Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Amar ou não amar, eis a questão.

 

Continuamos a perguntar-nos, se amamos ou não aquele/aquela outro/outra.

 

Se aceitarmos que, inevitavelmente, amamos todos os seres humanos e todas as coisas visíveis e invisíveis. Nunca se nos colocaria essa questão de, amamos ou não amamos.

 

A escolha seria entre as várias formas de amor, e colocaríamos apenas a questão, de que forma vou amar aquela pessoa.

 

Podemos então amar aquela pessoa, pensando que estamos a odiá-la, então estamos perante a ilusão do ódio, mas só o amor é real.

 

Podemos então amar uma outra pessoa, pensando que precisamos dela para a nossa felicidade, e estamos perante a ilusão da necessidade de ser feliz, mas só o amor é real.

 

Podemos então amar aquela pessoa especial, pensando que não haveria outra pessoa no mundo com quem nos déssemos melhor, e estamos perante a ilusão do especialismo, mas só o amor é real.

 

Amem, pois já são amados de muitas formas.

 

 

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

O que eu ouvi ontem: A aceitação do teu irmão

"Tu ainda não despertaste, mas podes aprender como despertar. Muito simplesmente, o Espírito Santo te ensina a despertar os outros. À medida em que tu os vês despertos, vais aprender o que significa o despertar e porque escolheste despertá-los, a sua gratidão e a sua apreciação do que tu lhes deste vão ensinar-te o valor do despertar. Eles virão a ser as testemunhas da tua realidade, como vós fostes criados como testemunhas da realidade de Deus. No entanto, quando a Filiação se reúne e aceita a própria unicidade, ela será conhecida pelas suas criações, que testemunham a realidade dela assim como o Filho faz com o Pai."
 
Do livro "Um Curso Em Milagres"

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Mestre de filosofia

"

Herman José – A propósito de metafísica, ofereceram-me um livro, que de uma forma bem menos metafísica do que o professor defende, atribui a autoria de alguns poemas a si próprio, portanto a editora garante que é o Agostinho da Silva que escreveu. E a propósito de gatos, que também tenho gatos, e acho um animal surpreendente, eu fui rebuscar e não é nada original que a Alice Cruz já fez isto, foi buscar poesias suas, mas fui rebuscar umas poesias, algumas delas engraçadíssimas e desconcertantes de tão singelas, esta por exemplo tem que ver com gatos e diz só assim: Mestre de filosofia, com mais saber e engenho, o meu gato mia. Que é que isto quer dizer?

 

Agostinho da Silva – Quer dizer que o gato é um animal que está naturalmente na vida, e se cumpre gato, e dá imediatamente em si com o tempo a ideia fundamental que parece ser, vê lá tu que não é de gato mas uma coisa diferente, vê lá tu se te cumpres. Então a filosofia fundamental do gato, parece ser para toda a gente o de se cumprir, não é de cumprir só, que essa por exemplo é a filosofia do militar, é de cumprir-se, não se trata portanto de alguma coisa imposta de fora, mas daquilo que veio com a pessoa que é a própria pessoa , em que ela se trata fundamentalmente de se cumprir."

 

Entrevista do prof. Agostinho da Silva a Herman José.

Terça-feira, Outubro 27, 2009

Agostinho da Silva - Homem de fé?

"Herman José – Mas o professor tem fé?

 

Agostinho da Silva – Eu suponho que sou uma pessoa de convicção, se a convicção é a mesma coisa que a fé, coisa discutível, a convicção é uma coisa que a pessoa traz ou sente, que traz de dentro, como se fizesse bem parte dele, e que não há maneira de evitar, o convicto não evita, quanto à fé é outra coisa, é em geral aquilo em que se acredita, ou que se convence a pessoa de que existe sem ter nenhuma matemática pelo meio, sem haver nenhuma equação que o prove, então a pessoa tem fé."

 

Entrevista do professor Agostinho da Silva a Herman José

http://www.youtube.com/watch?v=rw5ghtXHgbg

 

Quarta-feira, Outubro 21, 2009

Os indispensáveis

A sociedade portuguesa já tem uma lista de "indispensáveis" e que fica em 5% da população, e que vão receber a vacina da gripe A.
 
Parabéns.
 
Então os outros que integram os 95%, podem morrer à vontade.
 
É uma boa medida de controlo da população mundial, assim vai-se produzir menos CO2 e metano.
 
Ainda estou para ver, que esta coisa da vacina não é uma forma de "se ainda não está infectado, agora vais ficar mesmo infectado" para se poder comprar mais Tamiflu e Relenza, que veêm da fábrica do senhor Rumsfeld.
 
Parabéns, estamos a ajudar os EUA a ultrapassar a sua crise financeira com esta suposta pandemia histérica que grassa pelo mundo fora.
 
Ainda bem que eu não sou indispensável, assim não sou obrigado, pelos visto vão mesmo obrigar a tomar a vacina.
 
Até já.
 

Sexta-feira, Outubro 16, 2009

Há perdoar e há esquecer

Eu perdoo mas não esqueço.

 

Não esqueço por que tenho memória. Não quero esquecer a que levou àquela situação. Não esqueço os actos que foram cometidos. Não esqueço o rosto irado e enraivecido. Não esqueço nenhum pormenor. Não esqueço para que possa ver a situação com distanciamento, por que senão estiver atento à envolvência da situação, ela se irá repetir e repetir-se-á, para a próxima irei estar preparado, tal como o médico faz o diagnóstico a um paciente, e isto é sabedoria.

 

Finalmente, perdoo o outro com todo o meu coração, mas para isso lembro-me que a Vida é um jogo e não se pode levá-la demasiado a sério, só ego é que leva a Vida demasiado a sério, por isso é que ele se ofende tanto com os outros egos, quando entendermos isto, é muito mais fácil perdoar, e perdoando a outro, estamos a perdoar a nós mesmos.

 

 

Terça-feira, Outubro 13, 2009

Presos como o elefante

 
Tenho andado a matutar na história do elefante do circo, ele foi capturado e levado para exibições no circo quando era muito pequeno. Os homens do circo prenderam-no através de uma corda presa a uma estaca e depois à pata do pequeno elefante.
 
Obviamente, o pequeno tentou escapar puxando a corda com a pata, mas como era fraco não conseguiu e desistiu.
 
Mas o elefante foi crescendo, tornando-se mais forte, até atingir o peso e a altura de um elefante adulto, mesmo assim nunca mais tentou escapar, apesar de agora podê-lo fazê-lo facilmente.
 
Assim vejo muitos de nós que continuamos agarrados às nossa fraquezas de antigamente, sem nunca termos tentado escapar dos enredos e teias que tecemos e nos teceram, e isto apesar da nossa força e capacidade de nos movimentar livremente.
 
Portanto, vamos tentar mais uma vez escapar daquilo que nos prende, que afinal as algemas não são assim tão fortes.
 
Um até já.