segunda-feira, dezembro 22, 2008

Aí vem o Natal ...

Aí vem o Natal do consumismo (compra-se até mais não).

Aí vem o Natal da religião dominante (que até tem feriados nacionais, tendo o estado português pela constituição não ter religião oficial).

Aí vem o Natal da mentira (Jesus não nasceu do dia 25 de Dezembro, e nem me interessa quando nasceu, o que realmente conta é o seu coração e amor que tem por nós todos, assim sejamos nós também).

Aí vem o Natal do Pai Natal (vestido com as cores da Coca-Cola, nunca um anúncio foi tão barato) e também existe a Mãe Natal (espectáculo!!!).

Aí vem o Natal do presépio com o menino Jesus deitado nas palhinhas com seus pais à volta e também com os animais, o burro e a vaca, sempre esta imagem bucólica, que anestesia por momentos aqueles pensamentos de agressividade, de raiva, de culpa, de medo, que povoam as cabeças durante o ano todo, mas que agora acham que não podem ser assim, mas passando a época natalícia, voltam ao mesmo.

Aí vem o Natal das caridadezinhas, agora é a época em que se mostra que as figuras públicas são boazinhas, que as empresas são boazinhas, que as pessoas dão o lixo que têm casa às instituições que acolhem crianças e jovens; e então o resto do ano, andam a fazer o quê? Vê-se na televisão os milhares de euros que se dão a esta e à outra instituição, vê-se aquela e a outra figura a abraçar crianças e dar muitos beijinhos, mas sempre com uma pose cuidada para que fique bem na televisão.

Aí o vem Natal das prendas, a obrigatoriedade de dar prendas, mas poucos são os que falam em se dar, dar-se em bem mais difícil, envolve mais do que dar coisas, é dar-se continuamente, em qualquer altura do ano, é um compromisso, é um relacionamento.

Aí vem o Natal, das mensagens de Boas Festas que nos inundam as nossas caixas de correio electrónico e SMS dos telemóveis, como se no resto do ano não haja ocasiões para desejar felicidades e boas festas.

Ai o Natal, que nunca mais passa!!!!

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Sobre o Neale Donald Walsch

Neale Donald Walsch (Milwaukee, 10 de setembro de 1943) é o autor norte-americano da série de livros Conversas com Deus, dentre outros.

Neale Donald Walsch nasceu nos Estados Unidos, em Milwaukee, Wisconsin. Teve uma formação católica e, desde cedo, a sua família incentivou-o na sua busca espiritual. A mãe foi a sua primeira mentora. Foi ela quem o ensinou a não ter medo de Deus. Quando era pequeno, a crença da mãe já o intrigava, já que ela nunca ia à igreja.

Curioso, Walsch perguntou como era possível ter fé sem frequentar um templo. A resposta iria mudar para sempre sua vida: "Não preciso ir até uma igreja para me encontrar com Deus. Ele está dentro de mim e está comigo aonde quer que eu vá." Curioso desde menino, e sempre interessado nas questões de Deus, Walsch começou a estudar religião aos 15 anos e não parou mais.

Fez o secundário e chegou a entrar para a universidade, mas acabou por largar os estudos e indo trabalhar numa rádio, onde fez carreira e acabou como editor. Criou uma empresa de relações públicas e de marketing, mas não conseguia se sentir feliz. A fim de encontrar o seu caminho, mudou-se para o Oregon, onde foi vítima de um grave acidente de carro que o deixou com o pescoço partido e por pouco não tirou sua vida. Depois de um ano de reabilitação, e do fim de seu casamento e das suas perspectivas profissionais, Walsch viu-se num beco sem saída.

Sem poder pagar o aluguer do pequeno apartamento em que morava, passou a viver nas ruas, catando latas para sobreviver. Alguns meses mais tarde, acabou arranjando um modesto emprego numa rádio, mas a sua vida continuava sem sentido. Numa madrugada de 1992, deprimido, ele escreveu uma carta para Deus, onde perguntava ao Criador o que fazer para a vida dar certo. Como por magia, ouviu uma voz respondendo a essa e outras questões, que mais tarde se transformaram na série "Conversas com Deus".

Fonte: wikipédia

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Sentido da tua vida



"Várias vezes durante a sua vida, os humanos estão sujeitos a provações que os obrigam a colocar a si próprios as únicas questões verdadeiramente importantes: as que dizem respeito ao sentido da sua vida. Mas pode suceder que, submersos pelo sofrimento, alguns seres mergulhem tão profundamente em si mesmos que é aí, neles, que encontram as respostas. Não é a religião que os ajuda, não é a fé que os ajuda, eles encontram a fé por causa da experiência que estão a viver, pois a verdade é que Deus pôs no homem todas as respostas às questões que ele coloca a si próprio, todos os recursos de que ele necessita para enfrentar as provas da vida.Tacteando, ele pode acabar por encontrá-las, e até é mais certo que as encontre deste modo do que em certas explicações da religião."


Omraam Mikhaël Aïvanhov

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Dia Internacional do Voluntariado

Recebi esta mensagem:
"
Comemora-se hoje o Dia Internacional do Voluntariado. Ser voluntário é empenhar-se em causas de interesse social e comunitário, com reflexos positivos tanto a nível pessoal como para a comunidade como um todo.

A Bolsa do Voluntariado foi lançada pela ENTRAJUDA há precisamente 2 anos. Mais de 8 mil pessoas de boa vontade, inscreveram-se no site e colocaram o seu tempo e talentos ao serviço da comunidade.

A todos quantos, inscrevendo-se na Bolsa do Voluntariado, enviamos hoje uma mensagem de agradecimento.

560 Instituições inscritas na Bolsa do Voluntariado, localizado por todo o país, precisam de si! Seja Voluntário e contribua para um mundo melhor.

Recordamos alguns pontos:
- o contacto entre os voluntários e as instituições deve ser feito directamente.
Para isso: pesquise o site, veja as novas oportunidades de voluntariado específicas criadas pelas Instituições, colmate novas necessidades. E, no caso de encontrar alguma Instituição cuja necessidade vá ao encontro dos seus interesses estabelaça contacto directo.

- pode escolher: por zona (freguesia, código postal), de acordo com as suas aptidões, disponibilidade de tempo, áreas de interesse.
- pode seleccionar uma causa ou uma necessidade social
- pode ainda participar numa acção pontual

Obrigado.

Bolsa do Voluntariado
Estação CP Alcântara Terra, Arz 1 · Av. de Ceuta · 1350-353 Lisboa
' 213620417
6 213622360
Visite-nos em www.bolsadovoluntariado.pt
"

quinta-feira, dezembro 04, 2008

AMAR, ACEITAR E PERDOAR

"
A fórmula de Otília Pires de Lima para vencer as contrariedades da vida

1 Ver o problema como uma oportunidade. “Tente perceber o que tem a aprender com a experiência. Eu sempre achei que era uma privilegiada – e não sou masoquista – porque aprendi tanto neste processo que acho que foi um preço justo”.
2 Aceitar. “Eu acredito que as coisas não acontecem por acaso e, pela minha experiência, aceitar é o melhor caminho. Sendo que aceitação não significa resignação. Aceitando é que temos condições para ultrapassar as dificuldades, quando não aceitamos, em vez de gastarmos as energias a resolver o problema, gastamo-las na rejeição do problema”.
3 Amar muito. “O amor é primordial: o amor por nós, pelos outros, por tudo. É a força mais poderosa do universo. Cura todos os males, derruba todos os muros e encontra caminhos onde eles não existem. Abençoar algo que é menos bom ajuda esse mal a desaparecer. Eu vivenciei isto, é mesmo assim. Foi o amor que me salvou, porque nunca me revoltei contra a leucemia”.
4 Perdoar. “A si própria e aos outros. Se não formos para nós, não podemos ser para os outros. A maioria de nós é muito exigente consigo própria (eu era assim)”.
5 Manter os amigos. “Psicologicamente, é fundamental sentir que somos importantes para alguém e que as pessoas não nos esquecem (ainda que isso não dependa só de nós...). E uma vez assegurada a parte psicológica, consegue-se sustentar a física; são vasos comunicantes”."

Testemunho de Otília Pires de Lima autora dos livros "Pecar em nome de Deus " e "Viver de Amar"

quinta-feira, novembro 27, 2008

Corpo de dor

"O início da libertação do corpo de dor começa, em primeiro lugar, por nos apercebemos de que temos um corpo de dor. Depois, e igualmente de suma importância, surge a nossa capacidade de permanecermos suficientemente presentes e alerta para nos darmos conta do corpo de dor existente em nós mesmos, que assume a forma de um pesado fluxo de emoções negativas quando está activo."

Pag. 135
Um novo mundo – Despertar para a essência da vida
Eckhart Tolle

sexta-feira, novembro 21, 2008

Se há algum pecado ...

Se há algum pecado, esse é o de nos termos em pouca conta, o não nos sentirmos como Jesus se sentiu, cheio, grande. Não falarei de cristo porque cristos houve, há e haverá muitos, cristo que quer dizer ungido, escolhido, amado de Deus. E quem pode dizer que não é o amado por Deus? Quem pode dizer que não é o escolhido de Deus? Quem pode dizer que não é o ungido de Deus?

Eu entendo a forma como os católicos se sentem e vivem, eu já lá estive onde os católicos estão, por isso digo o que digo por que sei o que sentem e vivem. Não vejam isto como uma forma de eu estar a tentar desencaminhá-los do seu caminho, apenas o faço para que vejam a realidade de outra forma, é a forma que eu sinto como verdadeira para mim e dou testemunho dela, sem rede, sem livros sagrados, sem medo da perdição eterna, sem amparo de mestres. Não quero ser Jesus, mas desejo elevar o meu nível de consciência como Jesus o fez. É por aqui o meu caminho.

Eu distingo Jesus de Deus, Jesus foi um ser humano como eu e tu, uma personalidade que viveu naquele espaço e naquele tempo, assim como está a acontecer connosco, também fez coisas que consideramos “más”, o seu corpo jaz neste mundo material, tal como o nosso irá ficar cá, mas nós não somos o nosso corpo, por isso Jesus, eu e tu vivemos eternamente. Deus é mais que a soma das partes, Deus É Tudo O Que Existe.

Por isso quando digo Jesus não digo Deus, assim quando digo Deus não digo Jesus. Jesus fazendo parte de Deus, como eu e tu, mas Deus é mais do que todos nós juntos, Jesus incluído.

terça-feira, novembro 18, 2008

O João - 1ªParte

No dia 13 de Novembro de 2008, fiquei a saber que ele se chama João. E ele ficou a saber que me chamo Luís.

Do João sei alguns pedaços da sua vida, que ele próprio me contou no tempo que vai de estar comigo na paragem do autocarro até ao destino dele, eu saio depois dele.

O João, há mais de um ano que partilha comigo o mesmo autocarro, mas nunca conversamos, e foi bom começarmos assim, por causa de uma ferida na perna que lhe chega até ao osso, queixou-se das muitas dores por causa do frio nesse osso exposto, mas que tem sido bem tratado no hospital.

O João definiu-se “Eu sou um sem-abrigo”, e “Estou na desintoxicação através da metadona”, a mim nada me pediu, nem esmola, nem ajuda.

Nesse dia 13, após o autocarro ter partido, e eu ter tentado apanhá-lo sem sucesso, decidi percorrer cerca de 300 metros até outra paragem para apanhar outro autocarro, é então que vejo o João atrás de mim, decidi parar para que fossemos os dois até à dita paragem, “Como se chama?” perguntei-lhe eu, “Eu sou o João”, respondeu ele, “Eu sou o Luís”, disse-lhe eu, e demos um aperto de mãos, uma lavada e outra suja, mas o calor entre elas passou, dois seres humanos entraram noutro nível de comunicação, mas sempre de igual para igual, e cada um na sua situação.

Até à próxima....

quinta-feira, novembro 13, 2008

As maiores Falácias sobre Deus

"
1. Deus precisa de alguma coisa.
2. Deus pode falhar na obtenção daquilo que Ele quer.
3. Deus separou-vos Dele porque vocês não Lhe deram aquilo de que Ele precisava.
4. Deus ainda precisa do que Ele precisa, de forma tão desesperada, que vos exige, separado de vocês, que Lha dêem.
5. Deus destruir-vos-à se não forem ao encontro das Suas exigências.
"

O Deus de Amanhã
Neale Donald Walsch
Pag. 100

P.S. - Nunca é demais lembrar, já foi postado em 2006.

sexta-feira, novembro 07, 2008

O SEGREDO PARA MIM

"
Hoje, é o Início da minha Nova Vida.
Hoje, estou a recomeçar.
Hoje, todas as Coisas Boas vêm ter comigo.


Estou grato(a) por estar Viva.
Vejo a Beleza à minha volta.
Vivo com Paixão e Propósito.
Todos os dias, arranjo Tempo para Rir e Brincar.


Estou Consciente, Enérgico(a) e Vivo(a).
Foco em Todas as Coisas Boas da Vida.
E agradeço por elas.


Estou em Paz e unida com Tudo.
Sinto o Amor, a Alegria, a Abundância.


Sou Livre de ser eu próprio(a).
Sou Magnífico(a) na forma humana.
Sou a Perfeição da Vida.


Estou grato(a) por ser eu.
Hoje, é o Melhor Dia da Minha Vida.
"

Este veio por mail, e gostei.

terça-feira, novembro 04, 2008

A pobreza e a industria da pobreza

Tanto se fala de pobreza, e que temos que acabar com a pobreza, e que é um problema social grave, e que é um assunto que os políticos devem resolver, pois eles próprios se propõem resolver através de promessas eleitorais, e que a pobreza não devia existir, entre outras coisas que se diz da pobreza.

A pobreza de que se fala tanto e para tanto se pede dinheiro, é a pobreza de dinheiro, os pobres (nesta conjectura económica e social) são aquelas pessoas que não se adaptaram a este sistema económico baseado no dinheiro, que não quiserem usar as técnicas dos banqueiros e outros agiotas, portanto, quem não tem dinheiro é pobre e sendo assim não tem acesso aos bens essenciais à sobrevivência do seu corpo.

Ora, muitas pessoas se organizaram em instituições, tanto de cariz religioso ou não, que se dedicam a cuidar destes pobres, assim os pobres aparecem como um produto que tem que ser valorizado e mantido, segundo as regras de uma boa gestão empresarial, o desaparecimento da pobreza levaria os donos e os funcionários destas instituições, para o desemprego e isso decerto que os desagradaria. Por isso é de todo o interesse manter os seus postos de trabalho à custa da pobreza dos outros, e ainda por cima ficam famosos por se dedicarem aos “coitadinhos e pobrezinhos”.

Ora se esta pobreza de dinheiro e através dele, as pessoas sentirem que não conseguem comprar (com dinheiro) os bens essenciais à sua sobrevivência, qual é a solução para esta pobreza? Para mim é acabar com o sistema económico baseado no dinheiro, é o uso deste sistema que remete muitas pessoas para o desespero de não conseguirem o dinheiro suficiente para a obtenção de bens essenciais, estas pessoas passam então a ter ideias de roubar e de usurpar o dinheiro que outros têm em excesso, por sua vez quem tem dinheiro a mais começa a pensar na salvaguarda do seu dinheiro com medidas de segurança para que não haja roubos. Estão a ver a paranóia, que este esquizofrénico sistema cria nas pessoas?

Se a natureza nada nos cobra pelos alimentos, por ela fornecidos para a sobrevivência do nosso corpo, por que haveremos nós de cobrar dinheiro aos outros seres humanos pelos bens que a natureza nos dá de graça? Por que é que os bens trocados entre nós têm que ser valorizados em termos de dinheiro? Por que temos que produzir a mais para que os preços baixem? Por quê a lei da oferta e da procura? Fala-se, hoje em dia, tanto de ecologia e de soluções ecologicamente sustentáveis, mas o dinheiro não é um factor de sustentabilidade do sistema ecológico do planeta terra, mas tenta-se a todo o custo que assim seja, mas por mim nunca será; este sistema arrasta milhões de pessoas para a pobreza e para o desespero, e ainda por cima leva à destruição da vida no planeta Terra, em que vivemos.

Por que é que os alimentos em excesso produzidos na Europa e na América, não chegam às bocas famintas de outros continentes? A causa está nos custos ao nível de dinheiro para os fazer chegar lá onde há fome. Então o dinheiro é algo que resolve os problemas da fome no mundo? Eu acho que é como a areia numa engrenagem, ou como um cão que dorme na manjedoura, não come nem deixa comer.

Portanto, vamos transcender o dinheiro, quando a gravidade das carências humanas ultrapassa os limites do razoável, e mais que manter os nossos postos de trabalho, vamos ao encontro dos outros e pondo ao seu dispor o que achamos que lhes faz falta, sem preço, sem contas, sem contabilidade, sem dinheiro, apenas os produtos e bens. Criemos áreas nas nossas sociedades em que o dinheiro não entre, em que a organização esteja apenas atenta à distribuição, repartição conforme as necessidades, sem areias nas engrenagens; mas quem quiser continuar a usar o dinheiro, tudo bem, mas que não seja um panaceia global e mundial, em que todos temos que estar envolvidos.

Que assim seja.

quarta-feira, outubro 29, 2008

No mundo de Deus

"Nada acontece por acaso no mundo de Deus, e nem existe essa coisa como coincidências"

do "Conversas com Deus - Livro 1"
Neale Donald Walsch

sexta-feira, outubro 24, 2008

Deixem os jovens serem jovens

"Por favor, não queiram fazer dos jovens, elas e eles, deste nosso Século XXI, freiras e padres, menos ainda noviças e seminaristas. Deixem-nos ser e estimulem-nos a ser simplesmente jovens, elas e eles, abertos uns aos outros, afectivos e aplicados, apaixonados pelo Real, disponíveis ao Espírito que fala sempre a língua do Secular e do Político, do Solidário e do Não-Alinhado, nunca a do Sagrado e do Religioso, do Poder e do Dinheiro. Soltem-nos de vez dos túmulos que são os vossos templos, os vossos conventos e os vossos seminários, porventura, até as vossas universidades católicas e as vossas paróquias, e deixem-nos ir, como fez Jesus, o do Evangelho de João, ao jovem Lázaro, irmão de Marta e de Maria. De modo algum, corram a metê-los nos templos, a fazer deles meninas, meninos de coro, candidatos a freira ou a padre, uns eunucos mais, como tantas, tantos que, desde há séculos, temos, como Igreja católica, insensatamente insistido em gerar, só para, assim continuarmos a garantir funcionários à Multinacional do Religioso que alguns, mais fanáticos do Religioso, insistem ainda em gerir / administrar, como se se tratasse da Igreja, a de Jesus."

Diário Aberto do dia 23 de Outubro
do Mário de Oliveira

quarta-feira, outubro 22, 2008

Matrimónio, Ordem e Divórcio

Acho interessante que os padres e outros senhores da hierarquia da igreja católica (todos homens, nada de mulheres) virem falarem sobre o matrimónio, seria como eu levantar questões sobre a vida de padre, de bispo, de papa. Podemos defender concepções quaisquer que elas sejam, mas se não são vividas na primeira pessoa, são isso mesmo, são concepções, apenas podemos imaginar como deveria ser, mas nunca o É.

E isto de os padres e daí para cima na estrutura hierárquica do Catolicismo (e outras religiões institucionalizadas), tomarem posições férreas sobre o matrimónio, a família, a sociedade, sem saberem o que é a vida de casal, a vida do casal com os filhos, a vida social do casal, chega a ser caricato e ao mesmo tempo triste de se ver.

Eles se fizeram eunucos para o serviço de deus, não sabem nem sonham, o que é o matrimónio vivido, o que é estar à frente de uma família vivida, o que é a sociedade vivida.

Se estão realmente preocupados como o matrimónio, casem-se; se estão realmente preocupados com a família, criem uma e procriem filhos e filhas à vontade; se estão realmente preocupados com a sociedade, venham e mergulhem nela com todo o corpo e não só com a cabeça.

Só se fala no divórcio como o fim do matrimónio, o fim da ligação marital entre duas pessoas, e desses 48% de divórcios.

Qual é percentagem de divórcio como o fim do sacramento da ordem por parte dos padres? Seria interessante ver qual é.

Afinal, é muito mais crítico e gravoso o fim deste sacramento, já que é a ligação directa com deus, está-se a quebrar com deus, deus estava a contar com ele, mas o padre não aguentou. Mas aí, ninguém quer saber se é pecado estar divorciado de deus. Se o ex-padre pode ou não receber o corpo de cristo na hóstia consagrada, se deve ou não participar na vida da paróquia dando catequese. Dois pesos, e duas medidas. Mas o fiel, o crente, a ovelha, o mexilhão é sempre o mais penalizado. Graças a Deus que Deus não é assim como a igreja católica.

Deve haver equilíbrio e uma visão mais alargada, sobre o que é o divórcio.

sexta-feira, outubro 17, 2008

Feitos à imagem e semelhança de Deus

"NDW - Mas nós não podemos ser como Tu! Isso seria uma blasfémia.

Deus - A blasfémia é terem-vos ensinado essas coisas. Digo-vos: Vocês foram feitos à imagem e semelhança de Deus – é esse o destino que vieram cumprir.

Vocês não vieram aqui para se esforçarem e lutarem e nunca “chegarem lá”. Nem vos enviei numa missão impossível de cumprir.

Creiam na bondade de Deus e creiam na bondade da criação de Deus – nomeadamente, nos vossos Eus sagrados."

Conversas com Deus
Neale Donald Walsch

segunda-feira, outubro 13, 2008

Resposta a um desafio do Fontez

6 coisas com que me preocupo?
- A palavra “preocupar” vem de pré ocupar, que dizer que estou ocupado antes de o estar, o que é impossível. Então nada me preocupa ou pré-ocupa. Por outro lado, estou atento, atento ao que se passa à minha volta e comigo próprio.

6 coisas com que não me preocupo?
- Como é impossível me pré-ocupar, o inverso também é impossível.

6 coisas que eu gosto?
- Amar
- Viver
- Ser
- Escutar
- Caminhar
- Ler

6 coisas que eu não gosto?
- Se houvesse algo no mundo que eu não gostasse, é por que haveria algo em mim que eu não gosto, não gostaria de mim mesmo, só assim poderia haver algo que não gostasse. Eu gosto de mim, portanto gosto de tudo.

6 coisas que me fazem sorrir?
- A Vida
- O Amor
- As pessoas
- A mente
- O ego
- O meu ser

6 coisas que me entristecem?
- O tentarem complicar o que é simples
- O tentarem me anular
- O tentarem que eu não acredite em mim mesmo
- O tentarem que eu siga a única religião verdadeira
- O tentarem que eu acredite nos “livros sagrados” ou “escrituras sagradas”
- O tentarem que me sinta separado de Deus/Amor/Vida

6 coisas que me definem?
- Sou um Ser
- Sou um Ser em experiência
- Sou um Ser em experiência pelo mundo
- Sou um Ser em experiência com o mundo
- Sou um Ser que pode ser o que quiser ser
- Sou um Ser que escolhe.

6 blogs que desafio?
- Venham mais 6 de uma assentada que eu pago já. (Zeca Afonso, em vez de 6 são 5)

http://fontez.wordpress.com/

sexta-feira, outubro 10, 2008

Foi a religião ...

" NDW - Porque é que dizes esqueçam a religião?

Deus - Porque não é boa para vós. Compreendam que para a religião organizada ter sucesso, tem que fazer com que as pessoas acreditem que precisam dela. Para as pessoas terem fé noutra coisa, têm primeiro de perder a fé em si próprias. Portanto, a primeira tarefa da religião organizada é fazer-te perder a fé em ti próprio. A segunda tarefa é fazer-te ver que tem respostas que tu não tens. E a terceira e a mais importante é fazer-te aceitar as respostas sem as questionares.

Se questionas, começas a pensar! Se pensas, começas a regressar àquela Fonte Interior. A religião não te pode deixar fazer isso porque é provável que surjas com uma resposta diferente da que ela inventou. Portanto a religião tem que te fazer duvidar do teu Eu; tem que te fazer duvidar da tua capacidade de pensar claramente.

O problema da religião é que, com frequência, isto faz ricochete – porque se não puderes aceitar sem duvidar os teus próprios pensamentos, como podes não duvidar das novas ideias sobre Deus que a religião te deu?

Muito brevemente, nunca duvidas da Minha existência - da qual, ironicamente, nunca duvidaste antes. Quando vivias de acordo com o teu conhecimento intuitivo, podias não Me ter compreendido totalmente, mas sabias definitivamente que Eu estava lá!

Foi a religião que criou os agnósticos.

Qualquer pensador lúcido que examine o que a religião tem feito, tem que assumir que a religião não tem Deus! Porque foi a religião que encheu o coração dos homens do temor de Deus, enquanto que houve tempo em que o homem amava Aquilo Que É em todo o seu esplendor.

Foi a religião que ordenou aos homens que se curvassem perante Deus, quando em tempos o homem se ergueu de braços estendidos com alegria.

Foi a religião que sobrecarregou o homem com preocupações sobre a ira de Deus, quando em tempos o homem procurava Deus para o aliviar do seu fardo!

Foi a religião que disse ao homem para ter vergonha do seu corpo e das suas funções mais naturais, quando em tempos o homem celebrou essas funções como as maiores dádivas da vida!

Foi a religião que vos ensinou que é preciso um intermediário para chegar a Deus, quando houve tempo em que consideravam ter alcançado Deus vivendo simplesmente a vossa vida no bem e na verdade. E foi a religião que ordenou aos humanos que adorassem Deus, quando houve tempo em que os humanos adoraram deus porque era impossível não O adorar!

Em toda a parte onde a religião chegou criou desunião – o que é o oposto de Deus.

A religião separou o homem de Deus, o homem do homem, o homem da mulher – algumas religiões até dizem ao homem que ele está acima da mulher, tal como proclamar que Deus está acima do homem – dando assim azo às maiores caricaturas alguma vez impingidas a metade da raça humana.

Eu vos digo: Deus não está acima do homem, e o homem não está acima da mulher – não é essa a “ordem natural das coisas” – mas é a maneira como todos os que tinham poder (nomeadamente homens) queriam que fosse quando formaram as suas religiões patriarcais, apagando sistematicamente metade do texto da versão final das “sagradas escrituras” e distorcendo o resto para se adaptar ao molde do deu modelo masculino do mundo.

É a religião que ainda hoje insiste que as mulheres são de certa forma inferiores, de alguma forma cidadãs espirituais de segunda classe, algo “inadequadas” para ensinar a Palavra de Deus, pregar a Palavra de Deus ou ministrá-la ao povo.

Como crianças, ainda estão a discutir que sexo é ordenado por Mim para serem Meus sacerdotes!

Eu vos digo: Todos vós sois sacerdotes! Cada um de vós.

Não há nenhuma pessoa ou classe mais “adequada” para fazer o Meu trabalho do que outra.

Mas tantos homens são tal e qual as nações. Sequiosos de poder. Não gostam de partilhar o poder, apenas de o exercer. E construíram o mesmo tipo de Deus. Um Deus sequioso de poder. Um Deus que não gosta de partilhar o poder mas apenas o exercer. No entanto eu vos digo: O Supremo dom de Deus é a partilha do poder de Deus.

Eu queria que vocês fossem como eu."

Conversas com Deus
Nelae Donald Walsch

segunda-feira, outubro 06, 2008

Da Existência de Deus

"Os argumentos relativos ao problema da existência de Deus têm sido viciados, quando positivos, pela circunstância de frequentemente se querer demonstrar, não a simples existência de Deus, senão a existência de determinado Deus, isto é, dum Deus com determinados atributos. Demonstrar que o universo é efeito de uma causa é uma coisa; demonstrar que o universo é efeito de uma causa inteligente é outra coisa; demonstrar que o universo é efeito de uma causa inteligente e infinita é outra coisa ainda; demonstrar que o universo é efeito de uma causa inteligente, infinita e benévola outra coisa mais. Importa, pois, ao discutirmos o problema da existência de Deus, nos esclareçamos primeiro a nós mesmos sobre, primeiro, o que entendemos por Deus; segundo, até onde é possível uma demonstração.

O conceito de Deus, reduzido à sua abstração definidora, é o conceito de um criador inteligente do mundo. O ser interior ou exterior a esse mundo, o ser infinitamente inteligente ou não — são conceitos atributários. Com maior força o são os conceitos de bondade, e outros assim, que, como já notamos têm andado misturados com os fundamentais na discussão deste problema. Demonstrar a existência de Deus é, pois, demonstrar, (1) que o universo aparente tem uma causa que não está nesse universo aparente como aparente (2) que essa causa é inteligente, isto é, conscientemente activa. Nada mais está substancialmente incluído na demonstração da existência de Deus, propriamente dita. Reduzido assim o conteúdo do problema às suas proporções racionais, resta saber se existe no raciocínio humano o poder de chegar até ali, e, chegando até ali, de ir mais além, ainda que esse além não seja já parte do problema em si, tal como o devemos pôr. "

Fernando Pessoa, in 'Ideias Filosóficas'

sexta-feira, setembro 26, 2008

Para ti que vives aprisionado(a) no medo de SER.

Que fique esclarecido, que não procuro afastar-te da tua religião, que desistas de seres a tua profissão (será mais, fazer a tua profissão), que desistas de todas as ideias e ideais que tens sobre a vida, o amor, deus; não procuro nem espero que faças algo que vai de encontro ao sentir do teu Ser.

Apenas procuro chocalhar as águas estagnadas e podres que existem em ti, procuro quebrar a barragem que acumula a água que devia alimentar o rio da tua vida, mas que não o fazes e se o fazes, fá-lo a conta-gotas, por isso há partes de ti que secaram e mirraram, a vegetação luxuriante e viçosa das margens do rio desapareceu.

Só as águas correntes é que são boas para beber, e elas acontecem em rios, fontes e cascatas, nunca em pântanos, nem em lagos, nem em barragens, nestes a água está parada, é no movimento e na agitação da água, que ela se oxigena e que ganha os elementos químicos que vão alimentar plantas e animais.

Que a nossa vida seja como um rio, que não interessa para onde corre, desde que sintamos que a nascente seja a verdadeira nascente da energia criadora que existe em nós, mas que muitas vezes a negamos, quando somos formatados por uma sociedade ou religião, e nos dizem que não temos Poder.

A Liberdade vem dessa Vida agitada e em movimento através da emoção (agitação (movimento)). Somos intrinsecamente Amor, Vida, Deus, e Liberdade, Alegria, Verdade. E quem nos diz que não somos isto, está a mentir, e quando acreditamos nesses alguéns, seguimos os seus caminhos tortuosos de dogmas, leis, cânones, regulamentos, começamos a secar e a acumular e paramos. Mesmo vivendo estamos mortos.

Quebrem as vossas barragens, dispersem a vossa energia, é na entrega que recebem, e recebendo a devolvem novamente à origem.

Até já.

sexta-feira, setembro 19, 2008

Vida: Criando Quem Tu Realmente És

"Os grandes professores da vossa religião Cristã entendem isso. Sabem que Jesus não se perturbou com a crucificação, esperou-a. Podia ter-se ido embora mas não foi. Podia ter interrompido o processo em qualquer altura. Tinha poder para isso. Contudo, não o fez. Permitiu-se ser crucificado para assim exemplificar a salvação eterna do homem. Vejam , disse Ele, o que Eu consigo fazer. Olhem para o que é verdadeiro . E saibam que estas coisas, e mais, deverão ser também feitas por vós. Pois Eu não vos disse que sois deuses? Mas não acreditam. Já que não conseguem acreditar em vós mesmos , acreditem em Mim .

Tal era a compaixão de Jesus que implorou por uma forma - e criou-a - de fazer ver ao mundo que todos podem ascender aos céus (auto-realização) - quanto mais não seja, através d'Ele , pois derrotou a tristeza e a morte.

E também tu poderás fazê-lo."

Conversas com Deus, Livro 1
Neale Donald Walsch
Pag. 52