segunda-feira, novembro 30, 2009

A ditadura das minorias... - em resposta

"Atenção! Olhem à volta!
A família está em fase de desfragmentação.
A Europa tem vergonha da sua génese judaico-cristã.
Por todo o lado a “liberdade” das minorias, defendida pelos tecnocratas, sobrepõe-se à vontade das maiorias que se vêm amordaçadas por determinações administrativas várias.
Os valores da ética e da moral estão a ser despedaçados.
Cada vez há mais falta de compromissos de VIDA… sã e de bons costumes…"
veio daqui http://padre-inquieto.blogspot.com/

 

 

A minha resposta:

 

Atenção!!!

 

Os padres, bispos e papas, são uma minoria no mundo e no entanto mandam e controlam que se fartam.

 

Este é um bom ponto de partida.

 

Como pode um padre dizer que a família está em fase de desfragmentação, quando eles não podem constituir família, então a família cristã do crescei e multiplicai-vos, não se aplica a eles? Ah, pois, eles são os “escolhidos” de Deus, os outros são acasos de Deus, estou sempre a esquecer este pormenor.

 

A Europa não tem vergonha da sua génese judaico-cristão, por que essa não é a sua génese, a sua génese até já foi mulçulmana, pagã, bárbara. Então não falemos em génese da Europa, mas falemos nas pessoas que vivem, trabalham, entre outras coisas que fazem no espaço chamado Europa.

 

Eu até entendo o quarto parágrafo, visto que a igreja que diz católica (universal) nunca o foi, por nunca integrou a minorias, como até as esmagou nas suas guerras santas contra os infiéis ao papa.

 

A ética e a moral, deve ser a ética e a moral da cristandade que continua por aí em guerra santa mas desta vez sem a espada e a guilhotina, mas que mata a voz e a vez de todos os que falam na construção de uma outra Igreja, esta realmente universal, ainda bem que não vamos por essa ética e moral da cristandade.

 

Compromissos de VIDA? Não deve saber o que está a dizer, ainda por cima, sã e de bons costumes, quais bons costumes? A vida sã e os bons costumes dos padres irlandeses? Pois só falta descobrir quantas vítimas houve e continua a haver em Portugal de padres com a sexualidade reprimida, que olham para as crianças como alvos fáceis das suas mentes doentes e podres, que gostam muito de dizer as palavras de Jesus “Deixai vir a mim as criancinhas”.

 

sexta-feira, novembro 27, 2009

O deus da doença

"Acreditar que um Filho de Deus pode estar doente é acreditar que parte de Deus pode sofrer. O amor não pode sofrer porque não pode atacar. A lembrança do amor, portanto, traz consigo a invulnerabilidade. Não fiques do lado da doença na presença de um Filho de Deus, mesmo que ele acredite nela, pois a tua aceitação de Deus nele reconhece o Amor de Deus que ele esqueceu. O teu reconhecimento dele como parte de Deus lembra-lhe a verdade a respeito de si próprio, que ele está negando. Queres tu reforçar a sua negação de Deus e assim perder a ti mesmo de vista? Ou queres lembrá-lo da sua integridade e junto com ele lembrar do teu Criador?
 
Acreditar que um Filho de Deus está doente é idolatrar o mesmo ídolo que ele idolatra. Deus criou o amor, não a idolatria. Todas as formas de idolatria são caricaturas da criação, ensinadas por mentes doentes por demais divididas para conhecer que a criação compartilha o poder e nunca o usurpa. A doença é idolatria, porque é a crença em que o poder pode ser tirado de ti. No entanto, isso é impossível, porque tu és parte de Deus, Que é todo o poder. Um deus doente não pode deixar de ser um ídolo, feito à imagem do que o seu autor pensa que ele é. E é exactamente isso o que o ego percebe num Filho de Deus: um deus doente, autocriado, auto-suficiente, muito perverso e muito vulnerável. É esse o ídolo que queres idolatrar?  É essa a imagem que queres salvar com a tua vigilância? Estás realmente com medo de perder isso?"
 
Capítulo 10, III, parágrafos 3 e 4 do UCEM

segunda-feira, novembro 23, 2009

Tentar/Querer Ser

 

Tenho ouvido, aqui e acolá, pessoas que a respeito de mudanças na sua própria vida, tanto ao nível espiritual como ao nível dos seus relacionamentos, dizerem quem estão/vão "tentar" e/ou que "querem" mudar, mas para desespero pessoal consideram-se longe desses ideais que outros lhes dizem que são os ideais a atingir.

 

Ultimamente, também tenho ouvido falar em avatares (Avatar vem do sânscrito Avatāra, que significa "Aquele que descende de Deus", ou simplesmente "Encarnação". Qualquer espírito que ocupe um corpo de carne, representando assim uma manifestação divina na Terra.), pessoas que pela sua vida vivida são consideradas como os expoentes máximos da humanidade, verdadeiros exemplos a seguir, isto sempre em considerações externas a esses mesmos avatares que eu acredito que eles/elas próprios/as assim não se consideram. Mas um americano (sempre, um americano) lá uma arranjou uma métrica ou escala para avaliar e medir a vibração das pessoas, como se toda a Vida não fosse uma vibração, e diz ele, que não se considera um avatar, que há pessoas que são avatares. Parabéns, mais uma vez, conseguiu minar as relações humanas, agora eu tenho que olhar para o considerado avatar como uma pessoa superior a mim, que está mais perto do céu que eu, que vai ser vencedor da corrida e eu não. Mas como podemos ver através da definição de avatar e à luz das novas espiritualidades, todos nós somos avatares, todos somos “aquele que descende de Deus”.

 

Isto para dizer, e juntando a questão do "tentar" e "querer" com a questão dos avatares, que é uma inumanidade forçar as pessoas (eu incluído) a "elevarem-se" a esses considerados "estados elevados de consciência" dos ditos avatares, o stress que se incute nas pessoas para que elas saiam do seu "estado de inconsciência", que é uma forma suave de nos chamarem inconscientes como se eles não fossem inconscientes também, cegos que guiam outros cegos, e quando elas são pressionadas pelos seus "mestres" (mais uma vez, quem é que inventou a escala de proximidade com o céu?), as pessoas stressadas arranjam a desculpa de que estão a "tentar" e dizem que os progressos são "mínimos", claro baseados na escala do "mestre" ou na escala de "avatar". Portanto saímos da reunião com os chamados mestres, pior do que entramos, e essa “fraqueza” é aproveitada de forma económica (de uma forma ou de outra) pelos referidos “mestres”.

 

Se a escolha é ser avatar, então não se tente nem se queira ser, afirme-se como tal e tudo acontecerá.

Se a escolha é não ser um avatar, então não se tente nem se queira ser, afirme-se como tal e tudo acontecerá.

 

Eu sou um avatar. Provem que eu não sou.

 

Escolham e afirmem o que escolheram.

 

 

sexta-feira, novembro 20, 2009

"O homem deixará o pai e a mãe, para se unir à sua mulher"

«3 A frase é esta: "Por esse motivo, o homem deixará o pai e a mãe, para se unir à sua mulher; e os dois serão uma só carne" (cf. Génesis 2, 24). O escriba ou os escribas que compuseram este mítico relato das origens do Povo Hebreu nunca sonharam a nefasta influência que esse seu relato mítico, em grande parte, copiado dos relatos míticos dos outros povos mais desenvolvidos em redor, viria a causar, pelos séculos fora, até ao século XXI, que é agora o nosso. Viviam no palácio real, comiam à mesa do rei, recebiam dele mordomias, tinham inevitavelmente que escrever de acordo com as ordens, as ambições de domínio da casa real que lhes pagava para isso, de modo que, assim, até os crimes que viessem a ser cometidos por essa casa real contra as outras tribos hebreias e contra os povos em redor, olhados, desde logo, como inimigos dos Hebreus, estavam, à partida, justificados e até abençoados. Afinal, era Deus que assim queria. Era Deus que assim mandava. Só que semelhante Deus não passa de um Ídolo. Como é sempre um Ídolo, todo o Deus que está da banda do Poder, a justificá-lo e abençoá-lo.
...
5 Aquela frase não fundou o casamento, como mentirosamente ensinam ainda hoje as cúpulas das Igrejas e as suas catequeses paroquiais, inclusive, as suas Faculdades de Teologia. (Já reparamos que das cúpulas das Igrejas, como das cúpulas do Poder Político e do Poder Financeiro, só vêm desgraças, mentira e crime, por outras palavras, elas existem só para roubar, matar e destruir os seres humanos e os povos?!). Muito menos, aquela frase fundou o casamento monogâmico. Muito menos ainda, ela fundou o casamento de um homem com uma mulher. Nunca esteve nas intenções da casa real de David /Salomão semelhante intenção /preocupação (basta dizer que a própria Bíblia regista que Salomão "amou muitas mulheres estrangeiras e moabitas, amonitas, edomitas, sidónias e hititas [...]. Teve setecentas esposas de sangue nobre e trezentas concubinas", cf. 1Reis, 11, 1-3)). Nem nunca esteve nas intenções /preocupações dos escribas que executaram as ordens que a mesma casa real lhes deu. O grande objectivo do relato mítico das origens era reforçar o Poder da casa real sobre as demais casas hebreias, um domínio cada vez mais absoluto. E, posteriormente, sobre os outros povos em redor, até que fosse criado o grande Império Judeu, com o Deus de David a presidir /reinar! Um Deus que só podia ser, só pode ser, o Ídolo dos ídolos.
 
6 Reparemos que a referida frase coloca o assento tónico, a iniciativa, no "homem", não na "mulher". Diz: "Deixará o homem, o pai e a mãe, para se unir à sua mulher e os dois serão uma só carne". O Poder é macho, sempre será macho, mesmo que seja exercido por mulheres. Só a Política é feminina. O Poder, todo o Poder, é macho. Está aí para dominar, oprimir, esmagar, reprimir, roubar, explorar, infantilizar e, finalmente, matar. Nunca os seres humanos e os povos do Planeta o seremos verdadeiramente, enquanto houver Poder. O Poder é o Inimigo do Humano. Só a Política Praticada é amiga do Humano. Faz o Humano ser /crescer, até tornar-se autónomo, livre, responsável por si e pelos demais e pelo Planeta. Este é o objectivo de Deus Criador. Não é o objectivo do Ídolo. O objectivo do Ídolo é descriar o Humano, para ser ele, o Poder, a reinar. Enquanto Deus Criador do que gosta é de Política Praticada pelos seres humanos e pelos povos, o Ídolo que se faz passar por Deus, do que gosta é do Poder Político.»
 
do capítulo 26 do "Livro da Sabedoria" do Mário de Oliveira
 

segunda-feira, novembro 16, 2009

Comentário ao um padre que se questiona.

“Senhor, quando deixarei de ser teu funcionário, para ser apenas Tu em mim e eu em Ti?” - questão do padre católico.

 

Esta frase prendeu a minha atenção, eu que há 25 anos atrás pensava em ir para padre, mas a vida levou-me a ser irmão em vez de padre (pai), pois os pais só servem quando o outro ainda é menor de idade ou menor em entendimento, e isto num determinado período da vida; agora irmão é tratar os outros seres humanos como iguais, é não tentar ser maior que os outros nem melhor, é olhá-los ao mesmo nível.

 

Jesus jamais poderia ser padre, e muito, os apóstolos e os discípulos, lhe pediram para ser um pai para eles, e Jesus sempre recusou, e reafirmava a sua irmandade com todos.

 

Deixa a função (funcionário) de padre, e sê, pura e simplesmente, irmão como Jesus o foi para com todos que com ele conviveram.

segunda-feira, novembro 09, 2009

Amar ou não amar, eis a questão.

 

Continuamos a perguntar-nos, se amamos ou não aquele/aquela outro/outra.

 

Se aceitarmos que, inevitavelmente, amamos todos os seres humanos e todas as coisas visíveis e invisíveis. Nunca se nos colocaria essa questão de, amamos ou não amamos.

 

A escolha seria entre as várias formas de amor, e colocaríamos apenas a questão, de que forma vou amar aquela pessoa.

 

Podemos então amar aquela pessoa, pensando que estamos a odiá-la, então estamos perante a ilusão do ódio, mas só o amor é real.

 

Podemos então amar uma outra pessoa, pensando que precisamos dela para a nossa felicidade, e estamos perante a ilusão da necessidade de ser feliz, mas só o amor é real.

 

Podemos então amar aquela pessoa especial, pensando que não haveria outra pessoa no mundo com quem nos déssemos melhor, e estamos perante a ilusão do especialismo, mas só o amor é real.

 

Amem, pois já são amados de muitas formas.

 

 

sexta-feira, novembro 06, 2009

O que eu ouvi ontem: A aceitação do teu irmão

"Tu ainda não despertaste, mas podes aprender como despertar. Muito simplesmente, o Espírito Santo te ensina a despertar os outros. À medida em que tu os vês despertos, vais aprender o que significa o despertar e porque escolheste despertá-los, a sua gratidão e a sua apreciação do que tu lhes deste vão ensinar-te o valor do despertar. Eles virão a ser as testemunhas da tua realidade, como vós fostes criados como testemunhas da realidade de Deus. No entanto, quando a Filiação se reúne e aceita a própria unicidade, ela será conhecida pelas suas criações, que testemunham a realidade dela assim como o Filho faz com o Pai."
 
Do livro "Um Curso Em Milagres"

segunda-feira, novembro 02, 2009

Mestre de filosofia

"

Herman José – A propósito de metafísica, ofereceram-me um livro, que de uma forma bem menos metafísica do que o professor defende, atribui a autoria de alguns poemas a si próprio, portanto a editora garante que é o Agostinho da Silva que escreveu. E a propósito de gatos, que também tenho gatos, e acho um animal surpreendente, eu fui rebuscar e não é nada original que a Alice Cruz já fez isto, foi buscar poesias suas, mas fui rebuscar umas poesias, algumas delas engraçadíssimas e desconcertantes de tão singelas, esta por exemplo tem que ver com gatos e diz só assim: Mestre de filosofia, com mais saber e engenho, o meu gato mia. Que é que isto quer dizer?

 

Agostinho da Silva – Quer dizer que o gato é um animal que está naturalmente na vida, e se cumpre gato, e dá imediatamente em si com o tempo a ideia fundamental que parece ser, vê lá tu que não é de gato mas uma coisa diferente, vê lá tu se te cumpres. Então a filosofia fundamental do gato, parece ser para toda a gente o de se cumprir, não é de cumprir só, que essa por exemplo é a filosofia do militar, é de cumprir-se, não se trata portanto de alguma coisa imposta de fora, mas daquilo que veio com a pessoa que é a própria pessoa , em que ela se trata fundamentalmente de se cumprir."

 

Entrevista do prof. Agostinho da Silva a Herman José.

terça-feira, outubro 27, 2009

Agostinho da Silva - Homem de fé?

"Herman José – Mas o professor tem fé?

 

Agostinho da Silva – Eu suponho que sou uma pessoa de convicção, se a convicção é a mesma coisa que a fé, coisa discutível, a convicção é uma coisa que a pessoa traz ou sente, que traz de dentro, como se fizesse bem parte dele, e que não há maneira de evitar, o convicto não evita, quanto à fé é outra coisa, é em geral aquilo em que se acredita, ou que se convence a pessoa de que existe sem ter nenhuma matemática pelo meio, sem haver nenhuma equação que o prove, então a pessoa tem fé."

 

Entrevista do professor Agostinho da Silva a Herman José

http://www.youtube.com/watch?v=rw5ghtXHgbg

 

quarta-feira, outubro 21, 2009

Os indispensáveis

A sociedade portuguesa já tem uma lista de "indispensáveis" e que fica em 5% da população, e que vão receber a vacina da gripe A.
 
Parabéns.
 
Então os outros que integram os 95%, podem morrer à vontade.
 
É uma boa medida de controlo da população mundial, assim vai-se produzir menos CO2 e metano.
 
Ainda estou para ver, que esta coisa da vacina não é uma forma de "se ainda não está infectado, agora vais ficar mesmo infectado" para se poder comprar mais Tamiflu e Relenza, que veêm da fábrica do senhor Rumsfeld.
 
Parabéns, estamos a ajudar os EUA a ultrapassar a sua crise financeira com esta suposta pandemia histérica que grassa pelo mundo fora.
 
Ainda bem que eu não sou indispensável, assim não sou obrigado, pelos visto vão mesmo obrigar a tomar a vacina.
 
Até já.
 

sexta-feira, outubro 16, 2009

Há perdoar e há esquecer

Eu perdoo mas não esqueço.

 

Não esqueço por que tenho memória. Não quero esquecer a que levou àquela situação. Não esqueço os actos que foram cometidos. Não esqueço o rosto irado e enraivecido. Não esqueço nenhum pormenor. Não esqueço para que possa ver a situação com distanciamento, por que senão estiver atento à envolvência da situação, ela se irá repetir e repetir-se-á, para a próxima irei estar preparado, tal como o médico faz o diagnóstico a um paciente, e isto é sabedoria.

 

Finalmente, perdoo o outro com todo o meu coração, mas para isso lembro-me que a Vida é um jogo e não se pode levá-la demasiado a sério, só ego é que leva a Vida demasiado a sério, por isso é que ele se ofende tanto com os outros egos, quando entendermos isto, é muito mais fácil perdoar, e perdoando a outro, estamos a perdoar a nós mesmos.

 

 

terça-feira, outubro 13, 2009

Presos como o elefante

 
Tenho andado a matutar na história do elefante do circo, ele foi capturado e levado para exibições no circo quando era muito pequeno. Os homens do circo prenderam-no através de uma corda presa a uma estaca e depois à pata do pequeno elefante.
 
Obviamente, o pequeno tentou escapar puxando a corda com a pata, mas como era fraco não conseguiu e desistiu.
 
Mas o elefante foi crescendo, tornando-se mais forte, até atingir o peso e a altura de um elefante adulto, mesmo assim nunca mais tentou escapar, apesar de agora podê-lo fazê-lo facilmente.
 
Assim vejo muitos de nós que continuamos agarrados às nossa fraquezas de antigamente, sem nunca termos tentado escapar dos enredos e teias que tecemos e nos teceram, e isto apesar da nossa força e capacidade de nos movimentar livremente.
 
Portanto, vamos tentar mais uma vez escapar daquilo que nos prende, que afinal as algemas não são assim tão fortes.
 
Um até já.

terça-feira, outubro 06, 2009

Sabedoria

"O pior que pode acontecer à Sabedoria é cair nas mãos dos sabedores /doutores. Reduzem-na logo a Saber. No pior dos casos, a mero conceito. No menos pior dos casos, a mera doutrina. A mera filosofia que explica o Mundo, mas nunca transforma o Mundo. A mera economia que produz riqueza, mas nunca distribui a riqueza produzida segundo as necessidades de cada qual. A mera literatura que fabrica universos que não existem realmente, enquanto deixa completamente no esquecimento ou à margem os universos concretos que realmente existem e carecem de ser maiêutica e politicamente  acompanhados. A mera retórica que discursa, discursa, discursa, mas nunca mexe um dedo para mudar a realidade; nunca chega a ser profecia; muito menos chega a ser Prática Política Maiêutica e Duelo Teológico que desmascara e desacredita a Idolatria Organizada."
 
do Padre Mário de Oliveira
Livro da Sabedoria
 
 

segunda-feira, setembro 21, 2009

Silêncio por Raul Solnado

«Encontrei Raul Solnado apenas uma vez. Num casamento. Surpreendeu-me a imagem que me ficou: a de um homem reflexivo. Não professava nenhuma religião. Por isso, não teve funeral religioso. Mas deixou um pequeno escrito, com uma experiência, no silêncio, na Expo, em Lisboa, em 2007.

"Numa das vezes que fui à Expo, em Lisboa, descobri, estranhamente, uma pequena sala completamente despojada, apenas com meia dúzia de bancos corridos. Nada mais tinha. Não existia ali qualquer sinal religioso e por essa razão pensei que aquele espaço se tratava de um templo grandioso. Quase como um espanto, senti uma sensação que nunca sentira antes e, de repente, uma vontade de rezar não sei a quem ou a quê. Sentei-me num daqueles bancos, fechei os olhos, apertei as mãos, entrelacei os dedos e comecei a sentir uma emoção rara, um silêncio absoluto. Tudo o que pensava só poderia ser trazido por um Deus que ali deveria viver e que me envolvia no meu corpo amolecido. O meu pensamento aquietou-se naquele pasmo deslumbrante, naquela serenidade, naquela paz. Quando os meus olhos se abriram, aquele Deus tinha desaparecido em qualquer canto que só Ele conhece, um canto que nunca ninguém conheceu e quando saí daquela porta, corri para a beira do rio para dar um grito de gratidão à minha alma, e sorri para o Universo. Aquela vírgula de tempo foi o mais belo minuto de silêncio que iluminou a minha vida e fez com que eu me reencontrasse. Resta-me a esperança de que, num tempo que seja breve, me volte a acontecer. Que esse meu Deus assim queira."»

por Anselmo Borges, 19 Setembro 2009
Aqui

quarta-feira, setembro 16, 2009

Acto sexual

"Imensos moralistas se pronunciaram acerca do acto sexual para o
condenar! Mas, na realidade, o acto, em si, não é bom nem mau;
só a intenção que nele se põe, a maneira de o viver, o torna
criminoso ou santo.
Se um ser não trabalhou sobre si mesmo, se ele tem intenções
egoístas ou desonestas, mesmo que decida tornar esse acto
legítimo casando, talvez seja aprovado e aplaudido, a sua
família far-lhe-á uma festa, a conservatória e a Igreja
dar-lhe-ão, uma, o direito, a outra, a bênção, mas a Natureza
condená-lo-á, pois o que vai ele comunicar à sua mulher (ou a
mulher ao seu marido)? Doenças, vícios, influências nocivas,
nada mais. Portanto, mesmo que o mundo inteiro aprove o acto, as
leis da Natureza viva pronunciar-se-ão contra ele. E,
inversamente: alguns poderão reprovar-vos por terdes relações
sexuais com uma mulher ou um homem com quem não estais
oficialmente casados, mas, se derramastes o Céu na alma desse
ser, se, graças ao vosso amor, ele se eleva, se enobrece, se
embeleza, o Céu, lá no Alto, ficará maravilhado e conceder-vos-á
as suas bênçãos."

As Edições Prosveta

 

sexta-feira, setembro 11, 2009

A Raiva, Medo, Ataque

"A relação da raiva como ataque é óbvia, mas a relação da raiva com o medo nem sempre é tão evidente. A raiva sempre envolve a projecção da separação, que deve ser, em última instância, aceite como responsabilidade da própria pessoa em vez de ser imputa­da aos outros. A raiva não pode ocorrer a menos que acredites que foste atacado, que o teu ataque por sua vez é justificado e tu não és de forma alguma responsável por ele. Dadas essas três premissas totalmente irracionais, não se pode deixar de chegar à conclusão igualmente irracional de que um irmão merece ser ata­cado ao invés de amado. O que se pode esperar de premissas insanas excepto uma conclusão insana? O modo de desfazer uma conclusão insana é considerar a sanidade das premissas em que se baseia. Tu não podes ser atacado, o ataque não tem justificativa e tu és responsável por aquilo em que acreditas."
 
 
UCEM
Passem por aqui htportugal
 

segunda-feira, setembro 07, 2009

Ser referência para liderar

"Como conseguir ter pessoas e equipas motivadas, diariamente empenhadas e entusiásticas, assumindo como seus os desafios das suas equipas e empresas?
 
Uns referem a importância do feedback, dos objectivos ambiciosos, das pessoas certas nos lugares certos. Outros apontam a necessidade de quem lidera ser um exemplo e uma referência, vendo a sua autoridade reconhecida mais que imposta. Alguns dizem que é fundamental gerir de modo adequado as expectativas daqueles que dirigem. Muitos defendem que sem prémios financeiros nada feito, que sem colocar os colaboradores a correr atrás da "cenoura" representada pelos bónus e pelas promoções, dificilmente se consegue mobilizar a motivação de quem quer que seja.

Todos têm em parte razão, mas nenhuma destas opiniões representa, só por si, a solução verdadeiramente eficaz. Trata-se afinal de seguir um caminho. Desenvolver um processo. Definindo, antes do mais, o que pretendemos alcançar e como consegui-lo. Clarificando depois quais os valores e princípios, que regras de vida colectiva irão enquadrar o trabalho a desenvolver. Em seguida, procurando ganhar o compromisso daqueles que dirigimos para que contribuam para um todo maior que a soma das partes. Observar e ajudar a reflectir sobre os resultados entretanto alcançados, acompanhando e apoiando cada membro da equipa, registando as respectivas atitudes e comportamentos. Controlando a par e passo a sua execução e respectivos ganhos de eficácia, questionando, ouvindo, dando feedback. Gerindo as consequências dos actos de cada um, tanto os que fazem bem como, principalmente, os que não cumprem como desejado, avaliando com justiça o seu desempenho.

Sem ambiguidades nem hesitações de qualquer espécie, todos precisam de perceber que ou mudam de atitudes e comportamentos ao serviço da equipa, ou alguém os muda. Por fim, talvez o maior dos desafios para quem dirige pessoas e equipas. Ser um modelo e uma referência. Aparentemente simples. Bastante eficaz. Mas, atenção! Fácil de dizer, difícil de fazer"
 
por Jorge Araújo no Jornal Oje
 
 

quarta-feira, setembro 02, 2009

Preto e branco

«A situação que se segue aconteceu num vôo da British Airways, entre Joanesburgo (África do Sul) e Londres.
 
Uma mulher (branca), de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar em classe económica e viu que estava ao lado de um passageiro negro.
 
Visivelmente perturbada, chamou a hospedeira de bordo.
 
-'Algum  problema,minha senhora?' - perguntou a hospedeira.

 -'Não vê?' - respondeu a senhora -'Vocês colocaram-me ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Tem de me arranjar outro lugar.'
 
-'Por favor, acalme-se!'- disse a hospedeira -'Infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível'.
 
A hospedeira afasta-se e volta alguns minutos depois.
 
- Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre em classe económica. Falei com o comandante e ele confirmou que temos apenas um lugar em primeira classe'.
 
E antes que a mulher fizesse algum comentário, a hospedeira continua:
 
- Veja, não é comum que a nossa companhia permita que um passageiro da classe económica se sente na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável'.
 
E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu:
 
- Portanto, senhor, caso queira, por favor pegue na sua bagagem de mão, pois reservamos para si um lugar em primeira classe...'
 
Todos os passageiros que, estupefactos assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé.»
 

 

 "O QUE ME PREOCUPA NÃO É O GRITO DOS MAUS. É O SILÊNCIO DOS BONS..."
 
               MARTIN LUTHER KING

quarta-feira, agosto 26, 2009

QUEM REALMENTE TU ÉS

«És bondade, misericórdia, piedade e compreensão.

És paz, alegria e luz.

És perdão, paciência, força e coragem, estás pronto(a) a ajudar em tempo de necessidade, a consolar em tempo de mágoa, a ensinar em tempo de tumulto.

És a sabedoria mais profunda e a verdade mais sublime; a paz mais suprema e o amor mais grandioso.

És essas coisas.

E houve momentos na tua vida em que te conheceste como tal. Decide agora conhecer-te sempre assim...»

 

Neale Donald Walsch