terça-feira, maio 11, 2010

Assim nasceu Portugal ...

Manifestis Probatum

"Alexandre, Bispo, Servo dos Servos de Deus, ao Caríssimo filho em Cristo, Afonso, Ilustre Rei dos Portugueses, e a seus herdeiros, in 'perpetuum'. Está claramente demonstrado que, como bom filho e príncipe católico, prestaste inumeráveis serviços a tua mãe, a Santa Igreja, exterminando intrepidamente em porfiados trabalhos e proezas militares os inimigos do nome cristão e propagando diligentemente a fé cristã, assim deixaste aos vindouros nome digno de memória e exemplo merecedor de imitação. Deve a Sé Apostólica amar com sincero afecto e procurar atender eficazmente, em suas justas súplicas, os que a Providência divina escolheu para governo e salvação do povo. Por isso, Nós, atendemos às qualidades de prudência, justiça e idoneidade de governo que ilustram a tua pessoa, tomamo-la sob a proteção de São Pedro e nossa, e concedemos e confirmamos por autoridade apostólica ao teu excelso domínio o reino de Portugal com inteiras honras de reino e a dignidade que aos reis pertence, bem como todos os lugares que com o auxílio da graça celeste conquistaste das mãos dos Sarracenos e nos quais não podem reivindicar direitos os vizinhos príncipes cristãos. E para que mais te fervores em devoção e serviço ao príncipe dos apóstolos S. Pedro e à Santa Igreja de Roma, decidimos fazer a mesma concessão a teus herdeiros e, com a ajuda de Deus, prometemos defender-lha, quanto caiba em nosso apostólico magistério."

O Tratado de Zamora foi um diploma resultante da conferência de paz entre D. Afonso Henriques e seu primo, Afonso VII de Leão e Castela. Celebrado a 5 de Outubro de 1143, esta é considerada como a data da independência de Portugal e o início da dinastia afonsina.
Vitorioso na batalha de Ourique, em 1139, D. Afonso Henriques beneficiou da acção desenvolvida, em favor da constituição do novo reino de Portugal, pelo arcebispo de Braga, Dom João Peculiar. Este procurara conciliar os dois primeiros e fez com que eles se encontrassem em Zamora nos dias 4 e 5 de Outubro de 1143 na presença do cardeal Guido de Vico.

Pelos termos do tratado, Afonso VII concordou em que o Condado Portucalense passasse a ser Reino, tendo D. Afonso Henriques como seu "rex" (rei). Embora reconhecesse a independência, D. Afonso Henriques continuava a ser vassalo, pois D. Afonso VII para além de ser rei de Leão e Castela era Imperador de toda a Hispânia. Contudo nunca D. Afonso Henriques prestou vassalagem ao Imperador, sendo caso único de entre todos os reis existentes na península Ibérica.

A soberania portuguesa, reconhecida por Afonso VII em Zamora, só veio a ser confirmada pelo Papa Alexandre III em 1179, mas o título de "rex", que D. Afonso Henriques usava desde 1140, foi confirmado em Zamora, comprometendo-se então o monarca português, ante o cardeal, a considerar-se vassalo da Santa Sé, obrigando-se, por si e pelos seus descendentes, ao pagamento de um censo anual.

Em Zamora, revogou-se o anterior Tratado de Tui datado de 1137.

A partir de 1143 D. Afonso Henriques vai enviar ao Papa remissórias declarando-se seu vassalo lígio e comprometendo-se a enviar anualmente uma determinada quantia de ouro. As negociações vão durar vários anos, de 1143 a 1179. Em 1179 o Papa Alexandre III envia a D. Afonso Henriques a "Bula Manifestis probatum"; neste documento o Papa aceita que D. Afonso Henriques lhe preste vassalagem directa, reconhece-se definitivamente a independência do Reino de Portugal sem vassalagem em relação a D. Afonso VII de Leão e Castela (pois nenhum vassalo podia ter dois senhores directos) e D. Afonso Henriques como primeiro rei de Portugal, ou seja, Afonso I de Portugal.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_de_Zamora

quinta-feira, maio 06, 2010

Consegues entender?

"Consegues percepcionar a quantidade de Bem-Estar que vem para ti?
Consegues percepcionar a maravilhosa orquestração de circunstâncias e eventos que estão disponíveis devido a ti?
Consegues entender quão amado/a és?
Entendes como a criação deste planeta, a criação do Universo, se encaixa para a perfeição da tua experiência?"

"Ask and It Is Given"
Esther and Jerry Hicks

sexta-feira, abril 30, 2010

"Papa tem obrigação moral de ser o primeiro a demitir-se"

Grande entrevista do presbítero Mário de Oliveira, sejamos assim todos, lúcidos, despertos, vivendo a Vida de olhos bem abertos.

http://dn.sapo.pt/especiais/interior.aspx?content_id=1555097&especial=Bento%20XVI%20em%20Portugal&seccao=SOCIEDADE

Para que as Trevas nas nossas consciências desapareçam de vez.

Leiam e mudem de vida.

Não se consegue ser indiferente perantes estas palavras.

Vamos a isso.

quarta-feira, abril 21, 2010

60% dos divorciados realizaram casamento pela Igreja

"Isabel é uma católica convicta, praticante e com serviço à comunidade. No coro que assiste à missa, como catequista, nos encontros de casais (equipas de Nossa Senhora), a aconselhar os futuros casais (Centros de Preparação para o Matrimónio ) ou nas actividades dos escuteiros. Até ao dia em que pôs o seu casamento em causa e desfez os laços que a hierarquia religiosa considera serem indissolúveis. Foi obrigada a deixar algumas práticas religiosas, como o comungar. Sentiu-se injustiçada!

A injustiça é sentida por muitos casais católicos que se divorciam todos os anos. Em 2008, constituíram 60,5 % do total de divorciados, 26 110, um número que já é mais de metade dos casamentos anuais, 43 228.

O direito ao divórcio foi uma das primeiras bandeiras dos católicos a seguir ao 25 de Abril de 1974 e que lutavam contra a Concordata, de 1940, que os impossibilitava de se divorciarem. Voltaram a poder fazê-lo um ano depois da Revolução, mas a hierarquia religiosa impede-os de recasar e de participarem activamente na eucaristia, nomeadamente na comunhão e no apadrinhamento de uma criança.

Isabel Lopes, 52 anos, dois filhos adultos, casou pela Igreja Católica aos 23 com o primeiro namorado que teve, união que durou até aos 43, quando o casal já nada tinha de harmonia. Poderia manter as aparências... mas achou que tinha o direito a ser feliz. "Claro que me senti muito dividida, senti que estava a cortar com uma série de princípios que eu defendia, mas vivia numa situação insustentável", justifica.

Divorciou-se e voltou a constituir família. E a Isabel catequista e mentora deixou de ser um exemplo para a Igreja. "Vivo em concubinato, é assim que a Igreja me classifica. É uma revolta!", diz.

Isabel procurou apoio junto do casal responsável pela equipa de Nossa Senhora a que pertencia, que a acompanhou, embora tenha começado por a dissuadir. "Excepcionais, sempre me apoiaram desde o início." Foi o seu porto de abrigo, já que a família a rejeitou.

"Continuei a pertencer ao grupo da Igreja, mas o que acontece é que nós próprios nos vamos afastando, deixamos de nos sentir integrados." Não pode participar em pleno nas celebrações religiosas e não comunga por saber que é uma prática que lhe é proibida. "É contra a minha consciência. Embora os párocos, que me conhecem desde a adolescência, tivessem dito que não me recusariam a comunhão... mas também me disseram que isso não era bem-visto pela comunidade. Havia pessoas que me viravam a cara", lembra.

Hoje, a instrutora e sócia da Escola de Condução Paço d'Arcos vai à missa e continua a fazer parte do coro da paróquia, mas desligou-se da restante prática religiosa. "Volvidos oito anos, passada a minha experiência e tendo visto outras separações de filhos de pessoas que frequentam a igreja, sinto que existe uma aceitação na paróquia que na altura não senti", refere. Mas não acredita numa abertura por parte da hierarquia religiosa em relação aos católicos divorciados. E, muito menos, que isso aconteça no pontificado deste Papa.

Bento XVI defende que a Igreja deve manter "com firmeza" o princípio da indissolubilidade do casamento e critica quem tende a abençoar essas uniões, que considera "ilegítimas". A posição, que manifestou num encontro com bispos em Lourdes, França, em Setembro de 2008, foi interpretada como sendo um puxão de orelhas aos padres que promovem iniciativas a abençoar tais casais."

Aqui

terça-feira, abril 13, 2010

NADA ACONTECE POR ACASO

"Eu digo-te: Não existe nenhuma coincidência e nada acontece “por acaso.” Cada acontecimento e aventura são trazidos ao teu Eu Sou pelo teu Eu Sou para que possas experienciar Quem Realmente És. Todos os verdadeiros Mestres sabem isso. É por isso que os Mestres místicos permanecem inalterados perante as piores experiências da vida (como as definirias).
 
Os grandes professores da vossa religião Cristã entendem isso. Eles sabem que Jesus não ficou perturbado com a crucificação, mas esperava-a. Ele podia ter-se afastado, mas não o fez. Permitiu ser crucificado para que Ele pudesse ser o símbolo da salvação eterna. Vejam, disse Ele, o que eu consigo fazer. Vejam o que é verdade. E saibam que estas coisas, e muito mais, vocês farão. Pois não tenho dito que vocês são Deus? No entanto vocês não acreditam. Se não consegues acreditar em ti, então acredita em mim."
 
Conversas com Deus, livro 1
Neale Donald Walsch

quarta-feira, março 24, 2010

Os sacerdotes

"Para a Sabedoria, nos antípodas do Saber, os sacerdotes sempre foram e são, ainda hoje, os seres humanos mais nocivos da Sociedade. Basta serem os mais credenciados mercenários da Alienação humana. Eles existem apenas para desviar os seres humanos da via ou Caminho da Sabedoria, que é a da Liberdade e da Maioridade Humanas. Ao reivindicarem para eles, e em exclusivo, o papel de intermediários entre os seres humanos e Deus, os sacerdotes constituem-se no maior obstáculo dentro da História e na Sociedade ao pleno desenvolvimento dos seres humanos. Para os sacerdotes, é preciso que os seres humanos e os povos permaneçam, geração após geração, no Medo, no Infantil, nunca alcancem a sua plena Autonomia. A Autonomia dos seres humanos e dos povos é o fim dos Sacerdotes. E isso os Sacerdotes jamais podem aceitar. Têm-se a si mesmos (uns breves momentos de conversa com algum deles bastarão para percebermos que eles se vêem a si mesmos, assim) como seres humanos "à parte" dos demais, destinados a fazerem a "ponte" (intermediários) entre os demais seres humanos e Deus. Sem eles e sem os ritos a que presidem em dia, hora e local marcados, sempre os mesmos, nem Deus comunicaria com os demais seres humanos, nem os seres humanos comunicariam com Deus!!!"

Capítulo 44 versículo 1 do "Livro da Sabedoria" do Mário de Oliveira
Aqui http://padremariodemacieira.com.sapo.pt/livro_da_sabedoria.htm

terça-feira, março 16, 2010

Lição 1 - Nada do que eu vejo nesse quarto (nessa rua, dessa janela, nesse lugar) significa coisa alguma.

Agora, olha vagarosamente à tua volta e pratica aplicando essa idéia, de modo muito específico, a qualquer coisa que vejas:

Essa mesa não significa nada.

Essa cadeira não significa nada.

Essa mão não significa nada.

Esse é não significa nada.

Essa caneta não significa nada.

Então, olha além do que o que está imediatamente à tua volta e aplica a idéia a um âmbito mais amplo:

Aquela porta não significa nada.

Aquele corpo não significa nada.

Aquela lâmpada não significa nada.

Aquele cartaz não significa nada.

Aquela sombra não significa nada.

Nota que estas declarações não estão agrupadas em nenhuma ordem e não fazem nenhuma distinção quanto às diferenças entre os tipos de coisas às quais são aplicadas. Esse é o propósito do exercício. A declaração deve ser meramente aplicada a qualquer coisa que vês. Ao praticares a idéia do dia, usa-a com total indiscriminação. Não tentes aplicá-la a tudo o que vês, pois estes exercícios não devem se tornar ritualísticos. Apenas certifica-te de que nada do que vês seja especificamente excluído. Qualquer coisa é como qualquer outra no que concerne à aplicação da idéia.

Cada uma das três primeiras lições não deve ser praticada mais do que duas vezes por dia, de preferência pela manha e à noite. Também não se deve tentar fazê-las por mais de um minuto, aproximadamente, a menos que isso implique em uma sensação de pressa. Uma sensação confortável de lazer é essencial.

 

Lição 1 de "UM Curso em Milagres"

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Namorar

«"Namorar - dizia essa definição que nunca mais esqueci - não é olhar um para o outro, mas ambos olharem na mesma direcção". E é sempre nesta definição que ainda hoje penso, quando me encontro com pessoas que namoram. Na altura, a frase não me transportava para a Política, porque eu ainda desconhecia que a Política é a arte de nos preocuparmos com os demais e uns com os outros, é sermos mulheres, homens com os demais e para os demais, é construirmos juntos a casa comum que habitamos e que está ainda por concluir, uma casa da qual ninguém, pessoa ou povo, fique dela excluído. »

Diário Aberto do dia 14 de Fevereiro de 2008,
do Mário de Oliveira
http://padremariodemacieira.com.sapo.pt/

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Excesso de Deus

"O nosso tempo continua a sofrer de um excesso de Deus, em detrimento do Ser Humano. Há um desequilíbrio total nos pratos da balança. O prato de Deus anda sempre no fundo, tanto é o peso que transporta. Deus anda excessivamente na boca de toda a gente. E, lá, onde há um excesso de Deus, há sempre um défice do Ser Humano. O facto, só por si, é revelador de que o Deus de que tanto se fala e que faz desaparecer o Ser Humano é um Ídolo. E tanto é Ídolo na boca e nos escritos dos que se dizem crentes, como na boca e nos escritos dos que se dizem ateus. Nem os filósofos, do passado e do presente, que hoje são tidos como mais conceituados e por isso também mais estudados nas Universidades da Europa e do resto do Mundo, confessionais e laicas, chegaram, alguma vez, até hoje, a dar-se conta desta verdade: Afinal, Deus, na boca de crentes e de ateus, não passa de um mero conceito sem conteúdo político, por isso, sem conteúdo humano. Serve para todas as circunstâncias, fica bem em todas as ocasiões, tanto nas horas de dor e de angústia, como nos momentos de felicidade e de bem-estar, de luto e de perda. É um conceito vazio, tipo pronto-a-usar-na-hora, que toma o conteúdo de cada ocasião. Negam-no, uns, defendem-no, outros e, quase sempre, com fanatismos, da parte dos que negam, como da parte dos que defendem, que podem chegar à violência física, a mais descontrolada e a mais assassina /genocida."
 
Capítulo 39, versículo 1

quarta-feira, janeiro 27, 2010

O pregador é intolerável

"Quando um modelo de vida lhe parecer bem, siga-o, mas, por favor, não queira que os outros também o sigam; o pregador é intolerável."

de ""Sete Cartas a um Jovem Filósofo"
Agoatinho da Silva

quinta-feira, dezembro 31, 2009

Escolher a Felicidade

"Nem paz nem felicidade se recebem dos outros nem aos outros se dão. Está-se aqui tão sozinho como no nascer e no morrer; como de um modo geral no viver, em que a única companhia possível é a daquele Deus a um tempo imanente e transcendente e a dos que neles estão, a de seus santos. Felicidade ou paz nós as construímos ou destruímos: aqui o nosso livre-arbítrio supera a fatalidade do mundo físico e do mundo do proceder e toda a experiência que vamos fazendo, negativa mesmo para todos, a podemos transformar em positiva. Para o fazermos, se exige pouco, mas um pouco que é na realidade extremamente difícil e que não atingiremos nunca por nossas próprias forças: exige-se de nós, primacialmente, a humildade; a gratidão pelo que vem, como a de um ginasta pelo seu aparelho de exercício; a firmeza e a serenidade do capitão de navio em sua ponte, sabendo que o ata ao leme não a vontade de um rei, como nos Descobrimentos, mas a vontade de um rei de reis, revelada num servidor de servidores; finalmente, o entregar-se como uma criança a quem sabe o caminho. De qualquer forma, no fundo de tudo, o que há é um acto de decisão individual, um acto de escolha; posso ser, se tal me agradar, infeliz e inquieto."
 
Agostinho da Silva, in 'Textos e Ensaios Filosóficos'

terça-feira, dezembro 29, 2009

Milagres - II

Milagres despertam novamente a consciência de que o espírito, não o corpo, é o altar da verdade. É esse o reconhecimento que conduz ao poder curativo do milagre.
Milagres fazem com que sejas capaz de curar os doentes e ressuscitar os mortos porque tu mesmo fizeste a doença e a morte, podes, portanto, abolir ambos. Tu és um milagre, capaz de criar como o teu Criador. Tudo o mais é o teu próprio pesadelo e não  existe. Somente as criações da luz são reais.
Milagres devem inspirar gratidão, não reverência. Deves agradecer a Deus pelo que realmente és. As crianças de Deus são santas e os milagres honram a sua santidade, que pode estar oculta mas nunca perdida.
Do Capítulo 1, I-20, I-24, I-31, do UCEM

terça-feira, dezembro 22, 2009

Celebrar o natal do mítico menino-jesus.

"Enquanto os Povos de todo o mundo celebram, ainda que inconscientemente, o natal do Sol, no pleno do seu solstício de Inverno, as Igrejas eclesiásticas, a católica romana e as protestantes, metem-se nos seus locais de culto a celebrar o natal do mítico menino-jesus. A pompa maior, pelo menos, no Ocidente, vai inteira para Roma, com sucessivas missas, a do galo, a da aurora e a do final da manhã. Se repararem bem, as celebrações dos povos, ainda com a sua dimensão fortemente familiar – começa já a diluir-se e não levará muitos anos que nem esta dimensão se manterá, fica só a do desenfreado e demente consumismo – são, por enquanto, bem mais festivas e humanas que as das Igrejas eclesiásticas, por mais pompa de que se revistam as suas liturgias. Então as liturgias presididas pelo papa Bento XVI são um desastre. Não há ali um pingo de humanidade, de alegria, de bem-estar, de felicidade. É tudo tão frio, tão patriarcal, tão ritual, tão sem graça, tão cerimonial, que não se entende como é que ainda há quem se desloque de longe para fazer monte em todo aquele gelo litúrgico. São figurantes num espectáculo cujo guião exige a presença de multidões e estas não se fazem rogadas e lá vão. São figurantes na vida real e assim continuam, também nestes dias de mentira. Jesus, o de Nazaré, não é mentira, obviamente. Mas este menino-jesus que as celebrações natalícias das Igrejas apresentam, é. Os cultos são mentira e o menino-jesus, cujo natal todos esses cultos pretendem celebrar, também é. O Jesus real, histórico, nunca gostou de cultos. E, quando foi ao Templo de Jerusalém, foi para anunciar que de tudo aquilo não ficaria pedra sobre pedra. E não ficou."

Diário Aberto de 28 de Dezembro de 2008 do Mário de Oliveira

http://padremariodemacieira.com.sapo.pt/

 

 
 

sexta-feira, dezembro 18, 2009

A Vida é um jogo. é o Jogo Fundamental

 

 

A Vida é um jogo, e como tal, é diversão que traz Alegria, aquela Alegria de que sentimos falta quando consideramos que algo na Vida é tão sério, tão sério que entramos na ilusão sem ter consciência que é uma ilusão.

 

Quando a seriedade nos atinge, é por que acreditamos que a Vida não é um jogo, acreditamos que a vida é dura e que temos que ser tenazes perante Ela, temos que enfrentá-La, fazer-lhe resistência, em vez de sermos “rio”, somos “barragem”.

 

No meio disto tudo, onde está a Alegria? Aquela Alegria que transforma o nosso rosto num rosto calmo, sereno, risonho, confiante, sem tensão muscular. O nosso rosto mostra verdadeiramente o nosso Ser, nota-se quando um sorriso é forçado, nota-se o esforço de ser simpático quando por dentro se “arde” de medos inventados.

 

Quando a nossa mente aceita a Vida como um jogo, não há como vir a tristeza, como vir a tensão, o medo, o esforço. A Vida flui como água num rio, passando por cima ou ao lado dos obstáculos, mas nunca parando, é no movimento que a água se oxigena e mantém vivos todos os seres que nela vivem. Alguém conhece algum rio que seja triste? Alguém conhece alguma pessoa que se sinta triste perante um rio? O rio joga o jogo da Vida, e assim é connosco. Que assim seja connosco.

 

 

 

terça-feira, dezembro 15, 2009

Saber Amar


A crueldade de que se é capaz
Deixar pra trás os corações partidos
Contra as armas do ciúme tão mortais
A submissão às vezes é um abrigo

Saber Amar
É saber deixar alguém te amar

Há quem não veja onde ela está
E nada contra o rio
Todas as formas de se controlar alguém
Só trazem um amor vazio

O amor escapa-te entre os dedos
E o tempo escorre pelas mãos
O sol já se vai pôr
No mar

Há quem não veja onde ela está
E nada contra o rio
Nada contra o rio
Todas as formas de se controlar alguém
Só trazem um amor vazio



letra de uma música dos Delfins

sexta-feira, dezembro 11, 2009

Seja Verdadeiro - OSHO

 

Lembre-se sempre, não importa o que você esteja fazendo, observe se seu centro está envolvido nisso ou não, porque se ele não estiver envolvido é melhor não fazer nada. Não faça nada! Ninguém está lhe forçando a fazer coisa alguma.

Conserve sua energia para o momento
quando alguma coisa real acontecer a você; então o faça. Não sorria, preserve a energia. O sorriso virá e então lhe mudará completamente. Assim será total. Cada célula de seu corpo irá sorrir. Desse modo será uma explosão — nenhuma falsidade.

Lembre-se disso: desde manhã cedo, quando você abrir seus olhos, tente ser verdadeiro e autêntico.
Não faça nada que seja falso. Só por sete dias, continue se lembrando. Não faça nada que seja falso. O que quer que se perca, deixe perdido. O que quer que você perca, deixe perdido.

Mas permaneça real e dentro de sete dias uma nova vida será sentida dentro de você. As camadas mortas serão partidas e uma nova corrente viva chegará até você. Você se sentirá
novamente vivo pela primeira vez — uma ressurreição.

Faça tudo que você gosta de fazer, mas pense — você está realmente fazendo isso, ou é sua mãe ou seu pai fazendo-o através de você? Porque homens mortos, pais mortos, sociedades, velhas gerações que já se foram há muito tempo
ainda estão funcionando dentro de você. Eles criaram tantos condicionamentos que você continua satisfazendo-os — e eles estiveram satisfazendo seus pais e mães mortos, e você está satisfazendo seus pais e mães mortos, e ninguém está satisfeito.

Observe sempre quando você faz algo, se seu pai está fazendo-o através de você
ou você mesmo está fazendo-o. Quando você fica zangado, é sua raiva ou é a maneira que seu pai costumava ficar zangado? Você está só imitando.

Tenho visto
padrões sendo continuamente repetidos. Se você se casar, seu casamento vai ser aproximadamente o mesmo do seu pai e da sua mãe. Você irá agir como seu pai, sua esposa irá agir como a mãe dela e vocês estarão criando a mesma confusão de novo.

Quando você ficar zangado, observe:
você está lá ou é outra pessoa? Quando você amar, lembre-se, você está lá ou é outra pessoa? Quando você falar, lembre-se, você está falando ou o seu professor?

Abandone todas as falsidades. Você pode sentir uma certa tristeza por algum tempo porque todas as suas falsidades serão abandonadas e o verdadeiro levará um tempo pra chegar e se estabelecer. Haverá um intervalo de tempo. Permita esse período e
não tenha receio, não fique assustado.

Cedo ou tarde seus
falsos eus desaparecerão, suas máscaras desaparecerão, e sua face real se tornará o seu ser.

Osho, em "The Book of Secrets"

 

 

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Milagres - I

 

"Milagres ocorrem naturalmente como expressões de amor. O amor que os inspira é o milagre real. Nesse sentido, tudo o que vem do amor, é um milagre."

"Um milagre é um serviço. É o serviço máximo que podes prestar a um outro. É uma forma de amar o teu próximo como a ti mesmo. Reconheces o teu próprio valor e o do teu próximo simultaneamente."

Do Capítulo 1, I-3 e I-18, do UCEM
Aqui: http://www.htportugal.com
 
 

 

sexta-feira, dezembro 04, 2009

OU DEUS OU O EGO

"Ou Deus é insano ou o ego é insano. Se examinares a evidência dos dois lados de maneira justa, reconhecerás que isso tem que ser verdadeiro. Nem Deus nem o ego propõem um sistema de pensamento parcial. Cada um é internamente consistente, mas ambos são diametralmente opostos em todos os aspectos, de forma que uma fidelidade parcial é impossível. Lembra-te, também, que os seus resultados são tão diferentes quanto os seus fundamentos e que as suas naturezas fundamentalmente irreconciliáveis não podem ser reconciliadas por hesitações entre um e outro. Nada que vive deixa de ter um pai, pois a vida é criação. Portanto, a tua decisão é sempre uma resposta para a questão: "Quem é o meu pai?" E serás fiel ao pai que escolheres."

versículo 1 da introdução do capítulo 11 do livro UCEM

segunda-feira, novembro 30, 2009

A ditadura das minorias... - em resposta

"Atenção! Olhem à volta!
A família está em fase de desfragmentação.
A Europa tem vergonha da sua génese judaico-cristã.
Por todo o lado a “liberdade” das minorias, defendida pelos tecnocratas, sobrepõe-se à vontade das maiorias que se vêm amordaçadas por determinações administrativas várias.
Os valores da ética e da moral estão a ser despedaçados.
Cada vez há mais falta de compromissos de VIDA… sã e de bons costumes…"
veio daqui http://padre-inquieto.blogspot.com/

 

 

A minha resposta:

 

Atenção!!!

 

Os padres, bispos e papas, são uma minoria no mundo e no entanto mandam e controlam que se fartam.

 

Este é um bom ponto de partida.

 

Como pode um padre dizer que a família está em fase de desfragmentação, quando eles não podem constituir família, então a família cristã do crescei e multiplicai-vos, não se aplica a eles? Ah, pois, eles são os “escolhidos” de Deus, os outros são acasos de Deus, estou sempre a esquecer este pormenor.

 

A Europa não tem vergonha da sua génese judaico-cristão, por que essa não é a sua génese, a sua génese até já foi mulçulmana, pagã, bárbara. Então não falemos em génese da Europa, mas falemos nas pessoas que vivem, trabalham, entre outras coisas que fazem no espaço chamado Europa.

 

Eu até entendo o quarto parágrafo, visto que a igreja que diz católica (universal) nunca o foi, por nunca integrou a minorias, como até as esmagou nas suas guerras santas contra os infiéis ao papa.

 

A ética e a moral, deve ser a ética e a moral da cristandade que continua por aí em guerra santa mas desta vez sem a espada e a guilhotina, mas que mata a voz e a vez de todos os que falam na construção de uma outra Igreja, esta realmente universal, ainda bem que não vamos por essa ética e moral da cristandade.

 

Compromissos de VIDA? Não deve saber o que está a dizer, ainda por cima, sã e de bons costumes, quais bons costumes? A vida sã e os bons costumes dos padres irlandeses? Pois só falta descobrir quantas vítimas houve e continua a haver em Portugal de padres com a sexualidade reprimida, que olham para as crianças como alvos fáceis das suas mentes doentes e podres, que gostam muito de dizer as palavras de Jesus “Deixai vir a mim as criancinhas”.

 

sexta-feira, novembro 27, 2009

O deus da doença

"Acreditar que um Filho de Deus pode estar doente é acreditar que parte de Deus pode sofrer. O amor não pode sofrer porque não pode atacar. A lembrança do amor, portanto, traz consigo a invulnerabilidade. Não fiques do lado da doença na presença de um Filho de Deus, mesmo que ele acredite nela, pois a tua aceitação de Deus nele reconhece o Amor de Deus que ele esqueceu. O teu reconhecimento dele como parte de Deus lembra-lhe a verdade a respeito de si próprio, que ele está negando. Queres tu reforçar a sua negação de Deus e assim perder a ti mesmo de vista? Ou queres lembrá-lo da sua integridade e junto com ele lembrar do teu Criador?
 
Acreditar que um Filho de Deus está doente é idolatrar o mesmo ídolo que ele idolatra. Deus criou o amor, não a idolatria. Todas as formas de idolatria são caricaturas da criação, ensinadas por mentes doentes por demais divididas para conhecer que a criação compartilha o poder e nunca o usurpa. A doença é idolatria, porque é a crença em que o poder pode ser tirado de ti. No entanto, isso é impossível, porque tu és parte de Deus, Que é todo o poder. Um deus doente não pode deixar de ser um ídolo, feito à imagem do que o seu autor pensa que ele é. E é exactamente isso o que o ego percebe num Filho de Deus: um deus doente, autocriado, auto-suficiente, muito perverso e muito vulnerável. É esse o ídolo que queres idolatrar?  É essa a imagem que queres salvar com a tua vigilância? Estás realmente com medo de perder isso?"
 
Capítulo 10, III, parágrafos 3 e 4 do UCEM