"O início da libertação do corpo de dor começa, em primeiro lugar, por nos apercebemos de que temos um corpo de dor. Depois, e igualmente de suma importância, surge a nossa capacidade de permanecermos suficientemente presentes e alerta para nos darmos conta do corpo de dor existente em nós mesmos, que assume a forma de um pesado fluxo de emoções negativas quando está activo."
Pag. 135
Um novo mundo – Despertar para a essência da vida
Eckhart Tolle
quinta-feira, novembro 27, 2008
sexta-feira, novembro 21, 2008
Se há algum pecado ...
Se há algum pecado, esse é o de nos termos em pouca conta, o não nos sentirmos como Jesus se sentiu, cheio, grande. Não falarei de cristo porque cristos houve, há e haverá muitos, cristo que quer dizer ungido, escolhido, amado de Deus. E quem pode dizer que não é o amado por Deus? Quem pode dizer que não é o escolhido de Deus? Quem pode dizer que não é o ungido de Deus?
Eu entendo a forma como os católicos se sentem e vivem, eu já lá estive onde os católicos estão, por isso digo o que digo por que sei o que sentem e vivem. Não vejam isto como uma forma de eu estar a tentar desencaminhá-los do seu caminho, apenas o faço para que vejam a realidade de outra forma, é a forma que eu sinto como verdadeira para mim e dou testemunho dela, sem rede, sem livros sagrados, sem medo da perdição eterna, sem amparo de mestres. Não quero ser Jesus, mas desejo elevar o meu nível de consciência como Jesus o fez. É por aqui o meu caminho.
Eu distingo Jesus de Deus, Jesus foi um ser humano como eu e tu, uma personalidade que viveu naquele espaço e naquele tempo, assim como está a acontecer connosco, também fez coisas que consideramos “más”, o seu corpo jaz neste mundo material, tal como o nosso irá ficar cá, mas nós não somos o nosso corpo, por isso Jesus, eu e tu vivemos eternamente. Deus é mais que a soma das partes, Deus É Tudo O Que Existe.
Por isso quando digo Jesus não digo Deus, assim quando digo Deus não digo Jesus. Jesus fazendo parte de Deus, como eu e tu, mas Deus é mais do que todos nós juntos, Jesus incluído.
Eu entendo a forma como os católicos se sentem e vivem, eu já lá estive onde os católicos estão, por isso digo o que digo por que sei o que sentem e vivem. Não vejam isto como uma forma de eu estar a tentar desencaminhá-los do seu caminho, apenas o faço para que vejam a realidade de outra forma, é a forma que eu sinto como verdadeira para mim e dou testemunho dela, sem rede, sem livros sagrados, sem medo da perdição eterna, sem amparo de mestres. Não quero ser Jesus, mas desejo elevar o meu nível de consciência como Jesus o fez. É por aqui o meu caminho.
Eu distingo Jesus de Deus, Jesus foi um ser humano como eu e tu, uma personalidade que viveu naquele espaço e naquele tempo, assim como está a acontecer connosco, também fez coisas que consideramos “más”, o seu corpo jaz neste mundo material, tal como o nosso irá ficar cá, mas nós não somos o nosso corpo, por isso Jesus, eu e tu vivemos eternamente. Deus é mais que a soma das partes, Deus É Tudo O Que Existe.
Por isso quando digo Jesus não digo Deus, assim quando digo Deus não digo Jesus. Jesus fazendo parte de Deus, como eu e tu, mas Deus é mais do que todos nós juntos, Jesus incluído.
terça-feira, novembro 18, 2008
O João - 1ªParte
No dia 13 de Novembro de 2008, fiquei a saber que ele se chama João. E ele ficou a saber que me chamo Luís.
Do João sei alguns pedaços da sua vida, que ele próprio me contou no tempo que vai de estar comigo na paragem do autocarro até ao destino dele, eu saio depois dele.
O João, há mais de um ano que partilha comigo o mesmo autocarro, mas nunca conversamos, e foi bom começarmos assim, por causa de uma ferida na perna que lhe chega até ao osso, queixou-se das muitas dores por causa do frio nesse osso exposto, mas que tem sido bem tratado no hospital.
O João definiu-se “Eu sou um sem-abrigo”, e “Estou na desintoxicação através da metadona”, a mim nada me pediu, nem esmola, nem ajuda.
Nesse dia 13, após o autocarro ter partido, e eu ter tentado apanhá-lo sem sucesso, decidi percorrer cerca de 300 metros até outra paragem para apanhar outro autocarro, é então que vejo o João atrás de mim, decidi parar para que fossemos os dois até à dita paragem, “Como se chama?” perguntei-lhe eu, “Eu sou o João”, respondeu ele, “Eu sou o Luís”, disse-lhe eu, e demos um aperto de mãos, uma lavada e outra suja, mas o calor entre elas passou, dois seres humanos entraram noutro nível de comunicação, mas sempre de igual para igual, e cada um na sua situação.
Até à próxima....
Do João sei alguns pedaços da sua vida, que ele próprio me contou no tempo que vai de estar comigo na paragem do autocarro até ao destino dele, eu saio depois dele.
O João, há mais de um ano que partilha comigo o mesmo autocarro, mas nunca conversamos, e foi bom começarmos assim, por causa de uma ferida na perna que lhe chega até ao osso, queixou-se das muitas dores por causa do frio nesse osso exposto, mas que tem sido bem tratado no hospital.
O João definiu-se “Eu sou um sem-abrigo”, e “Estou na desintoxicação através da metadona”, a mim nada me pediu, nem esmola, nem ajuda.
Nesse dia 13, após o autocarro ter partido, e eu ter tentado apanhá-lo sem sucesso, decidi percorrer cerca de 300 metros até outra paragem para apanhar outro autocarro, é então que vejo o João atrás de mim, decidi parar para que fossemos os dois até à dita paragem, “Como se chama?” perguntei-lhe eu, “Eu sou o João”, respondeu ele, “Eu sou o Luís”, disse-lhe eu, e demos um aperto de mãos, uma lavada e outra suja, mas o calor entre elas passou, dois seres humanos entraram noutro nível de comunicação, mas sempre de igual para igual, e cada um na sua situação.
Até à próxima....
quinta-feira, novembro 13, 2008
As maiores Falácias sobre Deus
"
1. Deus precisa de alguma coisa.
2. Deus pode falhar na obtenção daquilo que Ele quer.
3. Deus separou-vos Dele porque vocês não Lhe deram aquilo de que Ele precisava.
4. Deus ainda precisa do que Ele precisa, de forma tão desesperada, que vos exige, separado de vocês, que Lha dêem.
5. Deus destruir-vos-à se não forem ao encontro das Suas exigências.
"
O Deus de Amanhã
Neale Donald Walsch
Pag. 100
P.S. - Nunca é demais lembrar, já foi postado em 2006.
1. Deus precisa de alguma coisa.
2. Deus pode falhar na obtenção daquilo que Ele quer.
3. Deus separou-vos Dele porque vocês não Lhe deram aquilo de que Ele precisava.
4. Deus ainda precisa do que Ele precisa, de forma tão desesperada, que vos exige, separado de vocês, que Lha dêem.
5. Deus destruir-vos-à se não forem ao encontro das Suas exigências.
"
O Deus de Amanhã
Neale Donald Walsch
Pag. 100
P.S. - Nunca é demais lembrar, já foi postado em 2006.
sexta-feira, novembro 07, 2008
O SEGREDO PARA MIM
"
Hoje, é o Início da minha Nova Vida.
Hoje, estou a recomeçar.
Hoje, todas as Coisas Boas vêm ter comigo.
Estou grato(a) por estar Viva.
Vejo a Beleza à minha volta.
Vivo com Paixão e Propósito.
Todos os dias, arranjo Tempo para Rir e Brincar.
Estou Consciente, Enérgico(a) e Vivo(a).
Foco em Todas as Coisas Boas da Vida.
E agradeço por elas.
Estou em Paz e unida com Tudo.
Sinto o Amor, a Alegria, a Abundância.
Sou Livre de ser eu próprio(a).
Sou Magnífico(a) na forma humana.
Sou a Perfeição da Vida.
Estou grato(a) por ser eu.
Hoje, é o Melhor Dia da Minha Vida. "
Este veio por mail, e gostei.
Hoje, é o Início da minha Nova Vida.
Hoje, estou a recomeçar.
Hoje, todas as Coisas Boas vêm ter comigo.
Estou grato(a) por estar Viva.
Vejo a Beleza à minha volta.
Vivo com Paixão e Propósito.
Todos os dias, arranjo Tempo para Rir e Brincar.
Estou Consciente, Enérgico(a) e Vivo(a).
Foco em Todas as Coisas Boas da Vida.
E agradeço por elas.
Estou em Paz e unida com Tudo.
Sinto o Amor, a Alegria, a Abundância.
Sou Livre de ser eu próprio(a).
Sou Magnífico(a) na forma humana.
Sou a Perfeição da Vida.
Estou grato(a) por ser eu.
Hoje, é o Melhor Dia da Minha Vida. "
Este veio por mail, e gostei.
terça-feira, novembro 04, 2008
A pobreza e a industria da pobreza
Tanto se fala de pobreza, e que temos que acabar com a pobreza, e que é um problema social grave, e que é um assunto que os políticos devem resolver, pois eles próprios se propõem resolver através de promessas eleitorais, e que a pobreza não devia existir, entre outras coisas que se diz da pobreza.
A pobreza de que se fala tanto e para tanto se pede dinheiro, é a pobreza de dinheiro, os pobres (nesta conjectura económica e social) são aquelas pessoas que não se adaptaram a este sistema económico baseado no dinheiro, que não quiserem usar as técnicas dos banqueiros e outros agiotas, portanto, quem não tem dinheiro é pobre e sendo assim não tem acesso aos bens essenciais à sobrevivência do seu corpo.
Ora, muitas pessoas se organizaram em instituições, tanto de cariz religioso ou não, que se dedicam a cuidar destes pobres, assim os pobres aparecem como um produto que tem que ser valorizado e mantido, segundo as regras de uma boa gestão empresarial, o desaparecimento da pobreza levaria os donos e os funcionários destas instituições, para o desemprego e isso decerto que os desagradaria. Por isso é de todo o interesse manter os seus postos de trabalho à custa da pobreza dos outros, e ainda por cima ficam famosos por se dedicarem aos “coitadinhos e pobrezinhos”.
Ora se esta pobreza de dinheiro e através dele, as pessoas sentirem que não conseguem comprar (com dinheiro) os bens essenciais à sua sobrevivência, qual é a solução para esta pobreza? Para mim é acabar com o sistema económico baseado no dinheiro, é o uso deste sistema que remete muitas pessoas para o desespero de não conseguirem o dinheiro suficiente para a obtenção de bens essenciais, estas pessoas passam então a ter ideias de roubar e de usurpar o dinheiro que outros têm em excesso, por sua vez quem tem dinheiro a mais começa a pensar na salvaguarda do seu dinheiro com medidas de segurança para que não haja roubos. Estão a ver a paranóia, que este esquizofrénico sistema cria nas pessoas?
Se a natureza nada nos cobra pelos alimentos, por ela fornecidos para a sobrevivência do nosso corpo, por que haveremos nós de cobrar dinheiro aos outros seres humanos pelos bens que a natureza nos dá de graça? Por que é que os bens trocados entre nós têm que ser valorizados em termos de dinheiro? Por que temos que produzir a mais para que os preços baixem? Por quê a lei da oferta e da procura? Fala-se, hoje em dia, tanto de ecologia e de soluções ecologicamente sustentáveis, mas o dinheiro não é um factor de sustentabilidade do sistema ecológico do planeta terra, mas tenta-se a todo o custo que assim seja, mas por mim nunca será; este sistema arrasta milhões de pessoas para a pobreza e para o desespero, e ainda por cima leva à destruição da vida no planeta Terra, em que vivemos.
Por que é que os alimentos em excesso produzidos na Europa e na América, não chegam às bocas famintas de outros continentes? A causa está nos custos ao nível de dinheiro para os fazer chegar lá onde há fome. Então o dinheiro é algo que resolve os problemas da fome no mundo? Eu acho que é como a areia numa engrenagem, ou como um cão que dorme na manjedoura, não come nem deixa comer.
Portanto, vamos transcender o dinheiro, quando a gravidade das carências humanas ultrapassa os limites do razoável, e mais que manter os nossos postos de trabalho, vamos ao encontro dos outros e pondo ao seu dispor o que achamos que lhes faz falta, sem preço, sem contas, sem contabilidade, sem dinheiro, apenas os produtos e bens. Criemos áreas nas nossas sociedades em que o dinheiro não entre, em que a organização esteja apenas atenta à distribuição, repartição conforme as necessidades, sem areias nas engrenagens; mas quem quiser continuar a usar o dinheiro, tudo bem, mas que não seja um panaceia global e mundial, em que todos temos que estar envolvidos.
Que assim seja.
A pobreza de que se fala tanto e para tanto se pede dinheiro, é a pobreza de dinheiro, os pobres (nesta conjectura económica e social) são aquelas pessoas que não se adaptaram a este sistema económico baseado no dinheiro, que não quiserem usar as técnicas dos banqueiros e outros agiotas, portanto, quem não tem dinheiro é pobre e sendo assim não tem acesso aos bens essenciais à sobrevivência do seu corpo.
Ora, muitas pessoas se organizaram em instituições, tanto de cariz religioso ou não, que se dedicam a cuidar destes pobres, assim os pobres aparecem como um produto que tem que ser valorizado e mantido, segundo as regras de uma boa gestão empresarial, o desaparecimento da pobreza levaria os donos e os funcionários destas instituições, para o desemprego e isso decerto que os desagradaria. Por isso é de todo o interesse manter os seus postos de trabalho à custa da pobreza dos outros, e ainda por cima ficam famosos por se dedicarem aos “coitadinhos e pobrezinhos”.
Ora se esta pobreza de dinheiro e através dele, as pessoas sentirem que não conseguem comprar (com dinheiro) os bens essenciais à sua sobrevivência, qual é a solução para esta pobreza? Para mim é acabar com o sistema económico baseado no dinheiro, é o uso deste sistema que remete muitas pessoas para o desespero de não conseguirem o dinheiro suficiente para a obtenção de bens essenciais, estas pessoas passam então a ter ideias de roubar e de usurpar o dinheiro que outros têm em excesso, por sua vez quem tem dinheiro a mais começa a pensar na salvaguarda do seu dinheiro com medidas de segurança para que não haja roubos. Estão a ver a paranóia, que este esquizofrénico sistema cria nas pessoas?
Se a natureza nada nos cobra pelos alimentos, por ela fornecidos para a sobrevivência do nosso corpo, por que haveremos nós de cobrar dinheiro aos outros seres humanos pelos bens que a natureza nos dá de graça? Por que é que os bens trocados entre nós têm que ser valorizados em termos de dinheiro? Por que temos que produzir a mais para que os preços baixem? Por quê a lei da oferta e da procura? Fala-se, hoje em dia, tanto de ecologia e de soluções ecologicamente sustentáveis, mas o dinheiro não é um factor de sustentabilidade do sistema ecológico do planeta terra, mas tenta-se a todo o custo que assim seja, mas por mim nunca será; este sistema arrasta milhões de pessoas para a pobreza e para o desespero, e ainda por cima leva à destruição da vida no planeta Terra, em que vivemos.
Por que é que os alimentos em excesso produzidos na Europa e na América, não chegam às bocas famintas de outros continentes? A causa está nos custos ao nível de dinheiro para os fazer chegar lá onde há fome. Então o dinheiro é algo que resolve os problemas da fome no mundo? Eu acho que é como a areia numa engrenagem, ou como um cão que dorme na manjedoura, não come nem deixa comer.
Portanto, vamos transcender o dinheiro, quando a gravidade das carências humanas ultrapassa os limites do razoável, e mais que manter os nossos postos de trabalho, vamos ao encontro dos outros e pondo ao seu dispor o que achamos que lhes faz falta, sem preço, sem contas, sem contabilidade, sem dinheiro, apenas os produtos e bens. Criemos áreas nas nossas sociedades em que o dinheiro não entre, em que a organização esteja apenas atenta à distribuição, repartição conforme as necessidades, sem areias nas engrenagens; mas quem quiser continuar a usar o dinheiro, tudo bem, mas que não seja um panaceia global e mundial, em que todos temos que estar envolvidos.
Que assim seja.
quarta-feira, outubro 29, 2008
No mundo de Deus
"Nada acontece por acaso no mundo de Deus, e nem existe essa coisa como coincidências"
do "Conversas com Deus - Livro 1"
Neale Donald Walsch
do "Conversas com Deus - Livro 1"
Neale Donald Walsch
sexta-feira, outubro 24, 2008
Deixem os jovens serem jovens
"Por favor, não queiram fazer dos jovens, elas e eles, deste nosso Século XXI, freiras e padres, menos ainda noviças e seminaristas. Deixem-nos ser e estimulem-nos a ser simplesmente jovens, elas e eles, abertos uns aos outros, afectivos e aplicados, apaixonados pelo Real, disponíveis ao Espírito que fala sempre a língua do Secular e do Político, do Solidário e do Não-Alinhado, nunca a do Sagrado e do Religioso, do Poder e do Dinheiro. Soltem-nos de vez dos túmulos que são os vossos templos, os vossos conventos e os vossos seminários, porventura, até as vossas universidades católicas e as vossas paróquias, e deixem-nos ir, como fez Jesus, o do Evangelho de João, ao jovem Lázaro, irmão de Marta e de Maria. De modo algum, corram a metê-los nos templos, a fazer deles meninas, meninos de coro, candidatos a freira ou a padre, uns eunucos mais, como tantas, tantos que, desde há séculos, temos, como Igreja católica, insensatamente insistido em gerar, só para, assim continuarmos a garantir funcionários à Multinacional do Religioso que alguns, mais fanáticos do Religioso, insistem ainda em gerir / administrar, como se se tratasse da Igreja, a de Jesus."
Diário Aberto do dia 23 de Outubro
do Mário de Oliveira
Diário Aberto do dia 23 de Outubro
do Mário de Oliveira
quarta-feira, outubro 22, 2008
Matrimónio, Ordem e Divórcio
Acho interessante que os padres e outros senhores da hierarquia da igreja católica (todos homens, nada de mulheres) virem falarem sobre o matrimónio, seria como eu levantar questões sobre a vida de padre, de bispo, de papa. Podemos defender concepções quaisquer que elas sejam, mas se não são vividas na primeira pessoa, são isso mesmo, são concepções, apenas podemos imaginar como deveria ser, mas nunca o É.
E isto de os padres e daí para cima na estrutura hierárquica do Catolicismo (e outras religiões institucionalizadas), tomarem posições férreas sobre o matrimónio, a família, a sociedade, sem saberem o que é a vida de casal, a vida do casal com os filhos, a vida social do casal, chega a ser caricato e ao mesmo tempo triste de se ver.
Eles se fizeram eunucos para o serviço de deus, não sabem nem sonham, o que é o matrimónio vivido, o que é estar à frente de uma família vivida, o que é a sociedade vivida.
Se estão realmente preocupados como o matrimónio, casem-se; se estão realmente preocupados com a família, criem uma e procriem filhos e filhas à vontade; se estão realmente preocupados com a sociedade, venham e mergulhem nela com todo o corpo e não só com a cabeça.
Só se fala no divórcio como o fim do matrimónio, o fim da ligação marital entre duas pessoas, e desses 48% de divórcios.
Qual é percentagem de divórcio como o fim do sacramento da ordem por parte dos padres? Seria interessante ver qual é.
Afinal, é muito mais crítico e gravoso o fim deste sacramento, já que é a ligação directa com deus, está-se a quebrar com deus, deus estava a contar com ele, mas o padre não aguentou. Mas aí, ninguém quer saber se é pecado estar divorciado de deus. Se o ex-padre pode ou não receber o corpo de cristo na hóstia consagrada, se deve ou não participar na vida da paróquia dando catequese. Dois pesos, e duas medidas. Mas o fiel, o crente, a ovelha, o mexilhão é sempre o mais penalizado. Graças a Deus que Deus não é assim como a igreja católica.
Deve haver equilíbrio e uma visão mais alargada, sobre o que é o divórcio.
E isto de os padres e daí para cima na estrutura hierárquica do Catolicismo (e outras religiões institucionalizadas), tomarem posições férreas sobre o matrimónio, a família, a sociedade, sem saberem o que é a vida de casal, a vida do casal com os filhos, a vida social do casal, chega a ser caricato e ao mesmo tempo triste de se ver.
Eles se fizeram eunucos para o serviço de deus, não sabem nem sonham, o que é o matrimónio vivido, o que é estar à frente de uma família vivida, o que é a sociedade vivida.
Se estão realmente preocupados como o matrimónio, casem-se; se estão realmente preocupados com a família, criem uma e procriem filhos e filhas à vontade; se estão realmente preocupados com a sociedade, venham e mergulhem nela com todo o corpo e não só com a cabeça.
Só se fala no divórcio como o fim do matrimónio, o fim da ligação marital entre duas pessoas, e desses 48% de divórcios.
Qual é percentagem de divórcio como o fim do sacramento da ordem por parte dos padres? Seria interessante ver qual é.
Afinal, é muito mais crítico e gravoso o fim deste sacramento, já que é a ligação directa com deus, está-se a quebrar com deus, deus estava a contar com ele, mas o padre não aguentou. Mas aí, ninguém quer saber se é pecado estar divorciado de deus. Se o ex-padre pode ou não receber o corpo de cristo na hóstia consagrada, se deve ou não participar na vida da paróquia dando catequese. Dois pesos, e duas medidas. Mas o fiel, o crente, a ovelha, o mexilhão é sempre o mais penalizado. Graças a Deus que Deus não é assim como a igreja católica.
Deve haver equilíbrio e uma visão mais alargada, sobre o que é o divórcio.
sexta-feira, outubro 17, 2008
Feitos à imagem e semelhança de Deus
"NDW - Mas nós não podemos ser como Tu! Isso seria uma blasfémia.
Deus - A blasfémia é terem-vos ensinado essas coisas. Digo-vos: Vocês foram feitos à imagem e semelhança de Deus – é esse o destino que vieram cumprir.
Vocês não vieram aqui para se esforçarem e lutarem e nunca “chegarem lá”. Nem vos enviei numa missão impossível de cumprir.
Creiam na bondade de Deus e creiam na bondade da criação de Deus – nomeadamente, nos vossos Eus sagrados."
Conversas com Deus
Neale Donald Walsch
Deus - A blasfémia é terem-vos ensinado essas coisas. Digo-vos: Vocês foram feitos à imagem e semelhança de Deus – é esse o destino que vieram cumprir.
Vocês não vieram aqui para se esforçarem e lutarem e nunca “chegarem lá”. Nem vos enviei numa missão impossível de cumprir.
Creiam na bondade de Deus e creiam na bondade da criação de Deus – nomeadamente, nos vossos Eus sagrados."
Conversas com Deus
Neale Donald Walsch
segunda-feira, outubro 13, 2008
Resposta a um desafio do Fontez
6 coisas com que me preocupo?
- A palavra “preocupar” vem de pré ocupar, que dizer que estou ocupado antes de o estar, o que é impossível. Então nada me preocupa ou pré-ocupa. Por outro lado, estou atento, atento ao que se passa à minha volta e comigo próprio.
6 coisas com que não me preocupo?
- Como é impossível me pré-ocupar, o inverso também é impossível.
6 coisas que eu gosto?
- Amar
- Viver
- Ser
- Escutar
- Caminhar
- Ler
6 coisas que eu não gosto?
- Se houvesse algo no mundo que eu não gostasse, é por que haveria algo em mim que eu não gosto, não gostaria de mim mesmo, só assim poderia haver algo que não gostasse. Eu gosto de mim, portanto gosto de tudo.
6 coisas que me fazem sorrir?
- A Vida
- O Amor
- As pessoas
- A mente
- O ego
- O meu ser
6 coisas que me entristecem?
- O tentarem complicar o que é simples
- O tentarem me anular
- O tentarem que eu não acredite em mim mesmo
- O tentarem que eu siga a única religião verdadeira
- O tentarem que eu acredite nos “livros sagrados” ou “escrituras sagradas”
- O tentarem que me sinta separado de Deus/Amor/Vida
6 coisas que me definem?
- Sou um Ser
- Sou um Ser em experiência
- Sou um Ser em experiência pelo mundo
- Sou um Ser em experiência com o mundo
- Sou um Ser que pode ser o que quiser ser
- Sou um Ser que escolhe.
6 blogs que desafio?
- Venham mais 6 de uma assentada que eu pago já. (Zeca Afonso, em vez de 6 são 5)
http://fontez.wordpress.com/
- A palavra “preocupar” vem de pré ocupar, que dizer que estou ocupado antes de o estar, o que é impossível. Então nada me preocupa ou pré-ocupa. Por outro lado, estou atento, atento ao que se passa à minha volta e comigo próprio.
6 coisas com que não me preocupo?
- Como é impossível me pré-ocupar, o inverso também é impossível.
6 coisas que eu gosto?
- Amar
- Viver
- Ser
- Escutar
- Caminhar
- Ler
6 coisas que eu não gosto?
- Se houvesse algo no mundo que eu não gostasse, é por que haveria algo em mim que eu não gosto, não gostaria de mim mesmo, só assim poderia haver algo que não gostasse. Eu gosto de mim, portanto gosto de tudo.
6 coisas que me fazem sorrir?
- A Vida
- O Amor
- As pessoas
- A mente
- O ego
- O meu ser
6 coisas que me entristecem?
- O tentarem complicar o que é simples
- O tentarem me anular
- O tentarem que eu não acredite em mim mesmo
- O tentarem que eu siga a única religião verdadeira
- O tentarem que eu acredite nos “livros sagrados” ou “escrituras sagradas”
- O tentarem que me sinta separado de Deus/Amor/Vida
6 coisas que me definem?
- Sou um Ser
- Sou um Ser em experiência
- Sou um Ser em experiência pelo mundo
- Sou um Ser em experiência com o mundo
- Sou um Ser que pode ser o que quiser ser
- Sou um Ser que escolhe.
6 blogs que desafio?
- Venham mais 6 de uma assentada que eu pago já. (Zeca Afonso, em vez de 6 são 5)
http://fontez.wordpress.com/
sexta-feira, outubro 10, 2008
Foi a religião ...
" NDW - Porque é que dizes esqueçam a religião?
Deus - Porque não é boa para vós. Compreendam que para a religião organizada ter sucesso, tem que fazer com que as pessoas acreditem que precisam dela. Para as pessoas terem fé noutra coisa, têm primeiro de perder a fé em si próprias. Portanto, a primeira tarefa da religião organizada é fazer-te perder a fé em ti próprio. A segunda tarefa é fazer-te ver que tem respostas que tu não tens. E a terceira e a mais importante é fazer-te aceitar as respostas sem as questionares.
Se questionas, começas a pensar! Se pensas, começas a regressar àquela Fonte Interior. A religião não te pode deixar fazer isso porque é provável que surjas com uma resposta diferente da que ela inventou. Portanto a religião tem que te fazer duvidar do teu Eu; tem que te fazer duvidar da tua capacidade de pensar claramente.
O problema da religião é que, com frequência, isto faz ricochete – porque se não puderes aceitar sem duvidar os teus próprios pensamentos, como podes não duvidar das novas ideias sobre Deus que a religião te deu?
Muito brevemente, nunca duvidas da Minha existência - da qual, ironicamente, nunca duvidaste antes. Quando vivias de acordo com o teu conhecimento intuitivo, podias não Me ter compreendido totalmente, mas sabias definitivamente que Eu estava lá!
Foi a religião que criou os agnósticos.
Qualquer pensador lúcido que examine o que a religião tem feito, tem que assumir que a religião não tem Deus! Porque foi a religião que encheu o coração dos homens do temor de Deus, enquanto que houve tempo em que o homem amava Aquilo Que É em todo o seu esplendor.
Foi a religião que ordenou aos homens que se curvassem perante Deus, quando em tempos o homem se ergueu de braços estendidos com alegria.
Foi a religião que sobrecarregou o homem com preocupações sobre a ira de Deus, quando em tempos o homem procurava Deus para o aliviar do seu fardo!
Foi a religião que disse ao homem para ter vergonha do seu corpo e das suas funções mais naturais, quando em tempos o homem celebrou essas funções como as maiores dádivas da vida!
Foi a religião que vos ensinou que é preciso um intermediário para chegar a Deus, quando houve tempo em que consideravam ter alcançado Deus vivendo simplesmente a vossa vida no bem e na verdade. E foi a religião que ordenou aos humanos que adorassem Deus, quando houve tempo em que os humanos adoraram deus porque era impossível não O adorar!
Em toda a parte onde a religião chegou criou desunião – o que é o oposto de Deus.
A religião separou o homem de Deus, o homem do homem, o homem da mulher – algumas religiões até dizem ao homem que ele está acima da mulher, tal como proclamar que Deus está acima do homem – dando assim azo às maiores caricaturas alguma vez impingidas a metade da raça humana.
Eu vos digo: Deus não está acima do homem, e o homem não está acima da mulher – não é essa a “ordem natural das coisas” – mas é a maneira como todos os que tinham poder (nomeadamente homens) queriam que fosse quando formaram as suas religiões patriarcais, apagando sistematicamente metade do texto da versão final das “sagradas escrituras” e distorcendo o resto para se adaptar ao molde do deu modelo masculino do mundo.
É a religião que ainda hoje insiste que as mulheres são de certa forma inferiores, de alguma forma cidadãs espirituais de segunda classe, algo “inadequadas” para ensinar a Palavra de Deus, pregar a Palavra de Deus ou ministrá-la ao povo.
Como crianças, ainda estão a discutir que sexo é ordenado por Mim para serem Meus sacerdotes!
Eu vos digo: Todos vós sois sacerdotes! Cada um de vós.
Não há nenhuma pessoa ou classe mais “adequada” para fazer o Meu trabalho do que outra.
Mas tantos homens são tal e qual as nações. Sequiosos de poder. Não gostam de partilhar o poder, apenas de o exercer. E construíram o mesmo tipo de Deus. Um Deus sequioso de poder. Um Deus que não gosta de partilhar o poder mas apenas o exercer. No entanto eu vos digo: O Supremo dom de Deus é a partilha do poder de Deus.
Eu queria que vocês fossem como eu."
Conversas com Deus
Nelae Donald Walsch
Deus - Porque não é boa para vós. Compreendam que para a religião organizada ter sucesso, tem que fazer com que as pessoas acreditem que precisam dela. Para as pessoas terem fé noutra coisa, têm primeiro de perder a fé em si próprias. Portanto, a primeira tarefa da religião organizada é fazer-te perder a fé em ti próprio. A segunda tarefa é fazer-te ver que tem respostas que tu não tens. E a terceira e a mais importante é fazer-te aceitar as respostas sem as questionares.
Se questionas, começas a pensar! Se pensas, começas a regressar àquela Fonte Interior. A religião não te pode deixar fazer isso porque é provável que surjas com uma resposta diferente da que ela inventou. Portanto a religião tem que te fazer duvidar do teu Eu; tem que te fazer duvidar da tua capacidade de pensar claramente.
O problema da religião é que, com frequência, isto faz ricochete – porque se não puderes aceitar sem duvidar os teus próprios pensamentos, como podes não duvidar das novas ideias sobre Deus que a religião te deu?
Muito brevemente, nunca duvidas da Minha existência - da qual, ironicamente, nunca duvidaste antes. Quando vivias de acordo com o teu conhecimento intuitivo, podias não Me ter compreendido totalmente, mas sabias definitivamente que Eu estava lá!
Foi a religião que criou os agnósticos.
Qualquer pensador lúcido que examine o que a religião tem feito, tem que assumir que a religião não tem Deus! Porque foi a religião que encheu o coração dos homens do temor de Deus, enquanto que houve tempo em que o homem amava Aquilo Que É em todo o seu esplendor.
Foi a religião que ordenou aos homens que se curvassem perante Deus, quando em tempos o homem se ergueu de braços estendidos com alegria.
Foi a religião que sobrecarregou o homem com preocupações sobre a ira de Deus, quando em tempos o homem procurava Deus para o aliviar do seu fardo!
Foi a religião que disse ao homem para ter vergonha do seu corpo e das suas funções mais naturais, quando em tempos o homem celebrou essas funções como as maiores dádivas da vida!
Foi a religião que vos ensinou que é preciso um intermediário para chegar a Deus, quando houve tempo em que consideravam ter alcançado Deus vivendo simplesmente a vossa vida no bem e na verdade. E foi a religião que ordenou aos humanos que adorassem Deus, quando houve tempo em que os humanos adoraram deus porque era impossível não O adorar!
Em toda a parte onde a religião chegou criou desunião – o que é o oposto de Deus.
A religião separou o homem de Deus, o homem do homem, o homem da mulher – algumas religiões até dizem ao homem que ele está acima da mulher, tal como proclamar que Deus está acima do homem – dando assim azo às maiores caricaturas alguma vez impingidas a metade da raça humana.
Eu vos digo: Deus não está acima do homem, e o homem não está acima da mulher – não é essa a “ordem natural das coisas” – mas é a maneira como todos os que tinham poder (nomeadamente homens) queriam que fosse quando formaram as suas religiões patriarcais, apagando sistematicamente metade do texto da versão final das “sagradas escrituras” e distorcendo o resto para se adaptar ao molde do deu modelo masculino do mundo.
É a religião que ainda hoje insiste que as mulheres são de certa forma inferiores, de alguma forma cidadãs espirituais de segunda classe, algo “inadequadas” para ensinar a Palavra de Deus, pregar a Palavra de Deus ou ministrá-la ao povo.
Como crianças, ainda estão a discutir que sexo é ordenado por Mim para serem Meus sacerdotes!
Eu vos digo: Todos vós sois sacerdotes! Cada um de vós.
Não há nenhuma pessoa ou classe mais “adequada” para fazer o Meu trabalho do que outra.
Mas tantos homens são tal e qual as nações. Sequiosos de poder. Não gostam de partilhar o poder, apenas de o exercer. E construíram o mesmo tipo de Deus. Um Deus sequioso de poder. Um Deus que não gosta de partilhar o poder mas apenas o exercer. No entanto eu vos digo: O Supremo dom de Deus é a partilha do poder de Deus.
Eu queria que vocês fossem como eu."
Conversas com Deus
Nelae Donald Walsch
segunda-feira, outubro 06, 2008
Da Existência de Deus
"Os argumentos relativos ao problema da existência de Deus têm sido viciados, quando positivos, pela circunstância de frequentemente se querer demonstrar, não a simples existência de Deus, senão a existência de determinado Deus, isto é, dum Deus com determinados atributos. Demonstrar que o universo é efeito de uma causa é uma coisa; demonstrar que o universo é efeito de uma causa inteligente é outra coisa; demonstrar que o universo é efeito de uma causa inteligente e infinita é outra coisa ainda; demonstrar que o universo é efeito de uma causa inteligente, infinita e benévola outra coisa mais. Importa, pois, ao discutirmos o problema da existência de Deus, nos esclareçamos primeiro a nós mesmos sobre, primeiro, o que entendemos por Deus; segundo, até onde é possível uma demonstração.
O conceito de Deus, reduzido à sua abstração definidora, é o conceito de um criador inteligente do mundo. O ser interior ou exterior a esse mundo, o ser infinitamente inteligente ou não — são conceitos atributários. Com maior força o são os conceitos de bondade, e outros assim, que, como já notamos têm andado misturados com os fundamentais na discussão deste problema. Demonstrar a existência de Deus é, pois, demonstrar, (1) que o universo aparente tem uma causa que não está nesse universo aparente como aparente (2) que essa causa é inteligente, isto é, conscientemente activa. Nada mais está substancialmente incluído na demonstração da existência de Deus, propriamente dita. Reduzido assim o conteúdo do problema às suas proporções racionais, resta saber se existe no raciocínio humano o poder de chegar até ali, e, chegando até ali, de ir mais além, ainda que esse além não seja já parte do problema em si, tal como o devemos pôr. "
Fernando Pessoa, in 'Ideias Filosóficas'
O conceito de Deus, reduzido à sua abstração definidora, é o conceito de um criador inteligente do mundo. O ser interior ou exterior a esse mundo, o ser infinitamente inteligente ou não — são conceitos atributários. Com maior força o são os conceitos de bondade, e outros assim, que, como já notamos têm andado misturados com os fundamentais na discussão deste problema. Demonstrar a existência de Deus é, pois, demonstrar, (1) que o universo aparente tem uma causa que não está nesse universo aparente como aparente (2) que essa causa é inteligente, isto é, conscientemente activa. Nada mais está substancialmente incluído na demonstração da existência de Deus, propriamente dita. Reduzido assim o conteúdo do problema às suas proporções racionais, resta saber se existe no raciocínio humano o poder de chegar até ali, e, chegando até ali, de ir mais além, ainda que esse além não seja já parte do problema em si, tal como o devemos pôr. "
Fernando Pessoa, in 'Ideias Filosóficas'
sexta-feira, setembro 26, 2008
Para ti que vives aprisionado(a) no medo de SER.
Que fique esclarecido, que não procuro afastar-te da tua religião, que desistas de seres a tua profissão (será mais, fazer a tua profissão), que desistas de todas as ideias e ideais que tens sobre a vida, o amor, deus; não procuro nem espero que faças algo que vai de encontro ao sentir do teu Ser.
Apenas procuro chocalhar as águas estagnadas e podres que existem em ti, procuro quebrar a barragem que acumula a água que devia alimentar o rio da tua vida, mas que não o fazes e se o fazes, fá-lo a conta-gotas, por isso há partes de ti que secaram e mirraram, a vegetação luxuriante e viçosa das margens do rio desapareceu.
Só as águas correntes é que são boas para beber, e elas acontecem em rios, fontes e cascatas, nunca em pântanos, nem em lagos, nem em barragens, nestes a água está parada, é no movimento e na agitação da água, que ela se oxigena e que ganha os elementos químicos que vão alimentar plantas e animais.
Que a nossa vida seja como um rio, que não interessa para onde corre, desde que sintamos que a nascente seja a verdadeira nascente da energia criadora que existe em nós, mas que muitas vezes a negamos, quando somos formatados por uma sociedade ou religião, e nos dizem que não temos Poder.
A Liberdade vem dessa Vida agitada e em movimento através da emoção (agitação (movimento)). Somos intrinsecamente Amor, Vida, Deus, e Liberdade, Alegria, Verdade. E quem nos diz que não somos isto, está a mentir, e quando acreditamos nesses alguéns, seguimos os seus caminhos tortuosos de dogmas, leis, cânones, regulamentos, começamos a secar e a acumular e paramos. Mesmo vivendo estamos mortos.
Quebrem as vossas barragens, dispersem a vossa energia, é na entrega que recebem, e recebendo a devolvem novamente à origem.
Até já.
Apenas procuro chocalhar as águas estagnadas e podres que existem em ti, procuro quebrar a barragem que acumula a água que devia alimentar o rio da tua vida, mas que não o fazes e se o fazes, fá-lo a conta-gotas, por isso há partes de ti que secaram e mirraram, a vegetação luxuriante e viçosa das margens do rio desapareceu.
Só as águas correntes é que são boas para beber, e elas acontecem em rios, fontes e cascatas, nunca em pântanos, nem em lagos, nem em barragens, nestes a água está parada, é no movimento e na agitação da água, que ela se oxigena e que ganha os elementos químicos que vão alimentar plantas e animais.
Que a nossa vida seja como um rio, que não interessa para onde corre, desde que sintamos que a nascente seja a verdadeira nascente da energia criadora que existe em nós, mas que muitas vezes a negamos, quando somos formatados por uma sociedade ou religião, e nos dizem que não temos Poder.
A Liberdade vem dessa Vida agitada e em movimento através da emoção (agitação (movimento)). Somos intrinsecamente Amor, Vida, Deus, e Liberdade, Alegria, Verdade. E quem nos diz que não somos isto, está a mentir, e quando acreditamos nesses alguéns, seguimos os seus caminhos tortuosos de dogmas, leis, cânones, regulamentos, começamos a secar e a acumular e paramos. Mesmo vivendo estamos mortos.
Quebrem as vossas barragens, dispersem a vossa energia, é na entrega que recebem, e recebendo a devolvem novamente à origem.
Até já.
sexta-feira, setembro 19, 2008
Vida: Criando Quem Tu Realmente És
"Os grandes professores da vossa religião Cristã entendem isso. Sabem que Jesus não se perturbou com a crucificação, esperou-a. Podia ter-se ido embora mas não foi. Podia ter interrompido o processo em qualquer altura. Tinha poder para isso. Contudo, não o fez. Permitiu-se ser crucificado para assim exemplificar a salvação eterna do homem. Vejam , disse Ele, o que Eu consigo fazer. Olhem para o que é verdadeiro . E saibam que estas coisas, e mais, deverão ser também feitas por vós. Pois Eu não vos disse que sois deuses? Mas não acreditam. Já que não conseguem acreditar em vós mesmos , acreditem em Mim .
Tal era a compaixão de Jesus que implorou por uma forma - e criou-a - de fazer ver ao mundo que todos podem ascender aos céus (auto-realização) - quanto mais não seja, através d'Ele , pois derrotou a tristeza e a morte.
E também tu poderás fazê-lo."
Conversas com Deus, Livro 1
Neale Donald Walsch
Pag. 52
Tal era a compaixão de Jesus que implorou por uma forma - e criou-a - de fazer ver ao mundo que todos podem ascender aos céus (auto-realização) - quanto mais não seja, através d'Ele , pois derrotou a tristeza e a morte.
E também tu poderás fazê-lo."
Conversas com Deus, Livro 1
Neale Donald Walsch
Pag. 52
terça-feira, setembro 16, 2008
terça-feira, setembro 09, 2008
Sobre o Auto-conhecimento
"E então um homem disse, Fala-nos do Auto-conhecimento.
E ele respondeu, dizendo: Os vossos corações conhecem em silêncio os segredos dos dias e das noites.
Mas os vossos ouvidos anseiam pelo som do conhecimento do vosso coração.
Vós sabeis por palavras aquilo que sempre soubestes em pensamento.
Tocais com a ponta dos dedos o corpo nu dos vossos sonhos.
E ainda bem que assim é.
A nascente oculta da vossa alma deve erguer-se e correr a murmurar para o mar, e o tesouro das vossas profundezas infinitas será revelado perante os vossos olhos.
Mas que não haja medidas para pesar o vosso tesouro desconhecido;
E não procureis as profundezas do vosso conhecimento com limites.
Pois o ser em si não tem limites nem medidas.
Não digais "Encontrei a verdade", mas antes "Encontrei uma verdade."
Não digais "Encontrei o caminho para a alma", mas antes "Encontrei a alma a seguir o meu caminho''.
Pois a alma percorre todos os caminhos.
A alma não percorre uma linha, nem cresce como um caniço.
A alma desvenda-se a si própria como um lotus de incontáveis pétalas. "
De "O Profeta"
de Khalil Gibran
E ele respondeu, dizendo: Os vossos corações conhecem em silêncio os segredos dos dias e das noites.
Mas os vossos ouvidos anseiam pelo som do conhecimento do vosso coração.
Vós sabeis por palavras aquilo que sempre soubestes em pensamento.
Tocais com a ponta dos dedos o corpo nu dos vossos sonhos.
E ainda bem que assim é.
A nascente oculta da vossa alma deve erguer-se e correr a murmurar para o mar, e o tesouro das vossas profundezas infinitas será revelado perante os vossos olhos.
Mas que não haja medidas para pesar o vosso tesouro desconhecido;
E não procureis as profundezas do vosso conhecimento com limites.
Pois o ser em si não tem limites nem medidas.
Não digais "Encontrei a verdade", mas antes "Encontrei uma verdade."
Não digais "Encontrei o caminho para a alma", mas antes "Encontrei a alma a seguir o meu caminho''.
Pois a alma percorre todos os caminhos.
A alma não percorre uma linha, nem cresce como um caniço.
A alma desvenda-se a si própria como um lotus de incontáveis pétalas. "
De "O Profeta"
de Khalil Gibran
sexta-feira, setembro 05, 2008
Diferenças e divisões
"Diferenças e divisões não são a mesma coisa.
As diferenças confirmam, e tornam possível, a tua experiência de Quem Tu És.
As divisões confundem, e tornam impossível, aquela experiência.
Sem as diferenças entre aqui e ali, cima e baixo, rápido e lento, quente e frio, nada destas coisas podiam ser experienciadas.
No entanto não há divisão entre aqui e ali, cima e baixo, rápido e lento, quente e frio.
São quanto muito, diferentes versões da mesma coisa.
De forma similar, não há divisão entre preto e branco, macho e fêmea, Cristão e Muçulmano.
Quanto muito, são versões da mesma coisa."
do livro "Amizade com Deus"
Neale Donald Walsch
As diferenças confirmam, e tornam possível, a tua experiência de Quem Tu És.
As divisões confundem, e tornam impossível, aquela experiência.
Sem as diferenças entre aqui e ali, cima e baixo, rápido e lento, quente e frio, nada destas coisas podiam ser experienciadas.
No entanto não há divisão entre aqui e ali, cima e baixo, rápido e lento, quente e frio.
São quanto muito, diferentes versões da mesma coisa.
De forma similar, não há divisão entre preto e branco, macho e fêmea, Cristão e Muçulmano.
Quanto muito, são versões da mesma coisa."
do livro "Amizade com Deus"
Neale Donald Walsch
quinta-feira, julho 31, 2008
Sobre o Prazer
"Então um eremita que visitava a cidade uma vez por ano, avançou e disse, Fala-nos do Prazer.
E ele respondeu, dizendo:
O prazer é uma canção de liberdade, mas não é a liberdade.
É o desabrochar dos vossos desejos, mas não é os seus frutos.
É um chamamento profundo para as alturas, mas não é profundo nem alto.
É o encarcerado a ganhar asas, mas não é o espaço que o circunda.
Sim, na verdade, o prazer é uma canção de liberdade.
E bem gostaria que a cantásseis com todo o vosso coração;
No entanto, não percais os vossos corações nos cânticos.
Alguma da vossa juventude procura o prazer como se isso fosse tudo, e esses são julgados e punidos.
Eu não os julgaria nem puniria.
Gostaria que empreendessem a busca.
Pois eles encontrarão prazer, mas não só.
Sete são as suas irmãs, e a mais insignificante delas é mais bela que o prazer. Nunca ouviram a história do homem que cavava a terra para encontrar raízes e descobriu um tesouro?
E alguns de vós, mais velhos, recordam os prazeres com remorsos.
Como erros cometidos quando estavam bêbedos.
Mas o remorso só obscurece o espírito e não o castiga.
Deveriam lembrar-se dos prazeres com gratidão, tal como fariam após uma colheita no verão.
No entanto, se os conforta sentir o remorso, deixai-os confortarem-se.
E há entre vós aqueles que não são nem suficientemente jovens para empreender a busca, nem suficientemente velhos para se lembrarem;
E no medo deles de procurarem e se lembrarem, conseguem afastar todos os prazeres, a menos que negligenciem o espírito.
Mas até na antecipação reside o seu prazer.
E assim também eles encontram um tesouro, embora procurem as raízes com mãos trémulas.
Mas dizei-me, quem pode ofender o espírito?
Será que o rouxinol consegue ofender a quietude da noite ou o brilho das estrelas?
E as vossas chamas ou fumo conseguem carregar o vento?
Pensais que o espírito é um lago imóvel que podeis perturbar?
Muitas vezes ao negardes a vós mesmos o prazer, estais a ocultar o desejo nos recônditos do vosso ser.
Quem sabe que o que parece ser omitido hoje espera por amanhã?
Até o vosso corpo conhece a sua herança e as suas necessidades e não sairá desiludido. E o vosso corpo é a harpa da vossa alma, e é a vós que compete extrair dela uma doce melodia ou sons confusos.
E no vosso coração, perguntais,
"Como distinguiremos o que é bom no prazer do que não é?"
Ide para os vossos campos e jardins e aprendereis que o prazer da abelha consiste em retirar o mel da flor.
Mas também a flor tem prazer em dar o seu mel à abelha.
Pois para a abelha a flor é uma fonte de vida.
E para a flor a abelha é mensageira de amor.
E, para ambas, abelha e flor, o dar e o receber de prazer é uma necessidade e um êxtase. Povo de Orfalés, olhai para os vossos prazeres como as abelhas e as flores."
de "O Profeta" de Kahlil Gibran
P.S. - Vou de férias, até Setembro, mas passando por aqui.
E ele respondeu, dizendo:
O prazer é uma canção de liberdade, mas não é a liberdade.
É o desabrochar dos vossos desejos, mas não é os seus frutos.
É um chamamento profundo para as alturas, mas não é profundo nem alto.
É o encarcerado a ganhar asas, mas não é o espaço que o circunda.
Sim, na verdade, o prazer é uma canção de liberdade.
E bem gostaria que a cantásseis com todo o vosso coração;
No entanto, não percais os vossos corações nos cânticos.
Alguma da vossa juventude procura o prazer como se isso fosse tudo, e esses são julgados e punidos.
Eu não os julgaria nem puniria.
Gostaria que empreendessem a busca.
Pois eles encontrarão prazer, mas não só.
Sete são as suas irmãs, e a mais insignificante delas é mais bela que o prazer. Nunca ouviram a história do homem que cavava a terra para encontrar raízes e descobriu um tesouro?
E alguns de vós, mais velhos, recordam os prazeres com remorsos.
Como erros cometidos quando estavam bêbedos.
Mas o remorso só obscurece o espírito e não o castiga.
Deveriam lembrar-se dos prazeres com gratidão, tal como fariam após uma colheita no verão.
No entanto, se os conforta sentir o remorso, deixai-os confortarem-se.
E há entre vós aqueles que não são nem suficientemente jovens para empreender a busca, nem suficientemente velhos para se lembrarem;
E no medo deles de procurarem e se lembrarem, conseguem afastar todos os prazeres, a menos que negligenciem o espírito.
Mas até na antecipação reside o seu prazer.
E assim também eles encontram um tesouro, embora procurem as raízes com mãos trémulas.
Mas dizei-me, quem pode ofender o espírito?
Será que o rouxinol consegue ofender a quietude da noite ou o brilho das estrelas?
E as vossas chamas ou fumo conseguem carregar o vento?
Pensais que o espírito é um lago imóvel que podeis perturbar?
Muitas vezes ao negardes a vós mesmos o prazer, estais a ocultar o desejo nos recônditos do vosso ser.
Quem sabe que o que parece ser omitido hoje espera por amanhã?
Até o vosso corpo conhece a sua herança e as suas necessidades e não sairá desiludido. E o vosso corpo é a harpa da vossa alma, e é a vós que compete extrair dela uma doce melodia ou sons confusos.
E no vosso coração, perguntais,
"Como distinguiremos o que é bom no prazer do que não é?"
Ide para os vossos campos e jardins e aprendereis que o prazer da abelha consiste em retirar o mel da flor.
Mas também a flor tem prazer em dar o seu mel à abelha.
Pois para a abelha a flor é uma fonte de vida.
E para a flor a abelha é mensageira de amor.
E, para ambas, abelha e flor, o dar e o receber de prazer é uma necessidade e um êxtase. Povo de Orfalés, olhai para os vossos prazeres como as abelhas e as flores."
de "O Profeta" de Kahlil Gibran
P.S. - Vou de férias, até Setembro, mas passando por aqui.
quarta-feira, julho 30, 2008
A depressão
Ela vem doce e suavemente, ela vai-se instalando em nós, vai-nos tirando a pouco e pouco o nosso riso, a nossa alegria natural.
Ela vem e meigamente nos faz sérios, cumpridores de morais e de leis, tornamo-nos rígidos.
Ela nos dá um beijo cínico e de seguida nos diz “Olá cá estou eu, venho cuidar de ti” e então vamo-nos deixando cair nos seu braços, desistindo de nós, não acreditando em nós, perdendo a nossa auto-estima.
Ela vem como servidora, mas o seu objectivo é ser a nossa carrasca. Diz-nos “Vem cá meu menino, quero tu sejas para sempre o meu menino, nem penses em crescer”.
Ela vem com os braços abertos para nos afagar e para nos prender e nos fechar na cave onde não há luz.
Na cave ela nos alimenta com os restos estragados de comida de há 2000 anos e nos dá de beber do seu próprio fel, que boa mãe dirão os outros que lá estão na cave há mais tempo que nós.
Ela nos retira da luz, e os nossos olhos apenas se alimentam da pouca luz que passa pelas frestas da parede da cave.
E nós pensamos, que sorte a minha estar aqui, pelo menos estou protegido e a ser querido, alguém gosta de mim, por que eu não gosto de mim, como posso gostar de mim, se a religião que eu sigo rigidamente, me diz que eu sou um pecador mesmo antes nascer, e antes de fazer qualquer coisa em consciência; quando me senti Eu, eu já era pecador e pecador serei até morrer, terei que fazer qualquer coisa, mandam-me rezar, rezar muito, rezar correctamente sempre seguido os ritos estipulados, rezar as orações que nada me dizem, mas dizem-me que são eficazes para com o deus que me criou pecador, é esse deus que terá que reparar o estrago, eu não posso ser responsável por este erro divino que sou Eu.
Sim, sou um erro divino deste deus mecânico maluco, e fico assim pensando, por que não posso dizer aos outros estes meus pensamentos, tenho que continuar a dizer-lhes que deus é misericordioso, bondoso, que é amor, que nos quer ajudar a não sermos pecadores, e para isso mandou a sua mãe para aparecer em certos sítios, onde se construíram santuários onde se reza incessantemente para que o Homem corrija o erro divino do pecado, e assim durante a minha vida, corro em busca de perdão por não estar a conseguir deixar de ser pecador, e então vou cheio desta necessidade perdão a todos os santuários e locais santos, cada vez mais, não sei quem sou, e nem sei o que deveria ser, nem me consigo decidir quem quero ser.
Ela, a nossa amiga falsa, aquela que espera que nós a qualquer momento que lhe caiamos nos seus braços, vive feliz por nos ver nestas aflições, e nos diz constantemente: “Cá te espero meu menino, esquece de ti mesmo e eu cuidarei de ti”.
Eu já estive nesta cave, mas já não estou lá. Vivo em plena Luz, do gostar de mim, do cuidar de mim, de assumir as minhas próprias responsabilidades, do viver Deus sem erro, vivo a perfeição (mas não o perfeccionismo) do Universo.
.
Ela vem e meigamente nos faz sérios, cumpridores de morais e de leis, tornamo-nos rígidos.
Ela nos dá um beijo cínico e de seguida nos diz “Olá cá estou eu, venho cuidar de ti” e então vamo-nos deixando cair nos seu braços, desistindo de nós, não acreditando em nós, perdendo a nossa auto-estima.
Ela vem como servidora, mas o seu objectivo é ser a nossa carrasca. Diz-nos “Vem cá meu menino, quero tu sejas para sempre o meu menino, nem penses em crescer”.
Ela vem com os braços abertos para nos afagar e para nos prender e nos fechar na cave onde não há luz.
Na cave ela nos alimenta com os restos estragados de comida de há 2000 anos e nos dá de beber do seu próprio fel, que boa mãe dirão os outros que lá estão na cave há mais tempo que nós.
Ela nos retira da luz, e os nossos olhos apenas se alimentam da pouca luz que passa pelas frestas da parede da cave.
E nós pensamos, que sorte a minha estar aqui, pelo menos estou protegido e a ser querido, alguém gosta de mim, por que eu não gosto de mim, como posso gostar de mim, se a religião que eu sigo rigidamente, me diz que eu sou um pecador mesmo antes nascer, e antes de fazer qualquer coisa em consciência; quando me senti Eu, eu já era pecador e pecador serei até morrer, terei que fazer qualquer coisa, mandam-me rezar, rezar muito, rezar correctamente sempre seguido os ritos estipulados, rezar as orações que nada me dizem, mas dizem-me que são eficazes para com o deus que me criou pecador, é esse deus que terá que reparar o estrago, eu não posso ser responsável por este erro divino que sou Eu.
Sim, sou um erro divino deste deus mecânico maluco, e fico assim pensando, por que não posso dizer aos outros estes meus pensamentos, tenho que continuar a dizer-lhes que deus é misericordioso, bondoso, que é amor, que nos quer ajudar a não sermos pecadores, e para isso mandou a sua mãe para aparecer em certos sítios, onde se construíram santuários onde se reza incessantemente para que o Homem corrija o erro divino do pecado, e assim durante a minha vida, corro em busca de perdão por não estar a conseguir deixar de ser pecador, e então vou cheio desta necessidade perdão a todos os santuários e locais santos, cada vez mais, não sei quem sou, e nem sei o que deveria ser, nem me consigo decidir quem quero ser.
Ela, a nossa amiga falsa, aquela que espera que nós a qualquer momento que lhe caiamos nos seus braços, vive feliz por nos ver nestas aflições, e nos diz constantemente: “Cá te espero meu menino, esquece de ti mesmo e eu cuidarei de ti”.
Eu já estive nesta cave, mas já não estou lá. Vivo em plena Luz, do gostar de mim, do cuidar de mim, de assumir as minhas próprias responsabilidades, do viver Deus sem erro, vivo a perfeição (mas não o perfeccionismo) do Universo.
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