quarta-feira, setembro 05, 2007

A espiritualidade, dinheiro, sistema económico, problemas sociais.

Muitos iniciadores (não todos) de movimentos espirituais ou da nova espiritualidade, começam por prometer às pessoas a prosperidade em dinheiro, mas ao mesmo tempo, as pessoas tem que pagar (e não é pouco) esses workshops sobre a tal prosperidade. A existir alguma prosperidade em dinheiro, só existe mesmo para esses orientadores de workshops, pois este é o novo El Dorado, o filão que muitos se puseram a minerar.

Ao incutirem a necessidade de sermos seres iluminados para atingirmos um patamar de nirvanas e afins, e como ninguém gosta de ficar para trás nem que para isso tenhamos que pagar, muitos são os que entram neste jogo do dinheiro. Há poucos a quebrar este ciclo vicioso, do dinheiro que chama dinheiro, passando a espiritualidade a ser mais um bem de consumo. Então as pessoas entram numa correria atrás de mestres que lhes indiquem qual o caminho que elas devem seguir para atingir esses estados espirituais superiores. Tudo se passa no exterior, ficam enfeitados com uma série de cursos e cursinhos e workshops e palestras de aquele e do outro mestre ou guru, mas por dentro estão na mesma.

Eu não sou contra o dinheiro e ao seu uso, mas quando ele se entrepõe na resolução dos problemas básicos da humanidade, tais como a fome, a sede, a guerra, e outros problemas sociais que passamos a vida a chorar pelas pessoas que passam por eles, aí penso noutro sistema económico que não seja baseado no dinheiro, talvez um sistema económico baseado no sistema de trocas da Natureza, em que todos se bastam, a uns e aos outros, eu faço algo a outro, e esse outro produzirá algo para mim, sem valorizar ou comparar valor dos produtos.

Na minha visão de um mundo novo com uma nova espiritualidade, essa economia da Natureza pode ser aplicada aos humanos, resolvendo os problemas básicos que nos afectam a todos, para depois todos possam ter a oportunidade de crescer espiritualmente, e assim a humanidade possa dar o próximo passado, sem que ninguém seja rejeitado ou deixado para trás.

Que assim seja.