quarta-feira, fevereiro 25, 2009

A morte como último recurso

Acham que Jesus não sabia o que fazia?
Acham que Jesus é um cordeirinho de deus?
Acham que Jesus tirou o “pecado” do mundo?
Qual foi o pecado que ele tirou do mundo?
Acham que Jesus não sabia com quem é que se estava a meter?
Acham que Jesus não sabia onde é que se estava a meter?
Acham que Jesus não controlou os acontecimentos até morrer?
Acham que Jesus suportou tudo aquilo para nos salvar?
Salvar de quê?
Acham que Jesus morreu por nós?

A morte foi o último recurso que Jesus utilizou para fazer entender a sua mensagem aos apóstolos que continuavam duros e implacavelmente agarrados às crenças antigas de um Messias que iria começar uma luta armada e repor a ordem e a lei no país ocupado que era Israel. Pelos vistos os ditos apóstolos de hoje continuam a pensar como os primeiros apóstolos, mas as armas são outras.

Jesus sabia que se metesse com o poder político e religioso, iria ser condenado à morte, nem foi preciso a traição de Judas para isso acontecer, por isso escolheu um sítio perto de Jerusalém por aqueles dias, e visto não estar a conseguir fazer entender aos apóstolos, que o Reino de Deus era outra coisa diferente do que eles pensavam e esperavam.

Qual é a melhor maneira para que as nossas palavras sejam valorizadas e entendidas?

É quando acontece a nossa morte física.

Quando morremos, todas as nossas acções e palavras, o que fizemos e dissemos, tornam-se super valorizadas devido às emoções que correm dentro dos outros que ficam cá, muitos porquês emergem com grande facilidade perante o acontecimento da morte de alguém que nos era muito querido, e assim aconteceu com os apóstolos, a emoção fez desligar as suas mentes, e quando isso acontece a nossa alma tem uma via directa para chegar ao nosso exterior, finalmente eles sentiram Jesus completo nos seus corações. A nossa mente não suporta a morte, por que ela morre com o nosso corpo.

Quem tem ouvidos que oiça, quem tem olhos que veja, quem tem entendimento que entenda.

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quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Cardeal diz que casal gay não tem condições para educar crianças.

"O cardeal D. José Saraiva Martins afirmou terça-feira à noite, na Figueira da Foz, que o casamento entre homossexuais não providencia uma educação normal a crianças a quem falta um pai e uma mãe."
http://diario.iol.pt/sociedade/igreja-homossexualidade-figueira-da-foz-casino-d-jose-saraiva-martins/1043542-4071.html


Perante esta afirmação, há duas alternativas.

Uma, concordar com o cardeal, visto que um casal gay pode ser composto por duas mulheres ou por dois homens, segundo a visão do senhor cardeal, estes casais não têm condições para educar crianças, talvez pelo facto de as crianças ter presente no casal o oposto, o macho e a fêmea, então o estado português com a sua autoridade deve fechar imediatamente e sem apelo nem agravo, sem possibilidade de recurso, todos os colégios de freiras e de padres, todos os seminários e orfanatos católicos, visto que nesses lugares não existe apenas dois homens ou duas mulheres, a educar crianças, existem muitos homens juntos e muitas mulheres juntas, pela mesma ordem de razão, o problema que o senhor cardeal levanta com o educar de crianças pelos casais gay é o mesmo que existe em muitos institutos católicos.

A outra alternativa é discordar do cardeal. Um casal gay tem as mesmas condições de educar bem uma criança como um casal heterossexual, desde que se tome as mesmas precauções e avaliações para ambos os casos. Então, devia-se tomar as mesmíssimas precauções e avaliações, quando se entrega crianças aos institutos católicos, mas na realidade não se faz nada, o estado português confia cegamente nesses institutos, não há um estudo psicológico, social, sexual, psiquiátrico, aos padres e freiras, que lidam com as crianças.

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terça-feira, fevereiro 17, 2009

Neste dia da tua vida

On this day of your life, Luis, I believe God wants you to know...
....that winning an argument is never the goal of a true
spiritual master. Winning someone's heart is.

The setting side of one's integrity is not required to win
someone's heart, but the setting aside of one's anger
may be. It is possible to make a point without making
an enemy. It is possible to be right without being
righteous. Debating does not have to be debasing.

If there is someone with whom you are disagreeing this
day, would it not be wonderful of you to disagree
without being disagreeable?

Love, Your Friend....




"Neste dia da sua vida, Luís, eu acredito que Deus quer tu saibas… …. que ganhar uma discussão nunca é o objectivo de um verdadeiro mestre espiritual. É, ganhando o coração de alguém.

Não é preciso pôr a integridade de alguém de lado para lhe ganhar o coração, mas pôr de lado raiva de alguém pode ser. É possível tomar uma posição sem fazer um inimigo. É possível estar certo sem ser rigoroso. Debater não tem a ver com rebaixar.

Se houver alguém com quem você está discordando neste dia, não seria maravilhoso você discordar sem ser desagradável?

Amor, seu amigo…."


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sexta-feira, fevereiro 13, 2009

O leproso deverá morar à parte, fora do acampamento

Esta é a primeira leitura, que o Vaticano e a sua Curia Romana mandam que se faça no próximo domingo.

"«O leproso deverá morar à parte, fora do acampamento»

Leitura do Livro do Levítico

O Senhor falou a Moisés e a Aarão, dizendo:«Quando um homem tiver na sua pele algum tumor, impigem ou mancha esbranquiçada, que possa transformar-se em chaga de lepra, devem levá-lo ao sacerdote Aarão ou a algum dos sacerdotes, seus filhos. O leproso com a doença declarada usará vestuário andrajoso e o cabelo em desalinho, cobrirá o rosto até ao bigode e gritará:‘Impuro, impuro!’ Todo o tempo que lhe durar a lepra, deve considerar-se impuro e, sendo impuro, deverá morar à parte, fora do acampamento».

Palavra do Senhor."

Aqui está, como as igrejas cristã funcionam, quem não está com elas é impuro, é "leproso", é posto de lado, anda andrajoso e em desalinho, e dizem elas que esta é a palavra do Senhor.

Bolas!!!! Quem é quer um Deus assim?
Eu não, graças a Deus.

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terça-feira, fevereiro 10, 2009

O livre arbítrio é pessoal e intransmissível

“Gozar, eu? Estou a falar muito a sério. Sabes quanto tempo andei e o trabalhão que me deu para descobrir o jardim do Éden? Precisei de 43 anos e uma sentença de morte, para descobrir o jardim do Éden e o local onde se encontra. Precisei de 43 anos e cair durante meses numa cama de hospital com um cancro no sangue. Precisei de aprender a Amar, amando-me. Precisei de aprender a Aceitar, aceitando-me. Precisei de aprender a Perdoar, perdoando-me. Precisei de aprender a Respeitar, respeitando-me. Sabes o que contribuiu fortemente para me envenenar o sangue? A culpa. E podes perguntar: culpa de quê? Culpa de tudo, aprendi cedo a ser responsável ao ponto de me culpar de tudo, assumia e penitenciava-me pelas minhas falhas e pelas dos outros. Se os outros falhavam era porque não tinha sabido evitar que falhassem, não os tinha sabido esclarecer, não lhes tinha sabido explicar. Destes outros não fazia parte o mundo inteiro, mas faziam parte todos de quem gostava e os que com quem lidava. Queres maior aberração? Envenenei o meu sangue estúpida e pretensiosamente. É claro que não assumia as culpas que não tinha e as dos outros por pretensão, mas a atitude era estúpida e pretensiosa. Foi difícil, duro, muito duro, mas aprendi. Aprendi que apenas o próprio é responsável pelos seus actos, aprendi, entre muitas outras coisas, que o livre arbítrio é pessoal e intransmissível.”

Do livro “Pecar em nome de Deus”
Página 196
da Otília Pires de Lima

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Vaticano diz que direito de morrer não existe

“O ministro da Saúde do Vaticano, o cardeal mexicano Javier Lozano Barragán, afirmou hoje que, para a Igreja católica, "o direito de morrer não existe", ao condenar uma decisão da justiça italiana que autorizou uma mulher há 16 anos em coma a deixar de receber alimentação.
"A vida é sagrada. Não existe o direito a morrer", declarou o presidente do Conselho Pontifício para a Saúde, em entrevista ao jornal italiano La Stampa.
"Não dar de comer e beber a Eluana é como cometer um homicídio, é deixar alguém morrer de fome e de sede, condená-la a um final monstruoso", destacou o cardeal.
A Corte de Apelação da Itália decidiu na quinta-feira suspender o último obstáculo legal que impedia que a paciente, em coma desde 1992, parasse de ser alimentada, como desejava o seu pai. O caso gerou uma grande polémica no país, onde sectores da sociedade pedem que o chamado "testamento biológico", que assegura uma morte digna caso a pessoa fique irreversivelmente inconsciente, seja implementado.
Religiosas da clínica onde Eluana está internada, perto de Milão, são contra a transferência da paciente e ofereceram-se para cuidar dela até o fim natural dos seus dias.
"Se algumas pessoas a consideram morta, então deixem-na connosco, porque para nós ela está viva. Nada pedimos em troca, só o silêncio e a liberdade de amar e ajudar os fracos", declararam as religiosas em comunicado.
Eluana pode ser transferida para outra clínica de Itália, porque aquela onde está actualmente é abertamente católica e, por isso, recusa-se a cumprir a decisão judicial.”



O Vaticano composto pelos seus cardeais e bispos, dizem que “Não existe o direito a morrer”, e eles bem sabem do falam, para eles, existe o direito de matar quando é preciso. Matar, morrer. Morrer, matar. Falam da vida ser sagrada, mas eles “matam-se” por dentro, com aquelas vestimentas e chapéus, e dentro daqueles moralismos e fanatismos. Pelos vistos, hoje Jesus seria proibido de se deixar matar ou morrer, pela Igreja Católica que se diz, a verdadeira igreja de Jesus, ou melhor de Cristo. Oh meu Jesus de que te livraste tu.

A Vida é para ser vivida em abundância, ainda não perceberam que as pessoas não são vegetais, as pessoas são animais com anima (alma). Se a vida de uma pessoa é suportada por máquinas, qual é a abundância de vida que uma pessoa em coma tem? Que corra, que salte, que chore, que ria, 16 anos meus senhores, para quê deixar a alma presa a um corpo sem hipóteses de auto-sustentar-se? O final é mais monstruoso para aqueles que morrem por que não havia, nem água nem comida disponíveis, e nada foi feito para tal não ter acontecido, como em África e noutros continentes onde há fome, tanto é ladrão, o que rouba como o que fica à porta; agora para a Eluana, não lhe dar comer e de beber é um acto de misericórdia, quantas vezes não sentimos isso pelos animais que estão a sofrer e lhes acabamos com o seu sofrimento? Mas não é possível com as pessoas que estão em coma, anos e anos?

E depois ainda vem “os abutres da caridadezinha” dizer que a Eluana fica bem com elas, como se a vida da Eluana fosse sua propriedade, querem-se apropriar de uma vida humana, querem sugá-la até ao tutano, o pouco que lhe resta, de modo a que elas possam ganhar o céu através de “ajudar os fracos” como se elas fossem fortes, só mesmo pessoas “mortas” como elas estão por dentro podem dizer que Eluana está viva, está viva graças a máquinas que sustenta uma vida falsa, o corpo assim não é mais do que uma prisão e ninguém deve estar preso. Estes “abutres” ainda acrescentam que “ofereceram-se para cuidar dela até o fim natural dos seus dias”. Natural? Sabem lá elas o que é natural, elas que se castraram de ter uma vida natural. Como pode ser natural com a ajuda de máquinas? Eu não sou contra a utilização de máquinas na sustentação da vida, mas dentro de um prazo razoável, dá-se tempo para que o corpo se restabeleça, a partir daí é “morte” para quem está em coma, como para quem acarinha a pessoa em coma.

O senhor Javier gosta de ver pessoas presas, por que ele mesmo está preso e enredado no esquema bem montado pela ardilosa Cúria Romana, só pessoas presas é querem manter todos os outros presos, seja no corpo sem viabilidade, seja na mente torpe, ele tem gosto por estas coisas. E por isso não aceita uma vida com alegria, felicidade, gozo, entrega interpessoal, apenas defende a vida, mas só quando o corpo não tem viabilidade, quer que se continue a torturar a Eluana, como pássaro dentro de uma gaiola, não quer que se abra a porta da gaiola, quer que se continue a cuidar da gaiola quando ela está ferrugenta e instável.

Para mim mesmo pedirei que me libertem do corpo, quando ele não for capaz de bastar por si mesmo e que necessite de máquinas, que dêem um tempo para o meu corpo se possa restabelecer, depois desse tempo, libertem-me do corpo, o meu corpo é pó da Terra e nela ficará, para que todos os ciclos se completem, há Vida para além do corpo, como costumo dizer “o corpo é como um iogurte, tem um prazo de validade”, que se pode estragar antes do prazo, como pode se manter para além desse prazo, mas acabará sempre por se finar.

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quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Cristo, o milagreiro


Geralmente os argumentos da divindade de Jesus (como Filho Único de Deus) assentam nos seus “milagres” e “prodígios”, como se Jesus curasse tudo e todos, sem qualquer respeito pelas pessoas que cura, usando-as como meros instrumentos de prova da sua excelsa divindade e vaidade, ora, o que Jesus praticou foi ciência de alto grau existente na sua época, obviamente quem não conhece nada de ciência e não entende como funcionam os fenómenos, julga que são algo de “extraordinário” e fora do normal, ainda hoje acontece isso, e ainda mais acontecia naqueles tempos.

A afirmação de que Jesus é o Filho Único de Deus, faz com que nós sejamos Filhos Únicos de Deus, mais, se Jesus é Deus então nós também somos Deus, somos todos Um em Deus. Se Jesus é divino assim também nós o somos no mesmo grau que o dele, a diferença reside na tradição oral que nos é transmitida e inculcada desde pequenos, coisa que não aconteceu com Jesus com sua iniciação e educação com os essénios.

A religião institucional fugia, foge e continua a fugir de estar ao lado da ciência, não se deixa acompanhar por ela, e muitas vezes a repudia e a afasta não vá acabar com os milhares santuários que dão bom dinheiro. A ciência esclarece aquilo que é visto como milagre prodigioso, estes milagres são usados como ferramenta de superstição, a superstição é usada como ferramenta de divisão (tipo “eu sei e tu não sabes”), a divisão é usada como ferramenta da criação de castas, as castas são usadas como ferramenta do medo, o medo é usado como ferramenta do poder; e Jesus nunca foi por este caminho.

Jesus nunca ambicionou ser Sumo-Sacerdote, nem escriba, nem levita, nem fariseu, nem tem algum cargo de poder sobre outros, foi sempre um igual entre iguais; por isso não percebo as pessoas especialmente os homens que se dizem de Jesus e da verdadeira igreja de Jesus, ambicionarem assumir cargos de poder sobre os outros, olhando para si mesmos como seres especiais e escolhidos por deus para esse tipo de serviço.

O mistério, a superstição continuam a estar em alta nas religiões institucionais, que a ciência não entra. As igrejas institucionais, falam-nos de salvadores, de cristos, de filhos únicos de deus, de alguém que faça algo por nós, de alguém que nos deixa prostrados uma eternidade, de adoração, de missas, de ritos a serem cumpridos rigorosamente, do modo a agradar a deus, mas não nos falam da liberdade do espírito, da nossa decisão pessoal, do nosso compromisso com a vida, do sairmos do nosso lugar, não nos perguntam se queremos ser curados para depois curar-nos a nós mesmos, para nós deixarmos de estar à espera de um “milagre” externo, quando o milagre deve ser interno.

Jesus avança com a ciência e o amor, e com o aval do homem/mulher, só mesmo através dele/dela é que Jesus se sente com autoridade para proferir as palavras de ordem, com o efeito de quebrar os seus bloqueios mentais, tais como não acreditar em si próprio(a), como não se sentir feliz, como não se sentir um ser humano completo, como não se sentir capaz de se curar por ele(a) mesmo(a). Não foi Jesus que o(a) curou, foi ele(a) que se curou a si próprio(a), Jesus foi apenas o desbloqueador, aquele que ajuda a quebrar barreiras/bloqueios.

E era sábado, dia em que Deus descansou, e isto quer dizer que Jesus não é um deus para ser adorado, e que ele mesmo estava-se “borrifando” para os preceitos e ritos, que em vez de libertar o povo de Israel, o aprisionava. Jesus sempre fugiu dessa situação de ser considerado um deus, qual deus do Olimpo, e por isso não compreendo que hoje assim seja considerado, e que nos peçam que o bajulemos, que o adoraremos e o ritualizemos este igual entre iguais apelidado de Cristo mas de nome Jesus, que as diversas igrejas cristãs criaram e continuam a criar.


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quarta-feira, janeiro 28, 2009

Já lá estive


Existem diferenças entre “testemunho” e “opinião”

Para dar o meu testemunho, eu procuro no conjunto das minhas experiências de vida, alguma situação pela qual eu também passei, e é nesse encontro entre pessoas que se faz o intercâmbio da compreensão humana, que se testemunha a Vida em nós.

A minha opinião não parte da minha experiência com a vida, a minha opinião é apenas intelectual, vem dos livros que li, vem dos professores que passaram por mim, vem de todas as pessoas que me rodeiam e contam os seus casos de vida, vem da sociedade, menos da minha experiência pessoal.

Quando digo às pessoas que já lá estive, é porque a situação pela qual elas estão a passar, eu já passei e saí dela, no fundo fui testemunha de algo que me aconteceu, agradável ou desagradável. Então eu dou o meu testemunho com toda a facilidade.

Por outro lado, se eu não passei nem tenho experiência da situação pela qual a outra pessoa está, com muito cuidado e com muito aviso, darei a minha opinião sobre o assunto, ou então me calo e apenas oiço, e deixo que a história da experiência da outra pessoa venha até cá dentro de mim, para sentir a pessoa perto de mim.

O que oiço e leio de outros, vejo-os a lançar facilmente as suas opiniões sobre as vidas de outros, de como deviam viver, decidir, ser, mas que eles próprios nunca viveram, decidiram, foram aquilo que opinam.

Era importante fazermos uma lista de experiências que tivemos na nossa vida, então esses serão os nossos testemunhos. Com os nossos testemunhos, sabemos a altura certa para os darmos e para acompanhar a outra pessoa, cria-se cumplicidade, promove-se a outra pessoa, é a nossa mão que estamos a dar. Esta é verdadeira caridade, aquela que é baseada no testemunho e não na opinião.

Então vamos todos testemunhar a Vida, o Amor, Deus.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Os truques das religiões institucionais e outras afins

O medo é a arma das religiões, este medo incutido tem várias formas, cada vez mais, mais refinadas e apuradas, e com objectivos bem definidos que tem como resultado o sistema de pirâmide, “quantos mais houver por debaixo de mim, mais alto eu estou”, é claro que não vêem quantos seres humanos estão sob os seus pés e suportam o seu peso, o que interessa é que EU esteja mais perto do CÉU.

A chamada “caridade” religiosa, não é mais do que um negócio, eu uso o pobre e o miserável, eu os ajudo a ficarem na mesma, para que eu possa continuar a ajudá-los, eu não estou interessado que eles e elas saiam daquela situação, não estou interessado que eles e elas cresçam e consigam por si sós viver plenamente a vida, o pobre e o miserável são o meu meio para chegar onde quero chegar, assim deus, Jesus, nossa senhora, os santos e as santas, possam continuar a apontar na nossa folha de “Deve e Haver” da contabilidade divina, o máximo de pontos positivos, e EU assim quando morrer possa me juntar a eles no CÉU.

A chamada “oração” religiosa, não é mais que um chorrilho de reclamações ao deus, ou às partes de deus, pai, filho, espírito santo, como este deus era demasiado masculino, e as mulheres foram sendo postas de parte na organização do movimento espiritual de Jesus. Qual a melhor mulher para assumir a parte feminina deste deus? A mãe de Jesus, Maria. Então foi sendo elevada pelos senhores bispos, cardiais e papas, levada ao colo (depois de morta) a uma posição de quase-deusa, e qualquer fenómeno psíquico (tal como aconteceu em Fátima) é tecido para que aquela figura mais branca que o sol, seja a mãe de Jesus, e aí se preste culto a ela, ela que não era dessas coisas, parece que depois de morta agrada-lhe muito essa adoração.

O chamado local de culto, vulgo “igreja”, não é mais que uma feira de vaidades, onde todos os “galináceos” se pavoneiam, e negoceiam o pagamento dos “pecados” cometidos no exterior. Sim, existe nestas pessoas, duas pessoas (eu sei, eu estive lá, já não estou), a pessoa exterior e a pessoa interior. Nestes cultos e ritos, a pessoa entra em negociação entre a pessoa que é e a pessoa que deveria ser, entre a pessoa que foi e a pessoa que é, o problema é que a pessoa não sabe quem é, e então divide-se, cria uma pessoa exterior e uma pessoa interior. A pessoa exterior passa a ser conceituada e respeitada pelos outros e cheia de virtudes religiosas, mas a pessoa interior é tudo o que não pode ser para o exterior. A pessoa vive duas vidas separadas e de oposto. É da separação que a religião gosta, gosta de pessoas divididas, só nas pessoas dividas é que a religião pode reinar.

Eu já não estou lá, já não estou dividido, já não estou separado, sou uno.

Tu queres estar lá?
Tu queres continuar dividido?
Tu queres estar separado?

terça-feira, janeiro 20, 2009

O livro que ando a ler

Escrito por um cirurgião que aprendeu mais ciência no livro da vida do que nas obras académicas, este livro convida-o a conhecer a Bioenergética, uma terapia original, mas também uma arte de curar.

É possível encontrar nas profundezas da consciência a força para vencer uma doença incurável? Como podemos transformar a nossa alma no aliado do médico que trata o nosso corpo? Quem é o autor da cura? Será que a doença é a oportunidade de encontrar um sentido para a vida?

Encontrará a resposta a estas e a muitas outras perguntas neste livro. Mas mais do que descrever as técnicas e os procedimentos da Medicina Bioenergética, o autor explora uma nova dimensão da consciência, onde tanto a saúde como a doença dependem dos hábitos e das convicções de cada um.

Tanto místico como científico, Jorge Carvajal é também um poeta. Esta obra irá, por isso, surpreender o leitor pela beleza das suas palavras e será sempre, acima de tudo, um convite à reflexão.


Jorge Carvajal
Jorge Carvajal Posada possui uma longa carreira dedicada ao exercício da medicina, à investigação e à docência. É licenciado em Medicina e Cirurgia, possuindo também estudos de pós-graduação em Auriculoterapia, Acupunctura, Terapia Neural, Medicina Floral e Ayurvédica. Especializou-se em Bioenergética, um modelo que integra as terapias alternativas e a medicina ocidental, tendo sido membro fundador e dirigente da Associação de Médicos e Investigadores de Bioenergética e desenvolvido vários equipamentos e tecnologias com fins terapêuticos. É ainda o criador da Medicina Sintergética e autor de vários livros.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Todo o Ocidente está aí edificado sobre o mítico Cristo-Vencedor e o seu deus-Ídolo-Todo-Poderoso

"Todo o Ocidente está aí edificado sobre o mítico Cristo, o do Poder ven­ce­dor, esmagador dos inimigos - todos os que o não reconheçam e porventura denunciem os seus crimes - e sobre o seu Deus-todo-poderoso, que é o pior dos ídolos; não está edificado sobre Jesus, o Ser Humano por antonomásia, o Pão Partido e Repartido que se dá a comer, o Vinho Derramado que se dá a beber para a vida do Mundo, medi­an­te Práticas Políticas e económicas maiêuticas.

Com o Poder que o Cristo mítico fundamenta e abençoa, está também o ídolo do Grande Capital ou o Grande Dinheiro. E está, sempre, infalivelmen­te, o Religioso, hoje até servido pelas Igrejas que, envergonhadamente, ain­da se reclamam, por vezes, de Jesus, e quase sempre apenas de Cristo!

Há lugar no nosso Mundo para todos estes ídolos. Só não há lugar pa­ra os seres humanos, mulheres e ho­mens, livres, criadores, cultos, sábios, poe­tas, profetas, todos em estado de maioridade, bem ao jeito de Jesus. A Idolatria é, pois, completa e total. É ela que domina / esmaga / tolhe / mata os Povos. Esta é a sua hora. A hora do Poder da Treva.

Missão precisa-se. A das, dos de Jesus. Não a do mítico Cristo de Paulo antes de se ter convertido definitiva­men­te a Jesus.

Vem, Senhor (= o Ser Humano na sua plenitude) Jesus! Vade retro, Cristo, Vencedor, o mítico fundamento de todo o Poder, sempre mentiroso e assassino.

Felizmente, até Paulo acabou por desistir do mítico Cristo davídico / ven­cedor e tornou-se das, dos de Jesus, como antes dele, já havia feito Pedro.

Mas as Igrejas que falam tanto de Paulo e de Padro e, este ano paulino, sobretudo de Paulo, ainda não foram capazes de dar este decisivo Passo ou PÁSCOA para Jesus que eles, finalmente, deram.

Ainda vão mais pelo mítico Cristo de Paulo, antes da sua definitiva con­ver­são a Jesus, do que por Jesus, o do Evangelho de Marcos. Para mal delas. Para mal das populações de que elas se pensam guias. Para mal dos Po­vos. E, muito particularmente, para mal dos Pobres!"

Jornal Fraternizar
Edição nº 172 de Janeiro/Março 2009

Ver aqui: http://www.padremariodalixa.cjb.net/

sexta-feira, janeiro 09, 2009

What Is Love?

"What Is Love?

It is an experience of oneness, of unity, where there is no separation, where separation is unthinkable. The idea of duality becomes the illusion and the idea of oneness becomes the reality.

This is the ultimate reality. This is the way things really are. You are not separate from each other and you never have been. Love is the human urging to prove that, and to experience it.

Conversations With God for Teens
Neale Donald Walsch
Page 121"

O que é Amor?

É a experiência da unicidade, da unidade, onde não há separação, onde a separação é impensável. A ideia da dualidade torna-se a ilusão e a ideia de unicidade torna-se a realidade.

Esta é a realidade última. Esta é maneira como as coisas são. Vocês não estão separados entre vós e nunca estiveram. Amor é uma urgência humana para provar isto mesmo, e para experienciá-lo.


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sexta-feira, janeiro 02, 2009

Dizem, Ano Novo Vida Nova

Lá recebemos nós, os votos de Ano Novo, como se a passagem de uns números para outros fosse assim tão importante, mas pelos vistos é importante, pelo menos para o cardeal patriarca de Lisboa, o primeiro-ministro, o presidente da república, e até para o bispo de Roma (vulgo Papa), transmitindo as suas mensagens urbi et orbi.

Logo no início do ano, eles aparecem para nos lembrar quem manda no mundo e no país, quem manda nas nossas consciências e nos nossos corações, mostram-se preocupados (apenas isso, pré ocupados) e apelam (como se não tivessem poder), que tudo deveria funcionar como eles querem (como se não funcionasse), mandam os outros mudar de vida, mas eles nunca mudam (sentem-se os pilares estáveis da sociedade, como se a Vida não fosse mudança), falam na liberdade (mas sempre aquela que está aprisionada dentro do conjunto das suas ideias preconcebidas e estereotipadas), falam da pobreza (mas eles continuam cada vez mais, mais ricos), falam na paz (mas continuam a lançar ideias para aumentar o número de fiéis às suas ideias, e a combater as ideias dos outros que não pensam como eles), falam de unidade (mas continuam a realizar excomunhões a quem não pensa como eles), falam de valores (mas nunca nos dizem que valores são esses, mas eu acho que são os valores tipo, conta bancária), falam disto e daquilo “não fazer sentido” (uma coisa ou atitude não fazer sentido, depende do sentido que se lhe dá, a pergunta fica no ar, qual é o sentido deles? Antes de se dizer que não faz sentido, é necessário esclarecer em que sentido se está a circular, se não é como dizer “certas e determinadas pessoas” que no concreto não são pessoas nenhumas).

Que posso eu fazer?

Posso me rir, rir-me como um menino num circo e estivesse a assistir a estes números do meu lugar na sociedade, e assisto a estas palhaçadas, e grito: “Hei, pessoal, o rei vai nu”, e depois grito mais alto ainda: “Vai nu, olhem!”. Vejam as fatiotas que vestem e depois reparem como são parecidas às dos palhaços (os verdadeiros são os que estão no circo, por que estão conscientes do que são, os outros são falsos e inconscientes), estes seres humanos que pensam que são tão importantes para nós (eles pensam que somos ovelhas sem pastor), e que sem eles o país e o mundo estariam à deriva, e todos os seus discursos e trejeitos assim o apontam, só posso me rir deles, não os quero matar nem os destruir, desejo apenas que se sintam seres humanos, simplesmente humanos, e o ridículo é ferramenta a usar nestes casos, leva os seres humanos (eu incluído, claro) a rir-se de si próprios, a não levarem esta vida tão a sério, a seriedade no expoente máximo leva-nos à loucura e a uma maior inconsciência, e consciência é o que se procura, ter consciência que esta forma de vida é uma ilusão, mas tem um propósito em ser uma ilusão e é disso que temos que ter consciência, e então usemos esta forma de vida como se fosse uma peça de um puzzle e então a coloquemos no sítio onde deve estar.

Voltando ao tema, na realidade passei ao lado dos discursos (que são sempre mais do mesmo, e repetitivos até à náusea) dos ditos e auto-proclamados “pilares da sociedade” (que papel tão ridículo!), e passei a noite de ano novo num lar de crianças, a ver “A Pequena Sereia”, “A Pipi das Meias Altas” e ainda “A Fuga das Galinhas”, todas estas histórias têm muito mais “sumo” que todos os discursos dos ditos “pilares”, há muito mais a relembrar nestas animações infantis do que no mais douto discurso de um qualquer senhor professor doutor engenheiro bispo cardeal papa. Dei-me em afectos que estas crianças sentem falta, e senti-me cansado, mas um cansaço bom (mas sem orgulho, nem sentimentos de obrigação cumprida), senti-me ser humano (fui EU no Aqui/Agora, nem mais nem menos). Não é de discursos e mensagens que os seres humanos sentem falta, sentem falta de afectos e de afectos continuados, não apenas no Natal, não apenas em ocasiões especiais, mas sempre que a Vida nos traga essa oportunidade, e sempre numa relação de iguais qualquer que seja a diferença de idades, SER HUMANO DE AFECTOS, esta é a Vida Nova no Novo Ano de 2009 (apenas um número!).

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Aí vem o Natal ...

Aí vem o Natal do consumismo (compra-se até mais não).

Aí vem o Natal da religião dominante (que até tem feriados nacionais, tendo o estado português pela constituição não ter religião oficial).

Aí vem o Natal da mentira (Jesus não nasceu do dia 25 de Dezembro, e nem me interessa quando nasceu, o que realmente conta é o seu coração e amor que tem por nós todos, assim sejamos nós também).

Aí vem o Natal do Pai Natal (vestido com as cores da Coca-Cola, nunca um anúncio foi tão barato) e também existe a Mãe Natal (espectáculo!!!).

Aí vem o Natal do presépio com o menino Jesus deitado nas palhinhas com seus pais à volta e também com os animais, o burro e a vaca, sempre esta imagem bucólica, que anestesia por momentos aqueles pensamentos de agressividade, de raiva, de culpa, de medo, que povoam as cabeças durante o ano todo, mas que agora acham que não podem ser assim, mas passando a época natalícia, voltam ao mesmo.

Aí vem o Natal das caridadezinhas, agora é a época em que se mostra que as figuras públicas são boazinhas, que as empresas são boazinhas, que as pessoas dão o lixo que têm casa às instituições que acolhem crianças e jovens; e então o resto do ano, andam a fazer o quê? Vê-se na televisão os milhares de euros que se dão a esta e à outra instituição, vê-se aquela e a outra figura a abraçar crianças e dar muitos beijinhos, mas sempre com uma pose cuidada para que fique bem na televisão.

Aí o vem Natal das prendas, a obrigatoriedade de dar prendas, mas poucos são os que falam em se dar, dar-se em bem mais difícil, envolve mais do que dar coisas, é dar-se continuamente, em qualquer altura do ano, é um compromisso, é um relacionamento.

Aí vem o Natal, das mensagens de Boas Festas que nos inundam as nossas caixas de correio electrónico e SMS dos telemóveis, como se no resto do ano não haja ocasiões para desejar felicidades e boas festas.

Ai o Natal, que nunca mais passa!!!!

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Sobre o Neale Donald Walsch

Neale Donald Walsch (Milwaukee, 10 de setembro de 1943) é o autor norte-americano da série de livros Conversas com Deus, dentre outros.

Neale Donald Walsch nasceu nos Estados Unidos, em Milwaukee, Wisconsin. Teve uma formação católica e, desde cedo, a sua família incentivou-o na sua busca espiritual. A mãe foi a sua primeira mentora. Foi ela quem o ensinou a não ter medo de Deus. Quando era pequeno, a crença da mãe já o intrigava, já que ela nunca ia à igreja.

Curioso, Walsch perguntou como era possível ter fé sem frequentar um templo. A resposta iria mudar para sempre sua vida: "Não preciso ir até uma igreja para me encontrar com Deus. Ele está dentro de mim e está comigo aonde quer que eu vá." Curioso desde menino, e sempre interessado nas questões de Deus, Walsch começou a estudar religião aos 15 anos e não parou mais.

Fez o secundário e chegou a entrar para a universidade, mas acabou por largar os estudos e indo trabalhar numa rádio, onde fez carreira e acabou como editor. Criou uma empresa de relações públicas e de marketing, mas não conseguia se sentir feliz. A fim de encontrar o seu caminho, mudou-se para o Oregon, onde foi vítima de um grave acidente de carro que o deixou com o pescoço partido e por pouco não tirou sua vida. Depois de um ano de reabilitação, e do fim de seu casamento e das suas perspectivas profissionais, Walsch viu-se num beco sem saída.

Sem poder pagar o aluguer do pequeno apartamento em que morava, passou a viver nas ruas, catando latas para sobreviver. Alguns meses mais tarde, acabou arranjando um modesto emprego numa rádio, mas a sua vida continuava sem sentido. Numa madrugada de 1992, deprimido, ele escreveu uma carta para Deus, onde perguntava ao Criador o que fazer para a vida dar certo. Como por magia, ouviu uma voz respondendo a essa e outras questões, que mais tarde se transformaram na série "Conversas com Deus".

Fonte: wikipédia

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Sentido da tua vida



"Várias vezes durante a sua vida, os humanos estão sujeitos a provações que os obrigam a colocar a si próprios as únicas questões verdadeiramente importantes: as que dizem respeito ao sentido da sua vida. Mas pode suceder que, submersos pelo sofrimento, alguns seres mergulhem tão profundamente em si mesmos que é aí, neles, que encontram as respostas. Não é a religião que os ajuda, não é a fé que os ajuda, eles encontram a fé por causa da experiência que estão a viver, pois a verdade é que Deus pôs no homem todas as respostas às questões que ele coloca a si próprio, todos os recursos de que ele necessita para enfrentar as provas da vida.Tacteando, ele pode acabar por encontrá-las, e até é mais certo que as encontre deste modo do que em certas explicações da religião."


Omraam Mikhaël Aïvanhov

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Dia Internacional do Voluntariado

Recebi esta mensagem:
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Comemora-se hoje o Dia Internacional do Voluntariado. Ser voluntário é empenhar-se em causas de interesse social e comunitário, com reflexos positivos tanto a nível pessoal como para a comunidade como um todo.

A Bolsa do Voluntariado foi lançada pela ENTRAJUDA há precisamente 2 anos. Mais de 8 mil pessoas de boa vontade, inscreveram-se no site e colocaram o seu tempo e talentos ao serviço da comunidade.

A todos quantos, inscrevendo-se na Bolsa do Voluntariado, enviamos hoje uma mensagem de agradecimento.

560 Instituições inscritas na Bolsa do Voluntariado, localizado por todo o país, precisam de si! Seja Voluntário e contribua para um mundo melhor.

Recordamos alguns pontos:
- o contacto entre os voluntários e as instituições deve ser feito directamente.
Para isso: pesquise o site, veja as novas oportunidades de voluntariado específicas criadas pelas Instituições, colmate novas necessidades. E, no caso de encontrar alguma Instituição cuja necessidade vá ao encontro dos seus interesses estabelaça contacto directo.

- pode escolher: por zona (freguesia, código postal), de acordo com as suas aptidões, disponibilidade de tempo, áreas de interesse.
- pode seleccionar uma causa ou uma necessidade social
- pode ainda participar numa acção pontual

Obrigado.

Bolsa do Voluntariado
Estação CP Alcântara Terra, Arz 1 · Av. de Ceuta · 1350-353 Lisboa
' 213620417
6 213622360
Visite-nos em www.bolsadovoluntariado.pt
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quinta-feira, dezembro 04, 2008

AMAR, ACEITAR E PERDOAR

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A fórmula de Otília Pires de Lima para vencer as contrariedades da vida

1 Ver o problema como uma oportunidade. “Tente perceber o que tem a aprender com a experiência. Eu sempre achei que era uma privilegiada – e não sou masoquista – porque aprendi tanto neste processo que acho que foi um preço justo”.
2 Aceitar. “Eu acredito que as coisas não acontecem por acaso e, pela minha experiência, aceitar é o melhor caminho. Sendo que aceitação não significa resignação. Aceitando é que temos condições para ultrapassar as dificuldades, quando não aceitamos, em vez de gastarmos as energias a resolver o problema, gastamo-las na rejeição do problema”.
3 Amar muito. “O amor é primordial: o amor por nós, pelos outros, por tudo. É a força mais poderosa do universo. Cura todos os males, derruba todos os muros e encontra caminhos onde eles não existem. Abençoar algo que é menos bom ajuda esse mal a desaparecer. Eu vivenciei isto, é mesmo assim. Foi o amor que me salvou, porque nunca me revoltei contra a leucemia”.
4 Perdoar. “A si própria e aos outros. Se não formos para nós, não podemos ser para os outros. A maioria de nós é muito exigente consigo própria (eu era assim)”.
5 Manter os amigos. “Psicologicamente, é fundamental sentir que somos importantes para alguém e que as pessoas não nos esquecem (ainda que isso não dependa só de nós...). E uma vez assegurada a parte psicológica, consegue-se sustentar a física; são vasos comunicantes”."

Testemunho de Otília Pires de Lima autora dos livros "Pecar em nome de Deus " e "Viver de Amar"

quinta-feira, novembro 27, 2008

Corpo de dor

"O início da libertação do corpo de dor começa, em primeiro lugar, por nos apercebemos de que temos um corpo de dor. Depois, e igualmente de suma importância, surge a nossa capacidade de permanecermos suficientemente presentes e alerta para nos darmos conta do corpo de dor existente em nós mesmos, que assume a forma de um pesado fluxo de emoções negativas quando está activo."

Pag. 135
Um novo mundo – Despertar para a essência da vida
Eckhart Tolle

sexta-feira, novembro 21, 2008

Se há algum pecado ...

Se há algum pecado, esse é o de nos termos em pouca conta, o não nos sentirmos como Jesus se sentiu, cheio, grande. Não falarei de cristo porque cristos houve, há e haverá muitos, cristo que quer dizer ungido, escolhido, amado de Deus. E quem pode dizer que não é o amado por Deus? Quem pode dizer que não é o escolhido de Deus? Quem pode dizer que não é o ungido de Deus?

Eu entendo a forma como os católicos se sentem e vivem, eu já lá estive onde os católicos estão, por isso digo o que digo por que sei o que sentem e vivem. Não vejam isto como uma forma de eu estar a tentar desencaminhá-los do seu caminho, apenas o faço para que vejam a realidade de outra forma, é a forma que eu sinto como verdadeira para mim e dou testemunho dela, sem rede, sem livros sagrados, sem medo da perdição eterna, sem amparo de mestres. Não quero ser Jesus, mas desejo elevar o meu nível de consciência como Jesus o fez. É por aqui o meu caminho.

Eu distingo Jesus de Deus, Jesus foi um ser humano como eu e tu, uma personalidade que viveu naquele espaço e naquele tempo, assim como está a acontecer connosco, também fez coisas que consideramos “más”, o seu corpo jaz neste mundo material, tal como o nosso irá ficar cá, mas nós não somos o nosso corpo, por isso Jesus, eu e tu vivemos eternamente. Deus é mais que a soma das partes, Deus É Tudo O Que Existe.

Por isso quando digo Jesus não digo Deus, assim quando digo Deus não digo Jesus. Jesus fazendo parte de Deus, como eu e tu, mas Deus é mais do que todos nós juntos, Jesus incluído.