Jesus o fez. É por aqui o meu caminho.

Eu distingo Jesus de Deus, Jesus foi um ser humano como eu e tu, uma personalidade que viveu naquele espaço e naquele tempo, assim como está a acontecer connosco, também fez coisas que consideramos “más”, o seu corpo jaz neste mundo material, tal como o nosso irá ficar cá, mas nós não somos o nosso corpo, por isso Jesus, eu e tu vivemos eternamente. Deus é mais que a soma das partes, Deus É Tudo O Que Existe.

Por isso quando digo Jesus não digo Deus, assim quando digo Deus não digo Jesus. Jesus fazendo parte de Deus, como eu e tu, mas Deus é mais do que todos nós juntos, Jesus incluído.

terça-feira, novembro 18, 2008

O João - 1ªParte

No dia 13 de Novembro de 2008, fiquei a saber que ele se chama João. E ele ficou a saber que me chamo Luís.

Do João sei alguns pedaços da sua vida, que ele próprio me contou no tempo que vai de estar comigo na paragem do autocarro até ao destino dele, eu saio depois dele.

O João, há mais de um ano que partilha comigo o mesmo autocarro, mas nunca conversamos, e foi bom começarmos assim, por causa de uma ferida na perna que lhe chega até ao osso, queixou-se das muitas dores por causa do frio nesse osso exposto, mas que tem sido bem tratado no hospital.

O João definiu-se “Eu sou um sem-abrigo”, e “Estou na desintoxicação através da metadona”, a mim nada me pediu, nem esmola, nem ajuda.

Nesse dia 13, após o autocarro ter partido, e eu ter tentado apanhá-lo sem sucesso, decidi percorrer cerca de 300 metros até outra paragem para apanhar outro autocarro, é então que vejo o João atrás de mim, decidi parar para que fossemos os dois até à dita paragem, “Como se chama?” perguntei-lhe eu, “Eu sou o João”, respondeu ele, “Eu sou o Luís”, disse-lhe eu, e demos um aperto de mãos, uma lavada e outra suja, mas o calor entre elas passou, dois seres humanos entraram noutro nível de comunicação, mas sempre de igual para igual, e cada um na sua situação.

Até à próxima....

quinta-feira, novembro 13, 2008

As maiores Falácias sobre Deus

"
1. Deus precisa de alguma coisa.
2. Deus pode falhar na obtenção daquilo que Ele quer.
3. Deus separou-vos Dele porque vocês não Lhe deram aquilo de que Ele precisava.
4. Deus ainda precisa do que Ele precisa, de forma tão desesperada, que vos exige, separado de vocês, que Lha dêem.
5. Deus destruir-vos-à se não forem ao encontro das Suas exigências.
"

O Deus de Amanhã
Neale Donald Walsch
Pag. 100

P.S. - Nunca é demais lembrar, já foi postado em 2006.

sexta-feira, novembro 07, 2008

O SEGREDO PARA MIM

"
Hoje, é o Início da minha Nova Vida.
Hoje, estou a recomeçar.
Hoje, todas as Coisas Boas vêm ter comigo.


Estou grato(a) por estar Viva.
Vejo a Beleza à minha volta.
Vivo com Paixão e Propósito.
Todos os dias, arranjo Tempo para Rir e Brincar.


Estou Consciente, Enérgico(a) e Vivo(a).
Foco em Todas as Coisas Boas da Vida.
E agradeço por elas.


Estou em Paz e unida com Tudo.
Sinto o Amor, a Alegria, a Abundância.


Sou Livre de ser eu próprio(a).
Sou Magnífico(a) na forma humana.
Sou a Perfeição da Vida.


Estou grato(a) por ser eu.
Hoje, é o Melhor Dia da Minha Vida.
"

Este veio por mail, e gostei.

terça-feira, novembro 04, 2008

A pobreza e a industria da pobreza

Tanto se fala de pobreza, e que temos que acabar com a pobreza, e que é um problema social grave, e que é um assunto que os políticos devem resolver, pois eles próprios se propõem resolver através de promessas eleitorais, e que a pobreza não devia existir, entre outras coisas que se diz da pobreza.

A pobreza de que se fala tanto e para tanto se pede dinheiro, é a pobreza de dinheiro, os pobres (nesta conjectura económica e social) são aquelas pessoas que não se adaptaram a este sistema económico baseado no dinheiro, que não quiserem usar as técnicas dos banqueiros e outros agiotas, portanto, quem não tem dinheiro é pobre e sendo assim não tem acesso aos bens essenciais à sobrevivência do seu corpo.

Ora, muitas pessoas se organizaram em instituições, tanto de cariz religioso ou não, que se dedicam a cuidar destes pobres, assim os pobres aparecem como um produto que tem que ser valorizado e mantido, segundo as regras de uma boa gestão empresarial, o desaparecimento da pobreza levaria os donos e os funcionários destas instituições, para o desemprego e isso decerto que os desagradaria. Por isso é de todo o interesse manter os seus postos de trabalho à custa da pobreza dos outros, e ainda por cima ficam famosos por se dedicarem aos “coitadinhos e pobrezinhos”.

Ora se esta pobreza de dinheiro e através dele, as pessoas sentirem que não conseguem comprar (com dinheiro) os bens essenciais à sua sobrevivência, qual é a solução para esta pobreza? Para mim é acabar com o sistema económico baseado no dinheiro, é o uso deste sistema que remete muitas pessoas para o desespero de não conseguirem o dinheiro suficiente para a obtenção de bens essenciais, estas pessoas passam então a ter ideias de roubar e de usurpar o dinheiro que outros têm em excesso, por sua vez quem tem dinheiro a mais começa a pensar na salvaguarda do seu dinheiro com medidas de segurança para que não haja roubos. Estão a ver a paranóia, que este esquizofrénico sistema cria nas pessoas?

Se a natureza nada nos cobra pelos alimentos, por ela fornecidos para a sobrevivência do nosso corpo, por que haveremos nós de cobrar dinheiro aos outros seres humanos pelos bens que a natureza nos dá de graça? Por que é que os bens trocados entre nós têm que ser valorizados em termos de dinheiro? Por que temos que produzir a mais para que os preços baixem? Por quê a lei da oferta e da procura? Fala-se, hoje em dia, tanto de ecologia e de soluções ecologicamente sustentáveis, mas o dinheiro não é um factor de sustentabilidade do sistema ecológico do planeta terra, mas tenta-se a todo o custo que assim seja, mas por mim nunca será; este sistema arrasta milhões de pessoas para a pobreza e para o desespero, e ainda por cima leva à destruição da vida no planeta Terra, em que vivemos.

Por que é que os alimentos em excesso produzidos na Europa e na América, não chegam às bocas famintas de outros continentes? A causa está nos custos ao nível de dinheiro para os fazer chegar lá onde há fome. Então o dinheiro é algo que resolve os problemas da fome no mundo? Eu acho que é como a areia numa engrenagem, ou como um cão que dorme na manjedoura, não come nem deixa comer.

Portanto, vamos transcender o dinheiro, quando a gravidade das carências humanas ultrapassa os limites do razoável, e mais que manter os nossos postos de trabalho, vamos ao encontro dos outros e pondo ao seu dispor o que achamos que lhes faz falta, sem preço, sem contas, sem contabilidade, sem dinheiro, apenas os produtos e bens. Criemos áreas nas nossas sociedades em que o dinheiro não entre, em que a organização esteja apenas atenta à distribuição, repartição conforme as necessidades, sem areias nas engrenagens; mas quem quiser continuar a usar o dinheiro, tudo bem, mas que não seja um panaceia global e mundial, em que todos temos que estar envolvidos.

Que assim seja.

quarta-feira, outubro 29, 2008

No mundo de Deus

"Nada acontece por acaso no mundo de Deus, e nem existe essa coisa como coincidências"

do "Conversas com Deus - Livro 1"
Neale Donald Walsch

sexta-feira, outubro 24, 2008

Deixem os jovens serem jovens

"Por favor, não queiram fazer dos jovens, elas e eles, deste nosso Século XXI, freiras e padres, menos ainda noviças e seminaristas. Deixem-nos ser e estimulem-nos a ser simplesmente jovens, elas e eles, abertos uns aos outros, afectivos e aplicados, apaixonados pelo Real, disponíveis ao Espírito que fala sempre a língua do Secular e do Político, do Solidário e do Não-Alinhado, nunca a do Sagrado e do Religioso, do Poder e do Dinheiro. Soltem-nos de vez dos túmulos que são os vossos templos, os vossos conventos e os vossos seminários, porventura, até as vossas universidades católicas e as vossas paróquias, e deixem-nos ir, como fez Jesus, o do Evangelho de João, ao jovem Lázaro, irmão de Marta e de Maria. De modo algum, corram a metê-los nos templos, a fazer deles meninas, meninos de coro, candidatos a freira ou a padre, uns eunucos mais, como tantas, tantos que, desde há séculos, temos, como Igreja católica, insensatamente insistido em gerar, só para, assim continuarmos a garantir funcionários à Multinacional do Religioso que alguns, mais fanáticos do Religioso, insistem ainda em gerir / administrar, como se se tratasse da Igreja, a de Jesus."

Diário Aberto do dia 23 de Outubro
do Mário de Oliveira

quarta-feira, outubro 22, 2008

Matrimónio, Ordem e Divórcio

Acho interessante que os padres e outros senhores da hierarquia da igreja católica (todos homens, nada de mulheres) virem falarem sobre o matrimónio, seria como eu levantar questões sobre a vida de padre, de bispo, de papa. Podemos defender concepções quaisquer que elas sejam, mas se não são vividas na primeira pessoa, são isso mesmo, são concepções, apenas podemos imaginar como deveria ser, mas nunca o É.

E isto de os padres e daí para cima na estrutura hierárquica do Catolicismo (e outras religiões institucionalizadas), tomarem posições férreas sobre o matrimónio, a família, a sociedade, sem saberem o que é a vida de casal, a vida do casal com os filhos, a vida social do casal, chega a ser caricato e ao mesmo tempo triste de se ver.

Eles se fizeram eunucos para o serviço de deus, não sabem nem sonham, o que é o matrimónio vivido, o que é estar à frente de uma família vivida, o que é a sociedade vivida.

Se estão realmente preocupados como o matrimónio, casem-se; se estão realmente preocupados com a família, criem uma e procriem filhos e filhas à vontade; se estão realmente preocupados com a sociedade, venham e mergulhem nela com todo o corpo e não só com a cabeça.

Só se fala no divórcio como o fim do matrimónio, o fim da ligação marital entre duas pessoas, e desses 48% de divórcios.

Qual é percentagem de divórcio como o fim do sacramento da ordem por parte dos padres? Seria interessante ver qual é.

Afinal, é muito mais crítico e gravoso o fim deste sacramento, já que é a ligação directa com deus, está-se a quebrar com deus, deus estava a contar com ele, mas o padre não aguentou. Mas aí, ninguém quer saber se é pecado estar divorciado de deus. Se o ex-padre pode ou não receber o corpo de cristo na hóstia consagrada, se deve ou não participar na vida da paróquia dando catequese. Dois pesos, e duas medidas. Mas o fiel, o crente, a ovelha, o mexilhão é sempre o mais penalizado. Graças a Deus que Deus não é assim como a igreja católica.

Deve haver equilíbrio e uma visão mais alargada, sobre o que é o divórcio.

sexta-feira, outubro 17, 2008

Feitos à imagem e semelhança de Deus

"NDW - Mas nós não podemos ser como Tu! Isso seria uma blasfémia.

Deus - A blasfémia é terem-vos ensinado essas coisas. Digo-vos: Vocês foram feitos à imagem e semelhança de Deus – é esse o destino que vieram cumprir.

Vocês não vieram aqui para se esforçarem e lutarem e nunca “chegarem lá”. Nem vos enviei numa missão impossível de cumprir.

Creiam na bondade de Deus e creiam na bondade da criação de Deus – nomeadamente, nos vossos Eus sagrados."

Conversas com Deus
Neale Donald Walsch

segunda-feira, outubro 13, 2008

Resposta a um desafio do Fontez

6 coisas com que me preocupo?
- A palavra “preocupar” vem de pré ocupar, que dizer que estou ocupado antes de o estar, o que é impossível. Então nada me preocupa ou pré-ocupa. Por outro lado, estou atento, atento ao que se passa à minha volta e comigo próprio.

6 coisas com que não me preocupo?
- Como é impossível me pré-ocupar, o inverso também é impossível.

6 coisas que eu gosto?
- Amar
- Viver
- Ser
- Escutar
- Caminhar
- Ler

6 coisas que eu não gosto?
- Se houvesse algo no mundo que eu não gostasse, é por que haveria algo em mim que eu não gosto, não gostaria de mim mesmo, só assim poderia haver algo que não gostasse. Eu gosto de mim, portanto gosto de tudo.

6 coisas que me fazem sorrir?
- A Vida
- O Amor
- As pessoas
- A mente
- O ego
- O meu ser

6 coisas que me entristecem?
- O tentarem complicar o que é simples
- O tentarem me anular
- O tentarem que eu não acredite em mim mesmo
- O tentarem que eu siga a única religião verdadeira
- O tentarem que eu acredite nos “livros sagrados” ou “escrituras sagradas”
- O tentarem que me sinta separado de Deus/Amor/Vida

6 coisas que me definem?
- Sou um Ser
- Sou um Ser em experiência
- Sou um Ser em experiência pelo mundo
- Sou um Ser em experiência com o mundo
- Sou um Ser que pode ser o que quiser ser
- Sou um Ser que escolhe.

6 blogs que desafio?
- Venham mais 6 de uma assentada que eu pago já. (Zeca Afonso, em vez de 6 são 5)

http://fontez.wordpress.com/

sexta-feira, outubro 10, 2008

Foi a religião ...

" NDW - Porque é que dizes esqueçam a religião?

Deus - Porque não é boa para vós. Compreendam que para a religião organizada ter sucesso, tem que fazer com que as pessoas acreditem que precisam dela. Para as pessoas terem fé noutra coisa, têm primeiro de perder a fé em si próprias. Portanto, a primeira tarefa da religião organizada é fazer-te perder a fé em ti próprio. A segunda tarefa é fazer-te ver que tem respostas que tu não tens. E a terceira e a mais importante é fazer-te aceitar as respostas sem as questionares.

Se questionas, começas a pensar! Se pensas, começas a regressar àquela Fonte Interior. A religião não te pode deixar fazer isso porque é provável que surjas com uma resposta diferente da que ela inventou. Portanto a religião tem que te fazer duvidar do teu Eu; tem que te fazer duvidar da tua capacidade de pensar claramente.

O problema da religião é que, com frequência, isto faz ricochete – porque se não puderes aceitar sem duvidar os teus próprios pensamentos, como podes não duvidar das novas ideias sobre Deus que a religião te deu?

Muito brevemente, nunca duvidas da Minha existência - da qual, ironicamente, nunca duvidaste antes. Quando vivias de acordo com o teu conhecimento intuitivo, podias não Me ter compreendido totalmente, mas sabias definitivamente que Eu estava lá!

Foi a religião que criou os agnósticos.

Qualquer pensador lúcido que examine o que a religião tem feito, tem que assumir que a religião não tem Deus! Porque foi a religião que encheu o coração dos homens do temor de Deus, enquanto que houve tempo em que o homem amava Aquilo Que É em todo o seu esplendor.

Foi a religião que ordenou aos homens que se curvassem perante Deus, quando em tempos o homem se ergueu de braços estendidos com alegria.

Foi a religião que sobrecarregou o homem com preocupações sobre a ira de Deus, quando em tempos o homem procurava Deus para o aliviar do seu fardo!

Foi a religião que disse ao homem para ter vergonha do seu corpo e das suas funções mais naturais, quando em tempos o homem celebrou essas funções como as maiores dádivas da vida!

Foi a religião que vos ensinou que é preciso um intermediário para chegar a Deus, quando houve tempo em que consideravam ter alcançado Deus vivendo simplesmente a vossa vida no bem e na verdade. E foi a religião que ordenou aos humanos que adorassem Deus, quando houve tempo em que os humanos adoraram deus porque era impossível não O adorar!

Em toda a parte onde a religião chegou criou desunião – o que é o oposto de Deus.

A religião separou o homem de Deus, o homem do homem, o homem da mulher – algumas religiões até dizem ao homem que ele está acima da mulher, tal como proclamar que Deus está acima do homem – dando assim azo às maiores caricaturas alguma vez impingidas a metade da raça humana.

Eu vos digo: Deus não está acima do homem, e o homem não está acima da mulher – não é essa a “ordem natural das coisas” – mas é a maneira como todos os que tinham poder (nomeadamente homens) queriam que fosse quando formaram as suas religiões patriarcais, apagando sistematicamente metade do texto da versão final das “sagradas escrituras” e distorcendo o resto para se adaptar ao molde do deu modelo masculino do mundo.

É a religião que ainda hoje insiste que as mulheres são de certa forma inferiores, de alguma forma cidadãs espirituais de segunda classe, algo “inadequadas” para ensinar a Palavra de Deus, pregar a Palavra de Deus ou ministrá-la ao povo.

Como crianças, ainda estão a discutir que sexo é ordenado por Mim para serem Meus sacerdotes!

Eu vos digo: Todos vós sois sacerdotes! Cada um de vós.

Não há nenhuma pessoa ou classe mais “adequada” para fazer o Meu trabalho do que outra.

Mas tantos homens são tal e qual as nações. Sequiosos de poder. Não gostam de partilhar o poder, apenas de o exercer. E construíram o mesmo tipo de Deus. Um Deus sequioso de poder. Um Deus que não gosta de partilhar o poder mas apenas o exercer. No entanto eu vos digo: O Supremo dom de Deus é a partilha do poder de Deus.

Eu queria que vocês fossem como eu."

Conversas com Deus
Nelae Donald Walsch

segunda-feira, outubro 06, 2008

Da Existência de Deus

"Os argumentos relativos ao problema da existência de Deus têm sido viciados, quando positivos, pela circunstância de frequentemente se querer demonstrar, não a simples existência de Deus, senão a existência de determinado Deus, isto é, dum Deus com determinados atributos. Demonstrar que o universo é efeito de uma causa é uma coisa; demonstrar que o universo é efeito de uma causa inteligente é outra coisa; demonstrar que o universo é efeito de uma causa inteligente e infinita é outra coisa ainda; demonstrar que o universo é efeito de uma causa inteligente, infinita e benévola outra coisa mais. Importa, pois, ao discutirmos o problema da existência de Deus, nos esclareçamos primeiro a nós mesmos sobre, primeiro, o que entendemos por Deus; segundo, até onde é possível uma demonstração.

O conceito de Deus, reduzido à sua abstração definidora, é o conceito de um criador inteligente do mundo. O ser interior ou exterior a esse mundo, o ser infinitamente inteligente ou não — são conceitos atributários. Com maior força o são os conceitos de bondade, e outros assim, que, como já notamos têm andado misturados com os fundamentais na discussão deste problema. Demonstrar a existência de Deus é, pois, demonstrar, (1) que o universo aparente tem uma causa que não está nesse universo aparente como aparente (2) que essa causa é inteligente, isto é, conscientemente activa. Nada mais está substancialmente incluído na demonstração da existência de Deus, propriamente dita. Reduzido assim o conteúdo do problema às suas proporções racionais, resta saber se existe no raciocínio humano o poder de chegar até ali, e, chegando até ali, de ir mais além, ainda que esse além não seja já parte do problema em si, tal como o devemos pôr. "

Fernando Pessoa, in 'Ideias Filosóficas'

sexta-feira, setembro 26, 2008

Para ti que vives aprisionado(a) no medo de SER.

Que fique esclarecido, que não procuro afastar-te da tua religião, que desistas de seres a tua profissão (será mais, fazer a tua profissão), que desistas de todas as ideias e ideais que tens sobre a vida, o amor, deus; não procuro nem espero que faças algo que vai de encontro ao sentir do teu Ser.

Apenas procuro chocalhar as águas estagnadas e podres que existem em ti, procuro quebrar a barragem que acumula a água que devia alimentar o rio da tua vida, mas que não o fazes e se o fazes, fá-lo a conta-gotas, por isso há partes de ti que secaram e mirraram, a vegetação luxuriante e viçosa das margens do rio desapareceu.

Só as águas correntes é que são boas para beber, e elas acontecem em rios, fontes e cascatas, nunca em pântanos, nem em lagos, nem em barragens, nestes a água está parada, é no movimento e na agitação da água, que ela se oxigena e que ganha os elementos químicos que vão alimentar plantas e animais.

Que a nossa vida seja como um rio, que não interessa para onde corre, desde que sintamos que a nascente seja a verdadeira nascente da energia criadora que existe em nós, mas que muitas vezes a negamos, quando somos formatados por uma sociedade ou religião, e nos dizem que não temos Poder.

A Liberdade vem dessa Vida agitada e em movimento através da emoção (agitação (movimento)). Somos intrinsecamente Amor, Vida, Deus, e Liberdade, Alegria, Verdade. E quem nos diz que não somos isto, está a mentir, e quando acreditamos nesses alguéns, seguimos os seus caminhos tortuosos de dogmas, leis, cânones, regulamentos, começamos a secar e a acumular e paramos. Mesmo vivendo estamos mortos.

Quebrem as vossas barragens, dispersem a vossa energia, é na entrega que recebem, e recebendo a devolvem novamente à origem.

Até já.

sexta-feira, setembro 19, 2008

Vida: Criando Quem Tu Realmente És

"Os grandes professores da vossa religião Cristã entendem isso. Sabem que Jesus não se perturbou com a crucificação, esperou-a. Podia ter-se ido embora mas não foi. Podia ter interrompido o processo em qualquer altura. Tinha poder para isso. Contudo, não o fez. Permitiu-se ser crucificado para assim exemplificar a salvação eterna do homem. Vejam , disse Ele, o que Eu consigo fazer. Olhem para o que é verdadeiro . E saibam que estas coisas, e mais, deverão ser também feitas por vós. Pois Eu não vos disse que sois deuses? Mas não acreditam. Já que não conseguem acreditar em vós mesmos , acreditem em Mim .

Tal era a compaixão de Jesus que implorou por uma forma - e criou-a - de fazer ver ao mundo que todos podem ascender aos céus (auto-realização) - quanto mais não seja, através d'Ele , pois derrotou a tristeza e a morte.

E também tu poderás fazê-lo."

Conversas com Deus, Livro 1
Neale Donald Walsch
Pag. 52

terça-feira, setembro 16, 2008

Quem? Quando?

"Se não fores tu... Quem?

Se não for agora... Quando?"

Neale Walsch

terça-feira, setembro 09, 2008

Sobre o Auto-conhecimento

"E então um homem disse, Fala-nos do Auto-conhecimento.

E ele respondeu, dizendo: Os vossos corações conhecem em silêncio os segredos dos dias e das noites.

Mas os vossos ouvidos anseiam pelo som do conhecimento do vosso coração.

Vós sabeis por palavras aquilo que sempre soubestes em pensamento.

Tocais com a ponta dos dedos o corpo nu dos vossos sonhos.

E ainda bem que assim é.

A nascente oculta da vossa alma deve erguer-se e correr a murmurar para o mar, e o tesouro das vossas profundezas infinitas será revelado perante os vossos olhos.

Mas que não haja medidas para pesar o vosso tesouro desconhecido;

E não procureis as profundezas do vosso conhecimento com limites.

Pois o ser em si não tem limites nem medidas.

Não digais "Encontrei a verdade", mas antes "Encontrei uma verdade."

Não digais "Encontrei o caminho para a alma", mas antes "Encontrei a alma a seguir o meu caminho''.

Pois a alma percorre todos os caminhos.

A alma não percorre uma linha, nem cresce como um caniço.

A alma desvenda-se a si própria como um lotus de incontáveis pétalas. "

De "O Profeta"
de Khalil Gibran

sexta-feira, setembro 05, 2008

Diferenças e divisões

"Diferenças e divisões não são a mesma coisa.

As diferenças confirmam, e tornam possível, a tua experiência de Quem Tu És.
As divisões confundem, e tornam impossível, aquela experiência.
Sem as diferenças entre aqui e ali, cima e baixo, rápido e lento, quente e frio, nada destas coisas podiam ser experienciadas.
No entanto não há divisão entre aqui e ali, cima e baixo, rápido e lento, quente e frio.
São quanto muito, diferentes versões da mesma coisa.
De forma similar, não há divisão entre preto e branco, macho e fêmea, Cristão e Muçulmano.
Quanto muito, são versões da mesma coisa."

do livro "Amizade com Deus"
Neale Donald Walsch

quinta-feira, julho 31, 2008

Sobre o Prazer

"Então um eremita que visitava a cidade uma vez por ano, avançou e disse, Fala-nos do Prazer.
E ele respondeu, dizendo:
O prazer é uma canção de liberdade, mas não é a liberdade.
É o desabrochar dos vossos desejos, mas não é os seus frutos.
É um chamamento profundo para as alturas, mas não é profundo nem alto.
É o encarcerado a ganhar asas, mas não é o espaço que o circunda.
Sim, na verdade, o prazer é uma canção de liberdade.
E bem gostaria que a cantásseis com todo o vosso coração;
No entanto, não percais os vossos corações nos cânticos.
Alguma da vossa juventude procura o prazer como se isso fosse tudo, e esses são julgados e punidos.
Eu não os julgaria nem puniria.
Gostaria que empreendessem a busca.
Pois eles encontrarão prazer, mas não só.
Sete são as suas irmãs, e a mais insignificante delas é mais bela que o prazer. Nunca ouviram a história do homem que cavava a terra para encontrar raízes e descobriu um tesouro?
E alguns de vós, mais velhos, recordam os prazeres com remorsos.
Como erros cometidos quando estavam bêbedos.
Mas o remorso só obscurece o espírito e não o castiga.
Deveriam lembrar-se dos prazeres com gratidão, tal como fariam após uma colheita no verão.
No entanto, se os conforta sentir o remorso, deixai-os confortarem-se.
E há entre vós aqueles que não são nem suficientemente jovens para empreender a busca, nem suficientemente velhos para se lembrarem;
E no medo deles de procurarem e se lembrarem, conseguem afastar todos os prazeres, a menos que negligenciem o espírito.
Mas até na antecipação reside o seu prazer.
E assim também eles encontram um tesouro, embora procurem as raízes com mãos trémulas.
Mas dizei-me, quem pode ofender o espírito?
Será que o rouxinol consegue ofender a quietude da noite ou o brilho das estrelas?
E as vossas chamas ou fumo conseguem carregar o vento?
Pensais que o espírito é um lago imóvel que podeis perturbar?
Muitas vezes ao negardes a vós mesmos o prazer, estais a ocultar o desejo nos recônditos do vosso ser.
Quem sabe que o que parece ser omitido hoje espera por amanhã?
Até o vosso corpo conhece a sua herança e as suas necessidades e não sairá desiludido. E o vosso corpo é a harpa da vossa alma, e é a vós que compete extrair dela uma doce melodia ou sons confusos.
E no vosso coração, perguntais,
"Como distinguiremos o que é bom no prazer do que não é?"
Ide para os vossos campos e jardins e aprendereis que o prazer da abelha consiste em retirar o mel da flor.
Mas também a flor tem prazer em dar o seu mel à abelha.
Pois para a abelha a flor é uma fonte de vida.
E para a flor a abelha é mensageira de amor.
E, para ambas, abelha e flor, o dar e o receber de prazer é uma necessidade e um êxtase. Povo de Orfalés, olhai para os vossos prazeres como as abelhas e as flores."

de "O Profeta" de Kahlil Gibran

P.S. - Vou de férias, até Setembro, mas passando por aqui.

quarta-feira, julho 30, 2008

A depressão

Ela vem doce e suavemente, ela vai-se instalando em nós, vai-nos tirando a pouco e pouco o nosso riso, a nossa alegria natural.

Ela vem e meigamente nos faz sérios, cumpridores de morais e de leis, tornamo-nos rígidos.

Ela nos dá um beijo cínico e de seguida nos diz “Olá cá estou eu, venho cuidar de ti” e então vamo-nos deixando cair nos seu braços, desistindo de nós, não acreditando em nós, perdendo a nossa auto-estima.

Ela vem como servidora, mas o seu objectivo é ser a nossa carrasca. Diz-nos “Vem cá meu menino, quero tu sejas para sempre o meu menino, nem penses em crescer”.

Ela vem com os braços abertos para nos afagar e para nos prender e nos fechar na cave onde não há luz.

Na cave ela nos alimenta com os restos estragados de comida de há 2000 anos e nos dá de beber do seu próprio fel, que boa mãe dirão os outros que lá estão na cave há mais tempo que nós.

Ela nos retira da luz, e os nossos olhos apenas se alimentam da pouca luz que passa pelas frestas da parede da cave.

E nós pensamos, que sorte a minha estar aqui, pelo menos estou protegido e a ser querido, alguém gosta de mim, por que eu não gosto de mim, como posso gostar de mim, se a religião que eu sigo rigidamente, me diz que eu sou um pecador mesmo antes nascer, e antes de fazer qualquer coisa em consciência; quando me senti Eu, eu já era pecador e pecador serei até morrer, terei que fazer qualquer coisa, mandam-me rezar, rezar muito, rezar correctamente sempre seguido os ritos estipulados, rezar as orações que nada me dizem, mas dizem-me que são eficazes para com o deus que me criou pecador, é esse deus que terá que reparar o estrago, eu não posso ser responsável por este erro divino que sou Eu.

Sim, sou um erro divino deste deus mecânico maluco, e fico assim pensando, por que não posso dizer aos outros estes meus pensamentos, tenho que continuar a dizer-lhes que deus é misericordioso, bondoso, que é amor, que nos quer ajudar a não sermos pecadores, e para isso mandou a sua mãe para aparecer em certos sítios, onde se construíram santuários onde se reza incessantemente para que o Homem corrija o erro divino do pecado, e assim durante a minha vida, corro em busca de perdão por não estar a conseguir deixar de ser pecador, e então vou cheio desta necessidade perdão a todos os santuários e locais santos, cada vez mais, não sei quem sou, e nem sei o que deveria ser, nem me consigo decidir quem quero ser.

Ela, a nossa amiga falsa, aquela que espera que nós a qualquer momento que lhe caiamos nos seus braços, vive feliz por nos ver nestas aflições, e nos diz constantemente: “Cá te espero meu menino, esquece de ti mesmo e eu cuidarei de ti”.

Eu já estive nesta cave, mas já não estou lá. Vivo em plena Luz, do gostar de mim, do cuidar de mim, de assumir as minhas próprias responsabilidades, do viver Deus sem erro, vivo a perfeição (mas não o perfeccionismo) do Universo.

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sexta-feira, julho 25, 2008

A pessoa humana é a verdadeira palavra de Deus

A pessoa humana é a verdadeira palavra de Deus, e foi aí que Jesus actuou.

A bíblia neste momento, é como papa para bebé, podemos continuar a comer papas na nossa fase adulta, mas isso irá nos manter na menoridade, com uma mentalidade de bebé em vez de adulto, a papa serve apenas para o bebé, pois é assim que se alimenta um bebé, mas numa fase adulta a papá deve ser substituída por comida mais sólida, e assim foi com Jesus, estudou o antigo testamento nos anos de escola, mas depois, quando adulto, passou a ler as pessoas, e aí descobriu a verdadeira palavra de Deus, todos tinham algo a dizer a Jesus, e Jesus identificou-se com eles e com elas, e os transportou para o seu coração, e depois agiu sobre eles e elas, e isto é amor.

segunda-feira, julho 21, 2008

O estudante e o discípulo

"Zaratrusta é belo, Buda é belo, Lao-Tsé é belo, Jesus é belo – mas já não se aplicam.
Viveram as suas vidas, deram belas flores.
Aprenda com eles, mas não seja um seguidor estúpido.
Seja um discípulo, mas não seja um estudante.
Um estudante aprende a palavra, a palavra morta; um discípulo aprende os segredos da compreensão, e, quando tem a sua própria compreensão, segue o seu próprio caminho.
Apresenta os seu cumprimentos a Lao-Tsé e diz:”Agora estou pronto, estou grato e vou seguir o meu caminho”.
Ele estará sempre grato a Lao-Tsé, e é esse o paradoxo: as pessoas que se dedicaram a seguir Jesus, Buda ou Maomé nunca podem perdoar-lhes.
Se perdemos as alegrias da vida por causa destas pessoas, como poderemos perdoar-lhes?
Como podemos estar-lhes verdadeiramente gratos?"

OSHO

quarta-feira, julho 16, 2008

Exaustão, segundo o OSHO

"O homem que vive através da consciência mental torna-se pesado. Aquele que vive com consciência permanece leve. Por quê? -- porque um homem que tem apenas algumas ideias a respeito de como se deve viver, naturalmente se torna pesado. Ele se sente obrigado a carregar consigo o seu carácter. Esse carácter é como uma armadura: é a sua protecção, a sua segurança. Toda a sua vida está investida nesse carácter. E ele sempre reage às situações através desse carácter, nunca directamente. Se você lhe faz uma pergunta, a resposta é pré-fabricada. Esse é o sinal de uma pessoa "pesada" -- ela é enfadonha, estúpida, mecanizada. Ela pode ser um bom computador, mas não é um homem. Você provoca e ela reage de uma maneira bem definida. A reacção é previsível: ela é um robô. O homem verdadeiro age de maneira espontânea. Se você lhe faz uma pergunta, obtém uma resposta, não uma reacção. Ele abre o coração para a sua pergunta, expõe-se a ela, responde a ela..."

Osho Take it Easy, Volume 1 Chapter 13

quinta-feira, julho 10, 2008

O que é que todas as religiões ...?

Todas as religiões do mundo nos pedem isto, que nos esqueçamos de nós próprios.
Porquê?

Todas as religiões do mundo nos dizem isto, nós cuidamos de ti.
Porquê?

Todas as religiões do mundo nos dizem isto, junta-te a nós e receberás uma recompensa eterna.
Porquê?

Todas as religiões do mundo têm um super-homem, um homem quase-deus, um deus-quase-homem, um homem-deus, um deus-homem, e sempre com uma mulher-não-deus mas quase-deus.
Porquê?

Todas as religiões do mundo têm homens e mulheres, exemplos que temos que seguir.
Porquê?

Todas as religiões do mundo estão contra a natureza humana.
Porquê?

Todas as religiões do mundo nos exige a repressão dos nossos instintos.
Porquê?

Todas as religiões do mundo nos mandam viver na esperança e na expectativa de uma vida melhor no futuro, mas não agora.
Porquê?

Todas as religiões do mundo pretender saber tudo, e esforçam-se para que não pensemos muito, para que não tenhamos que duvidar delas.
Porquê?

Todas as religiões do mundo querem, a nossa alma, a nossa mente, o nosso ego, o nosso corpo, até o nosso dinheiro.
Porquê?

Todas as religiões do mundo querem que nos tornemos seguidores, carneiros, ovelhas, abelhas, menos seres humanos completos, livres, amorosos, alegres.
Porquê?

Porquê todas estas religiões do mundo?

quinta-feira, julho 03, 2008

Amar

O verbo amar, não se devia conjugar no passado nem futuro.

AMO,
AMAS,
AMA,
AMAMOS,
AMAIS,
AMAM.

AMOR é sempre presente, é sempre um presente, É CONNOSCO.