sexta-feira, junho 17, 2011

O único propósito

1. O mundo real é o estado mental no qual se vê o perdão como o único propósito do mundo. O medo não é a meta do mundo, pois escapar da culpa vem a ser o seu objetivo. O valor do per­dão é percebido e toma o lugar dos ídolos, que não mais são buscados, pois as suas “dádivas” já não são valorizadas. Nenhu­ma regra é estabelecida em vão e nenhuma exigência é feita de pessoa ou coisa alguma para que sejam distorcidas e se adeqüem ao sonho do medo. Em vez disso, há um desejo de compreender todas as coisas criadas como elas realmente são. E se reconhece que todas as coisas têm que ser em primeiro lugar perdoadas e então compreendidas.

2. Aqui se pensa que a compreensão é adquirida através do ata­que. Lá, fica claro que através do ataque se perde a compreensão. A loucura de perseguir a culpa como meta é inteiramente reco­nhecida. E ídolos não são queridos lá, pois compreende-se que a culpa é a única causa da dor sob qualquer forma. Ninguém é tentado pelo seu apelo vão, pois o sofrimento e a morte foram percebidos como coisas que não se quer e pelas quais não vale a pena ninguém se esforçar. A possibilidade da liberdade foi capta­da e bem recebida e os meios pelos quais ela pode ser alcançada podem agora ser compreendidos. O mundo vem a ser um lugar de esperança, porque o seu único propósito é ser um lugar onde a esperança da felicidade pode ser realizada. E ninguém fica ex­cluído dessa esperança, porque o mundo foi unido na crença de que o propósito do mundo é tal que todos têm que compartilhar, se é que a esperança vai ser mais do que um simples sonho.

3. O Céu ainda não é inteiramente lembrado, pois o propósito do perdão ainda permanece. No entanto, cada um está certo de que irá além do perdão e permanece somente enquanto o perdão se aperfeiçoa nele. Ele não tem nenhum desejo a não ser esse. E o medo sumiu, porque ele está unido consigo mesmo em seu propó­sito. Há nele uma esperança de felicidade tão segura e tão cons­tante, que ele mal pode ficar esperando por mais algum tempo, com os pés ainda tocando a terra. No entanto, está contente por esperar até que todas as mãos se unam e todos os corações estejam prontos para elevarem-se e seguirem com ele. Pois assim ele é aprontado para o passo no qual todo o perdão é deixado lá atrás.

4. O passo final é de Deus, porque apenas Deus poderia criar um Filho perfeito e compartilhar Sua Paternidade com ele. Ninguém fora do Céu sabe como pode ser assim, pois a compreensão disso é o próprio Céu. Mesmo o mundo real tem um propósito que ainda se encontra abaixo da criação e da eternidade. Mas o medo se foi porque seu propósito é o perdão, não a idolatria. E assim, o Filho do Céu é preparado para ser ele próprio e para se lembrar que o Filho de Deus conhece tudo o que o seu Pai compreende, e o compreende perfeitamente com Ele.

5. O mundo real ainda está aquém disso, pois esse é o propósito do próprio Deus; só Seu e, no entanto, completamente comparti­lhado e perfeitamente realizado. O mundo real é um estado no qual a mente aprendeu como é fácil abandonar ídolos quando eles ainda são percebidos, mas não são mais queridos. Com que disposição a mente os deixa partir quando compreendeu que os ídolos não são nada, não estão em parte alguma e não têm propó­sito. Pois somente então a culpa e o pecado podem ser vistos sem nenhum propósito e sem significado.

6. Assim é o propósito do mundo real gentilmente trazido à cons­ciência para substituir a meta do pecado e da culpa. E tudo o que se interpôs entre a tua imagem de ti mesmo e aquilo que és, o perdão limpa alegremente e faz desaparecer. Entretanto, Deus não precisa criar o Seu Filho outra vez para que o que é dele seja devolvido a ele. A brecha entre o teu irmão e ti mesmo nunca existiu. E o que o Filho de Deus conheceu na criação, ele tem que conhecer de novo.

7. Quando irmãos se unem em propósito no mundo do medo, eles já se encontram à beira do mundo real. Talvez ainda olhem para trás e pensem que vêem um ídolo que querem. No entanto, o seu caminho já foi seguramente traçado para longe dos ídolos, na direção da realidade. Pois quando uniram as suas mãos, foi a mão de Cristo que tomaram e olharão para Aquele Cujas mãos eles seguram. A face de Cristo é contemplada antes do Pai ser lembrado. Pois Ele tem que continuar sem ser lembrado enquan­to o Seu Filho não tiver alcançado o que está além do perdão, o Amor de Deus. Entretanto, o Amor de Cristo é aceito antes. E então virá o conhecimento de que Eles são um só.

8. Como é leve e fácil o passo que atravessa as estreitas fronteiras do mundo do medo, quando reconheceste de Quem é a mão que seguras! Dentro da tua mão está tudo o que necessitas para ca­minhares em perfeita confiança para longe do medo para sempre e para seguires adiante e rapidamente alcançares a porta do Céu. Pois Ele, Cuja mão seguras, apenas esperava que te unisses a Ele. Agora que vieste, iria Ele atrasar-Se em mostrar-te o caminho que Ele tem que seguir ao teu lado? As Suas bênçãos estão conti­go com tanta certeza quanto o Amor do Seu Pai repousa sobre Ele. A Sua gratidão para contigo está além da tua compreensão, pois permitiste que Ele Se erguesse do cativeiro e partisse junto contigo rumo à casa do Seu Pai.

9. Um antigo ódio está desaparecendo do mundo. E com ele toda raiva e todo medo se vão. Não olhes mais para trás, pois o que está diante de ti é tudo o que jamais quiseste em teu coração. Abre mão do mundo! Mas não para o sacrifício. Tu nunca o quiseste. Que felicidade buscaste aqui que não tenha te trazido dor? Que momento de contentamento não foi comprado ao preço amedrontador de moedas de sofrimento? A alegria não tem ne­nhum custo. Ela é o teu direito sagrado, e aquilo que tu pagas não é felicidade. Adianta-te no teu caminho através da honesti­dade e não permitas que as tuas experiências aqui enganem em retrospectiva. Elas não estavam livres do amargo custo e de con­seqüências sem alegria.

10. Não olhes para trás a não ser com honestidade. E quando um ídolo te tentar, pensa nisso:
Nunca houve um momento em que um ídolo te trouxesse coisa alguma exceto a “dádiva” da culpa. Nenhum deles foi comprado a não ser ao custo da dor, e nem jamais foi pago apenas por ti.
Portanto, sê misericordioso para com o teu irmão. E não esco­lhas um ídolo irrefletidamente; lembra-te de- que ele pagará o custo assim como tu. Pois ele se atrasará quando olhares para trás e não perceberás de Quem é a mão amorosa que seguras. Assim sendo, olha para a frente; em confiança caminha com o coração feliz que bate em esperança e não ecoa no medo.

11. A Vontade de Deus está para sempre naqueles cujas mãos es­tão unidas. Enquanto eles não se uniram, pensaram que Ele era seu inimigo. Mas quando se uniram e compartilharam um único propósito, foram livres para aprender que a sua vontade é uma só. E assim a Vontade de Deus tem que chegar à consciência de todos eles. Tampouco são capazes de esquecer por muito tempo que ela não é senão a própria vontade de cada um.


de "Um Curso em Milagres" capítulo 30, V, 1-11

quinta-feira, maio 19, 2011

Pensas que o teu irmão é injusto para contigo

"5. Pensas que o teu irmão é injusto para contigo porque pensas que alguém tem que ser injus-to para fazer com que o outro seja inocente. E nesse jogo percebes o único propósito para todo o teu relacionamento. E isso buscas acrescentar ao propósito que foi dado a ele. O propósito do Espírito Santo é permitir que a Presença dos teus Hóspedes santos seja conhecida por ti. E a esse propósito nada pode ser acrescentado, pois o mundo não tem nenhum propósito exceto esse. Acrescentar ou retirar dessa única meta não é senão retirar todo o propósito do mundo e de ti mesmo. E cada injustiça que o mundo aparentemente coloca sobre ti, tu colocaste sobre ele tor-nando-o sem propósito, sem a função que o Espírito Santo vê. E a simples justiça foi assim negada a todas as coisas vivas sobre a terra.

6. O que essa injustiça faz a ti, que julgas injustamente e que vês de acordo com o teu julga-mento, não és capaz de calcular. O mundo torna-se obscuro e ameaçador e nenhum vestígio de todo o cintilar feliz que a salvação traz para iluminar o teu caminho tu és capaz de perceber. E assim te vês privado de luz, abandonado no escuro, largado injustamente sem nenhum propósito em um mundo fútil. O mundo é justo porque o Espírito Santo trouxe a injustiça para a luz interior e lá toda a injustiça foi sanada e substituída pela justiça e pelo amor. Se percebes injustiça em qualquer lugar, só precisas dizer:

Através disso eu nego a Presença do Pai e do Filho. E prefiro tomar conhecimento Deles do que ver a injustiça, que se desvanece diante da luz da Sua Presença. "

UCEM, capítulo 26, X, 5 e 6

quinta-feira, dezembro 30, 2010

Não te contentes com a pequenez - UCEM

"Não te contentes com a pequenez. Mas estejas certo de compreender o que ela é e por que nunca poderias te contentar com ela. A pequenez é o oferecimento que fazes a ti mesmo. Tu a ofereces no lugar da magnitude e a aceitas. Tudo nesse mundo é pequeno porque é um mun-do feito de pequenez na estranha crença em que ela pode contentar-te. Quando lutas por qual-quer coisa nesse mundo acreditando que tal coisa te trará paz, estás te diminuindo e cegando a ti mesmo para a glória. A pequenez e a glória são as escolhas disponíveis para os teus esforços e a tua vigilância. Tu sempre escolherás uma às custas da outra."

do livro "Um Curso De Milagres", capítulo 15, III, 1

terça-feira, dezembro 28, 2010

Ser perfeitamente calmo e sereno o tempo todo - UCEM

"Podes imaginar o que significa não ter cuidados, preocupações, ansiedades, mas apenas ser perfeitamente calmo e sereno o tempo todo? No entanto, é para isso que serve o tempo, para aprender só isso e nenhuma outra coisa. O Professor de Deus não pode ficar satisfeito com o Seu ensinamento até que esse ensinamento constitua todo o teu aprendizado. Ele não terá cumprido a Sua função de ensino, enquanto não fores um aprendiz tão consistente que aprendas só com Ele. Quando isso tiver acontecido, não mais terás necessidade de um professor ou de tempo para aprenderes."

do livro "Um Curso Em Milagres" Capítulo 15, I, 1

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Lembrar de Deus - UCEM

"É impossível lembrar de Deus em segredo e sozinho. Pois lembrar de Deus significa que não estás sozinho e estás disposto a lembrar-te disso. Não tomes nenhum pensamento para ti mesmo, pois nenhum pensamento que tenhas é para ti mesmo. Se queres te lembrar do teu Pai, deixa que o Espírito Santo ordene os teus pensamentos e dá apenas a resposta com a qual Ele te responde. Todas as pessoas buscam amor como tu o fazes, mas ninguém o conhece a menos que se una a ti nesta busca. Se empreendeis juntos a busca, vós levais convosco uma luz tão poderosa que dá significado ao que vedes. A jornada solitária falha porque excluiu aquilo que quer achar."

do livro "Um Curso em Milagre", Capítulo 14, X, 10.

quinta-feira, setembro 16, 2010

Liberdade é a única dádiva

"Liberdade é a única dádiva que podes oferecer aos Filhos de Deus, sendo um reconhecimento do que eles são e do que Ele é. Liberdade é criação, porque é amor. Aquele que buscas aprisionar, tu não amas. Por conseguinte, quando buscas aprisionar alguém, incluindo a ti mesmo, não o amas e não podes identificar-te com ele. Quando tu te aprisionas, estás perdendo de vista a tua verdadeira identificação comigo e com o Pai. A tua identificação é com o Pai e com o Filho. Não pode ser com um e não com o outro. Se és parte de um, tens que ser parte do outro porque eles são um. A Santíssima Trindade é santa porque é Una. Se te excluis dessa união, estás percebendo a Santíssima Trindade como separada. Tens que estar incluído Nela, porque Ela é tudo. A não ser que ocupes o teu lugar Nela e realizes a tua função como parte Dela, a Santíssima Trindade fica tão destituída quanto tu. Nenhuma parte Dela pode estar aprisionada se se quiser conhecer a Sua verdade."

versículo 8, IV. "A dádiva da liberdade", capítulo 8, do UCEM

terça-feira, setembro 14, 2010

O encontro santo

"Glória a Deus nas alturas e a ti, porque essa é a Vontade de Deus. Pede e te será dado, porque já te foi dado. Pede luz e aprende que és luz. Se queres compreensão e iluminação, tu as aprenderás porque a tua decisão de aprendê-las é a decisão de escutar o Professor Que conhece a luz e pode, portanto, ensiná-la a ti. Não há limite para o teu aprendizado porque não há limite para a tua mente. Não há nenhum limite para o Seu ensinamento porque Ele foi criado para ensinar. Compreendendo a Sua função perfeitamente, Ele a cumpre perfeitamente porque essa é a Sua alegria e a tua."

"Quando te encontras com qualquer um, lembra-te de que é um encontro santo. Assim como tu o vires, verás a ti mesmo. Assim como o tratares, tratarás a ti mesmo. Assim como pensares dele, pensarás de ti mesmo. Nunca te esqueças disso, pois nele acharás a ti mesmo ou te perde-rás. Sempre que dois Filhos de Deus se encontram, lhes é dada mais uma chance de salvação. Não deixes ninguém sem lhe dar a salvação e sem recebê-la tu mesmo. Pois eu estou aí contigo todos os dias, em tua memória."

versículo 1 e 4, III. "O encontro santo", capítulo 8, do UCEM

quinta-feira, setembro 09, 2010

"Tu és diferente de Deus, mas tu não estás dissociado de Deus. O facto de não estares dissociado de Deus é a razão pela qual não podes morrer nunca."

do livro "Regresso a Deus"
do Neale Donald Walsch

sexta-feira, setembro 03, 2010

As dádivas do Reino - I

"O poder criativo de Deus e de Suas criações é ilimitado, mas não estão em uma relação recíproca. Tu te comunicas inteiramente com Deus, como Ele faz contigo. Esse é um processo em andamento no qual compartilhas e porque compartilhas, és inspirado para criar como Deus. Entretanto, na criação não estás em uma relação recíproca com Deus, uma vez que Ele te criou, mas tu não O criaste. Eu já te disse que somente nesse aspecto o teu poder criativo difere do Seu. Mesmo nesse mundo há um paralelo. Os pais dão à luz as crianças, mas as crianças não dão à luz aos pais. Contudo eles dão à luz as suas crianças e assim dão à luz como os seus pais."

de UCEM, Capítulo 7, 1

quinta-feira, agosto 26, 2010

As Lições de Amor do "Um Curso em Milagres"

"Para ter, dá tudo a todos."

"Para ter paz, ensina paz para aprendê-la."

"Sê vigilante só a favor de Deus e do Seu Reino."


...

quarta-feira, julho 28, 2010

Um milagre é um serviço

"Um milagre é um serviço. É o serviço máximo que podes prestar a um outro. E uma forma
de amar o teu próximo como a ti mesmo. Reconheces o teu próprio valor e o do teu próximo
simultaneamente."


de "Um Curso Em Milagres"

sexta-feira, julho 09, 2010

O TEU PROPÓSITO AO TORNARES-TE HUMANO

"Decidir e declarar, criar e expressar, experienciar e realizar Quem Realmente És.
Recriares-te de novo a cada momento na versão grandiosa da visão mais sublime que já tiveste sobre Quem Realmente És.
É esse o teu propósito ao tornares-te humano, e é esse o propósito de toda a vida."

Conversas com Deus, livro 3
Neale Donald Walsch
Pagina 275

sábado, junho 05, 2010

SENTIR A UNICIDADE É ESSENCIAL

"Sentir a unicidade… é essencial para fazer deste mundo um sítio melhor. Eu acredito que, a não ser que tenhamos esse sentimento de solidariedade com as gentes do mundo, todos os nossos esforços de paz e segurança não nos levam a lado nenhum."

Anwarul K. ChowdhuryU.N. Culture of Peace emissaryFormer undersecretary-general and high representative of the United Nations
On receiving Oneness Day petition at U.N. headquarters May 20, 2010
Petition, delivered by Humanity's Team, was signed by more than 50,000 people from 168 countries

terça-feira, maio 11, 2010

Assim nasceu Portugal ...

Manifestis Probatum

"Alexandre, Bispo, Servo dos Servos de Deus, ao Caríssimo filho em Cristo, Afonso, Ilustre Rei dos Portugueses, e a seus herdeiros, in 'perpetuum'. Está claramente demonstrado que, como bom filho e príncipe católico, prestaste inumeráveis serviços a tua mãe, a Santa Igreja, exterminando intrepidamente em porfiados trabalhos e proezas militares os inimigos do nome cristão e propagando diligentemente a fé cristã, assim deixaste aos vindouros nome digno de memória e exemplo merecedor de imitação. Deve a Sé Apostólica amar com sincero afecto e procurar atender eficazmente, em suas justas súplicas, os que a Providência divina escolheu para governo e salvação do povo. Por isso, Nós, atendemos às qualidades de prudência, justiça e idoneidade de governo que ilustram a tua pessoa, tomamo-la sob a proteção de São Pedro e nossa, e concedemos e confirmamos por autoridade apostólica ao teu excelso domínio o reino de Portugal com inteiras honras de reino e a dignidade que aos reis pertence, bem como todos os lugares que com o auxílio da graça celeste conquistaste das mãos dos Sarracenos e nos quais não podem reivindicar direitos os vizinhos príncipes cristãos. E para que mais te fervores em devoção e serviço ao príncipe dos apóstolos S. Pedro e à Santa Igreja de Roma, decidimos fazer a mesma concessão a teus herdeiros e, com a ajuda de Deus, prometemos defender-lha, quanto caiba em nosso apostólico magistério."

O Tratado de Zamora foi um diploma resultante da conferência de paz entre D. Afonso Henriques e seu primo, Afonso VII de Leão e Castela. Celebrado a 5 de Outubro de 1143, esta é considerada como a data da independência de Portugal e o início da dinastia afonsina.
Vitorioso na batalha de Ourique, em 1139, D. Afonso Henriques beneficiou da acção desenvolvida, em favor da constituição do novo reino de Portugal, pelo arcebispo de Braga, Dom João Peculiar. Este procurara conciliar os dois primeiros e fez com que eles se encontrassem em Zamora nos dias 4 e 5 de Outubro de 1143 na presença do cardeal Guido de Vico.

Pelos termos do tratado, Afonso VII concordou em que o Condado Portucalense passasse a ser Reino, tendo D. Afonso Henriques como seu "rex" (rei). Embora reconhecesse a independência, D. Afonso Henriques continuava a ser vassalo, pois D. Afonso VII para além de ser rei de Leão e Castela era Imperador de toda a Hispânia. Contudo nunca D. Afonso Henriques prestou vassalagem ao Imperador, sendo caso único de entre todos os reis existentes na península Ibérica.

A soberania portuguesa, reconhecida por Afonso VII em Zamora, só veio a ser confirmada pelo Papa Alexandre III em 1179, mas o título de "rex", que D. Afonso Henriques usava desde 1140, foi confirmado em Zamora, comprometendo-se então o monarca português, ante o cardeal, a considerar-se vassalo da Santa Sé, obrigando-se, por si e pelos seus descendentes, ao pagamento de um censo anual.

Em Zamora, revogou-se o anterior Tratado de Tui datado de 1137.

A partir de 1143 D. Afonso Henriques vai enviar ao Papa remissórias declarando-se seu vassalo lígio e comprometendo-se a enviar anualmente uma determinada quantia de ouro. As negociações vão durar vários anos, de 1143 a 1179. Em 1179 o Papa Alexandre III envia a D. Afonso Henriques a "Bula Manifestis probatum"; neste documento o Papa aceita que D. Afonso Henriques lhe preste vassalagem directa, reconhece-se definitivamente a independência do Reino de Portugal sem vassalagem em relação a D. Afonso VII de Leão e Castela (pois nenhum vassalo podia ter dois senhores directos) e D. Afonso Henriques como primeiro rei de Portugal, ou seja, Afonso I de Portugal.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_de_Zamora

quinta-feira, maio 06, 2010

Consegues entender?

"Consegues percepcionar a quantidade de Bem-Estar que vem para ti?
Consegues percepcionar a maravilhosa orquestração de circunstâncias e eventos que estão disponíveis devido a ti?
Consegues entender quão amado/a és?
Entendes como a criação deste planeta, a criação do Universo, se encaixa para a perfeição da tua experiência?"

"Ask and It Is Given"
Esther and Jerry Hicks

sexta-feira, abril 30, 2010

"Papa tem obrigação moral de ser o primeiro a demitir-se"

Grande entrevista do presbítero Mário de Oliveira, sejamos assim todos, lúcidos, despertos, vivendo a Vida de olhos bem abertos.

http://dn.sapo.pt/especiais/interior.aspx?content_id=1555097&especial=Bento%20XVI%20em%20Portugal&seccao=SOCIEDADE

Para que as Trevas nas nossas consciências desapareçam de vez.

Leiam e mudem de vida.

Não se consegue ser indiferente perantes estas palavras.

Vamos a isso.

quarta-feira, abril 21, 2010

60% dos divorciados realizaram casamento pela Igreja

"Isabel é uma católica convicta, praticante e com serviço à comunidade. No coro que assiste à missa, como catequista, nos encontros de casais (equipas de Nossa Senhora), a aconselhar os futuros casais (Centros de Preparação para o Matrimónio ) ou nas actividades dos escuteiros. Até ao dia em que pôs o seu casamento em causa e desfez os laços que a hierarquia religiosa considera serem indissolúveis. Foi obrigada a deixar algumas práticas religiosas, como o comungar. Sentiu-se injustiçada!

A injustiça é sentida por muitos casais católicos que se divorciam todos os anos. Em 2008, constituíram 60,5 % do total de divorciados, 26 110, um número que já é mais de metade dos casamentos anuais, 43 228.

O direito ao divórcio foi uma das primeiras bandeiras dos católicos a seguir ao 25 de Abril de 1974 e que lutavam contra a Concordata, de 1940, que os impossibilitava de se divorciarem. Voltaram a poder fazê-lo um ano depois da Revolução, mas a hierarquia religiosa impede-os de recasar e de participarem activamente na eucaristia, nomeadamente na comunhão e no apadrinhamento de uma criança.

Isabel Lopes, 52 anos, dois filhos adultos, casou pela Igreja Católica aos 23 com o primeiro namorado que teve, união que durou até aos 43, quando o casal já nada tinha de harmonia. Poderia manter as aparências... mas achou que tinha o direito a ser feliz. "Claro que me senti muito dividida, senti que estava a cortar com uma série de princípios que eu defendia, mas vivia numa situação insustentável", justifica.

Divorciou-se e voltou a constituir família. E a Isabel catequista e mentora deixou de ser um exemplo para a Igreja. "Vivo em concubinato, é assim que a Igreja me classifica. É uma revolta!", diz.

Isabel procurou apoio junto do casal responsável pela equipa de Nossa Senhora a que pertencia, que a acompanhou, embora tenha começado por a dissuadir. "Excepcionais, sempre me apoiaram desde o início." Foi o seu porto de abrigo, já que a família a rejeitou.

"Continuei a pertencer ao grupo da Igreja, mas o que acontece é que nós próprios nos vamos afastando, deixamos de nos sentir integrados." Não pode participar em pleno nas celebrações religiosas e não comunga por saber que é uma prática que lhe é proibida. "É contra a minha consciência. Embora os párocos, que me conhecem desde a adolescência, tivessem dito que não me recusariam a comunhão... mas também me disseram que isso não era bem-visto pela comunidade. Havia pessoas que me viravam a cara", lembra.

Hoje, a instrutora e sócia da Escola de Condução Paço d'Arcos vai à missa e continua a fazer parte do coro da paróquia, mas desligou-se da restante prática religiosa. "Volvidos oito anos, passada a minha experiência e tendo visto outras separações de filhos de pessoas que frequentam a igreja, sinto que existe uma aceitação na paróquia que na altura não senti", refere. Mas não acredita numa abertura por parte da hierarquia religiosa em relação aos católicos divorciados. E, muito menos, que isso aconteça no pontificado deste Papa.

Bento XVI defende que a Igreja deve manter "com firmeza" o princípio da indissolubilidade do casamento e critica quem tende a abençoar essas uniões, que considera "ilegítimas". A posição, que manifestou num encontro com bispos em Lourdes, França, em Setembro de 2008, foi interpretada como sendo um puxão de orelhas aos padres que promovem iniciativas a abençoar tais casais."

Aqui

terça-feira, abril 13, 2010

NADA ACONTECE POR ACASO

"Eu digo-te: Não existe nenhuma coincidência e nada acontece “por acaso.” Cada acontecimento e aventura são trazidos ao teu Eu Sou pelo teu Eu Sou para que possas experienciar Quem Realmente És. Todos os verdadeiros Mestres sabem isso. É por isso que os Mestres místicos permanecem inalterados perante as piores experiências da vida (como as definirias).
 
Os grandes professores da vossa religião Cristã entendem isso. Eles sabem que Jesus não ficou perturbado com a crucificação, mas esperava-a. Ele podia ter-se afastado, mas não o fez. Permitiu ser crucificado para que Ele pudesse ser o símbolo da salvação eterna. Vejam, disse Ele, o que eu consigo fazer. Vejam o que é verdade. E saibam que estas coisas, e muito mais, vocês farão. Pois não tenho dito que vocês são Deus? No entanto vocês não acreditam. Se não consegues acreditar em ti, então acredita em mim."
 
Conversas com Deus, livro 1
Neale Donald Walsch

quarta-feira, março 24, 2010

Os sacerdotes

"Para a Sabedoria, nos antípodas do Saber, os sacerdotes sempre foram e são, ainda hoje, os seres humanos mais nocivos da Sociedade. Basta serem os mais credenciados mercenários da Alienação humana. Eles existem apenas para desviar os seres humanos da via ou Caminho da Sabedoria, que é a da Liberdade e da Maioridade Humanas. Ao reivindicarem para eles, e em exclusivo, o papel de intermediários entre os seres humanos e Deus, os sacerdotes constituem-se no maior obstáculo dentro da História e na Sociedade ao pleno desenvolvimento dos seres humanos. Para os sacerdotes, é preciso que os seres humanos e os povos permaneçam, geração após geração, no Medo, no Infantil, nunca alcancem a sua plena Autonomia. A Autonomia dos seres humanos e dos povos é o fim dos Sacerdotes. E isso os Sacerdotes jamais podem aceitar. Têm-se a si mesmos (uns breves momentos de conversa com algum deles bastarão para percebermos que eles se vêem a si mesmos, assim) como seres humanos "à parte" dos demais, destinados a fazerem a "ponte" (intermediários) entre os demais seres humanos e Deus. Sem eles e sem os ritos a que presidem em dia, hora e local marcados, sempre os mesmos, nem Deus comunicaria com os demais seres humanos, nem os seres humanos comunicariam com Deus!!!"

Capítulo 44 versículo 1 do "Livro da Sabedoria" do Mário de Oliveira
Aqui http://padremariodemacieira.com.sapo.pt/livro_da_sabedoria.htm

terça-feira, março 16, 2010

Lição 1 - Nada do que eu vejo nesse quarto (nessa rua, dessa janela, nesse lugar) significa coisa alguma.

Agora, olha vagarosamente à tua volta e pratica aplicando essa idéia, de modo muito específico, a qualquer coisa que vejas:

Essa mesa não significa nada.

Essa cadeira não significa nada.

Essa mão não significa nada.

Esse é não significa nada.

Essa caneta não significa nada.

Então, olha além do que o que está imediatamente à tua volta e aplica a idéia a um âmbito mais amplo:

Aquela porta não significa nada.

Aquele corpo não significa nada.

Aquela lâmpada não significa nada.

Aquele cartaz não significa nada.

Aquela sombra não significa nada.

Nota que estas declarações não estão agrupadas em nenhuma ordem e não fazem nenhuma distinção quanto às diferenças entre os tipos de coisas às quais são aplicadas. Esse é o propósito do exercício. A declaração deve ser meramente aplicada a qualquer coisa que vês. Ao praticares a idéia do dia, usa-a com total indiscriminação. Não tentes aplicá-la a tudo o que vês, pois estes exercícios não devem se tornar ritualísticos. Apenas certifica-te de que nada do que vês seja especificamente excluído. Qualquer coisa é como qualquer outra no que concerne à aplicação da idéia.

Cada uma das três primeiras lições não deve ser praticada mais do que duas vezes por dia, de preferência pela manha e à noite. Também não se deve tentar fazê-las por mais de um minuto, aproximadamente, a menos que isso implique em uma sensação de pressa. Uma sensação confortável de lazer é essencial.

 

Lição 1 de "UM Curso em Milagres"