sexta-feira, maio 29, 2009

A visão de deixar Cristo viver por nós

Recebi um comentário do Caio Correia, "Vim para que tenham Vida e Vida em abundância”:

Apenas para deixar registrado: A visão de deixar Cristo viver por nós está baseada (entre outros versículos) em Gálatas 2:20: " Pois já não sou eu quem vive, mas Cristo é quem vive em mim". Assim diz Paulo, um dos maiores pregadores da história da igreja o qual recebeu o chamado diretamente pelo Cristo. E só para completar, Cristo não é um alien que vive em nós e sim o seu Espírito Santo é quem habita em nós, orientando, consolando e fortalecendo os cristãos diariamente. E disse Jesus: " Mas eu lhes afirmo que é para o bem de vocês que eu vou. Se eu não for, o Conselheiro não virá para vocês; mas se eu for, eu o enviarei." E disse ainda: " Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade."Que o Senhor dê entendimento ao coração humano.


Olá Caio Correia,

Se um dia destes, fosses pela rua e te encontrasses com o São Paulo (ou Saulo) e ele te contasse que tinha sido chamado directamente pelo Cristo e que por isso ele próprio era um dos maiores pregadores da história da Igreja, que farias tu? Possivelmente, dir-lhe-ias que fosse a um psicólogo ou psiquiatra para se tratar, que tomasse uns medicamentos para acalmar os nervos, ou então dirias “Oh pá, não quero conversas contigo, estás maluco ou quê?”.


Estas coisas têm que ser vistas utilizando a nossa razão, pois ela não está em nós, só para enfeitar mas sim para ser usada.


Mais uma vez, essa do Espírito Santo, mas haverá algum espírito que não seja santo, nesse sentido, todos nós somos Espírito Santo, Jesus e todas as outras pessoas fazem parte desse Espírito/Deus/Vida/Amor.


Segundo a tua leitura, Jesus estava a impedir que o tal “Conselheiro” viesse ter connosco, uau!!!! Incrível. Ainda por cima, Jesus continua (da tua leitura) com uma posição de mandar no “Conselheiro”, para que ele venha cá abaixo, mas só quando ele chegar lá acima. É mesmo de macho. Este texto está adulterado, Jesus jamais poderia ter dito isto, pois é de uma inconsistência tal que mais parece uma anedota. Continuando com a tua última frase que mais parece uma verdade de Lapalisse, o Espírito da verdade guiar-nos-à a toda a verdade, o mais estranho é que nos guiasse à mentira, mas tem sido isso que a Igreja Católica Apostólica Romana (e as suas congéneres) têm feito.

Faça-se luz sobre a tua mente, liberta-te, deixa realmente esse Espírito Santo que há em ti vir ao de cima.

Até já,

terça-feira, maio 26, 2009

Eu vos digo: "Pedi e ser-vos-á dado. Procurai e achareis. Batei e abrir-se-á"

"D – E eu digo-te: Os homens conseguiram resultados muito maiores que voar. Os homens curaram doenças. Os homens ressuscitaram mortos.

 

NDW – Um homem.

 

D – Pensas que foi só a um homem que foram concedidos esses poderes sobre o universo físico?

 

NDW – Só um homem os demonstrou.

 

D – Não foi assim. Quem apartou o Mar Vermelho.

 

NDW – Deus.

 

D – De facto, mas quem apelou a Deus para o fazer?

 

NDW – Moisés.

 

D – Exactamente. E quem apelou a Mim para curar os doentes e ressuscitar os mortos?

 

NDW – Jesus.

 

D – Sim. E então, pensas que aquilo que Moisés e Jesus fizeram tu não podes fazer?

 

NDW – Mas eles não o fizeram! Pediram-Te para o fazeres! Isso é diferente.

 

D – Está bem. Para já, iremos pela tua interpretação. E achas que tu não Me podes pedir as mesmas coisas milagrosas?

 

NDW – Suponho que poderia.

 

D – E eu concedê-las-ia?

 

NDW – Não sei.

 

D – É essa a diferença entre ti e Moisés! É isso que te separa de Jesus!

 

NDW – Muitas pessoas crêem que se pedirem em nome de Jesus, Tu acederás ao seu pedido.

 

D – Sim, muitas pessoas acreditam nisso. Crêem não terem poder, mas viram (ou acreditam noutros que viram) o poder de Jesus, portanto pedem em seu nome. Apesar de ele ter dito, “Porque vos admirais? Estas coisas, e mais ainda, vós também fareis”. No entanto as pessoas não conseguiam acreditar. Muitas não acreditam até hoje.

Vocês todos imaginam não serem dignos. Por isso pedem em nome de Jesus. Ou da Santa Virgem Maria. Ou do “santo padroeiro” disto ou daquilo. Ou do Deus do Sol. Ou do espírito do Oriente. Vocês usam o nome seja de quem for – seja de quem for – excepto o vosso! No entanto Eu vos digo – pedi e ser-vos-á dado. Procurai e achareis. Batei e abrir-se-á. "
 

"Conversas com Deus - Livro 2"

Pag.44 - 46

Neale Donald Walsch

 

sexta-feira, maio 22, 2009

O maior desafio

"O maior desafio enquanto seres humanos é, Estar Aqui Agora, para deixar de inventar coisas! Pára de criar pensamentos sobre um momento pré-sente (um momento que enviaste a ti mesmo antes de teres um pensamento sobre ele). Deixa-te estar no momento. Lembra-te, enviaste ao teu Eu este momento como uma dádiva. O momento continha a semente de uma verdade tremenda. É uma verdade que querias recordar. Contudo, quando o momento chegou, começaste imediatamente a construir pensamentos sobre ele. Em vez de te deixares estar no momento, ficaste de fora do momento e julgaste-o. Então re-agiste. Ou seja, agiste como tinhas feito anteriormente.
Olha agora para estas duas palavras:
REACTIVE (reactivo)
CREATIVE (criativo)
Repara que se trata da mesma palavra. Apenas o “C” se deslocou! Quando colocas o “C” correctamente nas coisas, tornas-te Criativo, em vez de Reactivo."

do livro "Conversas com Deus - Livro 2"
Página 43
Do Neale Donald Walsch

terça-feira, maio 19, 2009

Nunca consegue responder uma pergunta simples - Resposta a um comentário

“Luís vc nunca consegue responder uma pergunta simples???? Responder uma pergunta com uma outra pergunta chama-se fuga.....Abç Luciana”

Olá Luciana,

No caso, o Fontez pergunta-me se acredito em demónios, eu não estava a fugir à questão quando lhe perguntei o que era para ele, demónios, a intenção era eu ficar a saber o que ele entendia por demónios, qual era a sua definição, qual era a sua imagem de demónios, que pode muito bem ser diferente da minha visão, da minha definição, do meu entendimento sobre o que é um demónio.
Os desentendimentos começam por não se saber qual é definição, a visão, o entendimento que os outros têm sobre a mesma coisa, que pode ser diferente da nossa; é por aqui que um bom diálogo começa.

Há uma história de uma tribo asiática que em conversações com os ingleses, em que estes propunham a anexação dos territórios da tribo para jurisdição inglesa, o chefe dessa tribo abanava a cabeça para cima e para baixo a tudo o que eles diziam, e os ingleses perceberam que ele estava do lado deles, que concordância do chefe, quando os ingleses invadiram a região tiveram forte oposição da tribo, só mais tarde perceberam que quando o chefe abanava a cabeça para cima e para baixo estava a dizer “Não” em vez de “Sim”.

Quem fugiu à pergunta foi o Fontez, eu apenas procurei um diálogo com a mesma base de entendimento.

Já agora, o que é uma fuga para a Luciana?

Até já,
Luís Carlos

http://espiritualidades.blogspot.com/2007/04/reflexo-sobre-o-encontro-com-o-neale.html

segunda-feira, maio 18, 2009

Um amor para sempre

Sinopse do livro:
 
"O amor duradoiro não é tarefa fácil. Exige trabalho, vontade, precisa de um investimento constante do casal. Em suma, temos todos de aprender a amar e a ser amados. Sente que a sua relação já atingiu um ponto em que não existe comunicação? Tem problemas com os seus sogros que interferem na sua vida conjugal? Ou o seu marido está louco de ciúmes? A sua vida de casal caiu na rotina e não sabe como sair dela? A química dos primeiros tempos de namoro desapareceu? Estas e outras questões fazem parte do dia-a-dia dos casais portugueses que, perante os problemas, muitas vezes optam por desistir e assinar o divórcio. Deixam de acreditar no amor. A psicóloga Cristina Freire garante-nos que a felicidade junto de outra pessoa é um sonho realizável. Que é possível construir um amor a dois. Pode é não ser o primeiro.

Nesta obra fundamental encontra casos concretos, estratégias e conselhos práticos que lhe vão permitir iniciar, manter e enriquecer a sua relação.

- Esteja atento à sua relação e aos sinais de crise como a falta de diálogo;

- Para fugir à rotina, experimente criar hábitos bons e saudáveis, tais como, despedir-se sempre com um beijo ou encontrar um dia só para o casal;

- Mostre constantemente os afectos, não só a conversar, mas a «comunicar» com as mãos, com abraços, festas, beijos e carinhos;

- Faça planos financeiros em conjunto e dialogue acerca das vossas finanças.

Basta meter mãos à obra e construir um amor para sempre!"
 
 
Livro "Um amor para sempre"
de Cristina Freire
 
 
 

quinta-feira, maio 14, 2009

Ainda, o melhor para nós - final

"Quando gastas o tempo a tentar perceber o que é “melhor” para ti, estás apenas a fazer isso: a gastar tempo. É melhor poupar tempo do que desperdiçá-lo.

 

É uma grande poupança de tempo estar fora da mente.

 

Chega-se depressa às decisões, as escolhas são rapidamente activadas, porque a tua alma cria apenas a partir da experiência presente, sem revisão, análise e crítica de encontros passados.

 

Lembra-te disto a alma cria, a mente reage.

 

A alma sabe, na Sua sabedoria, que a experiência que estás a ter Neste Momento é uma experiência que te foi enviada por Deus antes de teres dela qualquer noção consciente. É isso que se quer dizer com experiência “pré-enviada” (Pre-sent). Já vai a caminho enquanto a procuras – pois mesmo antes de pedires, ter-te-ei respondido. Todo o Momento do Agora é uma dádiva gloriosa de Deus. Por isso que se chama presente.

 

A alma busca intuitivamente a circunstância e situação perfeita agora necessária para sanar um pensamento errado e te trazer a experiência certa de Quem Realmente És.

 

O desejo da alma é trazer-te de volta a Deus – trazer-te para casa, para Mim.

 

É intenção da alma conhecer-se experiencialmente – e assim conhecer-Me. Porque a alma compreende que Tu e Eu somos Um, mesmo quando a mente nega esta verdade e o corpo exprime essa negação.

 

Portanto, nos momentos das grandes decisões, põe-te fora da tua mente e faz antes uma pesquisa da alma.

A alma compreende o que a mente não consegue conceber.

 

Se passas o tempo a tentar a imaginar o que é “melhor” para ti, as tuas escolhas serão cautelosas, as tuas decisões levarão uma eternidade, e a tua jornada será lançada num mar de expectativas.

 
Se não tiveres cuidado, afogar-te-ás nas tuas expectativas."
 
do livro "Conversas com Deus - Livro 2"
da página 37-38
Neale Walsch

terça-feira, maio 12, 2009

Ainda, o melhor para nós - I

"NDW – Deixa-me ver se entendo. Não devia tentar imaginar o que é melhor para mim?

D – “Melhor” é um termo relativo, dependente de uma centena de variáveis. Isso torna as escolhas muito difíceis. Devia haver apenas uma consideração quando se toma uma decisão – Será isto uma afirmação de Quem Eu Sou? Será isto uma declaração de Quem Quero Ser?
Toda a vida devia ser uma declaração destas. De facto, toda a vida é. Podes permitir que essa declaração seja feita por acaso ou por escolha.
Uma vida vivida por escolha é uma vida de acção consciente. Uma vida vivida por acaso é uma vida de reacção inconsciente.
A reacção é isso mesmo – uma acção tomada anteriormente. Quando “re-ages”, o que fazes é avaliar os dados que recebes, procurar no banco da memória a mesma ou quase a mesma experiência, e agir da forma que agiste antes. Isto é tudo trabalho da mente, não da alma.A tua alma far-te-ia pesquisar a sua “memória” para ver como serias capaz de criar uma verdadeira experiência genuína de Ti no Momento de Agora. Esta é a experiência de “pesquisa da alma” de que tens ouvido falar tantas vezes, mas tens que estar literalmente “fora da tua mente” (“out of your mind”, doido da cabeça) para o fazer."

do livro "Conversas com Deus - Livro 2"
Página 37

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quinta-feira, maio 07, 2009

A escolha do MELHOR

O Melhor, nunca o Pior, mas pode ser o melhor dos piores, mas nunca o pior dos melhores.

Confusos?

A realidade é que nos pediram desde cedo que sejamos os melhores, em qualquer coisa que façamos, em qualquer coisa que sejamos. Sempre com expectativas altas. Há vezes que lhe chamam esperança de uma vida melhor.

A escolha do melhor é uma verdadeira “pescadinha de rabo na boca”, é o princípio da alienação que nos envolve, a entrada num ciclo vicioso. A imagem que me vem à cabeça, é da macieira cheia de maçãs e uma pessoa perfeccionista (não confundir com perfeito) e o objectivo dele é encontrar a melhor maçã, mesmo que ele nos diga que encontrou a melhor maçã, podemos sempre pôr em dúvida essa escolha, e ele, triste, volta ao trabalho de ter a melhor maçã, mas as maçãs não duram o tempo suficiente na árvore e acabam por cair da árvore, podres, e o perfeccionista lá continua à procura, sem nunca comer qualquer maçã, porque tem que ser a melhor, acabando por elas caírem todas. O perfeccionismo paralisia, a escolha do melhor paralisa, é uma vida vivida em sonhos nunca concretizando algo.

Quantos de nós procuram ter uma vida perfeccionista (não confundir com perfeita, por que toda Ela É perfeita, apesar de vermos defeitos)?
Ter o melhor de tudo, ter a melhor infância, a ter a melhor juventude, ter o melhor casamento, a melhor namorada, a melhor esposa, o melhor emprego, o melhor vencimento, os melhores filhos, os melhores pais, os melhores sogros, os melhores amigos, o melhor país, o melhor continente, o melhor mundo, até o melhor Deus. Esta busca do melhor leva-nos a desprezar o que temos hoje, o que somos agora, leva-nos à frustração de não conseguir ter o melhor e de ser o melhor. Os perfeccionistas são frustrados, podem conseguir vitórias fingidas, pois nunca terão a certeza de que tomar a melhor opção.

A Vida não é feita de melhores nem de piores, a vida é feita do óptimo dos vários possíveis que naquele momento “do agora” e no espaço físico “do aqui” estão disponíveis. Mas fomos educados (formatados) a tentar conseguir ter e ser o melhor em tudo. Nesta forma de vida e neste espaço conceptual da relatividade não se consegue ser o melhor em termos absolutos, porque “o melhor” parte do nosso conjunto de crenças, e este vem da tradição dos nossos pais e da sociedade onde nascemos. O que pode ser “o melhor” para uns pode ser “o pior” para os outros.

A optimização não parte do melhor nem do pior, parte de algo que está a funcionar para um funcionamento eficiente. Assim, podemos construir um automóvel com vinte rodas. Mas será ele eficiente? O automóvel é eficaz, pois continua a fazer aquilo para que foi projectado, mas em termos de optimização e eficiência, não. Então o automóvel foi optimizado e ficou com quatro rodas. Será que o carro com vinte rodas é melhor do que o de quatro rodas? Assim é com os seres humanos, inventamos coisas que funcionem, mas depois devemos optimizá-las, mas não é torná-las melhores, e também é assim com os nossos comportamentos, com os nossos sentimentos, com os nossos pensamentos.

Vamos optimizar, mas não melhorar. Sintamos a perfeição do nosso ser mas não que tenhamos que melhorar algo para sermos perfeitos. Sejamos o que queiramos ser desde que funcione e que esteja de acordo com a nossa verdade sobre quem somos realmente.

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quarta-feira, abril 29, 2009

Benfeitor vs Libertador

"Se já serviam cem sopas por dia aos pobres, na IPSS da sua paróquia, passam a servir mais 50 ou mais 100, num gesto que mata a fome, na hora, mas não desperta as consciências, muito menos faz saltar cá para fora o ser humano que está adormecido /anestesiado em cada pobre, tanto nos pobres já assumidos, como nos novos pobres, os pobres escondidos. Deste modo, fazem-se passar, ainda por cima, por benfeitores, sem nunca chegarem a ser libertadores. Nunca chegam a ser maiêuticos, como Jesus, que, como se sabe, nunca criou uma IPSS, nem montou uma padaria para dar de comer a quem tinha fome, e eram muitos no seu tempo e país. Enquanto tudo aquilo que fazemos, tudo aquilo que dizemos não fizer acordar dentro das pessoas e dos povos o ser humano-sujeito-protagonista-político-maiêutico que anda em cada uma, cada um de nós, quase sempre adormecido do nascer ao morrer, acaba inevitavelmente por só favorecer e fortalecer ainda mais os poucos cada vez mais ricos que, com grilhões de ferro e de modo cientificamente perverso, conduzem a História para onde muito bem lhes convém e fazem dos Povos gato-sapato, sem que estes alguma vez se levantem como um exército desarmado e lhes façam frente, os amarrem e se apoderem de toda a riqueza que eles indevidamente possuem como sua, quando ela pertence por direito inalienável a todos os Povos da Terra.”

“Mas é por isso que eu insisto tanto que temos de ser pessoas e povos de olhos abertos, pobres por opção a vida inteira, para resistirmos a todas as seduções e permanecermos fiéis a nós próprios e uns aos outros, sem nunca nos passarmos com as nossas capacidades para o bando de assassinos, ladrões e de bandidos que constituem a minoria dos Privilégios que nos domina, engana, mente, aterroriza e, sempre que for preciso, nos mata. É nos pobres e nos Povos empobrecidos e oprimidos do Mundo que está o futuro da Terra, da Humanidade. Não nos seus algozes, nos seus fabricadores, nos seus carrascos. Se não cremos nesta Verdade, a única que nos fará livres para a Liberdade, tão pouco podemos dizer que cremos em Jesus Ressuscitado.”

Diário Aberto de dia 17 de Abril de 2009, do Mário de Oliveira
http://padremariodemacieira.com.sapo.pt/

quinta-feira, abril 23, 2009

O que é o mais importante?

Num automóvel, o que é o mais importante?
Numa árvore, o que é mais importante?
Numa flor, o que é o mais importante?
Num animal, o que é o mais importante?
Num ser humano, o que é o mais importante?
Numa sociedade, o que é o mais importante?
No planeta Terra, o que é o mais importante?
No Universo, o que é o mais importante?
Na Vida, o que é o mais importante?
No Amor, o que é o mais importante?
Em Deus, o que é o mais importante?

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segunda-feira, abril 20, 2009

Espiritualidade no munda das empresas

"Espiritualidade

IMPÕE-SE encarar com seriedade a importância da espiritualidade no mundo das empresas. Segundo Viktor Frankl, no seu livro “A busca de sentido pelo Homem”, a maior preocupação do ser humano não é ter prazer ou evitar a dor, mas sim descobrir o sentido da sua vida, referindo
que “esta busca representa o maior motor motivacional que alimenta a existência humana”.

Mitroff e Denton, no seu “Spiritual audit of corporate America”, concluem que “as empresas que
reconhecem valores espirituais, e os alinham com os seus objectivos de negócio, obtêm melhores resultados do que aquelas que o não fazem”.

No livro “A nova Inteligência”, Daniel Pink afirma que “há um reconhecimento crescente que a espiritualidade, não necessariamente a religião, mas a definição mais alargada da preocupação pelo sentido da vida, é uma parte fundamental da condição humana”.

Steven Quartz, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, refere que “os estudos sobre a nossa constituição biológica tornam cada vez mais claro que somos criaturas sociais que anseiam por uma noção de coerência e propósito”.

Por sua vez, Ronald Inglehart, da Universidade de Michigan, afirma que “o mundo moderno está a atravessar uma mudança lenta nos seus princípios funcionais, uma mudança gradual de valores materialistas para prioridades post-materialistas como a qualidade de vida.”

Numa época em que o isolamento do ser humano é cada vez mais evidente e o conceito de comunidade deixou praticamente de fazer sentido, é decisivo reconhecer quanto devemos não perder de vista o tema da energia espiritual e das emoções nas organizações.

Razão mais do que suficiente para que a busca de um significado para a vida deva ser parte integrante da existência de qualquer quadro de empresa. Que terá de ter impacto comunicacional, empatia, entender as subtilezas da interacção entre as pessoas e encontrar a satisfação de conviver de forma positiva consigo próprio, como também ajudar os que o rodeiam a consegui-lo."

de JORGE ARAÚJO,
no espaço de opinião "GERIR É TREINAR"
do Jornal Oje
do dia 20 de Abril de 2009

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sexta-feira, abril 17, 2009

Quem é realmente religioso?

"Por milhares de anos você tem permanecido identificado com a mente, tem despejado muita energia nela. Ela segue girando e girando, por meses e anos. Mas se você conseguir permanecer um observador silencioso, um observador na colina, então pouco a pouco a energia, o momentum, é perdido e a mente chega a parar.

No dia em que a mente parar, você chegou. A primeira visão do que é Deus e de quem é você acontece imediatamente, porque uma vez que a mente para, toda a sua energia que tinha permanecido envolvida com ela é liberada. E essa energia é tremenda, é infinita: ela começa a descer em você. É uma grande bênção, é graça.

Os chamados revolucionários seguem fracassando porque eles continuam tentando dar um jeito nas mesmas coisas da mente. Alguém acredita em Deus e daí aparece um revolucionário que diz, 'Não há Deus algum e eu não acredito em Deus'. Mas ele é tão fanático com suas idéias como as pessoas que acreditam em Deus.

Crentes e descrentes, ambos são fanáticos. Uns se apegam ao sim e outros se apegam ao não, mas sim e não, ambos são partes da mente. Você escolhe uma parte e um outro alguém escolhe a outra parte. Um é cristão e o outro é hindu, mas ambos são mentes. Um escolheu a Bíblia e o outro escolheu os Vedas, mas ambos são partes da mente.

Então, quem é realmente religioso? Aquele que não fez escolhas a partir da mente. Você não pode chamá-lo cristão, nem hindu, nem comunista; você não pode chamá-lo teísta nem ateu. Ele simplesmente é. Ele é indefinível. Você não consegue rotulá-lo. Ser é tão vasto que não pode ser rotulado. Nenhuma palavra é adequada o suficiente para descrever o ser. Em tal vastidão, a liberdade; em tal vastidão, a felicidade."

Osho
Retirado daqui Palavras de OSHO
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quarta-feira, abril 15, 2009

Amo-te

NDW - Amo-te, sabes?

Eu sei que amas, e Eu a ti.

Do livro “Conversas com Deus – Livro 1”
Página 195, capítulo 10

quarta-feira, abril 08, 2009

Sobre mudar o mundo

Hoje fui interpelado por um jovem que dizia que tinha vindo de Fátima, e que queria mudar a cidade de Lisboa, e que mudando pelo menos metade, essa metade podia influenciar a outra.

Tinha na mão um molho de fitas com frases, e perguntou-me se podia entregar uma, pelo movimentos dele consegui perceber qual era a frase destinada a mim, e ele voltou a perguntar se eu pensava sobre se eu pensava sobre a mudança no mundo e eu disse que sim que pensava e que fazia aquilo mesmo, ele então viu a frase que queria me entregar, e disse que ele estava a fazer o mesmo, e agradeci-lhe o convite de aceitar a frase ( que não a aceitei) e despedi-me dele.

"Dá o teu melhor de ti mesmo"

Que seja assim esta Páscoa (A palavra Páscoa advém, exactamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egipto para a liberdade na Terra prometida))

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segunda-feira, abril 06, 2009

A vida só começa quando há algo mais sagrado que a vida

"No momento em que você começa a procurar por si mesmo, torna-se um ser abençoado. A própria procura é o início da transformação.

Quanto mais empenhado você estiver nessa procura, mais cedo acontecerá a transformação. Faça isso com intensidade, com totalidade.

Este é um dos segredos fundamentais da vida e da existência: você só vive quando tem algo pelo qual está disposto a sacrificar até a própria vida. A vida só começa quando você tem algo mais - mais nobre, maior, mais sagrado que a vida.

Quando a própria vida torna-se apenas um meio para um fim maior, então ela começa a ter um contexto. E só nesse contexto há sentido, significado, alegria."

Osho, em "Meditações Para o Dia"

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quarta-feira, abril 01, 2009

As Leis

“Aquilo que mais recearás será o que mais te atormentará. O medo atrair-te-á para isso como um íman. Todos os vossos textos sagrados – de qualquer crença ou tradição religiosa que tenham criado – contêm a clara advertência: não temais. Achas que é por acaso?
As Leis são muito simples:
1. O pensamento é criativo.
2. O medo atrai uma energia igual.
3. Só existe o amor.”

Do livro "Conversas com Deus - Livro 1"
Do Neale Donald Walsch

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segunda-feira, março 23, 2009

O pecado do medo ou medo do pecado - última parte

Para mim, o medo é sinónimo de pecado, de cada vez que temos medo, estamos a pecar, a pecar no sentido do pecado judeu. O medo não é coisa com que nascemos, mas sim que nos foi inculcado pelas pessoas que nos envolveram e nos acolheram e que segundo as suas crenças que, por exemplo, devemos ter medo das pessoas que têm a cor de pele diferente da nossa, entre outros exemplos, vamos sendo atulhados dos medos ancestrais da sociedade/religião em que nascemos, castrando-nos de uma vida plena e global, das interacções pessoais entre vários povos e sociedades. E nisto as igrejas cristãs não nos ajudam a ultrapassar esses medos inculcados, como ainda por cima, nos põe mais medos, especialmente os medos relativos a Deus.

Bem dizia Jesus, que os Sumo-Sacerdotes do templo de Jerusalém (hoje, os papas e cardeais do Vaticano, e outros “superiores” de outras religiões e seitas), que tudo aquilo era um ninho de víboras e cheio de hipocrisia. E ainda há quem continue a acreditar que dali sai orientações para a nossa “salvação”, bem vistas as coisas é mais para “a nossa perdição”.

Deus dotou-nos de tudo o que era necessário para percorrer os caminhos da vida em estado de solitário (não só, nem sozinho, mas solitário com os outros), sem ser em rebanho e em manada, no sentido de todos pensarem as mesmas coisas e todos terem a mesma ideia, e de todos fazerem o mesmo caminho, no rebanho não pensamos por nós, não decidimos por nós, não vivemos por nós, temos a segurança e a protecção da manada, mas não foi assim que Jesus viveu, ele nunca foi disso, e quando os apóstolos deixavam de pensar pela própria cabeça, Jesus chamava-os à realidade.

Se alguma igreja Jesus fundou, foi a igreja universal que a todos acolhe e a ninguém excomunga, esta igreja universal não tem cânones nem leis para serem cumpridas rigorosamente, não tem ritos nem rituais estipulados, não tem superiores nem inferiores, não tem chefes nem fiéis, apenas tem irmãos e irmãs independentemente das idades físicas, respeitando-se mutuamente, o objectivo é que cresçamos como seres humanos, na fraternidade.

Que assim seja.

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quinta-feira, março 12, 2009

O pecado do medo ou medo do pecado - 1ª parte

As igrejas cristãs deviam ser chamadas de igrejas do pecado, pois é isso que elas proclamam urbi et orbi, obviamente elas dizem que se sustentam nas palavras de Jesus, o problema é que o pecado judeu é diferente do pecado cristão (ver Wikipédia, que diz, “O Judaísmo considera a violação de um mandamento divino como um pecado. O judaísmo ensina que o pecado é um acto e não um estado do ser” e ainda,” O Judaismo defende que todo o Homem nasce sem pecado, pois a culpa de Adão não recai sobre os outros homens”), mas elas não fazem, ou não querem fazer, essa distinção, portanto quando Jesus fala de pecado, fala do pecado judeu e este pecado nunca é de condenação eterna.

O pecado cristão tem uma carga muito maior que o pecado judeu, o pecado cristão vem cheio de medo e de terror, capaz de destruir qualquer sã pessoa. Deus já não é Amor, Carinho, Afecto, passa a ser Legislador, Juiz, Carcereiro, Castigador.

Para mim, sempre que alguém (e eu incluído) tem medo está a pecar, não confundir receio com medo, o receio dá-nos consciência do que se passa à nossa volta mas faz com que avancemos; o medo faz-nos ficar cegos, frios, paralisa-nos, atrofia-nos.

Assim, o medo constante de estar a pecar, leva-nos a uma paralisia e a um atrofiamento do nosso viver humano pleno, e é isto que as igrejas cristãs têm alcançado com os seres humanos que lhes têm passado pelas mãos, o resultado é estes problemas que temos na sociedade humana.

Dentro destas igrejas, não conseguimos nos aceitar como seres humanos plenos, pois existe sempre uma falha (vulgo, Pecado Original) e que nunca seremos perfeitos (Deus falhou na nossa construção, menos na construção de Jesus), por outro lado, através das práticas e ritos destas igrejas cristãs podemos remendar os falhanços de Deus, sendo perfeccionistas, connosco e com os outros; então a loucura e a insanidade começa de modo suave mas eficaz a apoderar-se da(s) pessoa(s), aí existe dois caminhos; um vai para o lado de ser escravo deste perfeccionismo, estes são os fiéis que seguem cegamente as indicações dos superiores da sua religião; o outro vai para o lado de ser senhor deste perfeccionismo, sendo eles/elas, papas, bispos, cardeais, padres, madres, freiras, que criam e difundem os preceitos e os ritos que os tais fiéis terão que seguir à risca para agradar à divindade.

Estes e estas, últimos são os que perpetuam a loucura e a insanidade, sobre como temos que ser perfeccionistas, dizem-nos “Vós não sois perfeitos, mas podem talvez, se seguirem as nossas leis, cânones, ritos, preceitos, chegar a ser santos, e quando morrerem irem talvez para o Céu”.

Ser perfeito não é atingir a perfeição. Tentar atingir a perfeição é perfeccionismo. Ser perfeito é aceitar-se como perfeito, aceitar que Deus/Amor/Vida está/é em nós sempre e em qualquer lugar que estejamos. Ser perfeito não é um ser acabado, é um ser a fazer-se, em construção, não que Deus tenha falhado na nossa construção, mas em unidade pessoal com Deus, somos simultaneamente, criados e criadores de nós mesmos. A criação de Deus não acabou ao fim de sete dias, pois em termos cósmicos estamos ainda no início do sexto dia.

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terça-feira, março 10, 2009

O João – 2ª parte

Lembram-se do João deste post João - Parte 1

Voltámos a conversar nos cinco minutos que medeia entre a paragem em que entramos os dois e ele sai.

Falámos da úlcera varicosa que tem há mais de um ano na perna direita, e dos tratamentos que tem que fazer três vezes por semana até à operação que vai fazer em Abril.

Estava bem-disposto, cheio de energia.

Houve ainda tempo para um “Se Deus quiser” e um “E se nós quisermos”.

Um aperto de mão e um até amanhã.

terça-feira, março 03, 2009

Quarenta dias e quarenta noites

«O Espírito conduziu Jesus ao deserto a fim de ser tentado pelo demónio. Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome» (Mt 4, 1-2)

Para perceber o texto, é necessário ir para dentro daquela sociedade, daquele conjunto de crenças, daquela mentalidade. Esta viagem, este “O Espírito conduziu Jesus” é para o interior de Jesus, não para o exterior, este Espírito não levou Jesus para o deserto exterior mas sim para o interior, é lá que “faltando” o que nos parece essencial, deixa de o ser, este “parecer essencial” é que é a tentação, o “Demónio” é o conjunto da nossa mente tagarela com o nosso ego de identificação, e de maneira nenhuma estou contra a existência deles, mas devem ser mantidos nas suas devidas proporções.

Jesus foi tentado pelo demónio (mente/ego) nesse deserto interior, basicamente meditou, entrou em meditação profunda. Era prática comum naqueles tempos, o jejum, Jesus não passou fome só por passar fome, o jejum físico é consequência dessa meditação profunda. O número quarenta significa provação, na mentalidade daquele tempo, por isso Jesus não jejuou fisicamente durante quarenta dias e quarenta noites, fisicamente é impossível, mas jejuou de tudo de todas as crenças e mentalidades do seu tempo, mas no fim teve fome, fome de humanidade, fome de estar com os outros, por que estava cheio de si mesmo esvaziando-se de todas as coisas que o seu ego e a sua mente o preenchiam antes deste tempo de meditação profunda e de encontro consigo mesmo.

Este é um convite que ele nos faz, antes de estar e viver profundamente com os outros, temos que estar e viver profundamente connosco próprios.

Então, vamos a isso.

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